Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

sábado, 31 de maio de 2014

A resposta do espelho...


Acordei de supetão. Acho que estava tendo um pesadelo. Incríveis as nossas mentes. Era madrugada, lá pelas quatro horas da manhã, quando sempre acontecem estes momentos....
Levantei-me rápido. Fui direto ao espelho. Talvez tivesse com um tema fixo me acompanhando. Eu que nunca pratico essa olhada no espelho, vi-me de corpo e quase de alma.
Não tinha rugas e a pele macia do meu rosto, quase aveludada, me dão a impressão que o tempo não passou para mim. Verdade esta , tão verdade que sempre sou apreciada.
Detive o meu olhar sobre o meu corpo inteiro. Pernas torneadas e a ausência de qualquer varize me fazem sempre senhora de mim mesma. Certa vez, faz pouco tempo, perguntei a um médico se era praxe encontrar mulheres, quase maduras, como eu, sem varizes e com um rosto tão macio e sem rugas. Para me agradar, ou não, respondeu que nunca acontecia. No mínimo, sempre tinham varizes e as rugas manifestas.
Tal qual Oscar Wilde , fiz valer o meu narcisismo, desta feita com tudo evidente, como assim queria.
Não tive mais sono. Também, essa tamanha constatação me embalaram a alegria e o bem estar. Afinal, afinal, fisicamente, foram poucas as minhas perdas.Que mais poderia querer, se o meu jeito de mulher fina também era a minha marca registrada?

Sábado de muitos sábados. Vesti a minha roupa de caminhar e calcei o meu tenis americano para ir ao calçadão, tão pertinho. Absorvendo logo cedo a vitamina D, boa até para o coração, andei o quanto pude, sentindo a brisa da manhã e deixando que o sol brando me queimasse num bronze sutilmente visível.
Cheguei, sentei em minha varanda, olhei o mar e me maravilhei com o panorama que me proporcionava o meu cantinho. Agradeci a Deus pela minha real sensação de bem estar. Nada a mudar, nem mesmo um papel de parede, a la Oscar Wilde...

sexta-feira, 30 de maio de 2014

O frio da noite!!!


Noite fria noite,
No meu cantinho
O meu coração bate mais rápido...
Há um quê de inquietude
E um silêncio
Que fala....
Já perdi tanta coisa
Que o frio da noite
Não me assusta.
Noite, fria noite,
Abro a janela do meu quarto
E respiro fundo
A minha sofreguidão...
Não briguei com o mundo,
Pois não sou disso.
Noite, fria noite,
Acalma os meus passos
Eu só quero o frio da noite!!!!
(Eliana Pereira) 23.30

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Ninguém escapa do tempo!!!


Acho que estou encerrando hoje mais um capítulo da minha vida. Não precisava chorar, mas eu chorei. A gente sempre espera de quem se gosta fraternalmente um pouco de mimo e de palavras doces e carinhosas. Nunca deixei de tornar lapidados os meus gestos e a minha maneira de ser. O pior de tudo é não estar preparada para escutar o inusitado , o inesperado e o intempestuoso comentário. Não queria ouvir inverdades, mas muito menos, "verdades" causadas pelas cicatrizes de um passado que nunca volta, ou se volta é um pesadelo.
Interessante é a vida. Pessoas não aceitam as suas mudanças na maturidade e jogam sobre outros, as intempéries dos medos de seu narcisismo que vê a sua face modificada, mas não aceita.
Tive hoje uma tremenda dor de cabeça, sem falar na opressão torácica, que, por um triz, não atingiu o meu coração. Espero que a noite seja mais serena, suave e não venha a se tornar fatídica...
Mas, a vida é muito interessante. Sempre existe o avesso da moeda. Quase logo, escutei palavras avessas, advindas da juventude em flor, colocando-me no pedestal das mulheres maravilhosas. E minha filha, por telefone, declarando que eu era linda e que me amava de muitão.
Sobre os meus ombros, os dois jovens pesaram mais com as suas palavras, isentas de invejas, de maldades e de traições.
A tarde não foi tão boa. Às custas da pílula do esquecimento, dormi muito. Precisava. Acordei outra , alimentada pelas palavras doces de uma juventude que não traz em si os tormentos do envelhecimento, daquele envelhecimento que, por vezes, dói., porque não tem remédio, nem maquiagem, nem ginásticas e nem adoçantes que curem.
E a vida passa para todos. Ninguém escapa do tempo. Pior será deixar que o engano e os desenganos tomem conta de si.....Valha-me Deus!!!

segunda-feira, 26 de maio de 2014

O vazio das horas...


