Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

terça-feira, 29 de outubro de 2013

As orquídeas brincam em minha cama...


A vida me ensinou muita coisa. Também pudera já ando vivenciando a idade madura e os caminhos percorridos não foram poucos.
Nesta trajetória, conheci a alegria, a tristeza, os sucessos, as decepções e os descaminhos. Conheci gente muito boa, gente fina , de bom caráter, digna, pura, inocente e gente que ainda espera conhecer melhor o que é a vida e os giros que ela dá. Valha-me Deus. MELHOR SERÁ NÃO TER CONHECIMENTO...
E a tarde voa, e o tempo passa, e a noite chega. Já andei toda a minha casa, como sempre faço ao entardecer. No meu quarto, quase uma jaula, deixo me despir de pudores e observo todo o ambiente. Leitores, meus leitores, o cenário é sempre quase o mesmo. Mas, que fazer se a solidão me bate sempre a mesma hora, sem me provocar o tal medo moderno do estar só??
Acho que em lugar como este , não poderia sentir a solidão de forma amargurada. Muito pelo contrário, as orquídeas brincam hoje em minha cama e me chamam para eu ignorar o tempo da saudade, envolta na pureza que sempre adorna o meu viver. Isto, aprendi com mamãe. As decepções na minha vida foram em grau considerável, pois quem tem um coração regado à inocência, não acredita na maldade alheia.
A lua está linda, radiante e esplendorosa. Todo esse panorama me fascina sempre. Não podia viver sem ela. Desde pequenina , peço a ela que realize os meus desejos e ainda hoje acredito que ela atenda tudo que eu peço. E não é que a Dindinha Lua me faz ganhar muito do que lhe venho pedindo. Vida, vida minha.
Tenho alguns rituais que me fazem muito bem. Lembram vocês que agora é também a hora do meu belo banho, onde eu me preparo como se Rainha fosse, para deitar na minha cama tão size que até parece...
Percebo aqui e acolá que os sonhos são o alento da minha vida e me deleito com eles , mesmo de olhos bem abertos. A vida me ensinou muita coisa...

domingo, 27 de outubro de 2013

A incompletude de mim...


Ficou difícil, mamãe,
A vida sem você.
Ainda não consegui acreditar
Na sua partida e na sua ausência.
Perco o sono,
Choro de olhos fechados,
Penso em você.
Imagino o mistério da morte,
Fico triste e me perco na saudade.
Não imaginara na infância
E em plena juventude e maturidade,
Que um dia você partiria.
É uma verdade irreal,
Pois aqui pertinho
Você aperta a minha mão.

( Eliana Pereira )

sábado, 26 de outubro de 2013

"E que brilhe a nossa luz...."


A noite vai se vestindo com um manto escuro bordado de estrelas e de uma lua que se mostra, aqui em Boa Viagem, radiante e luminosa.
Gosto de ver e de apreciar este momento. Acho ímpar quase todos os dias. O palco de meus delírios de luz acontece em minha varanda, no varandão que constitui um dos meus mais prazerosos lugares do meu apartamento.
Não fosse tamanha natureza, não poderia descortinar o azul do céu e a escuridão da noite.
Há um quê de silêncio em toda casa. O cenário facilita a reflexão e faço desse momento o meu momento. Afinal o conhecimento do que vem de nossas almas são estrelas guia de nossas maiores projeções.
Mais uma vez e inúmeras vezes repetida, caminho a casa toda. Essa é uma prática que me faz muito bem. Arquitetado todo o meu lar da forma que reproduz os meus grandes valores de gosto e de classe, tenho todo o prazer em admirá-lo e em curti-lo até os últimos dos meus dias, se a vida assim me permitir.
Mas, houve um tempo e existiram outros. As mudanças foram tão grandes, que demorei e dei vários passos até encontrar um espírito de luz, de amor e de aconchego. Mudei valores e encontrei, como já disse, muitas amizades. Estou gratificada pelo que plantei e pelo que colhi. Aquilo que não veio à tona teve sua razão de ser. O tempo, que haverá de vir, será senhor da razão e divisor de águas.
Não escrevo de forma pesada. Muito pelo contrário, há uma leveza em meu ser. Logo, logo, tenho encontro marcado. Noite de sábado sempre tem sabor de noite e sempre é criança.
Sobre a minha cama, forrada a la Oscar Wilde, com um papel de parede em meu quarto que reluz o ambiente, está o meu vestido vermelho que irei usar para de sensual e de magia, aproveitar as conversas entre amigos.
Noite de sábado de muitas noites.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Na periferia....

