
A maturidade me fez passar por momentos de crescimento, por muitas alegrias e por instantes de sofrimento quase inesperados.
Lutei e relutei em escrever este texto. Acho que não vai ser fácil. Encontro-me dividida entre o prazer de ser mãe de uma filha maravilhosa e a seriedade que o momento me impõe por sentimentos de amor filial que me fazem ficar entristecida: a minha mãe num leito sofrido, alimentada pela impossibilidade de comemorar, como sempre fez, o seu Dia.
lutei e relutei em escrever. Pensamentos antagônicos em minha mente. A preocupação em curtir esta data com a minha filha, sempre tão filha e tão devotada e a memória de momentos passados com a minha mãezinha, razão do muito que me fez sentir em paz.
Difícil. Há uma certeza de que Dia das mães é todo dia, mas não consigo parar de imaginar o que sente a minha mãe, se pensa ou se não pensa mais em nada. A minha mãe se indo e uma dor imensa que se instala no meu coração mazelado. Um coração que abriga tanto amor e todos os sacrifícios para fazê-lo bater, mesmo em descompasso. E a minha mãe ausente de tudo que passo e que já passei. Uma cumplicidade perdida entre nós duas, um porquê indefinido, uma dor difusa, uma angústia dilacerante, um sofrimento intenso de uma Santa mãe.
Lutei e relutei em escrever este texto. Juntei as forças e me uni a minha filha , porque também preciso ser uma mãe quase perfeita de uma filha que só me faz o bem. Meu amor maternal também fala alto.
Mais tarde estarei com a minha mãe. E para todas as mães do mundo, os meus mais sinceros Parabéns!!!!
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