A tarde se passa sem muitos acordes. Alguns momentos de leitura e outros de pensamentos soltos, avessos ao dia de cada dia. Imagino que tudo pode mudar sem nenhuma explicação, sem justificativas convincentes , com humores instáveis e as esperanças perdidas.
Já passei por algumas penas, já sofri com as mudanças repentinas das coisas e dos outros, já me conformei, já virei quase outra e, de galho em galho, vou mudando a minha rotina. Assim teria que ser. De outra maneira, não teria como viver ou sobreviver...
A tarde mudou sem expectativas satisfeitas, perdida no sonho que não veio a se realizar. Não há porquê fingir que estou tão bem quanto quisera estar. Mais uma vez, o tempo se vai , dando as suas voltas e reviravoltas. Ontem sim, hoje não.
Incríveis tantas verdades atravessadas nos caminhos dos indivíduos. Enganos e desenganos. Esperanças e decepções. O mundo girando qual roda gigante, obrigando-nos a nos sustentar a trancos e a barrancos...
Aqueles que nunca ouviram falar no amanhã. Enganam-se com o hoje e esquecem o ontem muito mais depressa do que se foi. Tenho pena dos pseudo poderosos e dos que se enganam e esquecem Deus. Rezo por uns e por outros. E a tarde se vai, quer queira ou não. Ela se vai porque a noite pede licença....porque a lua nasce e o sol se põe. Aí,não há quem mude o tempo!
Sozinha em meus aposentos, tento me colocar no melhor lugar. Naquele que me deixa melhor acomodada, fugindo de saudades e de humores repentinamente outros.
O indivíduo no seu mundo esquece até de ultrapassar o abismo que deveria não existir junto ao seu vizinho. E a tarde passa. E as mágoas não se incorporam a mim. E eu vivo , com sofreguidão ou não, o vazio das horas!!

domingo, 25 de maio de 2014

Sob o impacto de um banho frio...


A inquietação briga com o sono, num momento em que nenhum dos dois consegue vencer. Interessantíssima é a vida. Em plena quinta feira, fui dormir alimentada por palavras que li e que me fizeram muito bem. E lá se vem os outros dias, onde a minha capacidade de tergiversar se atravessa em minha trajetória de vida. Passo a ser eu e as minhas mudanças.
A noite é criança aqui no meu mundo. Ainda alerta, penso no futuro, no doravante e me divido entre inquietações e necessidades de adormecer.
O meu quarto está frio, quase gelado. O ar condicionado resolveu esfriar mais do que a sua capacidade. Ainda acordada, alheia a muita coisa e a muita gente, estou no meu canto/ recanto, buscando várias formas de vencer o tempo.
Poxa , solidão, consigo vencê-la através de uma e de mil maneiras. A leitura e a música me embevecem e me deixam num estado de quase paz, pois sentimentos extremados são passíveis de vaidade e de emoção modificada....
Como sempre, ando a casa toda. Sob o impacto de um banho frio, mudo o meu vestuário da noite e a beleza do mesmo faz-me mais satisfeita e em condições de maior alegria. Só um espelho nesta hora e vista de corpo inteira dá-me a sensação de que o peso dos anos foi menor do que poderia ter sido. Olho-me e retorno. Que bom , poder me sentir assim...
A televisão não para. O som um tanto alto se mistura com o silêncio do ambiente. Eu vivo e convivo com essas duas sintonias. Quando o silêncio fala sozinho, não é capaz de produzir um som tão alto. Prefiro essa confusão de vozes. Vestida de camisola de rendas, chamo o sono e consigo adormecer mais rápido. E que Deus seja louvado!!!

sábado, 24 de maio de 2014

Para o bem!!!


