Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

sexta-feira, 31 de maio de 2013

E o tanto das verdades...


Afastei de mim toda e qualquer idéia que me pudesse sair sem rumo e sem destino. Estou no meu trabalho na Universidade, num momento de pausa que me faz tão bem.
Hoje pela manhã, quase madrugada, criei forças e pedi a Deus e aos Santos que me fizessem suportar um desmantelo de saudade que ainda tentava me seguir e perseguir.
Tantas voltas e reviravoltas. O sol nascendo para desaparecer mais tarde. A lua crescente que viria à noite para amanhã aparecer em outro lugar. As mesmices e as mudanças. O viver e o conviver. Os pensamentos trabalhados e a perseveração de tantos momentos vivendo em nossas mentes. Eu e a vida, lutando numa cumplicidade de amor e de paz. O silêncio e a palavra dita com descaso. O pudor em me escancarar e a necessidade de calar.
Vida, vida minha. Tantas vitórias e tantos percalços. Os atoleiros ultrapassados e as barreiras intransponíveis. O ego na batalha e o super ego na censura. O id ditando as condutas. A dificuldade de conciliar e o mundo que não espera.
Encontro-me na Universidade, num momento de pausa que me faz tão bem. Agarro-me a este momento como se eterno fosse. O efêmero do momento e a esperança no infinito. A vida brincando com a Arte. Eu, vocês e o tanto das verdades...

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Que eu não pude ter!!!


Saudade de um tempo perdido,
Saudade que se alojou em mim...
Saudade da minha infância
E de uma adolescência esmagada.
Saudade de amigos
Que não vejo mais.
Saudade de muitos
Que me abandonaram sem eu saber por quê
Saudade do tudo e do nada
Que se fez maior.
Saudade, quase saudades
Saudade da saudade que eu não pude ter!!!

quarta-feira, 29 de maio de 2013

E rolei na cama...


O quarto abrigava a mim e ao meu silêncio. Não havia muito a fazer. As tentativas em grau acentuado ficaram perdidas. Apenas o meu coração sentia e ressentia uma dor antiga.
Abafei as emoções. Imaginei que a sua eclosão poderia ser intempestiva. Enxuguei as lágrimas e me distraí com o azul acetinado dos meus lençóis. Minha mãe já não podia me acalentar. Terrível sensação de saudade daqueles tempos. Não pensara que uma mãe também podia ficar enferma e, pior que isso, ir embora.
A minha infância e a minha juventude brincavam em minha mente. Recordei o ontem e vivi o hoje. Agora era eu a protetora, sentindo falta de quem me protegesse. Na maturidade, ficar sozinha sem pais e em busca de fraternidade, doía muito.
O quarto abrigava a mim e ao meu silêncio. À tardinha, um tanto escurecendo, sozinha pelas circunstâncias habituais, abafei as minhas emoções. Estas, haviam resolvido me fazer morada.
Busquei a música e rolei na cama. Ainda bem que podia ter a minha sensualidade estética gratificada. O azul acetinado dos lençóis me deixavam alegre. Tive vontade de sorrir, mas não combinava com a minha situação real....
A vida e suas nuances. As perdas e ganhos, de que tanto fala a grande escritora Lya Luft.
Pesei tudo e calei as minhas emoções. Era este o melhor caminho. Senti que a vida já é bela por viver. Neste momento, abafei tudo que não fosse o bom de mim. Afinal, o meu quarto abrigava a mim e ao meu silêncio!!!!

terça-feira, 28 de maio de 2013

Mais pareceram noites...


