Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

domingo, 29 de dezembro de 2013

Nem sempre estou no alto!!!!


Tirei os meus óculos, fechei os olhos e deixei que não só o ano de 2013 passasse em minha mente, como também quase que a minha vida por inteira. Percebi, mais do que nunca, o quão foi grande a participação de meus pais na minha vida. A eles devo toda a minha formação, a minha pureza d'alma, a minha maneira de ser, a minha integridade e os meus valores. Com eles aprendi tudo que eu sou e que me faz, por vezes, admirada. Do meu pai, herdei o intelecto, a impetuosidade e todos os impulsos para escrever....
Aqui em meus aposentos, que quase falam de tanto eu referi-los, tirei os óculos e fechei os meus olhos. Momentos de reflexão como estes não são raros , mas também não são o meu dia a dia. Mais uma vez em meu quarto, vinda de um dia extenuante e prazeroso, estava precisando deste aconchego. Deitei-me e rolei sobre os azuis lençóis de cetim, já tomada o meu banho não estresse de água puro verde.A minha camisola florida era tudo que queria....afinal, afinal, o dia começou cedo. Com um mar quase em minha porta, fiz uma grande caminhada e mergulhei fundo, físico e espiritualmente, em águas de cor verde oliva. Energizada, passei em casa e fui desfrutar de um bom almoço no Café Ferreiro. Já na orla, passeei, desta feita, no meu carro. Vi o céu e o mar se contrastando um com o outro em diferentes belezas naturais.
Evidentemente, leitores, que me encontro fatigada e com todo o conforto de que desfruto neste momento, não consigo dormir. Há em mim uma excitação provocada pelo dia vivido e , agora, revivido...
Andei toda a casa. Mesmo não sendo tão pequena, deixei-me inebriar por alguns cantos e recantos, entre eles a minha varanda que me faz tão bem.
Novamente, pensamentos mil povoaram a minha mente. Fiquei a imaginar tanta coisa e tantas surpresas tolas, que preferi voltar ao quarto, onde escrevo tudo que sinto e que me vem à cabeça.
Amanhã cedo trabalho. E as voltas e reviravoltas, que aconteceram em minha vida,continuam a se deixar presentes no meu consciente, nessa época propícia e recheada de sentimentos interrogados.
E você, amigo, aparece mais uma vez e eu deixo que fique no meu inconsciente tudo que teria direito de pensar. No meu jardim de tantas rodas gigantes, nem sempre estou no alto!!!!

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Ficou na lembrança...


Mas, o dia hoje se prolongou de tal forma, que parece até que está durando mais de vinte e quatro horas. Às vezes é assim. De outras, é tão curto, apesar de fazermos de um tudo para fazer parar o tempo.
Confesso, leitores, que não gosto muito de fazer balanço do que foi o ano que se vai e , muito menos, de criar expectativas em torno do ano que nasce. Além do mais, tem sido tão diferente a minha vida, os meus relacionamentos e as minhas atividades, que o inusitado e as surpresas advindas de cabeças meio esquisitas, já me deram a certeza de que os pensamentos sobre o futuro nada valem e de importância ficam as interrogações. Melhor assim do que de outro jeito.
A vida é o próprio ensinamento. 2013 se vai, deixando poucas saudades. Vivi momentos de muita satisfação e de perdas irreparáveis, cujas sequelas continuam até hoje. Como sempre, um dia sim, outro não.Parei de fazer especulações. Conformei-me com as adversidades, aprendi a ter paz na solidão e busquei, nas minhas longas conversas com a minha filha, assimilar o muito da sua experiência de jovem, superando a minha vida de maturidade. Incrível tudo isso...
Para mim, já não há vestido branco e nem festas programadas. A ausência de minha mãe foi fatídica diante de tantas e tantas mudanças. Às vezes, penso que de onde estiver e se puder, encontra-se de joelhos, pedindo a Nossa Senhora que a harmonia na terra se restabeleça. Por certo, sofre com o atual que nunca ensinou, que nunca pensou, que nunca foi cúmplice. Mamãe: descansa em paz. Aqui ficou tudo bem. Cada um no seu canto e diferentes comportamentos não imaginados, mas comportados.
Noite de estrelas e de lua quarto minguante. Eu , no quarto sozinha, deslumbrada com os meus lençóis de cetim tão brancos, onde eu me deito do jeito que me convém e me atrevo. O banho regado a não estresse e a camisola verde água me deixam bem. Sei tirar proveito da minha sensualidade estética e do meu narcisismo aguçado, que me faz admirar no espelho, ainda que as distorções sejam apenas criações. Ouço uma música suave. É hora de adormecer.
Nem sei se ainda escrevo neste ano. Ele, já deu muito de bem e de mal. Que os sinos toquem forte no passar deste ano, mesmo que as luzes, nem todas acesas, sejam tão diferentes daquelas de antigamente.
Acabou. E o que passou, ficou na lembrança...

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Fiz o que pude...


Mais um Natal de tantos Natais. E lá se vai passando o período, não importam as presenças, as ausências sentidas, os grandes banquetes, os descamisados e esfomeados. E o nascimento de Cristo é comemorado de mil e uma maneiras, alguns encarando a festa como reflexões sobre a caridade, a humildade, a solidariedade, a união , o perdão e a harmonia. Outros no seu canto choram o seu pranto, morrem de fome e de vontade de ver Papai Noel.... Terríveis sentimentos contraditórios.
E lá se vai o Natal de tantos e tantos Natais. Para mim, o encontro marcado dos familiares, o primeiro ano sem a minha mãe, o bom e o sofrido na mais oculta de minhas imaginações e no vazio imenso que eu choro sozinha com muita tristeza.
Muitas mensagens de Felicidades por e-mais, o telefone mudo porque a harmonia quase se foi, eu e o meu Natal, onde a minha filha é o meu presente maior.
Dia de comilanças, nem sei se tantas.... Existiram pobres de amor e outros por falta da roupa nova, do presente pedido que ficou somente na carta a Papai Noel. A gente vive o mundo que nos foi destinado, há quem fale em humildade que, por vezes, são falácias que se perdem na falta de ação e na negação de um ombro amigo que, pelo menos, consolasse nesta noite de Natal...
Sabemos que o Natal é tempo de questionamentos e de perguntas sem respostas. E onde ficaram a solidariedade, a falta da soberba, a caridade e o perdão? Fomos cúmplices ou não dessa falta de sentimentos? Pregamos ou praticamos? Postamos nas redes sociais e cumprimos?
Havia pensado em não escrever sobre o Natal, sobre a comemoração do nascimento de Cristo, mas num impulso inusitado coloco aqui a minha reflexão, a qual não podia calar.
Evidentemente, que não fui tudo que deveria ter sido. Também, desligaram os telefones, se omitiram de falar, mas o meu Natal foi bom, muito bom. E o dos miseráveis? Fiz o que pude...

domingo, 22 de dezembro de 2013

Isto é verdade!!!!!!


Recebi este ano muitas e muitas mensagens de Boas Festas. Não é preciso dizer que todas chegaram com um toque de amizade ou de carinho. Entre elas, através de e-mail, me chegou uma bastante lúcida e verdadeira. Dizia que temos nós em nossas vidas , sempre, um momento de parada, seja por uma perda, por uma doença ou algo mais. O natal é uma época de reflexões, de zangas e de raivas largadas longe. Enfim, que é preciso perdoar aos outros e a si mesmo...
Confesso, leitores, que se pudesse faria minhas essas palavras. Usei-as aspeadas ou nomeando o autor. Afinal, afinal, havia tocado a minha alma profundamente. E tocou...
Mas, o ano se vai levando momentos vividos sejam de alegria ou de tristezas. Cá, do meu cantinho, provei do bem e do mal. Sufoquei dores e sorri por nada ou, talvez, por tudo. O meu aposento foi o meu cúmplice de tantas paradas, de tantos questionamentos, de choros contidos e manifestos, de alegrias inusitadas, de expectativas, de decepções, de muita solidão e de companheirismo.
E o ano de 2013, de passo em passo, com rapidez mais do que imaginada, dá quase o seu adeus. E o tempo se faz triste um dia, alegre um outro. Inexplicável sensação do que se passa comigo. Há uma quase incógnita. O meu ser parece indefinido. Quem me vê passar, não sabe um terço de quem sou eu. Por vezes, me escancaro e , por outras, uso a boa máscara da alegria redobrada, de realizações irrealizadas, de inexistentes solidões. A vida é um palco e os atores fingem mais do que se mostram.
Mais um domingo de tantos outros. De qualquer forma, pesando, somando e subtraindo, A VIDA É BELA...
Mas, leitores, o melhor de tudo é ser autêntico. É de Roberto Schinyashikl: "Chore a sua dor quando tiver vontade, mas aproveite esse pranto para limpar sua alma de toda envolta. E procure, no momento seguinte, celebrar a vida que continua."
Isto é verdade!!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

No coração dos pequeninos!!


O período natalino nos instiga a crer no amor , na solidariedade e "no perdão a si mesmo e aos outros." Recebi já um grande número de cartões e de e-mails alusivos a essa época. Anotei em minha mente, num arquivo sobrecarregado de tantas felicitações, e fiz uma nova leitura e outras interpretações, quando se fizeram necessárias. Alguns, deixei no porão do meu inconsciente. Talvez um dia, ainda se manifestem...
Do meu varandão, de onde descortino o céu e o mar, admirei mais uma vez a noite, as estrelas e até mesmo as ornamentações do Natal. Lindas como sempre, fechei os olhos e me deixei levar por todas as verdades.Pedi a Deus e aos céus que não me fizessem acreditar que todas as palavras de fé, de caridade e de paz fossem palavras que o vento leva.... Que o estereótipo de amor, em forma de cartões,não fossem teoria e, sim, muita prática.
A tarde estava diferente pelo tempo nebuloso e por tantos pensamentos que permeavam em minha mente, mantendo-me afastada de tudo que poderia significar estresse. Há tres anos virei a página do meu livro e, devagarinho, tornei-me uma nova mulher. Essa minha transformação veio para melhor. Se houveram perdas, ganhei em dobro a satisfação de fazer uma triagem nas mensagens que recebo, na vida que levo e, mais que tudo, na atração que passei a exercer pela força de um magnetismo pessoal. Cresci como gente e como mulher.
E lá vem a noite de passo em passo, adentrando o mundo todo. Gosto dela pelo tom de beleza que enlaça a negritude do tempo . Faço sempre o meu trivial, não esquecendo o meu relax em meus aposentos e o meu belo banho, onde eu creio me transformar depois que coloco a minha linda camisola de seda. Sem luxo e sem vontade de me fazer notada, sou um pouco do narcisismo de que tanto se caracterizou Oscar Wilde. Na maturidade, ainda me olho no espelho, tentando ver alguns sinais de uma juventude inventada e reinventada, só para mim.
A noite chega perigosa para os amantes. A essa altura, "fico com a inocência das crianças", acreditando que esta ainda existe, pelo menos nos corações dos pequeninos!!