Não tenho dormido o suficiente e os meus pensamentos perseverantes vêm tomando conta do meu ser, o que constituem um certo constrangimento diante de variadas e inusitadas situações.
Hoje acordei muito cedo. Dificuldades enormes em conciliar o meu sono. Abri o meu i-pad e foi vendo as postagens que perdi o sono. Incrível, mas verdade, grande e puríssima...
Tenho pedido pouco à vida. Prefiro assim do que pedir muito e ser vítima de perdas. Penso que a roda gigante nunca parou de girar. O certo é se conformar com as decepções e ingratidões, lutando apenas até o ponto de nossos limites.
Deixei que chegasse o domingo para escrever este pequeno texto. A noite até esse momento, acordaram em mim saudades várias, algumas ritmadas com os passos da alegria e outras , só Deus sabe, como me conformar.
E lá se foi mais um sábado de muitos outros. Como quase sempre, o cotidiano do SÁBADO me fez viver as alegrias que se tornaram rotineiras. Estive num Bistrô, almocei e jantei fora, ouvi músicas, encontrei amigos e marquei ponto.
Encontro-me no meu quarto, sozinha e , como disse, dedicada aos pensamentos perturbadores. Vejo televisão, enquanto escrevo. Pelo dito, nada concentrada. Este é o meu jeito de ser. A televisão que faz me faz animada e desfaz um pouco o sentimento de solidão, estado de ser tão meu. Dele , sei tirar proveito e choro somente uma ou duas lágrimas por dia. As amizades vão bem, a família mais ainda e , como todos sabem, já é mais do que sabido, a certeza das sutilezas da fraternidade, que, diga-se de passagem, só nos impulsionam para o bem!!!

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Quando me sinto bem...


Noite, noite
Escura e buliçosa ao mesmo tempo...
Parada no vento
E rebuliça nos desejos...
Noite, noite
Sempre vem na hora certa
E se vai na hora exata.
Em plena noite
Sou eu e mais eu.
Gosto da noite
Pela frieza da temperatura,
Pelos desejos ardentes...
Saídas apaixonantes,
Retornos embevecidos.
A noite é minha,
Quando me sinto bem!!!! (Eliana Pereira )
23 horas....voltando do Restaurante

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Alguém haverá de entender....


Coloquei aquela música para me fazer sonhar. A casa era grande para comportar as saudades e uma solidão invencível. Havia dormido muito, o que não acontece. Nem sei por quê...
Ando brincando ou brigando com a roda gigante. Um dia mais concentrada, outro mais inquieta. Horas de muita alegria e outros desconcertos que eu driblo com certa dificuldade.Um dia em cima, outro em baixo.
Tenho passado por momentos que chegaram ou inusitadamente ou rápido demais. Eita que está difícil me concentrar nos livros. Já estudei muito: a vida toda. Iniciei essa labuta desde a mais tenra idade. Lembro papai, quando vivo e bem vivo, apreciando em mim tantos momentos dedicados aos estudos. Estes iniciavam às 5 horas da manhã....
Perdi-me no tempo. Nunca fui devidamente reconhecida ou conhecida. Talvez , eu tenha sido abafada por questões ainda hoje desconhecidas. Trocaram o meu reconhecimento intelectual pelo bom estilo dos meus gestos e do bem vestir. Talvez seja tarde para tantas revelações. A vida me foi boa nos encontros e reencontros, na maternidade e nos arrependimentos de muitos a longo prazo. Difícil entender o metafórico, ou não...ando com pessoas inteligentes.
Estou no meu quarto, na minha jaula preparada com tanto esmero. Melhor isso do que nada. Melhor saber que depois de uma noite inquieta vem, muitas vezes, um dia pausado e cantarolado.
Coloquei aquela música para sonhar realidades acontecidas, curtidas, amadas, no período de hormônios à flor da pele. Sou igual a todas!!!
Estou tomando coragem para tomar o meu banho. O sono terá que vir por aí. A casa é o meu privilégio, a solidão a minha companhia e a minha saudade o meu bem maior.
Mas, coloquei aquela música. Alguém haverá de entender por quê...

terça-feira, 20 de maio de 2014

Tudo é mais noite!!!!!!!!