Hoje a crônica sai em horário diferente e em local que não é a minha casa. Faço uma pequena pausa no trabalho e me ponho a dedilhar palavras, sem nenhuma motivação maior, a não ser a de me ausentar um pouco da realidade do cotidiano.
Encontro-me só. Parece até que este é o meu eterno estado de ser e de estar. Ledo engano!!!!!
Acho que precisava avaliar um pouco o muito que já fui e o presente dos dias. Um tanto inquieta, vou e volto e me detenho no espelho, em momento que não seria oportuno e indicado. Mas, às vezes a gente não busca as nossas preocupações e os nossos direcionamentos quando queremos e, melhor que tudo, desejamos.
Nesta pequena pausa, sozinha e pensativa, ponho-me a refletir e a desenhar mecanismos que me façam frear todo e qualquer possível comportamento de estresse.
O tempo passou, como haveria de passar. Ficaram as marcas, as recordações, as boas e más lembranças e os traços de uma infância perdida, alimentada na maturidade do hoje.
A maturidade, evidentemente, me fez crescer. Houve uma troca de valores inocentes pela realidade nua e crua que, muitas vezes, duvidamos fosse um dia acontecer. Confesso, leitores, que o futuro, que me parecia vir a ser semelhante aos valores assimilados na juventude e que os sentimentos e elos de amor nunca deixariam de me rodear, chegou de forma diferente, mas trabalhada. Busquei mecanismos de defesa e aprendi com a vida. A solidão me é confortável e o desprezo, por vezes, presente, já não me incomoda como me importunou.
Ah, a vida... Com tantos desacertos e com tantas alegrias. Momentos prazerosos abafam as adversidades e a gente caminha melhor quando tudo é projetado.
Cheguei a um patamar de convívios, onde muitos foram mudados e outros permaneceram ativos. Acostumei-me ao bom e ao ruim. Fiz muitas amizades e aprendi a cultivar as flores e a fazer a dieta que mais me apraz e é saudável.
A vida mudou. Como também ficaria estática? Aconteceu porque assim teria que ser. Não sigo os mesmos passos, mas aqueles que aprendi na maturidade têm tudo para ser muito bem vindos. Não tenho do que me queixar. Se as marcas no rosto me incomodam um pouco, o emocional supera toda e qualquer angústia. Mas, angústia? acho que não a conheci de perto. Fiquei na periferia. Valha-me Deus!!!!!



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Sou a rainha de meus sonhos!!!!!


Tenho às vezes a impressão de que a vida vai me levando. Armei algumas estratégias para me sentir cada vez melhor, que terminei caminhando quase à deriva.
Impressionantes os meus sonhos e os meus devaneios. A realidade que é verdadeira e aquela inventada e reinventada. Acreditei no possível e no impossível. Fui rainha e fui vassala. Encomendei os melhores presentes e naufraguei nos atoleiros de tantas águas insalubres.
Acho que assim é a vida. Uns experimentam mais cedo e outros mais tarde. O sol nasceu para todos, mas as chuvas haverão de acontecer aqui e acolá. É tão difícil definir a vida como a vivência e a convivência com o outro. Andamos lado a lado do amigo que era, sem sabermos, o nosso maior inimigo.
Vida, vida minha. Admirar-se com o inusitado é quase uma questão de maturidade ou da própria imaturidade. Há quem se recuse a crescer e outros que amadurecem a carboreto. O mundo é cruel com muitos e com outros é uma jóia rara. O homem se enganando com as voltas que o mundo dá. A certeza do tudo e a incerteza do nada.
A tarde vai terminando de forma metafórica e no tempo que é real. A noite escura em sua beleza triunfante e escura nas maiores solidões, quando o homem perde o sono e a madrugada ameaçadora cria os seus fantasmas.
É nesses pensamentos que me perco, deitando e rolando, mais uma vez, em meu quarto sozinha. Não me deixo levar pelas ameaças do estar só. Isto seria a incongruência de meus planos tão planejados. Mas, é hora do meu banho. Este é o ápice de tudo para mim, no que diz respeito aos meus prazeres. Mais uma vez envolta em lençóis de uma alvura inebriante, visto o meu roupão e me entrego toda a um chuveiro, onde hoje eu quero que esteja ligado na cor da paz. Nesse momento sou a rainha de meus sonhos!!!!!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Este blog me fascina...