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Há de ser bela....


Já passam das vinte e duas horas. O meu corpo pede cama e a minha mente insiste e persiste em produzir pensamentos e mil e uma imaginações. Penso fatos diversos, alguns confusos que se misturam com a realidade distorcida ou não. Estou pronta para dormir, fazendo uso de minha bela camisola de seda verde que me deixa mais ou menos encantadora. Pelo menos, aos olhos de alguém suscito esse sentimento de Boas vindas...
Sento na beira de minha cama, numa atitude de quase timidez. Pareço querer esconder sentimentos guardados e resguardados. Vou além das estrelas. Aqui eu me remonto ao passado e afasto de mim aquelas agruras que impossível seria não terem acontecido. Penso no hoje , onde o passado existe por força de sua própria existência. É Filosofia e é Psicologia num jogo de confrontos. Á noite, tudo é quase possível....
O dia foi atribulado e permeado de bons momentos. A minha mãezinha parece ter vindo me ver em forma de Helena. Sentada num banco de shopping, uma senhora de noventa anos conversou comigo, quase me afagou com palavras. O seu rosto era quase o da minha mãezinha. Fiquei perplexa. Voltei para casa pensando em mamy. O que representava tamanha semelhança? Por que gostou tanto de mim. Por que me disse que queria novamente me ver? por que?
Em mim, se misturaram sentimentos de muita saudade com as possíveis razões de ter me acontecido esse encontro. À tarde, dormi um pouco e deixei-me relaxar, conforme minha mãe gostaria de ver-me. Tão amante do meu bem estar, haverá de estar rezando por mim.
Mas, já é bem noite. Permaneço na beira da cama. Não sei se estou triste ou se me deixo embalar pela alegria de tantos momentos bons.
Hoje, aprendi mais uma: " A nuvem sempre tem as suas bordas prateadas." A vida há de ser bela...

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Triste menina alegre...


Mil pensamentos em minha mente,
Recordações do bem e do mal,
Algumas experiências
Que me amadurecerem e me elevaram.
Triste menina alegre...
As duas faces brincando do faz de conta.
Quem diria fosse verdade,
O que se passava
E o que era.
Triste menina alegre,
Chorava a alma,
Sorriam os lábios.
Enganos e desenganos...
Tantas verdades camufladas,
Lembranças boas e outras não,
Eu atriz e você ator...

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Amanhã, quem sabe....


Quando a noite cai,
Quando o dia deixa de ser dia,
Quando as estrelas apontam,
Quando a lua resplandece,
A imaginação corre solta,
O amor perdoa,
A criatura é sempre ela.
Quando duvidei do amor,
Acreditei na força deste sentimento,
Pois eu sou eu,
Você é você....
Hoje concordando,
Amanhã, quem sabe...
(Eliana Pereira )

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

À flor da pele...


No verão, o sol nasce mais cedo e demora a se por. Esse panorama me dá talvez a certeza de que tudo se torna um tanto diferente. Há em meus olhos uma possível, ou não, ilusão de ótica onde as cores do panorama se tornam de tonalidade diferente.
Dessa forma, o dia parece durar mais, principalmente hoje em que me sinto enfadada, quase fatigada. É um sentimento que se opõe ao meu estado do sempre. Faço mil indagações e respondo a algumas da forma que mais me convém. A tarde está diferentemente igual em meus aposentos. Quem haverá de entender tamanha colocação? Ás vezes faço trocadilhos extremamente aberrantes. Jogo para a platéia a vontade e o desejo de ser quase notada.
Mas, é que hoje morava em meu coração um tal de sentimento difuso, que fez bater o meu coração de forma descompassada. Tive medos, receios e quase fobias...
Deixei que a tarde se tornasse um tanto noite para que eu pudesse visualizar melhor a beleza dos céus e os meus olhos se tornassem mais agradáveis na visão do momento. Não há mal nenhum em amar as estrelas e venerar a lua!!!!
E a noite chegou. Mais uma vez de minha varanda, descortino tudo que eu mais gosto: o longe quase invisível e o perto coberto de muitas insinuações.
E não é que me visto por dentro e por fora, esperando a lua nascer.
No quarto, nos meus aposentos, no meu cantinho, coloquei uma camisola de seda.
Hoje, eu quero um banho em águas de pura tonalidade verde . Quero me tornar a mulher dos meus sonhos
Deixem-me que eu dê vez aos meus sentimentos e sinta o amor à flor da pele....

domingo, 8 de dezembro de 2013

Em minhas entranhas...


De repente, uma Paz
Tomou conta de mim.
Parecia uma luz inebriante,
Provocando uma sensação
Estranha e agradável em minhas
entranhas...
De repente, muito de repente,
A Força de Deus se fez maior
E eu fui capaz
De ver o infinito...
Inimaginável essa visão,
Uma paz interior,
Uma luz brilhante,
Muito mais que luz.
As estrelas caindo
E me trazendo a paz!!
Fui gente e fui o amor,
Encontrei o caminho
Mais depressa
Do que esperado....
E a Força de Deus
Se fez maior!!! ( Eliana Pereira )

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

E nos levará aos céus


Que diremos dos pequeninos sem lar e sem o perfume das flores numa época natalina, quando a caridade e a solidariedade fazem parte do período? Que diremos dos corações sem almas que procuram os grandes Restaurantes esquecidos dos pobres e dos descamisados?
Tenho sempre falado no meu blog da fé , da esperança e da caridade. Peço a Deus todos os dias que o meu coração não bata descompassadamente em tempos de decepções, quando o amor, por vezes, foge das minhas mãos.
Deus, meu Deus, dai-me forças para nos dias de alegria e naqueles difíceis de serem suportados, eu possa caminhar sempre na direção certa. Sem temores e sem choros.
A vida é bela, mas por vezes os percalços nos fazem sentir fragilizados e a dor é forte, e os passos são cansativos , e o coração bate de forma arrítmica.
Tenho medo e até já tive pavores. Esses sentimentos dolorosos se fazem maiores sem a presença da minha mãe. Ela, somente ela, era a minha força propulsora, o meu conforto e o meu porto seguro.
Sexta feira de muitas sextas. O tempo parece ser sempre o mesmo. Tento ser sinônimo de amor para com todos, principalmente nesta fase quando os corações palpitam pelos pobres e carentes pela ternura, pela mão amiga, por um abraço forte, por uma palavra carinhosa, por um lugar onde possa descansar o corpo. E nós onde estamos diante desse espetáculo? Será que teremos que brilhar somente a nossa luz , sem deixar espalhar os seus raios?
Sexta de outras sextas. Pausa no trabalho. Há uma necessidade de reflexão e de pudor diante da falta de doação, por mim e pelos outros, ou não...
Nem sempre a calmaria é verdade plena. Nem sempre a confiança é a certeza maior. Nem sempre o meu coração mazelado suporta as dores dos dias e das noites...
Juntemos os nossos esforços, principalmente os fraternos, amores que nascemos com eles e caminham sempre juntos, sangue do mesmo sangue, fazendo do Natal uma continuidade de tudo que aprendemos com papai e com mamãe e numa festa só, em minha casa, sejamos a solidariedade, o amor ao próximo mais desvalido e a caridade maior...Façamos uma base sólida que nos elevará e nos levará aos céus.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Quando assim me permito...


O entardecer, sempre o entardecer. Sozinha, mais uma vez sozinha. Outra vez descortinando a natureza e contemplando o azul de uma tonalidade quase anil. Há em mim um aperto no coração e um quê de saudade difusa. Nem sei explicar alguns dos meus sentimentos. Perco-me na imaginação e na inquietude que devora o meu ser. A vida e suas nuances. O mundo girando e eu driblando as mil formas do meu eu ideal. Haja Psicologia e haja contemplação.
A maturidade dando os seus sinais e a juventude que eu permito ficar em mim inacabada. Ai de quem caminha, deixando perder a sua direção e esquecendo dos verdes anos que ainda fazem morada e moradia constante. Estou mais uma vez sozinha por conta das circunstâncias justificáveis e justificadas.
Nesses momentos, a casa parece grande demais para mim. A varanda se constitui o meu canto/ recanto preferido. De lá, vejo a noite nascer e renascer nas estrelas brilhantes, luzentes, diferentes na minha forma de ver cada noite. Há uma mente que nem sempre é a mesma. Pensamentos manifestos e outros encobertos e camuflados dão uma visão que se diferencia conforme cada anoitecer...
Difícil descrever sentimentos que fiquem clarificados para todos os leitores. Por vezes, uso metáforas, outras vezes, sou translúcida e muito, demasiadamente diretiva. Ainda não escolhi a melhor forma de me expressar. Quando contento uns, desagrado a outros.
Dizia minha mãe que eu não sou muito compreendida. Acho que ela tinha razão. Como não ter? Máe é perceptiva e conhece cada um dos seus rebentos como a palma de sua mão. Mamãe, que saudade sem dimensão. Imensurável a dor quando, muitas vezes, pego o telefone para falar com ela e lembro, num impacto, que ela não existe mais. É cruel demais, mas é a verdade e a certeza mais certeza que tenho.
E a tarde vai passando, e a noite chegou, e a solidão bateu e eu caminho a casa toda , como se tivesse fazendo passar o tempo.
A juventude foi embora nos anos da minha vida, mas se conserva intacta quando assim me permito....

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O melhor presente de Natal...