A noite chegou rápida,
Carregando ventos e prenúncios de chuvas.
A noite chegou noite,
Escura e negra em sua plenitude.
Há em mim um mundo de sentimentos,
Alguns bem controlados,
Outros, sem destino e com amarras...
A noite chegou muito rapidamente,
Inexplicável sensação do tempo...
Da minha varanda, tudo é mais noite,
Há uma negritude bizarra
E um amor escondido.
Há uma lua que aparece e desaparece,
Há um amor em mim,
E uma saudade focada
Há uma noite pelo meio!!! (Eliana Pereira)
18 horas

segunda-feira, 19 de maio de 2014

A toalha cor de pavão!!!!


Cada dia me descubro melhor. Interessante é a vida e as peculiaridades de cada um. Estou de férias, num momento quase ímpar de minha maturidade. Sinto-me bem com mais ganhos do que perdas.
Surpreendente, leitores, que hoje me vi maravilhosamente extasiada quando terminei do banho. Fui capaz de perceber que até com a toalha fina e lapidada, sou capaz de me ver fascinada. É quando a sensualidade estética fala alto.
E o dia a dia vai deixando os seus rastros e a sua "bondade" de transformar cada minuto no prazer de viver e de me deliciar, no caso, com as coisas boas dos momentos de muitos momentos.
Venho aproveitando essa pausa no trabalho para reconstituir cada detalhe de minha casa. Isso me dá uma certa alegria, já que o ninho vazio deixa saudades...e que saudades!!!!!
A leitura do livro de Fernando Pessoa, o Livro do Desassossego, vem me distraindo e me fazendo aprender mais e mais. Habituei-me a ler mais de um livro de uma só vez. Com certeza, veio do meu pai essa forma de assim fazer...
Mas, volta à tona o prazer que citei quanto a minha toalha , que eu comprei faz pouco tempo. Bordada e de um azul quase cor de pavão. Vejo que Oscar Wilde tinha muita razão. Com tantos detalhes, amei o livro seu: O Retrato de Dorian Gray, porque, como ele, tenho interesses em comum. Avançadíssimo demais para a época , tinha aspectos típicos do homossessual que conjugava narcisismo com a sensualidade estética...
O texto é pequeno. A inspiração diminuta. As obrigações poucas. A vida mudou. E lá vou eu, procurando o melhor caminho para atravessar a trajetória da minha vida!!!!

domingo, 18 de maio de 2014

Lágrimas inúteis...


E a noite chegou
E a lua apareceu quase nua....
Existiram lágrimas inúteis
E desejos reprimidos....
Da varanda ,tudo é mais bonito
O céu de um azul conquistador,
Foi tudo de mais bonito...
" Do que pensei, do que só senti,
Sobrevive uma vontade de chorar..."
Se houve uma indiferença das estrelas,
Não sei, não escutei...
Tive sonhos exacerbados
E acreditei na lua.
Há em mim uma pré-angústia
E o meu sossego nasceu de minha resignação...

sábado, 17 de maio de 2014

Com ou sem ilusões...


Nem sei o que queria mais hoje, depois de tantas andanças, de vivências de alegria, de pensamentos misturados, de saudades radiantes. Nem sei o que queria mais hoje. Já experimentei tantas sensações. Já caminhei, já fui a Restaurantes, já curti a minha varanda e os janelões, já li, já escrevi e até já me iludi.
Agora, o dia e a noite quase passaram. Parece que me identifiquei com Fernando Pessoa quando aludiu: de dia , sou nulo e à noite sou eu....E mais, agora no meu recanto, como um dia sentiu ele, estou um pouco triste, sozinha como sou e sozinha como sempre serei. Parece que , mais ou menos assim, tenho arraigada em mim um sentimento de solidão, sempre que estou assim.Como não ter?
Ilusões perpassaram também no dia de hoje. Quanto a isso, tanto faz. Já fui vítima e já me acostumei a ser. Nunca deixarei você, disseram a mim. Será que assim seria ou será?
Ondas inquietantes preenchem o meu estado de ser. Estou em meu quarto neste momento, mais enjaulada que nunca. Aprendi a gostar de estar assim e tenho experiência de que amanhã será outro dia. Vou tirando de letra e até silabicamente essa quase ansiedade que nunca chegou a ser angústia. Paralisei-a aí...
Noite tão noite. Por mais que ande a casa toda, termino por me sentir bem. Minhas perdas e meus ganhos se contrabalançam de forma tão dosada, que termino por sair vitoriosa.
A noite hoje está um tanto engraçada. Mesclo solidão com alegrias. Ocupo os espaços e dou vez aos bons pensamentos. Planejo o outro dia e dou um final feliz numa banheira de espuma. Neste momento, algumas regalias são importantes. Sem luxos, mas por bem estar, vou longe. E a vida passa com ou sem ilusões. Estas fizeram parte de minha juventude. Ultrapassei-as. Por que não as dominaria hoje?

