
A inquietação briga com o sono, num momento em que nenhum dos dois consegue vencer. Interessantíssima é a vida. Em plena quinta feira, fui dormir alimentada por palavras que li e que me fizeram muito bem. E lá se vem os outros dias, onde a minha capacidade de tergiversar se atravessa em minha trajetória de vida. Passo a ser eu e as minhas mudanças.
A noite é criança aqui no meu mundo. Ainda alerta, penso no futuro, no doravante e me divido entre inquietações e necessidades de adormecer.
O meu quarto está frio, quase gelado. O ar condicionado resolveu esfriar mais do que a sua capacidade. Ainda acordada, alheia a muita coisa e a muita gente, estou no meu canto/ recanto, buscando várias formas de vencer o tempo.
Poxa , solidão, consigo vencê-la através de uma e de mil maneiras. A leitura e a música me embevecem e me deixam num estado de quase paz, pois sentimentos extremados são passíveis de vaidade e de emoção modificada....
Como sempre, ando a casa toda. Sob o impacto de um banho frio, mudo o meu vestuário da noite e a beleza do mesmo faz-me mais satisfeita e em condições de maior alegria. Só um espelho nesta hora e vista de corpo inteira dá-me a sensação de que o peso dos anos foi menor do que poderia ter sido. Olho-me e retorno. Que bom , poder me sentir assim...
A televisão não para. O som um tanto alto se mistura com o silêncio do ambiente. Eu vivo e convivo com essas duas sintonias. Quando o silêncio fala sozinho, não é capaz de produzir um som tão alto. Prefiro essa confusão de vozes. Vestida de camisola de rendas, chamo o sono e consigo adormecer mais rápido. E que Deus seja louvado!!!
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