Este blog me fascina e a muitos outros. Aqueles que silenciam e outros que manifestam os seus elogios, dão-me a dimensão exata de tudo que eu gosto de curtir.
Ah este blog. Tem todos os atrativos necessários pra me cativar. Nele, exponho os meus sentimentos e deixo que a poesia brinque em minha mente e em meu coração. Escrevo a pureza, a alegria e todos os pensamentos da minha alma.
É ele a quem eu procuro em tardes como estas, onde sozinha canto e pulo, num pé só, a alegria de poder escrever e de ´possuir o dom de cultivar uma inspiração lapidada pelo bem querer.
Sozinha e curtindo uma saudade. Tardes de puro sentimento. A solidão se deve á labuta do meu esposo. A saudade, eu cultivo movida pela filha distante. Eita, que esta é maior que tudo. Pudera não sentir a sua falta, quando a sua juventude concorre para a casa se fazer mais animada.
Final de tarde. Sol se pondo e a noite se chegando e vestindo os nossos olhos de uma visão tão linda quanto poética. Gosto de apreciar este panorama todos os dias. Quem haverá de não apreciar?
Mas, este blog me fascina. Tenho nele um dos meus grandes prazeres. Levada por esta necessidade de alimentá-lo, tenho lido mais e deixado fluir a minha veia de poetisa amadora. Este espaço é propício a muito e a tantos textos.
E lá se vai um blog de muitos outros. Na madrugada, quando tudo é silêncio, há quem lhe procure na certeza de que sempre preencherá um pouco o silêncio de uma noite insone.
Mas, este blog ilustrado a minha maneira, me fascina. Ninguém me proibirá de gostar dele o quanto gosto. É a liberdade sem amarras, sem interlocutor que não deseje falar comigo, alimentando a ilusão do escritor esquecido nas agruras da vida. Na ilusão de que não estou sozinha, na certeza de que Deus me ama e de que este blog também pode ser o meu irmão amigo. E então, eu dispo os meus sentimentos a minha maneira e me sinto tão alegre e tão bem acompanhada. Por metáforas, a gente também é gente...

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Ao longo do tempo....


Refletir nunca é demais. Dessas imaginações, saem as minhas mais profundas inspirações. E lá vou eu caminhando, às vezes em boa direção , às vezes, oposta ao caminhos certos. Fazem parte de inúmeras trajetórias de minha vida, umas muito boas, outras jogadas ao vento.
Descobri um pouco tarde que estava elogiando demais. Sempre pratiquei este ato por ser verdadeiro e por não me poupar em um ou outro comentário. Essa descoberta me mostrou o lado avesso da moeda. Sempre fazendo e sempre recebendo como troco uma ausência atribuída a sei lá o quê. Falam em inveja. Mas, de mim? A minha escrita é herdada e lapidada ao longo do tempo. Meu pai foi o meu principal Professor. Hoje, aprendo com a vida, deixando o meu coração sempre fazer uma pausa poética.
Ontem fui parabenizada pelo Dia do poeta. Em alguém eu toco no fundo d'alma. Esta denominação me fez subir um degrau a mais . Gostei e repasso essa minha alegria.
E a tarde se vai, aos pouquinhos, deixando as marcas de mais um dia. Há uma noite chegando e uma estrela no céu iluminando a minha varanda. Como poderia não fazer uma pausa e pensar mil coisas que o meu coração pede?
Meus aposentos, sempre eles. Ando toda a casa, descortino o céu da varanda e volto ao meu quarto. Lençóis de um azul acetinado cor de anil, me deixam envolta em pensamentos. Permitam-me, leitores, que esta sensualidade seja sempre repetida, quantas vezes ela me fizer bem.
Abro o janelão. O panorama me mostra que estar aqui é muito, muito bom. Como disse grande escritor, viajar em torno do nosso próprio quarto pode ser a melhor das viagens. Esta, eu curto com todos os sentidos e com todos os prazeres.
Que os Anjos digam Amém, sempre que o amor se fizer nosso grande companheiro!!!!

sábado, 19 de outubro de 2013

E uma esperança presente...


É preciso saber a hora de silenciar e a hora de falar. Acho que demorei muito a aprender. Foram conversas trocadas e outras rejeitadas. A gente vai aprendendo devagarinho que o tom da voz do interlocutor, o mutismo, os monossílabos, as desculpas esfarrapadas e muito mais, desarmam a nossa intenção e fazem diminuir as buscas do outro e a insensatez das procuras.
Sábado de tantos outros. Sempre procuro diversificar os programas e não deixar que o tédio vazio venha a se apoderar. Devagar e sempre, aprendi muita coisa. Hoje sou uma mulher diferente de tantos outros momentos. Isso me fez bem e afastou as mazelas criadas sem razão de ser.
Mas, lá fora há um sol que brilha e cá dentro um brilho nos meus olhos. É um momento de paz e de relax. É um instante de reflexão amena e um descortinar de sensualidade estética. Os meus aposentos sempre os meus aposentos. Há uma música tocando que inebria o meu ser por inteiro. Amo este local, talvez mais do que muitos outros.
Sábados de tantos outros. Espero a hora do passeio e o tempo de me aprontar. Estou induzindo em mim tudo que já planejara. Quero amar o próximo para me sentir bem. Quero dar carinho para se acariciada. Quero o amor mais lindo e mais puro. A inocência da criança se debatendo contra toda e qualquer maldade.
E o mundo gira. E o mundo ensina devagarinho que a dor da alma também pode ser curada. Vida , vida minha...
Deixo que as palavras se debatam e se encontrem numa cumplicidade que, por muitos, é ignorada. Sempre o amanhã vem depois. E é este amanhã que se avizinha, que eu preparo de vestes trocadas, de palavras transformadas, com um amor maior e uma esperança presente...

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Leve e fagueira...


