
Não é que tem muita gente enganada com a cor da chita. Às vezes, se pudesse, entraria na seara de muitos e me revelaria tal qual penso e entendo. Finjo-me de alienada, procurando até agradar a gregos e a troianos. Valha-me Deus...melhor seria ou será assim...
Tarde de um azul de brigadeiro briga com a noite, que se aproxima. E lá vou eu, cantando as glórias da bondade, pois não quero manifestar a verdadeira cor da chita. Ignorar é tão melhor quanto mais sensato.
Não consigo me separar dos ensinamentos que me deram o curso de Psicologia. Calo-me, no entanto, quantas vezes necessário for e falo o que quero tantas vezes o interlocutor me provocar.
Tem muita gente enganada com a cor da chita. Enxergar de forma micro não é para todo o mundo não. Fui chegando a esta conclusão, levada pelo dia a dia e pelas noites mal dormidas.
Digo sempre: a maturidade me ensinou muita coisa, muito mais do que esperava . A realidade é realidade e dela ninguém foge. Já dizia Fernando Pessoa: A realidade não precisa de mim.... Verdade seja dita e repetida, leitores.
Escolhi esse tema nem sei por quê. O meu inconsciente vem mandando tanta mensagem que fugir de uma ou de outra, é difícil, dificílimo.
Gosto desses temas um tanto abstratos. Tenho um modo de escrever que me faz ser sempre eu. Jamais alguém duvidará da veracidade de minha autoria. Aí seria o cúmulo da falta de percepção.
E lá cai a noite, tão devagarinho como nem sempre acontece. Ando novamente a casa toda e termino nos meus aposentos, retocados da pessoalidade de minha forma de ser e da minha perfeição tão minha.
Parece que chegou a hora do meu banho. Esse ritual caracteriza cada dia do meu viver. Quem me encontrar sem cheiro de lavanda e de bons sabonetes, atirará a primeira pedra.
Interessante ou não, vou vivendo e revivendo tantos momentos que me foram valiosos. E neste binômio, ou não, ninguém me tira a certeza de que há muita gente que se engana com a cor da chita....
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