O escritor e o poeta são sentimentais, em sua maioria. Por muitas vezes, melancólicos e nostãlgicos, são fingidores de suas dores, e alegres, na sua essência, nem sempre.
Mas, não pensei muita coisa que acontece de forma diferente. Amanheci imaginando que algo não poderia ser assim. E que as pessoas não se omitam a me procurar, quando um dia eu fizer falta... E quem me dirá dessa ausência em momento hábiL? Quem virá ao meu encontro para me dar o abraço que tanto me faz bem e pronunciar palavras que eu já ouvi e ficaram jogadas ao vento?
Que o tempo não se esgote e que o aconchego de nossos corpos não seja destruído, dando lugar a tantos e quantos arrependimentos. Que a dança das cadeiras nunca venha a ser a nossa verdade. A gente esquece que um dia poderà estar sentado e em outro dia em pé. Há uma espécie de inconsciente coletivo dos indivíduos, esquecidos de que o poder é efêmero e muito mais que isso, efêmeras são também as nossas vidas. Se ela é bela, não deixa de ser curto o seu tempo.
Leio muito. Isso me dá uma bagagem e um crescimento inegáveis. Acho que fico atenta a muitas consequencias.
Não pensava que o tempo levava o amor, a solidariedade, a fraternidade e a consciência que deveria estar presente, evitando caídas e recaídas, além de quedas inusitadas.
Quando vocês, leitores, sentirem a minha falta, não hesitem em me procurar. Estarei aberta a um abraço e nunca darei as minhas costas. Não faz parte da minha ìndole esta conduta.
Que não tenha que ser assim, como disse tio querido, escritor e poeta: A mão que por último apertarei, será a sua.( escrita com outro sentido: o da saudade, talvez,e do agradecimento à esposa querida...)
Na minha ótica e maneira de aplicar profunda frase: Aí já não teremos como resgatar um tempo perdido, sofrido e esperado. Tão almejado em dias que mais pareceram noites...

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Deixei as minhas marcas....


Deixei as minhas marcas. Foram mais de dezoito anos dando o fruto do meu trabalho na Pós-Graduação da Universidade. Foram dias passados e repassados , onde eu me entreguei por inteira a um serviço exaustivo.
Abro hoje as portas do meu coração e os porões do meu consciente, que eu tentei fazer com que o meu inconsciente acolhesse. Foi uma experiência, mais do que experimento, o meu saber. Não consegui.
Advinda da Secretaria de Educação, fui chamada para assumir o posto, em que eu legislei, cumpri as minhas responsabilidades junto a CAPES, , analisei os Certificados e com toda a minha responsabilidade e jus ao cargo, fiz com que as autoridades maiores dessem as suas assinaturas, sem nenhum receio.
Deixei as minhas marcas. Neste setor, conheci e fui agraciada por incontáveis coordenadores, salientando-se os grandes Docentes da Universidade, entre eles, Arnaldo Caldas,Belmiro do Egito e Paulo A.
Deixei as minhas marcas até mesmo nos meus escritos, nos meus Despachos, nos Pareceres e nos Relatórios. Fui muito querida em tempos que se foram, entre pessoas de grande peso.
Deixei as minhas marcas. Impossível não tê-las deixado.
Aquele que abrir os arquivos , vai recordar com saudades, ou não, a minha contribuição. Um dia serei reconhecida como fui por muitos.
Abro o meu coração, deixando transbordar toda a minha contribuição passada e futura. Quem viver , verá....

Não passe em branco...


Conversando com amigos numa roda de entretenimentos, alguém abordou o assunto das últimas chuvas e que provocaram tumultuados momentos. Comparando efeitos geográficos com sentimentos, outro alguém disse que as chuvas trazem ao indivíduo um pouco de melancolia, sentimento nostálgico e que não é dos melhores.
Estive pensando e repensando sobre o assunto. Com certeza, as minhas emoções não mudam de acordo com a Geografia. Também não fico imune às mudanças sentimentais, até porque, querendo ou não, debaixo de calor e de frio, a gente também haverá de sofrer mudanças que vão de A a Z....
Mais uma sexta feira de frieza, lembrando de longe, ou não, o que foi a sexta da outra semana. Parece até que o dia escolhido foi o mesmo, fazendo as mudanças metereológicas no sempre dos dias. Interessante, não?
Percebi que já paira no ar um pouco de melancolia. Antes uma sexta como dia de guerra e outros que chegaram mais escuros e temerosos diante de uma população ribeirinha e de outras adversidades. Assaltos que aparecem diante do horror de tantos vendavais.
A vida e suas nuances. A certeza de que nesse "Mundão de meu Deus", ninguém escolhe se é sol ou se é chuva. De verão a inverno , teremos que nos proteger do bem e do mal. Valha-me Deus com aqui e com alhures.
A confirmação de que o nosso amor a nós mesmos é o começo do amor ao próximo....e que a vida não passe em branco, enquanto existe um Deus que é o nosso Protetor maior!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Ambos diante de DEUS!!!!