Aqui do meu janelão posso descortinar a ornamentação do Natal. Sinto-me deslumbrada com os enfeites Natalinos. Boa Viagem sempre Boa Viagem. Meu prédio também ostenta nesta época do ano todo o esplendor que o momento pede.
Penso na solidariedade, no amor ao próximo e na caridade. Sentimentos puros que por vezes andam em ordem decrescente, mas que faz morada em meu coração. Quem já passou um final de ano tão atormentado, é capaz de sentir a vida na plenitude de seu melhor ângulo. Não se deixa abalar e desenvolve a fé, a esperança e a caridade.
Natal é festa de generosidades, de gratidões , de lembranças do Nascimento de Jesus, como nos lembra a Bíblia Sagrada.
Cá do meu cantinho, no final de tarde tão prazerosa, canto o mais puro sentimento de amor ao próximo. E o meu quarto se enche de muita luz e o meu pensar se eleva na maior certeza de que Deus existe. Que todos se deixem embalar pelo espírito natalino, trazendo paz, saúde e felicidade.
Cheguei enfadada, mas contente. Final de ano com o coração por inteiro, é mais do que maravilhoso, é alegria pura que não se destrói por nada neste mundo. Só Deus seria capaz de mudar essa sensação.
Estou no meu quarto , libertada pelo zelo do meu ambiente. Incapaz seria eu de não viver essa sensualidade dos belos lençóis de cetim floridos. Aqui tudo fala mais alto. Faço da minha vida uma melodia e do compasso da música o meu bem estar.
A casa toda bem arquitetada e Papai Noel dando as boas vindas. Sinto-me quase como uma criança. Esqueço a maturidade e com todos os meus sonhos e desejos, peço ao meu Noel o melhor presente de Natal. Mamãe , lá dos Céus, estará me ajudando a ganhá-lo. Não há em mim esperança que se desfaça...

domingo, 1 de dezembro de 2013

Eu faria parar o tempo...


As madrugadas costumam me acordar, trazendo conteúdos confusos e por vezes avessos aos meus sentimentos tão puros. Fico, por algum tempo, em vigília até que consiga afastar de mim pesadelos advindos de inescrupulosos, esperados Diamantes. Não é difícil nos enganarmos com a cor da chita....
Acordei ontem um tanto enfadada. Julgara não sair de casa. Deu-se o reverso da Medalha. Se pudesse parar no tempo, teria feito isso no ontem dos meus dias. Passei por momentos muito bons, inesquecíveis, se assim posso chamá-los. É que dezembro se aproximando traz com ele uma contagem regressiva de um dia que há alguns poucos anos atrás, fez eu aprender o amor puramente incondicional. Já havia um amor verdadeiro à minha mãe e que se uniu a este , não menor, não menos terno e bem curtido.
Aqueles leitores que me conhecem e os bons de percepção, imaginarão com rapidez de que falo, em quem penso.

E começam os presentes escolhidos com o meu carinho maior, e começam os festejos e nos unimos como se fôssemos duas irmãs e duas amigas do peito e, maior que tudo, mãe e filha que nunca se afastaram e que nunca deixaram de ser cúmplices no amor e na doação plena.
O dia ontem não deu brechas para nada que pudesse tirar o aconchego e o carinho maior. Como já declarei, sou amor e sou antagônica a tudo que possa me perturbar. Ademais, para que gritar ao mundo a minha inocência, quando a verdade sempre grita, ainda que demore.
Paz no coração e uma grande esperança que encobrem o meu coração. Já sei que Deus , um dia, me chamará e me dirá: A TUA FÉ TE SALVOU!!!
Por prevenção, vou cuidando do meu coração mazelado, enquanto sigo a minha própria orientação. Só não tenho, meus leitores, a vocação de guia. E o dia de ontem foi mais que demais. Daqueles que se pudesse, eu faria parar o tempo...

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Cada riso, um perdão!!!!!!!!!!


Sexta feira costuma chegar com gosto de festa e com um saldo de fadiga pelo muito que eu fiz durante a semana. Isso tem sido um pouco constante nos últimos tempos, quando a gente alia responsabilidade à necessidade de ser a própria pessoa e , por vezes, fingir ser quase uma inocente num turbilhão de controvérsias advindas de gregos e, em algumas vezes, de troianos.
Mas, hoje me vesti de azul para me tornar exuberante e esconder os olhos marejados de muitas lutas. Bem que essa cor me deixa luminosa, sem contar ser a vestimenta de Nossa Senhora, a quem eu devoto a minha fé e as minhas preces. Nem tudo é sempre tudo.
Tenho me deparado com situações não mais inusitadas, mas difíceis quando as entrelinhas exigem um pouco de esforço para saber realmente a mensagem. Hoje saí de casa assim....será?
Estava tão fora do contexto de mim mesma, que cheguei a me debruçar no janelão da sala de trabalho de amiga minha. Fotografei com os olhos os movimentos das árvores e guardei no meu arquivo esta imagem. Parecia estar vendo pela última vez. Tive medo e outras reações que nem valem à pena serem digitadas.
Vida, vida minha. Cheguei em casa quase amolecida . Meu esposo e meu médico, tirou-me a pressão e me auscultou. É ele o meu Anjo da Guarda que protege em meu lar, as minhas lamúrias e os meus gritos de socorro.
Havia almoçado fora , quase a contra gosto. Na verdade, meu corpo queria cama, desabafo no meu cantinho, rezar, pedir as bênçãos dos céus, fechar os meus olhos e dormir. E foi isto que fiz quando aqui cheguei, sem contar o belo banho antes de todo esse ritual. Estava entregue à minha jaula. Aqui , eu pude chorar e conversar com o meu travesseiro, meu grande amigo de todos os dias e de todas as noites.
Agora desperta e procurando dar a minha guinada, examinei a casa toda e fiz do meu apartamento a minha salvação. Cada canto, um recanto. Cada riso, um perdão!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Somente eu possa chorar....


Deixa que eu me doe toda,
Que eu pense por você,
Que eu lhe deixe alegre,
Em momentos de intempéries.
Estou aqui presente e atenta.
A preocupação , seja só minha,
O alento , eu rezo baixinho.
Deixa que somente eu possa pensar,
Que você ria à toa,
Que somente eu possa chorar.... (Eliana Pereira

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Silêncio tão silêncio!!!!!!!!!!!


Parece que as inconstâncias não fáceis de serem superadas andaram fazendo morada em mim. Logo eu que tenho um carater tão íntegro, uma bondade sempre presente e um desejo de sempre fazer o bem. Quando assim acontece, o melhor é deixar as águas rolarem.
Tive um prazeroso final de semana. Só viver em contato direto com o mar é tudo e muito mais. É fato que não tem preço.
Cheguei hoje no trabalho, descortinando antes o meu mar de Boa Viagem. Esse deslumbre me faz ter uma sensação de conforto emocional, além de revigorar o meu físico que se energiza e me dá forças para enfrentar a gregos, a troianos, as suavidades e as intempéries da vida. É uma dádiva morar neste lugar que é lapidado por uma natureza de um azul tão azul....
A Universidade está hoje um pouco diferente. O vestibular se constitui um dia atípico com muitos dos servidores cumprindo a missão de trabalharem e tornarem esse período mais aprimorado.
Gosto também de estar só por um dia. A calma dos corredores me embala numa quietude que se confunde com uma solidão abençoada. Converso com Deus e Juntos. sinto uma PAZ CELESTIAL. Uma esperança e uma fé sempre crescentes.
Andaram me procurando neste espaço do blog. Não houve como me inspirar e postar os meus célebres textos. Foram dias prazerosos e inquietantes, enquanto não parei quase em casa. Que me desculpem os poucos a quem eu fiz falta. Deve ter sido uma falta muito pequena. Como dizia o meu pai, tenho em mim uma humildade que me eleva e me faz cativante. Ainda que seja a poucos...
Aqui no meu cantinho, vivo um momento de muito silêncio. Só é bom porque ele não me trai. No resto, preciso daquela conversa amena e dialética no todo de todos os dias....
E lá se vai o dia passando, e o tempo se esgotando e eu não paro de trabalhar. Esta pequena pausa não me tomou mais do que doze minutos. Na escrita, eu sou rápida. Em outras coisas, eu me detenho em devaneios e em reflexões várias. Às vezes, penso mais do que deveria. Mas, bem que não faz mal, pelo menos não deixo a minha mente adormecida.
E o corredor quase fala de tanto silêncio. Não há gente e nem vozes que cheguem. Estou só. Um dia é mais um dia. Passa rápido. E que Deus me cubra de bênçãos. Cumpri o meu dever e ainda fui partícipe deste silêncio tão silêncio....E que Deus seja louvado!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Madrugada fatídica de muitas madrugadas...



Não existiam sinais de turbulência, há três anos atrás. Havia conversado nesta noite com minha filha muitas amenidades. Às vinte e duas horas, disse a ela que iria dormir para acordar cedo e ir para o trabalho. Deitei-me leve e fagueira. A gente nunca sabe do inusitado...
Madrugada fatídica fez-me acordar ás três da madrugada, aperriada com uma dor intensa nos dois peitos, nos dois braços, nas costas, muita sudorese e vômitos atormentadores. Meu esposo, muito sábio na Medicina, disse que teríamos de ir depressa para o Hospital. Anunciou que eu estava infartada. Não suportando a dor e com medo de morrer, tive vontade de gritar aos quatro cantos. Pedi socorro e pedi aos céus que não me levasse.
O caminho foi a minha via crucis maior. Pela primeira vez, debaixo de tanta dor, pensei na morte. Como seria lá, além da terra? como seria Deus? Minha Nossa Senhora me ajude, gritei alto.... E minha filha, que seria dela?
Ainda no carro, atormentada, lembrei-me de minha irmã Maria Beatriz. Disquei o seu celular e nada...
No Hospital, a certeza do Diagnóstico: Infarto Agudo do Miocárdio. Cirurgia de urgência, UTI, A CHEGADA DOS MÉDICOS e eu aniquilada, inesperadamente, num Bloco cirúrgico.
Não existiam sinais de turbulência a essa hora, há três anos atrás.
Sofri tanto e mergulhei na mais profunda tristeza. Nunca havia esperado tamanha iminência de morte.. Madrugada fatídica de muitas madrugadas...dias terríveis, a minha falta de controle e o meu forçado repouso mental.
Nunca contei a vocês, leitores, que passei mais de seis meses com medo de adormecer quando já era noite. As madrugadas me assustavam. Não queria estar dormindo depois que a noite chegava.
De volta ao trabalho, encontrei os meus verdadeiros amigos e a frieza de quem não tem coração, ou tem. De quem não fala com a alma, incapaz de um ato de carinho e de afeição. Foi às últimas consequências. Ainda hoje rezo por mim e por esta pessoa. Deus sempre perdoa.
Madrugada fatídica de muitas madrugadas. Eu relembro com minúcias. Nunca vou esquecer...
E lá se vem a noite e um céu estrelado. Rezo o meu terço e penso na oportunidade que Deus me deu. Virei a página da minha vida. Fiz mudanças. Tornei-me emocionalmente mais jovem e mais amante da vida, não importam os outros, já que são os outros.
Atravessei um abismo e hoje grito vitória. Só Deus poderá me conter...

terça-feira, 19 de novembro de 2013

As decepções pelas surpresas...