Tenho um coração partido...


O meu mundo é bem interessante, ou por outra ímpar , com tantas peculiaridades. E assim eu vou vivendo, trilhando passos que, por vezes, são fáceis e outros um tanto difíceis.
Acordei cedo, muito mais do que desejava. Dizem que tudo é planejamento, portanto vou fazer uma pequena viagem, não daquelas para o exterior e, muito menos, a grande viagem. Assim, espero....
As emoções, muitas delas, já não me incomodam. Tenho um coração partido de saudades e outra metade de mazelas. Ainda tem quem se esqueça, aqui e acolá.
Aprendi desde cedo com a minha mãe que o perdão é o maior dos sentimentos. Essa aprendizagem ficou em mim tão arraigada , que se consolidou.
Quem perdoa e nem guarda rancores, vive bem. Os tormentos e as expectativas são bem piores do que a incompreensão tratada e trabalhada.
Quase não dormi. Acho que de sentimentos diversos que mesclavam alegria e Dever cumprido. Transportei-me à cidade Luz, Paris. Muitas vezes é preciso sonhar e realizar, se possível e desejado. Tudo no momento certo....
Aqui no meu mundo, o dia amanheceu belíssimo. Comecei dando um Bom Dia ao meu querido Sol. Quase faço um poemeto sem rimas, saudando a beleza e o espetáculo do astro.
Estou só. Isso vem me dando uma sensação de ter que viver e conviver com a solidão, quando esta me procura....
Não há como não se adaptar. Só não revelei que foi difícil a partir de 21 de novembro de 2011 conseguir conciliar o sono à noite. Também, leitores, havia ido dormir aparentemente muito bem e acordei com o pior dos infartos. Há quem não se lembre, mas eu sei que quase vi Deus. A propósito, este mal vem matando a tres por quatro. Está na ordem do dia. Sabia que não era privilégio meu, mas rezo todos os dias para ninguém ser acometido por ele.
Deixa para lá. É sábado de muitos sábados. Meu pensamento está longe... e você companheiro?

sexta-feira, 16 de maio de 2014

E a saudade trava....


A casa muito bem arrumada está vazia. Ainda não me acostumei a viver sozinha, sem a presença de minha filha ou a expectativa de chegar quando vem do trabalho.
Em viagem pelo exterior já, nos falamos hoje duas vezes. Nada preenche uma saudade doída e sofrida. Era a juventude dando todo o esplendor de conversas que emanavam de uma mente jovem e muito inteligente.
Acabei de chegar da Rua , onde fui almoçar e fazer mil e uma coisas que me deixassem afastada do canto/recanto tão nosso e tão amado.
A tarde já se foi. A noite de um azul cor de anil vem trazendo a hora e o momento de tantas conversas jogadas fora, mas tão cativantes e que alimentavam a minha alma e o meu espírito.
Sobre a minha cama, já tenho livro novo para ler...difícil me concentrar e me distrair neste exato momento.
Estou fazendo alguns planos. É preciso até cantar e sonhar muito mais e muito bem concatenados. A cama forrada pela secretária num róseo delirante é um atrativo, mas não o suficiente que me faça esquecer a saudade.
Papai teve razão quando escreveu um artigo intitulado A casa vazia. É isso mesmo, meus leitores. Quando eu acordava, estava o seu quarto fechado e bem arrumado. Hoje escancarado com seus bichinhos de pelúcia e seus livros ainda aqui guardados, está diferente.
E o tempo passa. Bem que disse que as horas enganam o tempo....
Vou para a minha varanda. Lá, talvez, o céu e o mar me sirvam de lenitivo.
Perdoem, leitores, se tenho escrito o texto bem menor. Não consigo ser tão boa na escrita e a saudade trava a minha inspiração literária....