Muito cedo na Universidade, encontro-me em um pequeno momento de solidão. Isto me traz uma reflexão e a certeza de que posso fazer uma pausa para sentir os raios luminosos do dia e aproveitar para escrever palavras que, talvez, cheguem para que o vento leve....
Sem muita inspiração, leitores, escrevo quase apenas por escrever. Perdoem se não agrado, mas como dizia o meu pai, a gente tenta e pede as mais sinceras desculpas.
Mais um dia de trabalho que se inicia. A vida imitando a arte, como já disse alguém. O silêncio e os pensamentos. A responsabilidade e as inconsequencias. O passado e o presente que se contradizem e se renovam. O perdão abençoado e o esquecimento que não conseguimos ter. A vida e suas nuances. As inusitadas reações passadas sem Humanidade e sem respeito. O detentor do poder efêmero e a vida mostrando o avesso da passagem. O impensado e as reviravoltas. A fé em Deus e a visão dos insensatos. Eu e minhas reflexões.
Tem dias assim e outros de maneira diferente. Uma história para contar e um fato inventado e reinventado. O metafórico da coisa e a realidade contada com todas as letras. O meu modo de ser e o seu de atuar. As ações e as reações....
Vida, vida minha. Sem dó e sem certezas. A espera afetuosa e a chegada inusitada. O mundo quase louco e as estratégias assumidas. Os ganhos e as perdas. A juventude julgada eterna e o reverso da medalha. Eu e Deus.
As recordações presentes. O mal e o bem. As pessoas agressivas e as doces, nem sempre. O momento do prazer e o desprazer de uma decepção. O doar-se e o não reconhecimento. O ontem, o hoje e o amanhã que vem depois.
As reflexões deixadas de lado. O orgulho e a soberba que terminam um dia. A humildade dos grandeS e dos pequenos. A certeza de que somos iguais e as adversidades dos onipotentes.O dó de quem não pensa e o céu dos pequeninos....
O materialista e o humanista. Ambos diante de DEUS!!!

terça-feira, 21 de maio de 2013

Quase que repito...


A maturidade, já falei muitas vezes, me ensinou a viver pelas várias mudanças que consegui fazer em minha vida.
Dizia minha mãe, em certa época de sua vida, que as suas lágrimas secaram. Quase que repito o mesmo que ela falava.
O meu coração não se tornou adverso às torturas e aos desafetos. Sinto de outra forma. Já não há mais sofrimento. Há um coração que sangra apenas baixinho, muito baixinho.
A maturidade me deu forças para me controlar, para voltar e para seguir. O mundo não para mais para mim. Seria um contraponto fazê-lo estacionar quando este, incansavelmente, caminha, dando voltas e reviravoltas.
Não pensei que fosse assim, leitores. Abro meu coração e especulo a vida, entrando na dança do vai e vem. Sinto-me aberta e fechada, quando tem que ser. Surpreendo a mim e aos outros. Acho até que adquiri esta fortaleza através de tantas experiências que o tempo se encarregou de ensinar. A vida e suas nuances.
Hoje sou capaz de "ver e de ouvir estrelas." Sou botão e sou rosa. Desabrocho e só murcho se for o último dos meus atos.
É isso aí, leitores, quem diria....mas, a maturidade foi a grande mestra. E esta não se esquece de mim e nem das outras...