Não sou muito acostumada a receber elogios, principalmente aqueles de corpo presente. Já houve época em que essa ausência me incomodava. Agora já deixei essa minha antiga e baixa auto estima e me dei o direito de auto avaliar por inteira.
Como já disse, inúmeras vezes, sofri mudanças radicais na maturidade. Escrever é um dom herdado de meu pai e lapidado no ambiente em que vivi. Recebo dos verdadeiros amigos o abraço apertado e os Parabéns de poucos. Tenho a impressão que vou ser muito valorizada quando partir dessa para outra, melhor ou não. Dizia o meu pai, escritor e advogado, que as pessoas se vão e não voltam para dizer como é lá. Suas palavras ficaram gravadas em minha memória. Tinha ele medo de se ir. Acho que também tenho....
Dispo a minha alma e todo o meu ser. Este meu quarto é toda a inspiração para que eu me detenha em reflexões e pensamentos íntimos. Uns, coloco postados no blog, outros eu deixo guardados no meu arquivo interior. Sou original em muitos aspectos. Esse é um deles.
A noite já mostra as estrelas no céu e uma lua brilhante que eu descortino do grande janelão. Amo o meu mundo como ele é, sem tirar e nem por...
Estive ausente por poucos dias deste espaço. Neste ínterim, fiz alguns poemas que não quis postá-los para não causar espanto. Valha-me Deus!!!!
Ando à cata de momentos prazerosos diversificados. Marcada uma viagem ao Rio de Janeiro para os meados do próprio mês de janeiro, volto com novidades para contar. Este lugar sempre foi de preferência minha. Agora, com a intelectualidade aguçada, haverei de cantar versos em prosas.
Mas, não sou de receber elogios. Acho que aprendi uma lição. Essa, veio de Ana Cláudia Marques Mota, uma das vezes em que postou pensamento de sua safra no facebook: Troquei as decepções pelas surpresas....

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Com os olhos e com o coração....


Ao sair hoje do Hotel Jangadeiro, deixei-me deleitar por um mar de um azul esverdeado, imenso, inebriante, que faz bem a nossa alma. Quis ver o infinito de toda a beleza e cheguei a óbvia conclusão da infinitude desse panorama natural.
Saí de lá após admirar com os olhos e com o coração este mar que me adentrava e me levava a mil reflexões, pensamentos vários que se misturavam a conclusões já pensadas e repensadas.
Às vezes, nos tocamos tão profundamente que estabelecemos parâmetros e tantas comparações quase alucinantes. Ah a vida e a finitude dela. Os bons momentos, a nova forma de me comportar antes que os limites pre estabelecidos não fossem tão alvissareiros.
O mar sempre me faz bem. Ele me apraz de tal maneira que mesmo morando aqui em Boa Viagem e lhe avistando todos os dias, me deixo enfeitiçar mil e uma vezes. E cada forma e momento em que lhe admiro, meus sentimentos são fascinantes, quase fantásticos.
Hoje quando saí do Hotel Jangadeiro, esqueci por um momento o hoje do dia,apesar de maravilhoso,e deixei que os meus pensamentos e sentimentos fossem transformados em mil formas de comportamento, de atuação e de forma de ser eu mesma. Nem sei explicar por quê. Tantas coisas e muitos fatos são um tanto inexplicáveis.
Hoje os meus olhos viram esse mar de um azul quase esverdeado de um modo todo especial. Estive deslumbradamente fascinada. Fosse eu poetisa, teria feito na hora, no mínimo, uma estrofe e até fiz. Guardei mentalmente em meu arquivo e fiz dela um segredo, daqueles que me elevaram tanto quanto me deixei sentir, com todos os meus sentidos, a beleza que avistei mais uma vez, entre tantas e tantas vezes. Mas, hoje, vi com olhos e com o coração!!!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Poderiam durar mais tempo...


Pensamentos flutuam em minha mente e fazem morada... Estava num momento de uma quase turbulência, quando dias e mais dias agitados me fizeram esquecer do tudo e de muito mais.
E o feriado se aproxima, numa louvação a Proclamação da República ou mesmo de uns momentos de descanso, de lazer e de devaneios. As pessoas passam o seu tempo da maneira que lhe convêm ou que lhe permitem.Esquecem até a História do Brasil...
Resolvi fugir de pensamentos fixos e um tanto atormentadores. Vida de muitas e muitas nuances.
E lá se vão Palestras, gente nova e muito frevo. Há uma fuga forçada, mas benfazeja. Benditos dias de muitas novidades. Passaram tão rápido, numa prova de que foram muito bons. E lá se vão hotéis, coleguismos, aprendizagens, congressos e Forum.
Mas, a tarde cai e se instala de forma quase igual ao sempre dos dias. Cultivo novamente a observação da lua, vejo o sol desaparecer e a luz brilhar de maneira avassaladora.
Permitam, leitores, se vou mais uma vez a minha varanda descortinar o panorama que tanto me faz bem. Isso eu digo, repito e clamo.
Volto a minha vida de todo dia. A vida é assim. Para fazer grandes mudanças, tem que se ir bem devagarinho.
Ainda no meu quarto, olho-me no espelho e percebo muito poucas rugas. A natureza me foi pródiga neste aspecto. Tento ver o que quero. Narcisista em grau acentuado , escondo de mim mesma as imperfeições físicas e camuflo o emocional. Sinto que melhor será assim.
Mas, não há como esquecer os dias passados. Dias bons, sorrisos, fotos, cumplicidades e o alargar de nossos horizontes.
Tão bons que poderiam durar mais tempo...

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Tomasse conta de mim...


Absorta em mil pensamentos, deixei que o tempo tomasse conta de mim. Talvez quisesse que o mundo girasse sem que eu precisasse interferir nos acontecimentos e nos fatos do dia a dia.
Descobri ou redescobri que a fé, a esperança e a caridade são mais fortes do que o expectador que se deixa levar pela simples e total observação.
Absorta em mil sentimentos, fiz um pouco dos meus dias envoltos na quietude de verdades, onde só Deus fica sabendo.
Não existiam fantasmas e nem criações em minha mente, as verdades rolavam e deixavam as suas marcas quase angustiantes e inquietadoras.
Mais um final de tarde, onde a solidão povoa a minha mente, mas não castiga a minha maneira de me conduzir.
O sol se põe e os meus pensamentos acompanham este momento, no mesmo palco, na mesma hora de sempre, no mesmo cantinho de quase todos os dias.
Sinto uma paz um tanto parcial. Com certeza, se desfazer de tudo não é fácil. E eu prossigo, dou um salto para frente e outro para trás. Descubro neste caminhar o quão necessário se faz seguir, sem abandonar a fé, a esperança e a caridade.
Procuro refazer as minhas energias. Mais uma vez, observo o meu lar em cada canto e recanto. Crio coragem e me inebrio sobre os meus lençóis tão bem forrados e majestosamente decorados. Às vezes, tenho a impressão que o leitor se perde em devaneios, com tantas divagações. Isso é bom. Talvez, se deixem relaxar nessas imaginações.
Preciso me deixar levar por um sonho bom. E é neste instante que eu mudo os meus ares e me preparo para o meu belo banho, tão falado por mim, que até, por certo. dê vontade de fazer o mesmo....

* A semana está repleta de atividades. Participo de um Congresso sobre OUVIDORIAS, no Tulip Hotel, aqui mesmo em Boa Viagem.Trata-se de um Congresso nacional e até internacional, onde todas as Ouvidorias públicas e privadas, universitárias, Judiciárias e de Saúde estão envolvidas.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Não dura uma eternidade...


A vida já é , por vezes, tão complicada, que dá vontade de voltar ao lúdico das coisas. É um desejo freado e difícil de ser concretizado. Mas, às vezes, também penso que sonhar pode ser quase uma realidade , quando sonhamos com muito fervor.
Sem ter de quê, lembrei-me hoje de minha bonequinha tão querida que desapareceu de minha vida, levando com ela a infância dos meus dias. Escrevi uma crônica, Onde ficou Elisa, que bombou. Não imaginara que agradaria a tanta gente, a gregos e a troianos, amantes, por certo, dos tempos que se foram, porque a infância não dura uma eternidade. Era o meu amor de criança. Recordo até que a minha irmã, Beatriz, tão prendada nas confecções de roupas de sua boneca Ceci, fez para Elisa um vestido cor de rosa à moda balão....Foi um orgulho para mim. Ela nem soube o quanto eu fiquei alegre...
Nem sou de tantas reminiscências, mas tudo que marca muito, fica em nosso inconsciente para aflorar quando menos se espera. Tinha muita vontade de ter uma boneca de cabelo, loirinha e graciosa. Um dia ganhei uma, que era tão pequenina, mas que fiz dela a minha filha, quase filha. Não sabia que um dia iria ter uma filha tão bela para mim.
Mas, o tempo voou. Tomou ares de passado e não me lembro, com certeza, onde ficou Elisa.Hoje, lembrei-me dela sem saber de quê... A vida tem dessas coisas. Passam por nós e passaram tantos fatos e tantos acontecimentos, difíceis de sabermos a hora em que ressurgirão das cinzas...
Dei uma volta ao passado. Minha mãe e meu pai, meus irmãos e tantas brincadeiras. Brigas fraternais que o vento sempre levava. Não temos como retroagir, mas de vez em quando, bem que dá vontade de brincar tal qual criança inocente, que nunca imaginou as voltas que o mundo poderia dar.
E lá se vai o dia. Chega de recordação. O presente me chama. O tempo das lembranças se perpetua apenas nas lembranças. Aqui em meu porão, arquivei tudo que pude. Hoje, porém, só queria saber Onde ficou Elisa?