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Dever cumprido!!!!!!!!!!!


É isso aí, filha. O tempo passa e a gente nem sente as mudanças que vão acontecendo em sua real intensidade. Ontem um bebê de braços, uma criança peralta, uma colegial e uma Universitária. Hoje, já adulta, independente, Advogada, já sabe o que quer e aprendeu a voar...
Aproxima-se o seu casamento. Escolheu, com certeza, um esposo de muitas qualidades. Advogado e de muito bom caráter, será, como sempre foi, desde o encontro dos dois, um companheiro de todas as horas.
Estou alegre. Mas, alegria não anula uma saudade contida no fundo do meu coração. Aquele dia a dia de tantas conversas trocadas. A sua meiguice e a sua generosidade. Cúmplice nas minhas melhores horas ou não... Amo você!!!
Mas, você agora sabe voar. Estou alegre e esperando o grande momento. Partem os dois para uma nova etapa de vida. Eu, no meu cantinho, vibro com essa união.
Mesmo tendo que domar um leão de saudades todos os dias, sei que essa saudade ameniza. Juntas , estaremos sempre. A família aumentada. Mais do que sentir a sua falta, sentirei a Paz interior do DEVER CUMPRIDO!!!!

* texto escrito na véspera do casamento da minha filha, no dia 13 de maio de 2014

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Sem palavras...



Sem palavras e sem ruídos...
Silêncio que fala dentro de mim,
O mundo lá fora,
A vida cá dentro.
Sem palavras, numa noite fria...
Não sei o que dizer
E nem a quem falar.
Solidão e ilusões de muitas ilusões
Permeiam em minha mente..
Quando a noite chega
E a lua não aparece
E as estrelas dormem escondidinhas.
Sem palavras e sem rumo,
Vou andando qual andarilho,
No silêncio perturbador,
De um vazio que me cala!!!! (Eliana Pereira )

23 horas

domingo, 11 de maio de 2014

As horas enganam o tempo...



Não pensei passasse rápido...
As horas enganam o tempo.
Não pensei que esta saudade fosse assim...
Tarde de tantos fragmentos...
Alegria versus pensamentos!
E o tempo voa
E o vento leva
As lembranças,
Tão devagarinho...
Não pensei passasse rápido...
E as horas enganam o tempo,
E a solidão sobrecarrega a mente!!!
A ave deixa o seu ninho,
Porque já sabe voar...
E eu sinto tudo
Como se não fosse esquecer...
(Eliana Pereira)

16 horas

sábado, 10 de maio de 2014

Saudades mamãe!!!!!




Este talvez seja o texto mais difícil para eu escrever. A dor é grande e a saudade é sem dimensão. Você se foi, mamãe, sem que nunca quisesse eu aceitar a sua partida para não mais voltar.
Deixo que as minhas lágrimas molhem o meu rosto, revivendo toda a nossa cumplicidade, detalhada e intimamente reservada . Com certeza, as nossas conversas, tão nossas, haverão de ser terminadas um dia, quando nos reencontrarmos.
Paira em mim um mundo de recordações que me deixam absorta e contribuem para que haja uma dificuldade grande até em começar a escrever.
Difícil entender tanto amor devotado por minha mãe aos seus seis filhos. Com ela aprendi a ser boa, a ter solidariedade, a ter pureza, a não alimentar rancores e , principalmente, a perdoar.
Mãe extremamente dedicada, cuidou de cada um dos filhos, dando no momento oportuno o seu maior amor e a sua maior doação. Nunca me faltou nos meus momentos de alegria e na certeza minha de que encontraria nela o meu porto seguro. E sempre encontrei...
Inúmeras e inúmeras vezes foi a UPE, no meu ambiente de trabalho, para me confortar da forma como ela julgava fosse necessário. Foi uma mãe plural e única , de acordo com a hora propícia de cada um dos seus rebentos.
Era a pessoa que eu mais admirava. Linda pela própria natureza, ostentava uma simplicidade que lhe fazia sinônimo da sua falta de orgulho.
Da infância a idade adulta e à maturidade, tratou-me com muita ternura, não medindo consequências para me ver bem.
Falar de saudades neste momento é quase uma redundância do que já mostra a minha face entristecida, onde as lágrimas fizeram morada, desde o dia de ontem.
A minha infância de tanta segurança em minha mãe, a minha adolescência ajudada por ela nos mínimos detalhes, a fase adulta, o nascimento de minha filha e a maturidade, não poderiam ter sido tão boas sem o exemplo de minha santa mãezinha.


