Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Quase mês de agosto...



Quase mês de agosto. Ventanias fortes anunciam que ele está chegando. Mês do meu nascimento e , inimaginávelmente, mês da morte de minha mãe querida. Quem diria houvesse essa coincidência... Ela que tanto preparava as festinhas minha e de minha irmã Fátima. Nós as duas últimas da prole, sendo eu a quinta e ela a verdadeira caçula.
E cedo chego aqui na Universidade, cumprindo a minha missão responsável de trabalhar com a mente e com o coração. Encontro-me sozinha. Tudo é silêncio e solidão. Tudo é magia e sentimentos...
Há um quê de perfume pairando no ar. A sala preparada com esmero, atrai-me os olhos e , porque não dizer, todos os sentidos.
A noite foi dividida. Dormi cedo e acordei às tres da madrugada para dar o ar da minha graça. Consultei o face, postei uma meia dúzia de mensagens, voltei para a cama. Era hora de adormecer novamente, até que amanhecesse e começasse tudo de novo. E que sempre seja assim...
Hoje , fui mais além. Acordei pensando que o meu poemeto de ontem não havia agradado a gregos, nem a troianos e nem a mim mesma. Excluí-lo. Antes dessa maneira do que o tormento do conflito.
Ventanias pairam no ar. Quase mês de agosto, quase aniversário, quase o dia que completa um ano do fatídico encantamento de minha mãezinha. Não posso esquecer. Foi terrivelmente doloroso. Agora órfã de mãe e de pai, irremediavelmente órfã...
O céu está nublado. Com certeza, não importará a cor do céu. É preciso pintá-lo da cor que nos é possível, fazendo do dia o nosso dia. E cá estou, sem sombras do passado, vivenciando um mundo acadêmico, onde sempre quis estar.
E as horas vão se passando , e os pensamentos não param, e os sentimentos ocupam todo o meu ser. Sinto tudo e passo a imaginar que o silêncio também fala. Às vezes mais do que o tilintar de tantas vozes.
Acho que é hora de parar por aqui. Os ventos já levaram as palavras mudas e os silêncios que falam!!!

terça-feira, 29 de julho de 2014

Tanto quanto parecia...


Eles não eram namorados,
Nem mesmo amantes,
Do passado e do presente
Nada sobrara:
Tamanha dor, infinita tristeza.
Eles não se conheciam
Tanto quanto parecia...
O mundo em suas voltas,
E nas suas reviravoltas,
Deu um giro muito grande.
Eles não eram namorados,
Nem mesmo amantes...
Havia, porém, uma saudade:
Aquela ausência presente
Que faz padecer o coração!!!

(Eliana Pereira/ 18 horas )

domingo, 27 de julho de 2014

A vida me fez....


A noite chega de mansinho,
Devagarinho, sinto a noite perto,
Trazendo as imagens obscuras,
As estrelas escondidas.
Os meus sentimentos tão meus,
Eu os deixo adormecidos.
Dia que se foi
Numa magia quase rara.
Tudo foi bom,
Tudo foi maravilhoso.
E a noite chega de mansinho...
Acompanho os seus passos, meu amor,
Misturando a ficção com a realidade.
Nada me machuca, nem me alegra.
Acostumei-me assim,
Porque assim a vida me fez!!!
( Eliana Pereira/ 18 horas)

sexta-feira, 25 de julho de 2014

SAUDADE!!!!


Saudade de tudo,
Saudade do nada,
do vazio que me fez menor.
Saudade dos tempos da inocência.
Saudade da bondade que quase desapareceu do mundo.
Saudade do que sempre tive,
Saudade do futuro
que julguei certeza.
Saudade de você que se foi,
Saudade de você que não veio,
Saudade da espera que não aconteceu,
Saudade de quem nunca gostou de mim,
Saudade dos entes queridos,
Saudade da minha infância,
Saudade de quando me tornei adulta,
Saudade da saudade que não pude ter. (ELIANA PEREIRA)

09/11/2010

* Abrirá o meu Livro!!!!!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Longe demais...