Há uma vontade dizendo que sim e outra dizendo que não. Difícil discernir entre estes opostos totalmente diferenciados quanto ao escrever ou não nesta tarde de tanto verão. O conflito é sempre um tanto atormentador. Em minhas aulas de Psicologia, aprendi que este sentimento nos incomoda de forma considerável, verdade seja dita...
Em se tratando de filigranas como esta, bem que o incômodo é pequeno e passageiro. Em outros casos, leva o indivíduo a pensar muito e a repensar. O melhor seria sempre uma decisão precisa, nada que faça o indivíduo mergulhar nas dúvidas e possíveis consequências e inconsequências.
Mas, a tarde de verão até que foi o divisor de águas em minha decisão de escrever, de postar o mínimo de atraente que seja. Afinal, afinal, sempre haverá de servir de passatempo para gregos e, talvez, não para troianos.
O sol chegou com muita garra, enchendo o horizonte de muita luz. Há por vezes um calor insuportável. Procuro assimilar o bom e a leveza de tudo, para que a minha luz brilhe sempre e transmita ao meu próximo todo o amor que eu devoto, ainda que este próximo seja sempre tão senhor de si e de tudo.Valha-me Deus....
Acho que venho aprendendo a me tranquilizar, levada pelas Dinâmicas de grupo a que venho me submetendo. Ou a gente assimila o que nos transmitem as palavras doces ou a vida tende a se tornar mais enfadonha.
Vida, vida minha. Pensamentos leves norteiam a minha mente nesta tarde de pleno verão. O tempo também interfere no nosso bem estar e na condução de nossas reações.
E a noite chega, e as estrelas apontam e o calor dos meus aposentos me transportam ao melhor do que eu esperava. É que estou leve e fagueira...

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

De todo "coração...."


A noite de segunda feira foi mais comprida do que muitas outras. Os fantasmas da meia noite ou das duas da madrugada fizeram pouso no meu quartinho, ou melhor dizendo, em minha mente.
Fiz de tudo para adormecer. Rezei, contei carneirinhos, perseverei o meu pensamento no que é bom e nada serviu para que o sono novamente chegasse.
Danado mesmo foi ter que trabalhar no dia seguinte. Sofri pra caramba os efeitos da noite insone e dos medos criados que apareceram fantasmagóricos.
Valha-me Nossa Senhora da Conceição. Sabes bem das minhas dúvidas e dos meus pesadelos, dormindo ou acordada.
Já é noite de dois dias depois e eu ainda sinto os efeitos da ressaca, guardados nos porões do meu inconsciente e manifestos na consciência alerta e bem acordada.
A vida e suas nuances. O inusitado se contrapondo com a certeza que nunca foi verdade. Os preparos e os cuidados sendo vencidos pelo contrário do que nunca pensei tivesse a caminho.
Perdoem, leitores, se hoje não me escancaro e conto o fato da insônia encoberto pelo mistério pessoal que um dia também nos faz morada. Difícil neste momento saber a quem contar. A ausência de minha mãezinha me deixa impotente perante a falta de alguém que a substitua. Nunca será possível....
Noite hoje de muitas estrelas. Eu cá de minha varanda, descortinando um céu e um infinito, que eu vislumbro com quase todos os meus sentidos.
Às vezes imagino tanta coisa e faço castelos no ar, carregado de detalhes e de fantasias. Umas me fazem bem e outras me deixam em estupor. A vida tem dessas coisas. As experiências positivas nos regozijam e as negativas nos fazem crescer..... E é com esse pensamento que vou caminhando. Parar é que não posso, não devo e peço a Deus, ainda, muitos anos de trajetórias....Valha-me Deus, de todo 'coração.'
Entendam quem souber decifrar a incógnita do meu viver!!!!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Que os Santos digam Amém...


Que os Santos digam Amém. Que os sinos da Capela batam mais forte. Que a minha fé faça-me suportar alguns dissabores. Que a esperança esteja sempre presente. Que eu nunca deixe de crer no meu Tercinho. Que eu reze todos os dias.
E a tarde se vai sem compasso de espera. E o mundo girando dá as suas voltas, sem que nada as detenha.E o inusitado, e o descaminho, e as reviravoltas aparecem sem avisar.
Os dias se passam numa velocidade galopante, às vezes, sem tempo de planejarmos e de sonharmos os nossos sonhos.
Espero a noite chegar, Esta se avizinha com um céu estrelado, uma estrela aqui , outra acolá. O palco de minhas lembranças e do meu pensamento é sempre o meu quarto, lugar onde eu me refugio e consigo relaxar e me entregar aos devaneios.
Por vezes, no meio da noite, na penumbra,onde só a televisão ilumina o meu recanto, penso segredos e espero alguém que já se foi. Tenho esperança que isto aconteça. E me vão as noites e os dias. Não consigo segurá-los.
A vida sempre a vida. O tempo não deixando parar certos fatos e acontecimentos. Gente pura e gente altiva. As caídas e recaídas ensinando a todos e aprendendo quem assim quer...
Tem horas que são benfazejas e outras alucinantes. Durante a noite, tudo é quase delírio, encapsulado ou não. Tudo é mais pesado e os temores mais frequentes.
Tenho medos e pesadelos ao raiar do dia. Aprendemos a nos policiar , mas o superego não age a toda hora...
Que os Santos digam Amém. Que os sinos da Capela batam mais forte!!!

sábado, 12 de outubro de 2013

A chuva e os chuviscos...