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Em todas as suas nuances...


E a noite enfeitiça e toma ares de sedução. Quanto mais adentramos na escuridão da noite, os sentimentos afloram com gosto e sabor de mel.
Estrelas brilham e reluzem. Há um ar de pureza escondida, dando lugar a desejos manifestos, agora mais do que nunca.
Não há idade para o amor e para o amar. Vemos que enquanto uns se fazem notar, outros se escondem na escuridão, tão ávidos uns e outros.
Existia no grande escritor Oscar Wilde um grande medo de envelhecer. Para ele a beleza superava tudo. Talvez por isso tenha morrido cedo. São coisas de um narcisismo exagerado, um tanto ou quase doentio, se extremado.
Sou daquelas que amadureci com tantos encantos aprendidos, que colhi desta fase muito mais do que muitos haveriam de supor.
E a noite chega mais sedutora , com tudo que se refere ao sensual se tornando mais belo e mais arrebatador. Lençóis de uma alvura inebriante se confundem com os lírios trazidos da relva.
A linda brejeira usa os seus artifícios de mulher e as lindas quase princesas descobrem os seus mantos para os seus grandes amantes. A noite é enfeitiçante....
Quantos sonhos acordada e tantos desejos reprimidos, passando do inconsciente para o consciente.
E o texto sai com jeito de malícia, mas com o controle de quem sempre teve em si um super ego desenvolvido e que grita muito alto....
Sempre gostei do anoitecer. Este me faz ver o mundo mais bonito e exuberante. Tudo isto me faz bem, principalmente quando da minha varanda descortino um céu cor de anil, uma lua crescente e as estrelas despontando.
Se poetisa fosse, hoje seria menos púdica para fazer o leitor ler e reler o quão belo pode ser o amor em todas as suas nuances...

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Aceito tudo ou quase tudo...


Cheguei das minhas andanças que se iniciam muito cedo da manhã. A labuta diária que é o meu trabalho e as obrigações que a mim competem, dia sim, dia não também me atordoam. Valha-me Deus!!!!.
Cheguei com o corpo cansado e com a mente esperançosa. Depois de trancos e barrancos, de alegrias passadas e de atoleiros reivindicados, o meu coração e o meu ser por inteiro já não aguentam as injustiças e os descaminhos em meio a tantas caminhadas.
Agora aceito tudo ou quase tudo. Melhor será assim do que sofrer os inusitados eventos e certas ciladas armadas em meio a um ciclo de tanto amor.
Em meu canto, virada e revirada em meus aposentos, evito pensamentos profundos e rezo o Terço para alcançar as minhas graças. Também tenho acontecimentos brilhantes e fantasmas que povoam a minha mente, ainda que não pudesse ter.
Por essas e por outras, não me venham mais contar histórias que me deixem tristes. Agora já não penso tão profundamente e aceito tudo ou quase tudo.
Às vezes me sinto só, uma solidão que não me dói mais e muito menos constitui um incômodo. Mudei tanto, que tenho a leve impressão que, para uns e para outros, sou outra mulher.
O meu espelho me mostra as marcas da maturidade, mas também me faz ver o quanto luto contra o tempo e contra as adversidades. Acho que a minha consciência genuína me faz ter compaixão e ser sempre uma pessoa do bem.
E a paz sonhada, será difícil ser tirada de mim. Agora aceito tudo e mais alguma coisa.
Quem me conhece de perto, quase me conhece por inteiro. Deixo brincarem em minha mente o bem e o satisfatório das coisas. Mudei tanto que, por vezes, me desconheço mais do que aquele que me vê passar.
E a noite chega. Com o corpo cansado e a mente esperançosa, entrego-me a um desejo de dormir e de sonhar.
Mas, meus leitores, antes de tudo vou fazer uma leitura diária, como sempre faço. O livro de Ana Beatriz Barbosa Silva me espera: Mentes perigosas: O psicopata mora ao lado.
Depois falo sobre essa obra tão oportuna, quanto erudita....

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Para virar pelo avesso...


Mais uma vez em meu quarto. Sozinha, deixo que os meus pensamentos tomem conta de mim todinha. Há sempre algum leitor que sente a minha falta. Que sente e não diz. Cada um ou quase todos preferem guardar para si todo e qualquer juízo de valor. Respeito e glorifico a atitude dos que calam. Melhor será, talvez, assim...ou não...
Mais uma vez sozinha diante de um janelão, deixando me levar pelo panorama de uma noite que começa com a sua escuridão tão sua. Sinto toda a tranquilidade do momento e a inquietação do meu ser. O instante se contradiz com o que imagino. Alguns fantasmas povoam a minha mente, enquanto sonhos adormecidos insistem em me fazer acordar os desejos e as vontades. A realidade e o abstrato de minha mente.
Como sempre, ando a casa toda e me dirijo á varanda, quase indiscreta. Vejo de tudo e mais alguma coisa. Somente um tampão nos olhos impediria que isto acontecesse. Somente um lapso de memória não faria recordar o inusitado de palavras duras em plena manhã de uma segunda feira. Ou a gente se trabalha para o inusitado ou a decepção com alguns nos levariam ao ápice de um estresse, quando tanta coisa precisa virar a página.
Mais uma vez sozinha. É neste momento que eu sinto que muito precisa ainda mudar. Imaginara estar tão modificada e vejo agora o quão importante ainda tenho para virar pelo avesso. Interessante é a vida enquanto a morte não chega...
Valha-me Deus com tantos pormenores. O metafórico da coisa e o que poderia escancarar , não fosse o pudor da privacidade e o receio de causar mil e uma surpresas. Penso que esse abrir de sentimentos vem um dia, no dia que está destinado a causar espantos, a suscitar remorsos e a mostrar verdadeiramente o íntimo de minhas intimidades mentais...
Mais uma vez sozinha. Não há incômodo e nem mesmo medo desta solidão. Esses momentos são sempre desejáveis aqui no meu cantinho. Tiro as minhas vestes, uso o meu roupão e me entrego ao banho de corpo e espírito. Lavo a minha alma e todo o meu corpo, pois sozinha não tenho pudor e nem receios!!!!!!!!!!!

sábado, 2 de novembro de 2013

A vida tão amada por ela...


Quase não durmo esta noite, pensando em mamãe. Fui me deitar absorta em mil pensamentos. É como se tivesse deixado que muito de sua vida em nosso convívio passasse em minha mente. Momentos de muita alegria, a vida tão amada por ela. Os seus passeios e idas ao Shopping Tacaruna para almoçar e as festas de final de ano na casa de meu irmão. Quis que muitos dos nossos momentos se perpetuassem em mim. Fui dormir confusa e atordoada. O ano passado, dia 02 de novembro, com ela aqui em sua casinha. Não consegui pregar olhos.
Acho que as dores e as alegrias têm que ser vividas em seu tempo. De nada adiantaria fugir deste dia, se outros viriam, quase com certeza, e a dor seria maior, e mais sentida, e mais doída , e talvez mais arrependida...
Já era eu órfã de pai e agora de mãe. Só eu sei o que é viver sem o amor dela, sem o sentimento de proteção e sem o porto seguro nas horas mais certas e incertas de minha vida. Hoje , mãe, quase não durmo. Estava muito inquieta. É como se o Dia de Finados fosse um dia ao qual não podia esconder todo o meu sentimento. Nem sob os lençóis , este sofrimento seria sublimado.
Acordei, de um pouco que dormi, chorando. Papai dizia que o Dia dedicado aos mortos tinha que ser respeitado. Nada de vermelho e nem de passeios. Nunca entendi tamanha colocação. Agora sei que por ter ele perdido muitos dos seus entes queridos, a dor era bem maior do que eu alcançaria compreender.
Mãe: hoje vou fazer igual a você. Tomar meu banho, vestir a roupa bem limpinha e rezar o terço. Só não quero lembrar do lugar onde lhe deixei pela última vez. Aquele pedaço de terra não poderia ser o seu...
Às vezes, fico pensando: por que Dia dos mortos se eles já ganharam a eternidade?....

terça-feira, 29 de outubro de 2013

As orquídeas brincam em minha cama...


A vida me ensinou muita coisa. Também pudera já ando vivenciando a idade madura e os caminhos percorridos não foram poucos.
Nesta trajetória, conheci a alegria, a tristeza, os sucessos, as decepções e os descaminhos. Conheci gente muito boa, gente fina , de bom caráter, digna, pura, inocente e gente que ainda espera conhecer melhor o que é a vida e os giros que ela dá. Valha-me Deus. MELHOR SERÁ NÃO TER CONHECIMENTO...
E a tarde voa, e o tempo passa, e a noite chega. Já andei toda a minha casa, como sempre faço ao entardecer. No meu quarto, quase uma jaula, deixo me despir de pudores e observo todo o ambiente. Leitores, meus leitores, o cenário é sempre quase o mesmo. Mas, que fazer se a solidão me bate sempre a mesma hora, sem me provocar o tal medo moderno do estar só??
Acho que em lugar como este , não poderia sentir a solidão de forma amargurada. Muito pelo contrário, as orquídeas brincam hoje em minha cama e me chamam para eu ignorar o tempo da saudade, envolta na pureza que sempre adorna o meu viver. Isto, aprendi com mamãe. As decepções na minha vida foram em grau considerável, pois quem tem um coração regado à inocência, não acredita na maldade alheia.
A lua está linda, radiante e esplendorosa. Todo esse panorama me fascina sempre. Não podia viver sem ela. Desde pequenina , peço a ela que realize os meus desejos e ainda hoje acredito que ela atenda tudo que eu peço. E não é que a Dindinha Lua me faz ganhar muito do que lhe venho pedindo. Vida, vida minha.
Tenho alguns rituais que me fazem muito bem. Lembram vocês que agora é também a hora do meu belo banho, onde eu me preparo como se Rainha fosse, para deitar na minha cama tão size que até parece...
Percebo aqui e acolá que os sonhos são o alento da minha vida e me deleito com eles , mesmo de olhos bem abertos. A vida me ensinou muita coisa...

domingo, 27 de outubro de 2013

A incompletude de mim...