Enquanto aguardo a hora de sair, sento no saguão deste maravilhoso local, deixando que os meus pensamentos voem longe e tragam algo da imaginação. Os dias têm sido diferentes. Uns vexatórios e outros muito bons.
Estar em terras brasileiras, não muda muita coisa, ou quase nada. Há um frio mais intenso e as pessoas se diferenciam porque não poderia deixar de ser. Não é o meu habitat e trocam de nomes as afetuosas gentes de cada espaço.
Mas, tudo está a contento, em companhia de minha amada filha. De fino trato, todos aqui e em outros lugares de saúde me foram muito gentis além da conta. Filigranas, diante de expectantes resultados, não me atormentaram por prolongado tempo. Aqui, fui Rainha das atenções e dos carinhos sem medidas.
Lembro que em ares europeus , o sentimento de distância e as paisagens únicas de cada lugar e momento, fazem as criaturas mais esfuzeantes. Sem desmerecer jamais o meu Brasil, de onde nunca quero me mudar, em terras além mar há um tudo que é diferente. É um banho de civilização significativo.
Confesso, leitores, que escondo em minha mente alguns instantes de quase desespero, sozinha em certos cantos e racantos, em que julguei fosse melhor não chorar diante de jovem filha, a quem devo e devoto todo o amor da vida. Já ouvir dizer (Machado de Assis ), é verdade, que o amor de mãe é a mais elevada forma de altruísmo, abnegação sem limites e sem espera de nenhuma espécie de retorno.
E a hora quase chega. Mais um dia, mais uma forma de encarar a vida. O melhor é que na minha maneira de ser tão louvada por todos, chego a pensar que , como dizia minha tia falecida, sou a mais formosa pérola do Norte. Acho que estou indo longe demais. Antes ser otimista e positivista do que afastar pessoas por negativismos desnecessários de serem revelados....
Deus já me presenteou com a vida por duas vezes. O que tenho mais a fazer do que agradecer e rezar em cima de caroços de milho? Esse pensamento espirituoso vem do meu pai, tão ele em todos os seus tempos.
Aqui, a minha saudade do grande poeta, dramaturgo, Ariano Suassuna. A verdade é que "os mortos são irremediavelmente mortos."
E lá vou eu na minha maratona. E que tudo me dê a graça de viver e de sobreviver!!!!!

segunda-feira, 21 de julho de 2014

A noite haverá de chegar...


E a tarde se vai devagarinho, como se eu não tivesse mais forças para esperar a noite chegar. Fiz desse novo quarto a minha jaula, diferente dos meus aposentos. Mais requinte e mais luxo, sem as intimidades, no entanto, do meu quartinho tão preparado a minha maneira e ao meu estilo.
Acordei de um sobressalto inesperado, o que não seria de esperar, mal eu tinha adormecido. As drogas ingeridas deram efeito rebote. Em vez de calma, fiquei inquieta. E a noite demora a chegar.
Há um frio maior que não me incomoda. Muito pelo contrário , me faz bem. Com todas as agitações e as expectativas, leio o Livro que me presenteou a minha linda filha: O fio da navalha ,de William Somerset Maughan. Confesso que ando um pouco desconcentrada, mas a linguagem coloquial da obra, me deixa estarrecida. Atualmente , ando ouvindo e lendo palavras que não condizem com o fino trato que se fez notório em toda a Educação que recebi dos meus pais. Assim rara, amei o estilo do livro, tão comentado por grande amigo meu, de cultura bastante significativa.
Não sei se estou alegre ou se muitas expectativas me tiram o sono. E o tempo dos resultados, chegados envelopados , por sedex, me deixam amedrontada.
Mas, a noite haverá de chegar, como sempre vem, estrelada ou não. Está marcado um teatro e peças difíceis de serem vistas no meu lugar, me colocam ávida para vê-las. Estou aproveitando , enquanto posso. Sou como O grande poeta, escritor, Rubem Alves, enterrado ontem. " Já tive medo da morte." Hoje vivo a vida, na certeza de que morrerei , quando o dia chegar.
E os pensamentos passeiam em minha mente. Vêm puros ou misturados. Tão atravessados que me provocam alguma arritmia. A pressão aumentou um pouco, mas já foi debelada por gente que, de médico, já recebeu todas as glórias e méritos.
Sinto que hoje não sou bastante clara, mas também não falo por metáforas. Aliás, quando uso o imaginário, que não é o caso, diferencio da ficção, que não me agrada e não faço uso. Sou mais realista do que voos inusitados.
Aqui, já existem sombras da noite. Troco a inquietação por um belo vestuário. Havia preparado para surpreender. A alguém, é possível que agrade. E o resto é viver em outras águas. Palavras proferidas e assimiladas...Valha-me Deus!!!

domingo, 20 de julho de 2014

Estrelas são mais estrelas...