Fui e voltei à minha varanda , inúmeras vezes. Esperava-se, como quase sempre acontece, um Dia das crianças de muito sol. Lá, fiquei a olhar a chuva e os chuviscos. Recordações várias passaram em minha mente. Algumas que valeriam retornar ao tempo presente, outras ausências muito sentidas e que eu não conseguia vivê-las e revivê-las, sem derramar uma lágrima.
Fui e voltei à varanda, inúmeras vezes. Estava inquieta, insuportavelmente inquieta. Já começara o dia muito cedo, como acontece quase todos os dias. Havia uma expectativa e um futuro desenhado em mim.Penso que os escritores, mesmo sendo amadores, têm uma sensibilidade aflorada e aguçada.
Sinto que fiz, mesmo, muitas mudanças. Algumas programadas , outras impostas. Acabara a infância , já se faz muito tempo, Não havia mais o pensamento juvenil e chegara a maturidade, trazendo suas "perdas e ganhos."
As transformações vão acontecendo de forma lenta e a gente , um dia, sente que não é nada do que já foi...Isso, às vezes, dói e ,às vezes, traz contentamento. Há sempre um meio termo, ou não, mesmo que o binômio de tais sentimentos exista de forma impossível de ser debelada.
Comecei o dia rezando o Terço. Fiz Prece a Nossa Senhora da Aparecida e senti, neste momento, que estava tendo ações que pertenciam à minha mãe. Lembro até que ao fazer as suas Orações e Novena, tinha sempre o hábito de tomar banho antes e colocar vestido bem limpinho. Pessoa santificada, tinha todos os pudores arraigados à sua pessoa. Tive ímpetos de fazer tudo igual. Confesso, leitores, que não fiz. Não tomei o banho e permaneci com a minha camisola rendada, sabendo estar muito limpinha...
Fui e voltei à varanda, inúmeras vezes. Quase tudo mudou. Saí de um mundo totalmente diferente ao hoje dos dias. O casamento me trouxe muitas mudanças. A vida me impôs várias coisas. O tempo me transformou em quase Madame. O trabalho me ensinou a exercer a profissão e a lidar com pessoas diversas, algumas boas de relacionamento e outras avessas à benevolência do humanismo. Valha-me Deus , tomei total conhecimento de que sou outra, resultado do tempo, do meu crescimento pessoal , das ausências de entes muito queridos e porque teria que ser assim...

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Com o sabor do meu saber...


Aquele meu velho costume de sentar ao cair da tarde para escrever, levou-me quase que automaticamente ao recinto. Ainda que a inspiração falte e me abandone, tento descrever qualquer coisa. Há um impulso emocional mais forte do que a própria razão justificada.
Penso em meu pai. Todos os dias escrevia as suas Notas Avulsas, tão bem colecionadas por mamãe. Eram escritos que foram publicados diariamente no Jornal do Commércio. E lá se vão anos....
Sem comparações admissíveis, acho que papai tinha inspiração para dar e vender. As palavras saíam rapidamente, as frases eram eruditamente formuladas e as letras brincavam de tanta intelectualidade.
Mas, é assim. Às vezes, o meu impulso é tão irresistível, que não sei como controlá-lo. Ponho-me a dedilhar sei lá o que, contanto que saia o texto e pelo menos um ou dois leitores se deliciem com o sabor do meu saber.
Eita tarde cansativa danada. Acordei-me muito cedo em busca de Documentos, cumprindo a minha missão de mãe, ainda que a filha, já advogada, tenha passado de tenra idade e já tenha em si os compromissos da fase.
Chegada eu da Universidade, deitei e rolei na cama, tentando tirar de mim o peso de tanto enfado. Dormi mais do que imaginava. Sonhei e desenhei na minha mente, uma vez acordada, um monte de castelos coloridos, ao mesmo tempo que deixava esquecer as verdades do nunca mais.
Difícil dimensionar o sofrimento de cada um perante traumas e perante o quase inusitado. Cá em meu cantinho, tenho a solidão de dias. Não imaginara tanta coisa. A infância lúdica e a adolescência vivida com tantos entes, parentes e aderentes, apontavam para um final bem diferente....
Abro mais uma vez o meu janelão, leitores. Desculpem vocês a repetição dos fatos, mas essa é a minha vida e o meu blog gira muito em torno do meu cotidiano, sentimentos e pensamentos.
Procuro mudar a temática, faço um esboço dos meus textos e, de repente, volto-me aos meus aposentos porque é nestes que os meus sonhos são realizados, a minha paz é maior e a vida gira ao meu favor, como se possível fosse ser sempre a mulher plena em todas as realizações...