Ficou difícil, mamãe,
A vida sem você.
Ainda não consegui acreditar
Na sua partida e na sua ausência.
Perco o sono,
Choro de olhos fechados,
Penso em você.
Imagino o mistério da morte,
Fico triste e me perco na saudade.
Não imaginara na infância
E em plena juventude e maturidade,
Que um dia você partiria.
É uma verdade irreal,
Pois aqui pertinho
Você aperta a minha mão.

( Eliana Pereira )

sábado, 26 de outubro de 2013

"E que brilhe a nossa luz...."


A noite vai se vestindo com um manto escuro bordado de estrelas e de uma lua que se mostra, aqui em Boa Viagem, radiante e luminosa.
Gosto de ver e de apreciar este momento. Acho ímpar quase todos os dias. O palco de meus delírios de luz acontece em minha varanda, no varandão que constitui um dos meus mais prazerosos lugares do meu apartamento.
Não fosse tamanha natureza, não poderia descortinar o azul do céu e a escuridão da noite.
Há um quê de silêncio em toda casa. O cenário facilita a reflexão e faço desse momento o meu momento. Afinal o conhecimento do que vem de nossas almas são estrelas guia de nossas maiores projeções.
Mais uma vez e inúmeras vezes repetida, caminho a casa toda. Essa é uma prática que me faz muito bem. Arquitetado todo o meu lar da forma que reproduz os meus grandes valores de gosto e de classe, tenho todo o prazer em admirá-lo e em curti-lo até os últimos dos meus dias, se a vida assim me permitir.
Mas, houve um tempo e existiram outros. As mudanças foram tão grandes, que demorei e dei vários passos até encontrar um espírito de luz, de amor e de aconchego. Mudei valores e encontrei, como já disse, muitas amizades. Estou gratificada pelo que plantei e pelo que colhi. Aquilo que não veio à tona teve sua razão de ser. O tempo, que haverá de vir, será senhor da razão e divisor de águas.
Não escrevo de forma pesada. Muito pelo contrário, há uma leveza em meu ser. Logo, logo, tenho encontro marcado. Noite de sábado sempre tem sabor de noite e sempre é criança.
Sobre a minha cama, forrada a la Oscar Wilde, com um papel de parede em meu quarto que reluz o ambiente, está o meu vestido vermelho que irei usar para de sensual e de magia, aproveitar as conversas entre amigos.
Noite de sábado de muitas noites.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Na periferia....

Hoje a crônica sai em horário diferente e em local que não é a minha casa. Faço uma pequena pausa no trabalho e me ponho a dedilhar palavras, sem nenhuma motivação maior, a não ser a de me ausentar um pouco da realidade do cotidiano.
Encontro-me só. Parece até que este é o meu eterno estado de ser e de estar. Ledo engano!!!!!
Acho que precisava avaliar um pouco o muito que já fui e o presente dos dias. Um tanto inquieta, vou e volto e me detenho no espelho, em momento que não seria oportuno e indicado. Mas, às vezes a gente não busca as nossas preocupações e os nossos direcionamentos quando queremos e, melhor que tudo, desejamos.
Nesta pequena pausa, sozinha e pensativa, ponho-me a refletir e a desenhar mecanismos que me façam frear todo e qualquer possível comportamento de estresse.
O tempo passou, como haveria de passar. Ficaram as marcas, as recordações, as boas e más lembranças e os traços de uma infância perdida, alimentada na maturidade do hoje.
A maturidade, evidentemente, me fez crescer. Houve uma troca de valores inocentes pela realidade nua e crua que, muitas vezes, duvidamos fosse um dia acontecer. Confesso, leitores, que o futuro, que me parecia vir a ser semelhante aos valores assimilados na juventude e que os sentimentos e elos de amor nunca deixariam de me rodear, chegou de forma diferente, mas trabalhada. Busquei mecanismos de defesa e aprendi com a vida. A solidão me é confortável e o desprezo, por vezes, presente, já não me incomoda como me importunou.
Ah, a vida... Com tantos desacertos e com tantas alegrias. Momentos prazerosos abafam as adversidades e a gente caminha melhor quando tudo é projetado.
Cheguei a um patamar de convívios, onde muitos foram mudados e outros permaneceram ativos. Acostumei-me ao bom e ao ruim. Fiz muitas amizades e aprendi a cultivar as flores e a fazer a dieta que mais me apraz e é saudável.
A vida mudou. Como também ficaria estática? Aconteceu porque assim teria que ser. Não sigo os mesmos passos, mas aqueles que aprendi na maturidade têm tudo para ser muito bem vindos. Não tenho do que me queixar. Se as marcas no rosto me incomodam um pouco, o emocional supera toda e qualquer angústia. Mas, angústia? acho que não a conheci de perto. Fiquei na periferia. Valha-me Deus!!!!!



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Sou a rainha de meus sonhos!!!!!


Tenho às vezes a impressão de que a vida vai me levando. Armei algumas estratégias para me sentir cada vez melhor, que terminei caminhando quase à deriva.
Impressionantes os meus sonhos e os meus devaneios. A realidade que é verdadeira e aquela inventada e reinventada. Acreditei no possível e no impossível. Fui rainha e fui vassala. Encomendei os melhores presentes e naufraguei nos atoleiros de tantas águas insalubres.
Acho que assim é a vida. Uns experimentam mais cedo e outros mais tarde. O sol nasceu para todos, mas as chuvas haverão de acontecer aqui e acolá. É tão difícil definir a vida como a vivência e a convivência com o outro. Andamos lado a lado do amigo que era, sem sabermos, o nosso maior inimigo.
Vida, vida minha. Admirar-se com o inusitado é quase uma questão de maturidade ou da própria imaturidade. Há quem se recuse a crescer e outros que amadurecem a carboreto. O mundo é cruel com muitos e com outros é uma jóia rara. O homem se enganando com as voltas que o mundo dá. A certeza do tudo e a incerteza do nada.
A tarde vai terminando de forma metafórica e no tempo que é real. A noite escura em sua beleza triunfante e escura nas maiores solidões, quando o homem perde o sono e a madrugada ameaçadora cria os seus fantasmas.
É nesses pensamentos que me perco, deitando e rolando, mais uma vez, em meu quarto sozinha. Não me deixo levar pelas ameaças do estar só. Isto seria a incongruência de meus planos tão planejados. Mas, é hora do meu banho. Este é o ápice de tudo para mim, no que diz respeito aos meus prazeres. Mais uma vez envolta em lençóis de uma alvura inebriante, visto o meu roupão e me entrego toda a um chuveiro, onde hoje eu quero que esteja ligado na cor da paz. Nesse momento sou a rainha de meus sonhos!!!!!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Este blog me fascina...


Este blog me fascina e a muitos outros. Aqueles que silenciam e outros que manifestam os seus elogios, dão-me a dimensão exata de tudo que eu gosto de curtir.
Ah este blog. Tem todos os atrativos necessários pra me cativar. Nele, exponho os meus sentimentos e deixo que a poesia brinque em minha mente e em meu coração. Escrevo a pureza, a alegria e todos os pensamentos da minha alma.
É ele a quem eu procuro em tardes como estas, onde sozinha canto e pulo, num pé só, a alegria de poder escrever e de ´possuir o dom de cultivar uma inspiração lapidada pelo bem querer.
Sozinha e curtindo uma saudade. Tardes de puro sentimento. A solidão se deve á labuta do meu esposo. A saudade, eu cultivo movida pela filha distante. Eita, que esta é maior que tudo. Pudera não sentir a sua falta, quando a sua juventude concorre para a casa se fazer mais animada.
Final de tarde. Sol se pondo e a noite se chegando e vestindo os nossos olhos de uma visão tão linda quanto poética. Gosto de apreciar este panorama todos os dias. Quem haverá de não apreciar?
Mas, este blog me fascina. Tenho nele um dos meus grandes prazeres. Levada por esta necessidade de alimentá-lo, tenho lido mais e deixado fluir a minha veia de poetisa amadora. Este espaço é propício a muito e a tantos textos.
E lá se vai um blog de muitos outros. Na madrugada, quando tudo é silêncio, há quem lhe procure na certeza de que sempre preencherá um pouco o silêncio de uma noite insone.
Mas, este blog ilustrado a minha maneira, me fascina. Ninguém me proibirá de gostar dele o quanto gosto. É a liberdade sem amarras, sem interlocutor que não deseje falar comigo, alimentando a ilusão do escritor esquecido nas agruras da vida. Na ilusão de que não estou sozinha, na certeza de que Deus me ama e de que este blog também pode ser o meu irmão amigo. E então, eu dispo os meus sentimentos a minha maneira e me sinto tão alegre e tão bem acompanhada. Por metáforas, a gente também é gente...

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Ao longo do tempo....


Refletir nunca é demais. Dessas imaginações, saem as minhas mais profundas inspirações. E lá vou eu caminhando, às vezes em boa direção , às vezes, oposta ao caminhos certos. Fazem parte de inúmeras trajetórias de minha vida, umas muito boas, outras jogadas ao vento.
Descobri um pouco tarde que estava elogiando demais. Sempre pratiquei este ato por ser verdadeiro e por não me poupar em um ou outro comentário. Essa descoberta me mostrou o lado avesso da moeda. Sempre fazendo e sempre recebendo como troco uma ausência atribuída a sei lá o quê. Falam em inveja. Mas, de mim? A minha escrita é herdada e lapidada ao longo do tempo. Meu pai foi o meu principal Professor. Hoje, aprendo com a vida, deixando o meu coração sempre fazer uma pausa poética.
Ontem fui parabenizada pelo Dia do poeta. Em alguém eu toco no fundo d'alma. Esta denominação me fez subir um degrau a mais . Gostei e repasso essa minha alegria.
E a tarde se vai, aos pouquinhos, deixando as marcas de mais um dia. Há uma noite chegando e uma estrela no céu iluminando a minha varanda. Como poderia não fazer uma pausa e pensar mil coisas que o meu coração pede?
Meus aposentos, sempre eles. Ando toda a casa, descortino o céu da varanda e volto ao meu quarto. Lençóis de um azul acetinado cor de anil, me deixam envolta em pensamentos. Permitam-me, leitores, que esta sensualidade seja sempre repetida, quantas vezes ela me fizer bem.
Abro o janelão. O panorama me mostra que estar aqui é muito, muito bom. Como disse grande escritor, viajar em torno do nosso próprio quarto pode ser a melhor das viagens. Esta, eu curto com todos os sentidos e com todos os prazeres.
Que os Anjos digam Amém, sempre que o amor se fizer nosso grande companheiro!!!!

sábado, 19 de outubro de 2013

E uma esperança presente...