Havia um encontro marcado,
Havia sonho, havia você.
Em terra que não é nossa,
A manhã é mais fria,
A alegria se esconde,
A ansiedade aparece.
Havia uma expectativa de causa
E ainda há.
Os passeios mudam os seus rumos
As manhãs são outras,
As tardes terminam frias,
As noites mostram outro céu,
Onde as estrelas são mais estrelas.
Eu sou eu , diferente eu...
(Eliana Pereira/ Meia noite de ontem)

sábado, 19 de julho de 2014

E os dias não são iguais...


E os dias não são iguais,
E as oportunidades são únicas,
E o mundo gira,
Ainda que não se deseje....
A manhã chegou,
Levando embora uma noite
E uma madrugada longa....
Resolvi esquecer você,
Se já era tempo, não sei,
Se foi melhor, só o tempo dirá.
E os dias não são iguais,
E as noites se acabam
Mais rápido do que pareciam.
O sol brilha mais do que o esperado,
Mas, resolvi esquecer você.
Se já era tempo, não sei...
Estou em paz comigo mesma,
Quem já esqueceu uma vez,
Repete o fato,
Sem muitas delongas...
(Eliana Pereira/ 09:00 horas)


sexta-feira, 18 de julho de 2014

Tarde de muitas tardes...


Tarde de muitas tardes,
De tempo nublado mesclado com o sol.
Passam os pedestres e os caminhoneiros,
Os mais afortunados se recolhem em seus belos carros...
Tarde de muitas tardes,
Eu me escravizo a uma jaula de prata,
Outros dormem o sono nas ruas...
Há tanto a observar e tanto a ajudar.
Cortinas emolduram o meu quarto,
Estou só e pensativa...
Resolvi cuidar de mim.
Os dias se passam rápido,
As noites demoram muito.
Tardes de muitas tardes,
Amores perfeitos,
Perdidos no longe dos tempos..
Tarde de muitas tardes,
Num mundo de muitos momentos...
(Eliana Pereira/ 17 horas)

Esperar o que?


Esperar o que?
O passado me preparou,
O presente me separou,
O futuro, resolvi acreditá-lo.
Existiram ensinamentos,
Mas soaram injustiças alheias.
Conheci o amor dos amigos,
Perdi-me entre outros desprezos e ingratidões...
Esperar o que?
Linhas traçadas e esquecidas,
O amor dos pais
E a pressa do desencontro.
Ah, vida!
Se pudesse, seria diferente.
Esperei você,
Veio outro.
Esperei o afeto,
Vieram muitos desafetos.
Sou o sol que me ilumina,
O céu que me faz sonhar,
A espera do inesperado...
( Eliana Pereira/ 8:00 horas)

quinta-feira, 17 de julho de 2014

A saudade foi maior...


Desculpa, se cheguei
Na hora errada.
Desculpa, se não
Controlei os meus apelos.
Desculpa, amor,
Se não fui Bem-vinda.
Amar é coisa inexplicável,
Existiam os meus aposentos,
Onde deveria ter ficado...
Fui mais longe
Porque a saudade foi maior.
Desculpa por lhe querer tanto bem.
É preciso controlar afetos desmedidos.
Desculpa, se fui inconsequente,
Desculpa pelo meu grande amor,
Pela minha carência de você...
(Eliana Pereira/ 18 horas de 16/07/2014)

terça-feira, 15 de julho de 2014

Que nunca me abandonou....


Nas horas vazias
De uma tarde nublada,
De uma solidão sentida
E de uma saudade presente,
Canto em versos
Um amor perdido.
Nas horas vazias,
Perturbadoras e solitárias,
Procuro quem me queira,
Acho os estranhos segredos
Dos fantasmas vivos...
Nas horas vazias
De uma tarde nublada,
Olho o céu e o mar,
Mas, contento-me, tão somente,
Com a minha companhia,
Aquela que nunca me abandonou!!!!
(Eliana Pereira/ 18 horas )

domingo, 13 de julho de 2014

Chove muito...


