Especial!!

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Linda!!!!

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Na periferia....

Hoje a crônica sai em horário diferente e em local que não é a minha casa. Faço uma pequena pausa no trabalho e me ponho a dedilhar palavras, sem nenhuma motivação maior, a não ser a de me ausentar um pouco da realidade do cotidiano.
Encontro-me só. Parece até que este é o meu eterno estado de ser e de estar. Ledo engano!!!!!
Acho que precisava avaliar um pouco o muito que já fui e o presente dos dias. Um tanto inquieta, vou e volto e me detenho no espelho, em momento que não seria oportuno e indicado. Mas, às vezes a gente não busca as nossas preocupações e os nossos direcionamentos quando queremos e, melhor que tudo, desejamos.
Nesta pequena pausa, sozinha e pensativa, ponho-me a refletir e a desenhar mecanismos que me façam frear todo e qualquer possível comportamento de estresse.
O tempo passou, como haveria de passar. Ficaram as marcas, as recordações, as boas e más lembranças e os traços de uma infância perdida, alimentada na maturidade do hoje.
A maturidade, evidentemente, me fez crescer. Houve uma troca de valores inocentes pela realidade nua e crua que, muitas vezes, duvidamos fosse um dia acontecer. Confesso, leitores, que o futuro, que me parecia vir a ser semelhante aos valores assimilados na juventude e que os sentimentos e elos de amor nunca deixariam de me rodear, chegou de forma diferente, mas trabalhada. Busquei mecanismos de defesa e aprendi com a vida. A solidão me é confortável e o desprezo, por vezes, presente, já não me incomoda como me importunou.
Ah, a vida... Com tantos desacertos e com tantas alegrias. Momentos prazerosos abafam as adversidades e a gente caminha melhor quando tudo é projetado.
Cheguei a um patamar de convívios, onde muitos foram mudados e outros permaneceram ativos. Acostumei-me ao bom e ao ruim. Fiz muitas amizades e aprendi a cultivar as flores e a fazer a dieta que mais me apraz e é saudável.
A vida mudou. Como também ficaria estática? Aconteceu porque assim teria que ser. Não sigo os mesmos passos, mas aqueles que aprendi na maturidade têm tudo para ser muito bem vindos. Não tenho do que me queixar. Se as marcas no rosto me incomodam um pouco, o emocional supera toda e qualquer angústia. Mas, angústia? acho que não a conheci de perto. Fiquei na periferia. Valha-me Deus!!!!!



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