Mãe: não me preparei para viver sem você. O velho sobrado, arquivo vivo de nossas peraltices, de nossos namoros, de nossas alegrias, da tristeza com amores rompidos, tinha em você a figura principal e conselheira. Se nele fomos felizes, devemos , em grande parte, ao seu alento.
Como então me separar de você, minha mãe? Acho que ainda não cheguei à resposta desta pergunta: por que as mães morrem?

*Publico pela segunda vez o Texto feito por mim logo após a morte de minha mãe em 29 de agosto deste ano, 2013. O Texto foi distribuído na missa de sétimo dia com os presentes...

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Que machuca...


Lá fora chove,
Cá dentro, mil pensamentos
Povoam a minha mente.
Difícil decifrá-los
Muito mais, interditá-los...
O meu quarto é o meu abrigo,
Rolo na cama,
Procuro o sono,
Divido em fatias
Cada um dos meus pensamentos.
Há um frio n'alma
E um grito sufocado.
Difícil saber,
Em minha alma,
Qual o grito sufocado
E a saudade que machuca... ( Eliana Pereira )

22 horas

domingo, 4 de maio de 2014

Cúmplice da Alegria!!!!


Quase paralisei os meus pensamentos.
Sentimentos mesclados,
Superficiais e modificados...
Não existiam forças suficientes
E as emoções eram fortes demais.
Domingo de tantos outros,
Diferenciava-se nos sentimentos.
O quarto perfumado e ornamentado,
Trazia-me a sensação de solidão,
De mudanças sentimentais e de amor profundo.
Tarde, tarde minha,
Já passei por muitas destas,
Já sei que passa
E que sou cúmplice da Alegria...
Valha-me Deus,
Se hoje estive só!!! (Eliana Pereira )

17 HORAS!

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Eu me sinto bem...


Era plena madrugada quando perdi o sono. A noite é sempre ímpar e reveladora de maiores emoções. Essas ficam exacerbadas e, por vezes, muito mais sentidas. Era madrugada e o sono não chegava. Virei para todos os lados, tomei o meu leite e parti para a pílula do esquecimento.
Acho que em noite alta tudo adquire uma sensação exacerbada que provoca mil e uma inquietações. Com certeza, a saudade é sempre mais sentida e mais aguçada.
Essa madrugada foi inédita. Fui dormir com o corpo fatigado e pensara tudo menos na insônia que adviria sem eu esperar. O meu quarto deixou de ser tão aconchegante. Acendi as luzes, liguei a internet. Estava insistentemente povoada por pensamentos que se misturavam num turbilhão de temas.
Leitores, quem me conhece bem, sabe das emoções povoadas e das solidões. Precisava clarear a mente. Se estava quase sozinha, solidão era ou seria o meu estado de ser.
Aguardava hoje o Dia do Trabalho. Não me senti chorosa, mas esta insônia não me fazia bem. É que em altas noites, a gente fica impotente para dominar os sentimentos.
Além de tudo, as filigranas de alguns pedaços de minha vida me incomodam, na medida que acompanho a vontade e a vez do dia. Já disse e repito que é um dia sim , outro não. Levo pelo lado hilário para poder sorrir. Que é engraçado, é....E a esta altura da vida , vivo e revivo o que me chegou inusitadamente.
Falo de modo metafórico. O escancarar dos fatos e das sensações, deixo para mais adiante. É sempre bom se resguardar e guardar conteúdos pessoais. Estou , mais uma vez, mil vezes vez, no meu quarto, Aqui eu me sinto muito bem...