Amanheci pensando em meu pai...


Amanheci pensando em meu pai. No céu ou nas estrelas, por certo, ele também me recorda com saudades e me envia as suas bênçãos e a sua proteção Divina, junto ao Pai.
Amanheci pensando em papai. Lembranças que se misturam a outros conteúdos e que me levam a querer reler o seu livro COISAS DE NÃO ESQUECER. Esta sua obra, deslumbrante por tudo e por muita essência, nos faz viajar com ele pela Europa toda. França e Portugal são descritos de forma tão suave e afetiva, que nos transportam a estes lugares, tomando os maiores banhos de civilização.
Amanheci pensando em meu pai. E não havia e nem houve como parar essas lembranças. O coração também comanda a mente. Havia uma saudade manifesta e, se eu sofria com as lembranças, já que o presente era outro, vivi e revivi tudo de bom que ele me ensinou e o quanto me amou...
Dizem que a inteligência é o produto da hereditariedade e do ambiente. Dele tive os dois fatores. Ainda fui contemplada com o dom de escrever. Amadora ou não, as palavras fluem em mim com a maior facilidade.Inspiração não me falta. Amo o próximo da maneira que vi ele amar. Tenho em mim a humildade e a honestidade apuradas. Posso dizer que construí o meu EU sob o prisma da realidade que não contempla soberba e nem orgulho, COMO DIZIA ELE..
Amanheci pensando em meu pai. Sem sonhos irreais e sem subterfúgios inexistentes, nem sei por que o pensamento foi tão forte neste amanhecer. Acho que ele estava pertinho de mim.
É, pai, você tinha razão quando escreveu:" O melhor lugar do mundo é a casa dagente. A maior dimensão humana é a saudade."
Hoje eu sinto muitas saudades suas...

sábado, 18 de maio de 2013

Um tanto diferente!!!!!


Acho que estou ficando um tanto diferente. Também pudera, o mundo dá voltas e a gente ou cria estratégias para acompanhar o rítmo ou acaba jogada na rua da amargura.
Confesso, leitores, que foram mudanças que por tentativas e erros, me deixaram alcançar um pouco da paz que pede o meu coração. Este clama por amor e, debaixo de algumas tempestades, mudei para que pudesse alimentá-lo. Não sei se deu para entender. Pelo menos, estou fazendo de tudo para que me faça compreeendida.
Afinal, afinal já é quase meia noite de um sábado bastante intenso. Foram momentos diferentes, daqueles que se pudesse, fazia perpetuá-los. Infelizmente essas curtições acontecem, quando muito, um dia sim outro não.
A variedade de andanças me proporcionaram algumas experiências. Tanto assim, que me encontro acordada como um zumbi, excitada e totalmente obcecada. Valha-me Deus!!!
Acho que estou ficando um tanto diferente. Alcancei mais liberdade de ações e fiz parar o meu pensamento em condutas que nunca foram a de todo dia.
Quem me conhece, sabe o tanto quanto era necessário mudar. E , assim, na maturidade dou uma guinada para subsistir sem muitas sequelas. Já basta o evento de que fui vítima porque não tomei as providências antes que o meu coração fosse traído.
Debaixo de tantas mudanças, não deixei as minhas leituras diárias. A propósito, no último dia 16 de maio, no Jornal do Commercio, li um excelente Artigo de Marcus Accioly, intitulado Tristeza e Saudade.
Admiradora da boa leitura e na minha situação de quase tristeza mandada embora a tempo, memorizei bem o que disse o autor: A tristeza é inquieta, possui algo do vento e do fogo. A saudade, não. Ela tem alguma coisa da terra firme e da água parada.
Mas, por hoje é só.... Tenho medo da tristeza e da saudade...
Acho que estou ficando um tanto diferente!!!!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Devagarinho e de mansinho....