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Cor da chita...


Não é que tem muita gente enganada com a cor da chita. Às vezes, se pudesse, entraria na seara de muitos e me revelaria tal qual penso e entendo. Finjo-me de alienada, procurando até agradar a gregos e a troianos. Valha-me Deus...melhor seria ou será assim...
Tarde de um azul de brigadeiro briga com a noite, que se aproxima. E lá vou eu, cantando as glórias da bondade, pois não quero manifestar a verdadeira cor da chita. Ignorar é tão melhor quanto mais sensato.
Não consigo me separar dos ensinamentos que me deram o curso de Psicologia. Calo-me, no entanto, quantas vezes necessário for e falo o que quero tantas vezes o interlocutor me provocar.
Tem muita gente enganada com a cor da chita. Enxergar de forma micro não é para todo o mundo não. Fui chegando a esta conclusão, levada pelo dia a dia e pelas noites mal dormidas.
Digo sempre: a maturidade me ensinou muita coisa, muito mais do que esperava . A realidade é realidade e dela ninguém foge. Já dizia Fernando Pessoa: A realidade não precisa de mim.... Verdade seja dita e repetida, leitores.
Escolhi esse tema nem sei por quê. O meu inconsciente vem mandando tanta mensagem que fugir de uma ou de outra, é difícil, dificílimo.
Gosto desses temas um tanto abstratos. Tenho um modo de escrever que me faz ser sempre eu. Jamais alguém duvidará da veracidade de minha autoria. Aí seria o cúmulo da falta de percepção.
E lá cai a noite, tão devagarinho como nem sempre acontece. Ando novamente a casa toda e termino nos meus aposentos, retocados da pessoalidade de minha forma de ser e da minha perfeição tão minha.
Parece que chegou a hora do meu banho. Esse ritual caracteriza cada dia do meu viver. Quem me encontrar sem cheiro de lavanda e de bons sabonetes, atirará a primeira pedra.
Interessante ou não, vou vivendo e revivendo tantos momentos que me foram valiosos. E neste binômio, ou não, ninguém me tira a certeza de que há muita gente que se engana com a cor da chita....

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Mudada e bem criada!!!!!!


Aprendi nesta minha trajetória de vida que é gente de todo tipo. Existem os bons de coração, os meticulosos, os insensatos, os generosos , os frios de ânimo, os solidários, os solitários, os de boa companhia,os invejosos, os que não suportam conversas pesadas, os delicados, os grosseiros e lá se vai um mundo de gente....
E neste mundão de meu Deus, as experiências são necessárias para se lidar com todo o tipo de gente. Incrível, mas é assim. A vida tem me ensinado muito. Já fiz mudanças, já experimentei comportamentos diversos, já sofri, já me alegrei, já amei e já desamei. Resisti a um tempo de inocência e já enfrentei a maldade humana. Existe de tudo. Impressionante o que a vida, a Genética e o ambiente fizeram do homem uma boa ou má pessoa, um indivíduo normal, um psicopata, um neurótico e até um psicótico.
A minha formação em Psicologia, a minha leitura diária de livros diversos, a minha convivência com o meu pai de abrangente conhecimento, de honestidade ilibada me deram o caminho herdado e aprendido para lidar com um , com outro e com aquele.
Mais um dia de trabalho e mais uma noite de sonhos que só Freud seria capaz de interpretar. Pareciam pesadelos, destes que complicam e embananam qualquer meio de campo. Vinha eu de um final de semana triunfante, o que me rendeu o sustentáculo para ultrapassar esses sonhos confusos. Dá para entender?
Mas, o dia de verão, de sol brilhante, quebra qualquer possível pensamento, até aqueles que eu afugentei ao longo do tempo. ao longo do injustificado, ao longo do desprezo, de relacionamentos estremecidos, de poucas conversas, de mudança de cenários e de fé ardente para um futuro que se avizinha e um presente que insiste em ser presente...
Vida, vida minha. E os segredos continuam a acontecerem. As verdades aparecem camufladas e o mundo gira. Não consigo, por vezes, acreditar no que vejo ou no que ouço. E lá se vai a minha imaginação rodopiando e as mudanças acontecendo, quer eu queira ou não queira. Entrei na realidade bem devagar. Quase sempre é assim. Apesar do meu intelecto, tenho um inconsciente mandando ordens e um consciente implicante.
Que tantos caminhos trilhei, que tantos atoleiros superei, que tantas alegrias me sustentaram e fizeram de mim quem sou eu, que você, leitor mais chegado, conheceu e conhece como ninguém. Tanta convivência e tanta conversa trocada. Aqueles mesmos espaços e os mesmos, ou quase mesmos, antecedentes.
Enfrentemos com garra os nossos trajetos. Ja aprendi a lição. Estou mudada e bem criada!!!!

domingo, 6 de outubro de 2013

Estava eu...


