
É preciso saber a hora de silenciar e a hora de falar. Acho que demorei muito a aprender. Foram conversas trocadas e outras rejeitadas. A gente vai aprendendo devagarinho que o tom da voz do interlocutor, o mutismo, os monossílabos, as desculpas esfarrapadas e muito mais, desarmam a nossa intenção e fazem diminuir as buscas do outro e a insensatez das procuras.
Sábado de tantos outros. Sempre procuro diversificar os programas e não deixar que o tédio vazio venha a se apoderar. Devagar e sempre, aprendi muita coisa. Hoje sou uma mulher diferente de tantos outros momentos. Isso me fez bem e afastou as mazelas criadas sem razão de ser.
Mas, lá fora há um sol que brilha e cá dentro um brilho nos meus olhos. É um momento de paz e de relax. É um instante de reflexão amena e um descortinar de sensualidade estética. Os meus aposentos sempre os meus aposentos. Há uma música tocando que inebria o meu ser por inteiro. Amo este local, talvez mais do que muitos outros.
Sábados de tantos outros. Espero a hora do passeio e o tempo de me aprontar. Estou induzindo em mim tudo que já planejara. Quero amar o próximo para me sentir bem. Quero dar carinho para se acariciada. Quero o amor mais lindo e mais puro. A inocência da criança se debatendo contra toda e qualquer maldade.
E o mundo gira. E o mundo ensina devagarinho que a dor da alma também pode ser curada. Vida , vida minha...
Deixo que as palavras se debatam e se encontrem numa cumplicidade que, por muitos, é ignorada. Sempre o amanhã vem depois. E é este amanhã que se avizinha, que eu preparo de vestes trocadas, de palavras transformadas, com um amor maior e uma esperança presente...
Lindo texto Como tantos outros.Parabéns, Woy
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