Tento, por vezes, bloquear os meus pensamentos, evitando indagações e perguntas cujas respostas se encontram na periferia de minha consciência. Não é fácil assim fazer. Pensamentos se tornam perseverantes e me acompanham quase que o dia todo. Impossível admitir certas condutas e palavras dirigidas, ou não, a minha pessoa. Parece até que o mundo se esqueceu de Deus...
A tarde vai dando os seus primeiros sinais de que a noite aponta, trazendo as estrelas mais cintilantes e uma lua que me fazem bem. A vida é quase sempre assim.
Há um tempo inexorável e uma vontade de relembrar momentos passados, nem que sejam aqueles em que a minha mãe estava sempre juntinho de mim.
Descobri tarde a frieza de muitos que se encontram ao meu redor. Tomei consciência na idade madura que aquilo que eu julgava inquebrável, era um vidro de cristal, mas que se tornou cacos pela força de sei lá o que....
Interrogações e indagações não me deixam, muitas vezes, na quietude de uma paz sonhada. Penso em mim e nos outros que não deveriam ser os outros. Aceito toda uma situação, mas indago com todas as letras, as mudanças inusitadas, não sei se melhores agora. Bem que muito mais tarde, tudo seria sofrível, quando hoje é aceitável e a adaptação bem mais fácil.
Da minha varanda, sinto os últimos raios do sol que vão desaparecendo e soltando ós últimos sinais de que ainda é dia.
Vida ,vida minha. Quisera perpetuá-la neste instante com todo o bem estar que se apodera de mim, sem pedir licença.
Sou capaz de sentir a luminosidade que me acompanha, agora, como se tivesse aberto os meus olhos para a beleza da vida. Longe de mim as inquietudes que eu vou matando devagarinho e de mansinho...

terça-feira, 14 de maio de 2013

Com os meus botões....


Enquanto espero em minha casa a minha nutricionista, sem nenhum esnobismo, mas por necessidade mesmo, vou dedilhando neste espaço um texto sem muita elaboração. Os meus leitores já me conhecem e me desconhecem quando finjo, muito poucas vezes, uma posição diante do cotidiano.
E a tarde vai se passando sem que, nem ao menos, eu tenha tirado um cochilo que tanto me faz bem. Coisas da vida que se entrelaçam com interrogações que eu respondo e aceito na mera condição de ter de aceitar.
Sinto, a esta altura da vida, que já aprendi muito e que as lições que me deram os meus pais me levaram a ser quem sou eu....
Da humildade á união, vou traçando o meu caminho, existam ou não percalços. Da falta de ganâncias, da cumplicidade, da honestidade e da boa educação, sinto que já fiz o meu perfil e que os outros que não são tão outros, por vezes, me admiram, mesmo em surdina.
Agradeço, leitores, pelo grande estímulo que vocês me dão e por tantas curtições das minhas postagens. De texto em texto, vou subindo a escada da posteridade que me faz ser chamada de escritora. A autoestima se torna bem maior. Há quem diga.
Mesmo um pouco fatigada, acho que cumpri as minhas obrigações, conforme manda o figurino.
Mas, a campainha toca em meu apartamento. Tenho que ir. A nutricionista chegou. Depois conto como tudo foi. Valha-me Deus, com os meus botões...

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Ao infinito do bem...