Acordei hoje quase sem vontade de fazer algo. Talvez o meu desejo fosse dormir mais e mais. Se não o fiz, devo a minha repulsa ao que chamo de inércia.
E os donos do futebol Brasileiro deram adeus, com uma certa vergonha, humilhados e sem glórias. Com certeza, poucos dias serão suficientes para trocarem as tristezas pelos bolsos cheios...
Confesso, leitores, que entrei neste momento sem muitos sentimentos exacerbados e sem torcidas avantajadas. Vários comentários anteriores perturbaram e me tornaram cientes da realidade.
Muitos já disseram que a Saúde e a Educação, prioridades maiores, estão um caos. Tudo isto está a olhos vistos. É de se esperar que o futebol ocupe o lugar que lhe cabe, já que de prioridade não está em primeiríssimo lugar.
O dinheiro foi gasto e , talvez, jogado ao lixo. As escolas caem , os professores quase não ganham o pão de cada dia e os hospitais são poucos e dignos de serem chamados de miséria. Muitos deles.... Os pobres sofrem com a fome e com o frio.
Adeus futebol. Não há mais o que falar. Chorar? o que? fizeram feio e sacudiram torcidas organizadas, mas alienadas ,muitas delas, com a realidade deste País...
Mas, acordei um pouco desmotivada. Agora é ver os campeões do futebol na Copa. Cada um leve o seu prêmio, fazendo jus aos seus trabalhos. E adeus a esse momento. Não há muito o que dizer.
Chove muito. O tempo , no inverno , nos sacode a cada dia. Ontem pela manhã, desfrutei da praia. Hoje desfruto do frio e dos pingos da chuva intensos e amedrontadores.
Acho que, ao contrário de Fernando Pessoa, grande escritor, a minha sensibilidade vem do que sinto e não do pensamento. É possível que , conhecendo a mim, mais do que a qualquer outro, sinta a dor de
muitos desprezos que um dia serão repensados e pedidos perdões pelos que os praticaram. Lembrem, porém, que com o passar do tempo, quando a mim quase não me reste vida, essas decisões serão meramente inúteis. E Deus, aí, estará no comando de tudo. Valha-me Deus!!!

sexta-feira, 11 de julho de 2014

De uma saudade louca...


Indefinida saudade,
Vontade de te ver.
Ansiedade reprimida
Sentimento manifesto...
Indefinida saudade,
Chega sem eu pedir,
Toma o meu ser
Leva toda a minha energia,
Faz-me companhia
Enquanto sinto a tua falta.
Indefinida saudade,
Metafórica maneira de compreender.
Vontade de te ver,
Falta que me faz falta,
Que dói no meu peito
Que me angustia
E que me deixa
Na plenitude do sentimento
De uma saudade louca....

(Eliana Pereira/ 15 horas )

terça-feira, 8 de julho de 2014

Sem intervalos...



Gosto de encontros perfeitos,
De encontros para sempre
De encontros sem desencontros.
Daquelas palavras amigas
Pronunciadas no todo dos dias.
Sem intervalos e sem imperfeições,
De amizades eternas,
De carinhos perenes,
De perdões trocados.
Gosto de encontros
Que arrastam consigo
Saudades intensas.
Gosto de você, meu amor.
Por tudo que fomos
E nunca deixamos de ser.
Por promessas cumpridas,
Por lacunas ausentes,
Por presentes de rosas.
Pela amizade duradoura,
Sem intervalos e sem mágoas!!!!
(Eliana Pereira/ 6.30 da manhã

* Sentimentos meus ao amanhecer...

domingo, 6 de julho de 2014

Com ares de ser bom...


Não me provoques
Em tardes de ventania,
Não me venhas com insinuações,
Não levante suspeitas
E nem me desagrades...
Não me provoques
Com ares de ser bom.
Ando às voltas
Com a verdade mais bondosa,
Não me enfeitices,
E depois me abandone...
Ando às voltas
Com o carinho mais desejado.
Não me sejas bom
Se o teu coração
A mim nega o teu amor...
( Eliana Pereira/ 18 horas)

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Vamos lá Brasil !!!!


E dia chegará em que muitos falarão e outros sentirão a dor da perda e a impossibilidade de fazer voltar o tempo. Há sempre uma verdade em tudo isto. Haverá um perdão calado e um choro convulso. Uma vontade de retroagir e uma realidade , dizendo que não.
Mas, o Dia é de Copa. O Brasil está verde e amarelo e o povo grita, chora e até morre por amor à vitória. Para a maioria, não há meio termo. Há quem se deixe levar pelo coletivo que grita a Glória e fenece diante de expectativas.
No meu mundo, a euforia é branda. Tenho sempre em mim que , ganhando ou não, o melhor foi feito. Não morro do coração pelo inusitado. Tenho motivos vários para aceitar a vitória e o inusitado que, por certo, não virá. Só não quero mexer com quem está calmo. Seria tolice minha. Quando virei a minha página, resolvi colá-la.
E minha mãe se foi sem assistir o momento. Sem me ver enfartar, sem me dar a mão nos piores e melhores momentos recentes de minha vida. Com tão pouco tempo, haverei de lembrá-la mil e uma vezes, até que a dor se faça amortecida.
Faço uma pausa em meu trabalho. Enquanto lancho, escrevo estas linhas sem delongas e sem pensar demais. As palavras fluem como geralmente assim me saem...
O panorama no recinto está bonito. Predomina o colorido do verde e amarelo . Tudo isso leva a uma união que, nessas horas, parece sempre ser infinita e duradoura. Se será, não sei...
Mas, o texto deve ser breve. Hoje é dia de trabalhar. Que o dia seja diferente, não tanto quanto se poderia querer. O verde e o amarelo anunciam o começo das comemorações. Vamos lá, Brasil!!!!!