É preciso saber a hora de silenciar e a hora de falar. Acho que demorei muito a aprender. Foram conversas trocadas e outras rejeitadas. A gente vai aprendendo devagarinho que o tom da voz do interlocutor, o mutismo, os monossílabos, as desculpas esfarrapadas e muito mais, desarmam a nossa intenção e fazem diminuir as buscas do outro e a insensatez das procuras.
Sábado de tantos outros. Sempre procuro diversificar os programas e não deixar que o tédio vazio venha a se apoderar. Devagar e sempre, aprendi muita coisa. Hoje sou uma mulher diferente de tantos outros momentos. Isso me fez bem e afastou as mazelas criadas sem razão de ser.
Mas, lá fora há um sol que brilha e cá dentro um brilho nos meus olhos. É um momento de paz e de relax. É um instante de reflexão amena e um descortinar de sensualidade estética. Os meus aposentos sempre os meus aposentos. Há uma música tocando que inebria o meu ser por inteiro. Amo este local, talvez mais do que muitos outros.
Sábados de tantos outros. Espero a hora do passeio e o tempo de me aprontar. Estou induzindo em mim tudo que já planejara. Quero amar o próximo para me sentir bem. Quero dar carinho para se acariciada. Quero o amor mais lindo e mais puro. A inocência da criança se debatendo contra toda e qualquer maldade.
E o mundo gira. E o mundo ensina devagarinho que a dor da alma também pode ser curada. Vida , vida minha...
Deixo que as palavras se debatam e se encontrem numa cumplicidade que, por muitos, é ignorada. Sempre o amanhã vem depois. E é este amanhã que se avizinha, que eu preparo de vestes trocadas, de palavras transformadas, com um amor maior e uma esperança presente...

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Leve e fagueira...


Há uma vontade dizendo que sim e outra dizendo que não. Difícil discernir entre estes opostos totalmente diferenciados quanto ao escrever ou não nesta tarde de tanto verão. O conflito é sempre um tanto atormentador. Em minhas aulas de Psicologia, aprendi que este sentimento nos incomoda de forma considerável, verdade seja dita...
Em se tratando de filigranas como esta, bem que o incômodo é pequeno e passageiro. Em outros casos, leva o indivíduo a pensar muito e a repensar. O melhor seria sempre uma decisão precisa, nada que faça o indivíduo mergulhar nas dúvidas e possíveis consequências e inconsequências.
Mas, a tarde de verão até que foi o divisor de águas em minha decisão de escrever, de postar o mínimo de atraente que seja. Afinal, afinal, sempre haverá de servir de passatempo para gregos e, talvez, não para troianos.
O sol chegou com muita garra, enchendo o horizonte de muita luz. Há por vezes um calor insuportável. Procuro assimilar o bom e a leveza de tudo, para que a minha luz brilhe sempre e transmita ao meu próximo todo o amor que eu devoto, ainda que este próximo seja sempre tão senhor de si e de tudo.Valha-me Deus....
Acho que venho aprendendo a me tranquilizar, levada pelas Dinâmicas de grupo a que venho me submetendo. Ou a gente assimila o que nos transmitem as palavras doces ou a vida tende a se tornar mais enfadonha.
Vida, vida minha. Pensamentos leves norteiam a minha mente nesta tarde de pleno verão. O tempo também interfere no nosso bem estar e na condução de nossas reações.
E a noite chega, e as estrelas apontam e o calor dos meus aposentos me transportam ao melhor do que eu esperava. É que estou leve e fagueira...

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

De todo "coração...."


A noite de segunda feira foi mais comprida do que muitas outras. Os fantasmas da meia noite ou das duas da madrugada fizeram pouso no meu quartinho, ou melhor dizendo, em minha mente.
Fiz de tudo para adormecer. Rezei, contei carneirinhos, perseverei o meu pensamento no que é bom e nada serviu para que o sono novamente chegasse.
Danado mesmo foi ter que trabalhar no dia seguinte. Sofri pra caramba os efeitos da noite insone e dos medos criados que apareceram fantasmagóricos.
Valha-me Nossa Senhora da Conceição. Sabes bem das minhas dúvidas e dos meus pesadelos, dormindo ou acordada.
Já é noite de dois dias depois e eu ainda sinto os efeitos da ressaca, guardados nos porões do meu inconsciente e manifestos na consciência alerta e bem acordada.
A vida e suas nuances. O inusitado se contrapondo com a certeza que nunca foi verdade. Os preparos e os cuidados sendo vencidos pelo contrário do que nunca pensei tivesse a caminho.
Perdoem, leitores, se hoje não me escancaro e conto o fato da insônia encoberto pelo mistério pessoal que um dia também nos faz morada. Difícil neste momento saber a quem contar. A ausência de minha mãezinha me deixa impotente perante a falta de alguém que a substitua. Nunca será possível....
Noite hoje de muitas estrelas. Eu cá de minha varanda, descortinando um céu e um infinito, que eu vislumbro com quase todos os meus sentidos.
Às vezes imagino tanta coisa e faço castelos no ar, carregado de detalhes e de fantasias. Umas me fazem bem e outras me deixam em estupor. A vida tem dessas coisas. As experiências positivas nos regozijam e as negativas nos fazem crescer..... E é com esse pensamento que vou caminhando. Parar é que não posso, não devo e peço a Deus, ainda, muitos anos de trajetórias....Valha-me Deus, de todo 'coração.'
Entendam quem souber decifrar a incógnita do meu viver!!!!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Que os Santos digam Amém...


Que os Santos digam Amém. Que os sinos da Capela batam mais forte. Que a minha fé faça-me suportar alguns dissabores. Que a esperança esteja sempre presente. Que eu nunca deixe de crer no meu Tercinho. Que eu reze todos os dias.
E a tarde se vai sem compasso de espera. E o mundo girando dá as suas voltas, sem que nada as detenha.E o inusitado, e o descaminho, e as reviravoltas aparecem sem avisar.
Os dias se passam numa velocidade galopante, às vezes, sem tempo de planejarmos e de sonharmos os nossos sonhos.
Espero a noite chegar, Esta se avizinha com um céu estrelado, uma estrela aqui , outra acolá. O palco de minhas lembranças e do meu pensamento é sempre o meu quarto, lugar onde eu me refugio e consigo relaxar e me entregar aos devaneios.
Por vezes, no meio da noite, na penumbra,onde só a televisão ilumina o meu recanto, penso segredos e espero alguém que já se foi. Tenho esperança que isto aconteça. E me vão as noites e os dias. Não consigo segurá-los.
A vida sempre a vida. O tempo não deixando parar certos fatos e acontecimentos. Gente pura e gente altiva. As caídas e recaídas ensinando a todos e aprendendo quem assim quer...
Tem horas que são benfazejas e outras alucinantes. Durante a noite, tudo é quase delírio, encapsulado ou não. Tudo é mais pesado e os temores mais frequentes.
Tenho medos e pesadelos ao raiar do dia. Aprendemos a nos policiar , mas o superego não age a toda hora...
Que os Santos digam Amém. Que os sinos da Capela batam mais forte!!!

sábado, 12 de outubro de 2013

A chuva e os chuviscos...



Fui e voltei à minha varanda , inúmeras vezes. Esperava-se, como quase sempre acontece, um Dia das crianças de muito sol. Lá, fiquei a olhar a chuva e os chuviscos. Recordações várias passaram em minha mente. Algumas que valeriam retornar ao tempo presente, outras ausências muito sentidas e que eu não conseguia vivê-las e revivê-las, sem derramar uma lágrima.
Fui e voltei à varanda, inúmeras vezes. Estava inquieta, insuportavelmente inquieta. Já começara o dia muito cedo, como acontece quase todos os dias. Havia uma expectativa e um futuro desenhado em mim.Penso que os escritores, mesmo sendo amadores, têm uma sensibilidade aflorada e aguçada.
Sinto que fiz, mesmo, muitas mudanças. Algumas programadas , outras impostas. Acabara a infância , já se faz muito tempo, Não havia mais o pensamento juvenil e chegara a maturidade, trazendo suas "perdas e ganhos."
As transformações vão acontecendo de forma lenta e a gente , um dia, sente que não é nada do que já foi...Isso, às vezes, dói e ,às vezes, traz contentamento. Há sempre um meio termo, ou não, mesmo que o binômio de tais sentimentos exista de forma impossível de ser debelada.
Comecei o dia rezando o Terço. Fiz Prece a Nossa Senhora da Aparecida e senti, neste momento, que estava tendo ações que pertenciam à minha mãe. Lembro até que ao fazer as suas Orações e Novena, tinha sempre o hábito de tomar banho antes e colocar vestido bem limpinho. Pessoa santificada, tinha todos os pudores arraigados à sua pessoa. Tive ímpetos de fazer tudo igual. Confesso, leitores, que não fiz. Não tomei o banho e permaneci com a minha camisola rendada, sabendo estar muito limpinha...
Fui e voltei à varanda, inúmeras vezes. Quase tudo mudou. Saí de um mundo totalmente diferente ao hoje dos dias. O casamento me trouxe muitas mudanças. A vida me impôs várias coisas. O tempo me transformou em quase Madame. O trabalho me ensinou a exercer a profissão e a lidar com pessoas diversas, algumas boas de relacionamento e outras avessas à benevolência do humanismo. Valha-me Deus , tomei total conhecimento de que sou outra, resultado do tempo, do meu crescimento pessoal , das ausências de entes muito queridos e porque teria que ser assim...

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Com o sabor do meu saber...