Ilusões no terreno da realidade. Expectativas destruídas. A vida ensinando devagarinho a nossa melhor conduta. O querer bem e as renúncias elaboradas na hora e no momento certos. Deus acima de tudo.
Quisera eu poder me juntar aos pequeninos e aos frios de ânimo as experiências vividas e as aprendizagens sobre o que é a vida.
Tenho aprendido que a idade adulta não destrói a inocência que aparece em forma de mal. Acho que devemos pedir pelos que se valem de um grão de areia diante de um oceano de bons caminhos.
A vida e suas nuances sob todas as formas e razões de ser. A bondade superando tudo que há de menor. Eu e minhas inúmeras vezes, cada qual demonstrando coerentes justificativas ou incoerentes injustiças.
O tempo superando tudo que nos dói e tudo que nos machuca. Já ouvi dizer que O tempo é o senhor da razão. Oxalá nunca falte a justiça de Deus...
O dia se sobrepondo a escuridão da noite. De forma metafórica e de maneira concreta.
Aprendi mais do que podia merecer. Lembro do meu pai nesse momento, com a sua célebre frase: "Está melhor do que mereço."
Eu rezando o terço com convicção. A fé em Deus e a esperança de um mundo melhor. A viagem ao infinito do bem...

domingo, 12 de maio de 2013

MÃE: tu és feita de muito Amor...


A maturidade me fez passar por momentos de crescimento, por muitas alegrias e por instantes de sofrimento quase inesperados.
Lutei e relutei em escrever este texto. Acho que não vai ser fácil. Encontro-me dividida entre o prazer de ser mãe de uma filha maravilhosa e a seriedade que o momento me impõe por sentimentos de amor filial que me fazem ficar entristecida: a minha mãe num leito sofrido, alimentada pela impossibilidade de comemorar, como sempre fez, o seu Dia.
lutei e relutei em escrever. Pensamentos antagônicos em minha mente. A preocupação em curtir esta data com a minha filha, sempre tão filha e tão devotada e a memória de momentos passados com a minha mãezinha, razão do muito que me fez sentir em paz.
Difícil. Há uma certeza de que Dia das mães é todo dia, mas não consigo parar de imaginar o que sente a minha mãe, se pensa ou se não pensa mais em nada. A minha mãe se indo e uma dor imensa que se instala no meu coração mazelado. Um coração que abriga tanto amor e todos os sacrifícios para fazê-lo bater, mesmo em descompasso. E a minha mãe ausente de tudo que passo e que já passei. Uma cumplicidade perdida entre nós duas, um porquê indefinido, uma dor difusa, uma angústia dilacerante, um sofrimento intenso de uma Santa mãe.
Lutei e relutei em escrever este texto. Juntei as forças e me uni a minha filha , porque também preciso ser uma mãe quase perfeita de uma filha que só me faz o bem. Meu amor maternal também fala alto.
Mais tarde estarei com a minha mãe. E para todas as mães do mundo, os meus mais sinceros Parabéns!!!!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Bate coração...


Bate coração, nem que seja descompassado. Estou querendo e desejando que o mundo gire com as suas voltas recheadas de muita luminosidade.
Há uma noite resplandecente e um desejo de curti-la da forma que me convier.
Não foi tarde a minha descoberta de que cada um se revela à sua maneira. Aprendi a viver e a conviver, a morrer e a viver pelo outro, a silenciar a minha dor e a gritar de muita satisfação.
A idade madura e os meus ganhos. A verdade camuflada ao meu favor e a descoberta de que, às vezes, nem o choro convulso convence. Há um quê de saudade e outro de muitas lembranças.
Sinto o cheiro do mar e ouço as ondas que se quebram, trazendo mil recordações de infância. De um tempo que se foi carregado de nunca mais. Estranha sensação que eu conduzo para não recordar momentos de agoniadas noites em Candeias. Havia alguém faltando. A minha mãe longe do meu teto e a incerteza de que os tios substituíam tudo isso.
Bate coração, nem que seja descompassado. Pelo menos bata, contanto que eu tenha a certeza do tempo presente e de que é preciso muito para me deixar no abismo da tristeza.
Noite, noite minha. Tão minha quanto sua. Uma noite onde as estrelas podem e devem brilhar. Eu só não quero a verdade que dói e a mentira que disfarça....

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Quando chove no meu cantinho...