É um final de tarde de muitas peripécias. Vai terminando o domingo, desta feita muito preenchido por passeios e conversas fiadas.
Eita caminhada boa, fez o dia começar saudável e esplendoroso. O mar azul, de uma beleza transparente, me fez nadar e tomar banho. Estava na hora de resgatar velhos tempos de criança e de me ver mais jovem, nestas andanças de muito tempo.
Final de semana de Restaurantes, de salão de Beleza, de compras e de planos suaves. A família reunida no sábado fez desse dia um deslumbramento, já que posso descortinar a vida sem precisar ir muito longe. Sou daquelas que aprendi com a maturidade a tirar os ganhos necessários, de sentir o sabor dos dissabores, de enfrentar a solidão e de suportar a saudade que me dói. É que esta mesma saudade termina sendo uma fiel e grande companheira.
Mas, a praia estava no ponto. Com muita areia, mar seco e pessoas de todas as idades. Tinham as crianças na sua inocência, os jovens na sua exuberância e sensualidade, os maduros que não deixam a peteca cair e os idosos de frente neste mundão de meu Deus.
Boa Viagem, desculpem os outros, é o local mais nobre para se morar. Isso, no meu entendimento. Afinal, afinal, curto esse Bairro e de mim ninguém tira a forma de sentir.
Pude imaginar que com todos esses prazeres, restava-me uma vitalidade que ainda não tinha ido embora de mim. Encantador eu me sentir assim. Poder lidar com a vida sem tantos desesperos. Esquecê-los e fazer mudanças que esta própria vida me deu.
De volta ao final do dia, em meu quarto, lapidado de tantos encantos, olhei-me no espelho , como nunca faço, tão minuciosamente. Ainda estava bem. Existiam resquícios de atração e um físico que se concatenava com o espírito. Vesti a minha camisola de seda e fui deitar. A minha tez bronzeada me fazia mais viva e mais charmosa. Que bem entendam os meus leitores: suave, pura, mas delirante, estava eu...
Seria um sonho???

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Mais instigante...


Confesso, leitores, que a fadiga hoje bateu em mim com força. Acordada desde cedo, enfrentei os batentes do trabalho, num final de semana que havia se iniciado.
É como sempre digo e repito, um dia sim e outro não. Cheguei da rua esmaecida. O banho serviu para me deixar aninhar na cama, forrada conforme manda o meu figurino. Em lençóis de um rosa acetinado, era tudo que queria para me deleitar e curtir o sono. Não precisa dizer que sonhei e que a saudade me fez morada.
O panorama de meu quarto faz com que eu possa curtir a beleza, tal qual manda a minha sempre e digna sensualidade estética.
Do janelão deste recinto, vejo o sol se por. Fotografo e me deleito com a paisagem de pura beleza. A praia e o mar me fascinam. Moro no lugar que sempre sonhei. Um dia teria que se tornar realidade, como se tornou.
Vida, vida minha. A estrelas ainda escondidas, o escurecer da noite sendo esperado. Eu sozinha mais uma vez...
A alegria de descortinar e de me deliciar com a minha casa. Eu e meus sonhos realizados.
Mudanças e mais mudanças. A maturidade trazendo a explicação de fatos, justificando o injustificável e me dando forças nos momentos mais diferentes, nas horas mais difíceis...
É, leitores, fiz quase um Diário. A inspiração ,nem sempre, voa alto. Vale deixar para amanhã uma crônica mais instigante e até sensual. Esperem e vejam...

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Acordo com os galos...


Costumo dizer que acordo com os galos. Cumpridora de minhas obrigações, chego muito cedo na Universidade, não importando se faz frio ou se faz calor.
Nesse momento, encontro-me no trabalho, fazendo uma pequena pausa para um lanche e dando espaço para um relax. É que, cumpridas tantas atribuições, ninguém é de ferro nesse mundão de meu Deus. E a vida continua, como haveria de continuar.
Tenho feito várias mudanças, necessárias e oportunas. Se não guardo tantas lembranças da tenra juventude, quanto mais da infância que se foi, faz tanto tempo.
O que foi bom e alvissareiro interferiu na formação de meu caráter e o que passei por motivos injustificados, joguei longe com medo de ser incorporado a minha pessoa.
A vida e suas nuances. O mundo que não é mais aquele de antigamente. As rosas que falam e as que emudecem perante as inconsequencias de tantos insensatos.
E o mundo que não é mais o mesmo. E tantos mecanismos de defesa que eu pus em prática e consegui, através deles, a paz que procurava em tempos que não foram tempos, jogados fora e levados ao sabor das ventanias.
Há em mim um encontro marcado com as novas metas que venho traçando depois que aprendi mais, depois que a maturidade se tornou melhor do que qualquer outra fase. Incrível acreditar, mas a verdade maior de todas as verdades.
Aqui reina um silêncio que quase fala. Sozinha, me surpreendo com o toque do telefone, pois até este constitui uma companhia em determinados momentos. Acho até que convivo com o estar só, muito melhor do que em tempos de falta de amadurecimento.
Vejo gente no blá , blá , blá das conversas infundadas e em tempos atuais, me interrogo o porquê de tanta confabulação. Tenho a impressão que preenche o tempo e lhes faz felizes.Assim sendo, que cada um construa o seu castelo.
E a vida não para. Mesmo no silêncio, os pensamentos tomam o lugar das insensatas palavras que se perderam sem eco e sem resquícios.
E lá me vou, pois o trabalho me chama. Essa escola é o esteio do meu dia....