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Suave e quase puro...


As reações individuais são tantas e inusitadas que impossível seria prevê-las com alguma precisão. Escrevi uma crônica ontem que adoçou o meu gosto e o meu ser por inteiro. Parece não ter agradado. Às vezes , penso que é preciso uma pitada mais picante para agradar aos gregos, mesmo que os troianos fiquem de fora.
Adotei um estilo suave e quase puro. As poesias tendem a ser mais procuradas. Eu sigo o meu momento de inspiração e acabo cedendo a tudo que se passa no meu momento.
Confesso, leitores, que o escritor ama ser lido e tem grande prazer quando se vê estimulado através de afagos e de satisfações do seu público. Afinal, afinal, escritor é ser humano, com características pessoais que englobam carências e necessidades de afeto.
Mas, se estou bem. Se eu própria alimento o meu ego, nada mais significativo e acolhedor do que tudo isso. Ontem à noite, estive lisonjeada pelas agradáveis sensações que eu mesma pude me dar.
E o sol dá os seus primeiros sinais de que vai embora. Da minha varanda, curto o céu e o mar. Já fiz proezas que guardei-as só para mim. Espero o dia em que escancare tantas e quantas maneiras de ser. Ainda não chegou a hora. Estou sem amarras,mas com alguns pudores, desses que se interessam ao outro, tenho ainda que preservá-los. Gosto de deixar um mistério no ar, sem sequer ser misteriosa. Falo por metáforas e , em outras vezes, escrevo o simples do cotidiano. Quando publicar o meu livro, vou selecionar textos e poemas de diversos temas. Pretendo ser lida por diversas pessoas, sejam elas mais simples, mais sofisticadas,mais recatadas, mais chegadas às verdades da vida ou mais escritoras...
Esta é a hora em que estou sozinha, numa jaula de plena e escandalosa estética. Não sei se dar para entender.
Só sei, leitores, que a minha camisola preta rendada e bem decotada já está sobre o meu leito, numa maravilhosa chamada a uma bela noite de sono..... Entendam como quiserem... Vocês são vocês...

quarta-feira, 2 de julho de 2014

O meu encanto!!!!


E a tarde se vai, arrastando uma frieza. O tempo mudou, como haveria de mudar em pleno mês de julho. Estava cansada, mas as tentativas várias para dormir foram insuficientes e não surtiram efeito.

Encontro-me em meu quarto, deixando que os mil pensamentos do momento passeiem em minha mente, sem censura e sem pudor, no bom sentido da palavra.
Estou num estado diferente daquele de tanta inquietação. Costumo dizer que é um dia sim e outro não. Sou adepta desta concepção na teoria e na prática.
De tudo, hoje , já fiz um pouco. Começou com a labuta e vou terminando de vivenciar a tarde no encanto de minha jaula, preparada com esmero para delícia dos meus sentidos...
Não poderia ser diferente. Narcisista e dotada da mais alta sensualidade estética, faço questão de manter o meu ambiente lapidado de cetim e de rendas francesas. Ai se a minha mente deixasse que eu falasse tantos sentimentos e tantos desejos, guardados e resguardados. A maturidade não me tirou tanta garra e tantas e quantas motivações. Não precisei de terapeutas e nem de medicamentos para assim continuar , numa vida onde o meu amante é a própria vida, a minha razão de ser.
E a tarde se vai arrastando com o barulho das ondas do mar e um céu nublado que nos traz a sensação de frio e de aconchego.
Incrível como mais uma vez sozinha, não sinto a terrível sensação de solidão que, por vezes, tira a plenitude do bom e da felicidade...
Preparo-me para o meu banho. Este, debaixo de todos os tempos, é sempre o meu alento quando o dia se vai. A banheira de espumas, preparadas e coloridas, dão-me a mais pura sensação de que a vida é bela, não importam alguns momentos de desprazer. Afinal, momentos são momentos...
E a tarde se vai, e em surdina, e em completo silêncio, faço do meu mundo o meu encanto!!!!