Pensamentos avulsos passam em minha mente. Teria que ser assim. Difícil conciliar o que sinto com aquilo que devo aparentar.
E o tempo se passa numa velocidade galopante. Isto constitui ameaças aos sentimentos que de mim não querem se afastar. Estou num momento quase único. Tento manifestar o avesso do avesso do avesso do que estou passando. Mas, quem não está um dia?
Reclusa em meu quarto neste momento,quase a minha "jaula", me deixo levar por muitas reflexões. Faz-me um pouco de bem poder estar num ambiente de muito aconchego e de beleza que eu consegui arquitetar para as fases de lua cheia ou de quarto minguante. Há uma ilusão em estar diante deste bem estar, como se a minha dor fosse mais protegida. Terrível sensação a de iludir-me.
Estou sozinha, sem sentimentos que me possam provocar o monstro que é um sentimento de culpa.
Abro o janelão do meu quarto e descortino a noite. Sinto que nem toda hora existem estrelas que iluminam os meus aposentos. Aquelas que insistem em serem brilhantes, se tornam opacas quando chove no meu cantinho.
É isso, leitores. Já disse várias vezes que é um dia sim e outro não....Falo em linguagem metafórica. Como poderia me desnudar neste instante em que a lua nova pode ser cheia para vocês? Que Deus em sua misericórdia me acompanhe sempre...

terça-feira, 7 de maio de 2013

Se a dor é minha....


Procuro camuflar toda uma realidade que se apresenta ao meu redor. Havia prometido a mim e a outros que só escreveria com temas que pudessem provocar a alegria , ou no mínimo, o bem estar de meus leitores.
Procuro esconder a verdade e me torno forte, mesmo estando fraca em momento de muita reflexão e de saudade, que parece estar se apoderando de mim.
Difícil escrever o que não sinto e que toma todo o meu ser. O que dizer de uma pessoa muito querida, que passou toda a sua vida só fazendo o bem?
Penso, às vezes, que há quem me seja cúmplice e que existem outros que se afastam da minha pessoa porque não se quer, muitas vezes, a possibilidade de um contágio mental. Quando a felicidade ronda o outro, não é fácil se aprofundar na vida alheia. Não sei se entendo, mas dou o meu perdão.
Procuro camuflar a realidade. Se a dor é minha, esta deve continuar sendo só minha.
Vejo cenas trágicas na televisão e pareço acompanhar as novelas da atualidade, escondendo nos porões do meu pensamento a certeza de que a minha mãe está no seu final. E vão e voltam cenas de tantos momentos maravilhosos com a figura materna, agora mais do que enferma, em total sofrimento, querendo talvez externar a sua dor, mas sem poder.
Terrível sensação de impotência. A vida e a morte lutando de várias formas.
Há em mim um embotamento. Perdoem, meus leitores, a vida é bela, mas não é eterna.
Disseram a mim que só os mortos não fazem mal aos vivos. Que dizer de minha mãezinha que em vida nunca fez mal a ninguém? Que Deus lhe amenize o sofrimento. Na certa, o céu lhe espera...

domingo, 5 de maio de 2013

Tal qual os tempos de menina...


Acho que foi um final de semana completo. Bem que morar em Boa Viagem tem as suas vantagens.
Acabei de curtir e de descortinar uma bela passarela na Avenida, com o panorama de um mar que dava todo a beleza natural contagiante e levava as pessoas a desfrutarem de uma visão quase alucinante.
O dia foi completo. Nada faltou que pudesse deixar de não fazer parte de um domingo bem domingo. Além do Restaurante chique e aconchegante, a conversa amena dos amigos e parentes, completando a diversão e o bem estar.
A caminhada na praia ao raiar do dia e os raios solares penetrando em todo o meu ser, foi tudo de melhor num domingo de muitos outros domingos. Não faltaram o banho de mar e nem a água de coco , que sempre contribuem ou se tornam a nota melhor de todo esse espetáculo.
Imaginem , leitores, que o dia foi completo. Ainda arranjei tempo para me debruçar sobre o Livro de Augusto Cury, O FUTURO DA HUMANIDADE.
Tal qual os tempos de menina, dei asas aos meus devaneios e curti os bons momentos do dia com o espírito lúdico de quem sente falta de tantos momentos passados, vividos e revividos.
A vida e suas nuances. As voltas e as reviravoltas dando continuidade e o espírito de relax presente com tudo que possa sugerir domingo . Um domingo de muitos domingos...
É isso, leitores, a gente vai aprendendo a viver, mesmo em idade madura. Alguns percalços vão ficando para trás, já que não vivemos mais nele. O presente se faz bem presente como resultado de tantas sementes por mim plantadas e com os frutos que de bom vieram.
Ouvi dizer que o melhor que se faz com uma SEMENTE é enterrá-la. Foi assim que fiz e deu certo......
Não sei se fiz a combinação perfeita, mas disse tudo como queria...