Aquele meu velho costume de sentar ao cair da tarde para escrever, levou-me quase que automaticamente ao recinto. Ainda que a inspiração falte e me abandone, tento descrever qualquer coisa. Há um impulso emocional mais forte do que a própria razão justificada.
Penso em meu pai. Todos os dias escrevia as suas Notas Avulsas, tão bem colecionadas por mamãe. Eram escritos que foram publicados diariamente no Jornal do Commércio. E lá se vão anos....
Sem comparações admissíveis, acho que papai tinha inspiração para dar e vender. As palavras saíam rapidamente, as frases eram eruditamente formuladas e as letras brincavam de tanta intelectualidade.
Mas, é assim. Às vezes, o meu impulso é tão irresistível, que não sei como controlá-lo. Ponho-me a dedilhar sei lá o que, contanto que saia o texto e pelo menos um ou dois leitores se deliciem com o sabor do meu saber.
Eita tarde cansativa danada. Acordei-me muito cedo em busca de Documentos, cumprindo a minha missão de mãe, ainda que a filha, já advogada, tenha passado de tenra idade e já tenha em si os compromissos da fase.
Chegada eu da Universidade, deitei e rolei na cama, tentando tirar de mim o peso de tanto enfado. Dormi mais do que imaginava. Sonhei e desenhei na minha mente, uma vez acordada, um monte de castelos coloridos, ao mesmo tempo que deixava esquecer as verdades do nunca mais.
Difícil dimensionar o sofrimento de cada um perante traumas e perante o quase inusitado. Cá em meu cantinho, tenho a solidão de dias. Não imaginara tanta coisa. A infância lúdica e a adolescência vivida com tantos entes, parentes e aderentes, apontavam para um final bem diferente....
Abro mais uma vez o meu janelão, leitores. Desculpem vocês a repetição dos fatos, mas essa é a minha vida e o meu blog gira muito em torno do meu cotidiano, sentimentos e pensamentos.
Procuro mudar a temática, faço um esboço dos meus textos e, de repente, volto-me aos meus aposentos porque é nestes que os meus sonhos são realizados, a minha paz é maior e a vida gira ao meu favor, como se possível fosse ser sempre a mulher plena em todas as realizações...


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Cor da chita...


Não é que tem muita gente enganada com a cor da chita. Às vezes, se pudesse, entraria na seara de muitos e me revelaria tal qual penso e entendo. Finjo-me de alienada, procurando até agradar a gregos e a troianos. Valha-me Deus...melhor seria ou será assim...
Tarde de um azul de brigadeiro briga com a noite, que se aproxima. E lá vou eu, cantando as glórias da bondade, pois não quero manifestar a verdadeira cor da chita. Ignorar é tão melhor quanto mais sensato.
Não consigo me separar dos ensinamentos que me deram o curso de Psicologia. Calo-me, no entanto, quantas vezes necessário for e falo o que quero tantas vezes o interlocutor me provocar.
Tem muita gente enganada com a cor da chita. Enxergar de forma micro não é para todo o mundo não. Fui chegando a esta conclusão, levada pelo dia a dia e pelas noites mal dormidas.
Digo sempre: a maturidade me ensinou muita coisa, muito mais do que esperava . A realidade é realidade e dela ninguém foge. Já dizia Fernando Pessoa: A realidade não precisa de mim.... Verdade seja dita e repetida, leitores.
Escolhi esse tema nem sei por quê. O meu inconsciente vem mandando tanta mensagem que fugir de uma ou de outra, é difícil, dificílimo.
Gosto desses temas um tanto abstratos. Tenho um modo de escrever que me faz ser sempre eu. Jamais alguém duvidará da veracidade de minha autoria. Aí seria o cúmulo da falta de percepção.
E lá cai a noite, tão devagarinho como nem sempre acontece. Ando novamente a casa toda e termino nos meus aposentos, retocados da pessoalidade de minha forma de ser e da minha perfeição tão minha.
Parece que chegou a hora do meu banho. Esse ritual caracteriza cada dia do meu viver. Quem me encontrar sem cheiro de lavanda e de bons sabonetes, atirará a primeira pedra.
Interessante ou não, vou vivendo e revivendo tantos momentos que me foram valiosos. E neste binômio, ou não, ninguém me tira a certeza de que há muita gente que se engana com a cor da chita....

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Mudada e bem criada!!!!!!


Aprendi nesta minha trajetória de vida que é gente de todo tipo. Existem os bons de coração, os meticulosos, os insensatos, os generosos , os frios de ânimo, os solidários, os solitários, os de boa companhia,os invejosos, os que não suportam conversas pesadas, os delicados, os grosseiros e lá se vai um mundo de gente....
E neste mundão de meu Deus, as experiências são necessárias para se lidar com todo o tipo de gente. Incrível, mas é assim. A vida tem me ensinado muito. Já fiz mudanças, já experimentei comportamentos diversos, já sofri, já me alegrei, já amei e já desamei. Resisti a um tempo de inocência e já enfrentei a maldade humana. Existe de tudo. Impressionante o que a vida, a Genética e o ambiente fizeram do homem uma boa ou má pessoa, um indivíduo normal, um psicopata, um neurótico e até um psicótico.
A minha formação em Psicologia, a minha leitura diária de livros diversos, a minha convivência com o meu pai de abrangente conhecimento, de honestidade ilibada me deram o caminho herdado e aprendido para lidar com um , com outro e com aquele.
Mais um dia de trabalho e mais uma noite de sonhos que só Freud seria capaz de interpretar. Pareciam pesadelos, destes que complicam e embananam qualquer meio de campo. Vinha eu de um final de semana triunfante, o que me rendeu o sustentáculo para ultrapassar esses sonhos confusos. Dá para entender?
Mas, o dia de verão, de sol brilhante, quebra qualquer possível pensamento, até aqueles que eu afugentei ao longo do tempo. ao longo do injustificado, ao longo do desprezo, de relacionamentos estremecidos, de poucas conversas, de mudança de cenários e de fé ardente para um futuro que se avizinha e um presente que insiste em ser presente...
Vida, vida minha. E os segredos continuam a acontecerem. As verdades aparecem camufladas e o mundo gira. Não consigo, por vezes, acreditar no que vejo ou no que ouço. E lá se vai a minha imaginação rodopiando e as mudanças acontecendo, quer eu queira ou não queira. Entrei na realidade bem devagar. Quase sempre é assim. Apesar do meu intelecto, tenho um inconsciente mandando ordens e um consciente implicante.
Que tantos caminhos trilhei, que tantos atoleiros superei, que tantas alegrias me sustentaram e fizeram de mim quem sou eu, que você, leitor mais chegado, conheceu e conhece como ninguém. Tanta convivência e tanta conversa trocada. Aqueles mesmos espaços e os mesmos, ou quase mesmos, antecedentes.
Enfrentemos com garra os nossos trajetos. Ja aprendi a lição. Estou mudada e bem criada!!!!

domingo, 6 de outubro de 2013

Estava eu...


É um final de tarde de muitas peripécias. Vai terminando o domingo, desta feita muito preenchido por passeios e conversas fiadas.
Eita caminhada boa, fez o dia começar saudável e esplendoroso. O mar azul, de uma beleza transparente, me fez nadar e tomar banho. Estava na hora de resgatar velhos tempos de criança e de me ver mais jovem, nestas andanças de muito tempo.
Final de semana de Restaurantes, de salão de Beleza, de compras e de planos suaves. A família reunida no sábado fez desse dia um deslumbramento, já que posso descortinar a vida sem precisar ir muito longe. Sou daquelas que aprendi com a maturidade a tirar os ganhos necessários, de sentir o sabor dos dissabores, de enfrentar a solidão e de suportar a saudade que me dói. É que esta mesma saudade termina sendo uma fiel e grande companheira.
Mas, a praia estava no ponto. Com muita areia, mar seco e pessoas de todas as idades. Tinham as crianças na sua inocência, os jovens na sua exuberância e sensualidade, os maduros que não deixam a peteca cair e os idosos de frente neste mundão de meu Deus.
Boa Viagem, desculpem os outros, é o local mais nobre para se morar. Isso, no meu entendimento. Afinal, afinal, curto esse Bairro e de mim ninguém tira a forma de sentir.
Pude imaginar que com todos esses prazeres, restava-me uma vitalidade que ainda não tinha ido embora de mim. Encantador eu me sentir assim. Poder lidar com a vida sem tantos desesperos. Esquecê-los e fazer mudanças que esta própria vida me deu.
De volta ao final do dia, em meu quarto, lapidado de tantos encantos, olhei-me no espelho , como nunca faço, tão minuciosamente. Ainda estava bem. Existiam resquícios de atração e um físico que se concatenava com o espírito. Vesti a minha camisola de seda e fui deitar. A minha tez bronzeada me fazia mais viva e mais charmosa. Que bem entendam os meus leitores: suave, pura, mas delirante, estava eu...
Seria um sonho???

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Mais instigante...


Confesso, leitores, que a fadiga hoje bateu em mim com força. Acordada desde cedo, enfrentei os batentes do trabalho, num final de semana que havia se iniciado.
É como sempre digo e repito, um dia sim e outro não. Cheguei da rua esmaecida. O banho serviu para me deixar aninhar na cama, forrada conforme manda o meu figurino. Em lençóis de um rosa acetinado, era tudo que queria para me deleitar e curtir o sono. Não precisa dizer que sonhei e que a saudade me fez morada.
O panorama de meu quarto faz com que eu possa curtir a beleza, tal qual manda a minha sempre e digna sensualidade estética.
Do janelão deste recinto, vejo o sol se por. Fotografo e me deleito com a paisagem de pura beleza. A praia e o mar me fascinam. Moro no lugar que sempre sonhei. Um dia teria que se tornar realidade, como se tornou.
Vida, vida minha. A estrelas ainda escondidas, o escurecer da noite sendo esperado. Eu sozinha mais uma vez...
A alegria de descortinar e de me deliciar com a minha casa. Eu e meus sonhos realizados.
Mudanças e mais mudanças. A maturidade trazendo a explicação de fatos, justificando o injustificável e me dando forças nos momentos mais diferentes, nas horas mais difíceis...
É, leitores, fiz quase um Diário. A inspiração ,nem sempre, voa alto. Vale deixar para amanhã uma crônica mais instigante e até sensual. Esperem e vejam...