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Olho-me no espelho...


E o meu quarto continua sendo, no anoitecer, palco de minhas inspirações. Passado o dia de muitos compromissos, é nele que descanso o meu corpo cansado e , muitas vezes, traído pelos dissabores de algumas poucas mazelas.
E glorificado e maravilhoso foi o início da tarde. Essas minhas amigas vêm me dando momentos de muito prazer, de conversas jogadas fora, de desabafos e de acompanhamentos pecaminosos que constituem o café de cada dia. Não fosse esse canto tão acolhedor, como é a Kopenhagen, talvez não tivéssemos um lugar de tanta paz. Lá esquecemos tudo. Até das angústias fabricadas e pré fabricadas.
Mas,aqui da minha varanda onde descortino o mar, posso ver um mundo mais colorido, de um azul iluminado pelas luzes que dão brilho ao céu de cada noite. Lá, as estrelas brilham, a Lua aparece e reaparece e os pensamentos fazem morada em minha mente, tão puros de tão trabalhados.
Atravessados os caminhos tortuosos, as curvas perigosas e as estradas sem quase final, pareço ter encontrado a maneira mais certa e mais prazerosa de curtir a vida, pois assim se fazia mais do que necessário, exigente....
Acostumei-me com os carinhos das palavras alheias, com os abraços apertados, com os sonhos alimentados, com o procurar de minhas vaidades. Estas andavam perdidas, em tempos de chuvas e de neblinas do dia a dia. Só não existe a plenitude da paz, pela falta de minha mãe, pelo atropelo que me deixou mais do que saudosa, triste demais.
Contradições são contradições. Faço brilhar a paz, antes que o impossível da volta materna me faça perder os sentidos.
Outra vez, ando a casa toda e me vejo inebriada olhando os quadros e me perdendo no encanto de tantas decorações que as mãos de arquiteto são capazes de fazer.
Olho-me no espelho. Não gosto muito de me deparar com a prova do tempo que aparece em meu rosto. Mas, hoje, me acho bem. A pele sem rugas, com a elastina presente, me dá a certeza de que o tempo passou , me deixando resquícios de juventude cuidada. E aí me deixo relaxar!!!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

O amanhã que vem depois....


As madrugadas frias são sempre adversas aos nossos pensamentos, quando perdemos o sono e embarcamos no terreno de nossas mentes, trazendo, muitas vezes à tona o inconsciente guardado nos mais profundo porão.
Eram duas da matina. Excitada por emoções, preocupações e muito mais, fui vítima ou não, da famosa insônia, razão de tantas imaginações.
Ainda bem que a pílula do esquecimento existe para essas horas tão sombrias, frias e estranhamente intolerantes. A nossa sensação e a percepção dos fatos se confundem neste momento, fazendo morada prolongada, quando o estímulo não é vencido nem mesmo pela terapia medicamentosa.
Vida, vida minha. Tantas nuances e quantos giros. O mundo dando as suas voltas e os momentos se modificando a cada passo de nossa caminhada.
Tenho lido muito, o bastante para ter uma bagagem intelectual que faz de mim uma quase estrela.Será?
Sem maiores pudores, sem convencimentos e sem amarras, este meu dom de escrever, herdado e lapidado, faz de mim uma pessoa ímpar no meu personalismo, já que de geral não tenho muita coisa...e nem pudera querer ter. Perdi essa sensibilidade, injustificada, incompreendida e machucada pelas mãos das próprias criaturas.
E o tempo passa aqui e lá fora. E a vida ensina os prós e os contras. A gente vai vivendo e aprendendo. A certeza da morte e o indivíduo cada vez menos humano. O Poder como sustentáculo e o efêmero de tudo. O homem se deixando enganar e a surpresa do inusitado. Vida, vida minha.
Há um frio na sala de trabalho e um sol ardente no campo. Uma pausa no trabalho e a saudade que não me deixa. O real e o metafórico. Os conscientes das verdades e os alheios à realidade.
A maturidade me dando lições e me proporcionando ganhos, como bem disse a escritora Lya Luft. Procuro e não encontro as razões e as proporções de tamanhas dores. O lado sutil da verdade e as consequencias geradas pelos impensados. O medo do arrependimento e o esquecimento da vida extra terrena.
Um olhar perdido na multidão, ignorando os que têm fome e os descamisados. A falta da crença em Deus e a possibilidade ou a certeza do julgamento Divino. A gente diante de Deus. O ontem, o hoje e o amanhã. As interrogações sem respostas. Os alienados sempre alienados. O amanhã que vem depois....