sábado, 4 de maio de 2013

Dei voltas e dei reviravoltas...


Dei voltas e dei reviravoltas. Já havia experimentado essa sensação de ontem em alguns poucos minutos. Estava precisando de um bom relax, de uma reflexão mais profunda e de muito bem estar.
A TARDE DE ONTEM, EU JÁ ERA OUTRA. Sentei-me para tomar um café e saboreei até o último gole. Ouvira falar que essa experiência sempre dava certo. Estórias que o povo conta.
E a noite chegou. Curti o panorama de uma boa conversa em minha varanda, onde, mais uma vez, fui capaz de ouvir as ondas do mar...
A noite foi o desfecho dessa mudança radical. Trajei o vestido mais bonito e , porque não dizer, um tanto sensual. Fui com o meu esposo jantar fora, jogar conversas fora e brindar a certeza de que A vida é bela!!!
Dei voltas e dei reviravoltas. Hoje amanheci curtindo as minhas plantinhas, o meu jardim suspenso e os botões de rosas que apontavam tal qual menina moça no seu desabrochar.
O sábado teria que ser sábado, com a família reunida e o gosto dos melhores passeios. O retorno de minha filha dos Estados Unidos, a caminhada na praia e a visão de uma natureza que tão bem sabia descrever o meu pai. Aí deu SAUDADES!!!
Mas,dei voltas e dei reviravoltas. Os leitores têm, ou devem, se acostumar com o escritor em suas diversas fases. E , pelo que eu conheço e sei, eles também deram comigo voltas e reviravoltas. Numa cumplicidade manifesta, haveremos de comemorar o dia que se seguiu aos sentimentos matinais de ontem. Só Deus sabe o porquê!!!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

A inércia do cotidiano...


Há dias que nem eu sei o que se passa comigo. Mil perguntas e mil silêncios. Vontade de calar e uma relativa inconstância de humor.
Há um vazio de ações e um mutismo que se faz eloquente. Muito diferentes são esses dias. Há silêncio e há um pouco de angústia.
Tenho medo e luto para que ninguém perceba. Peço a Deus que me ilumine , mesmo sem entender ´quase nada do que se passa. Mil porquês e a verdade que rola no meu eu, sem aprofundamentos e sem perguntas. Afirmativas incógnitas e negativas inadmissíveis.
Sinto-me só sem estar sozinha. A manhã se demora numa percepção muito peculiar. Sou eu e sou a resposta do que não fiz. A gratidão e a ingratidão. O amor e o desamor se confundindo um com o outro.
Inexplicadas comunicações. Sofro e não entendo.Penso que a vida é uma surpresa. A distância e o carinho. O estar perto e a desilusão de uma voz alta. O esperado e o inesperado. O saber lidar com as reações contrárias e a inércia fazendo parte de um cotidiano tão surpreso.
Peço a Deus que o tempo passe e esse insiste em se demorar. Um amanhã indefinido e a tristeza de um viver sem muitos lenitivos. A esperança, a fé e a certeza do nada. Glória a Deus...