Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

domingo, 30 de junho de 2013

Minha vida sem retoques!!!!!


Ainda dá tempo para escrever, enquanto o jogo não começa, enquanto me vejo no espelho e faço a minha maquiagem...
É isso, leitores, várias tentativas fiz para dar uns retoques em minha vida e em meu viver. Usei máscaras e me escancarei por inteira. Tudo, durou muito pouco.
Descobri que a minha transparência sempre me conduzia. Sempre fui eu por inteira.
E a vida continua , armando ou não as suas voltas e reviravoltas.
Na infância, já pensei que o palhaço sempre era feliz. Total engano de quem acredita que a pintura disfarça sempre as marcas do sofrimento. Descobri tarde que muitos palhaços são amargurados.
Eu sou eu sem retoques, sem faces dissimuladas e sem artifícios que iludam a mim e ao outro.
A vida engana a Arte e vice-versa. Terrível sensação de inversões. Duraram pouco as minhas tentativas de retoques.
A maturidade me deu a certeza de que a minha transparência fala alto, mesmo quando o outro me assedia e me transtorna.
lá se vai a tarde. O jogo deixa o povo ansioso, menos eu. Estou naquela de escrever e terminar o meu livro: Minha vida sem retoques!!!

PERDÃO!!!


Eu perdoo vocês
Por todos os momentos
De desprezo e de decepção.
Eu perdoo vocês pelos rancores
Que guardaram de mim,
Sem razão de quê.
Eu perdoo vocês
Por tantos dissabores,
Pelas solidões provocadas,
Pelos assédios declarados.
Eu perdoo vocês
Porque sempre lhes amei,
Porque nunca entendi os motivos.
Pelo meu coração puro,
Pela minha boa índole.
Eu perdoo vocês
Porque nunca deixei de lhes amar...(Eliana Pereira)

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Quase intrigante!!!!


A tarde vai passando vagarosamente, sem trazer ares de sexta feira, como se tudo fosse calmaria e nebulosidade.
Deixo-me deter em pensamantos mil, ao mesmo tempo que alguns fluem sem nenhuma relevância. Concentro-me e me torno alheia ao mundo que gira num descompasso, de forma inusitada...
Aprendi muito, ainda que um pouco tarde. Já sei encontrar a paz entre os amigos, já esqueci os males do presente e os afetos da infância, como se o amanhã tivesse sido o inesperado dos esperados. Aqui rola uma Filosofia ou uma quase ilusão do que me era previsto.
Vida, vida minha. Sonhos e realidades se entrelaçam no mesmo momento. Tenho a nítida impressão ou a quase certeza que ganhei quando perdi. Incrível entender tamanha colocação. É que a vida também ensina, deixando o indivíduo passar pelos atoleiros que surgem em nossos caminhos.
Foram os meus pais, minha mãe enferma, que me deixaram o legado da boa educação, das verdades e dos perdões. Há em mim muita saudade, escondida nos porões do inconsciente, mas muito insistente.Quase intrigante!!!
Por vezes, deixo que as minhas lágrimas caiam e outras que estas fiquem contidas. A gente se escancara e se esconde. São fases quase inerentes à vida. Não pensei ou imaginei que assim fosse...
A tarde passa vagarosamente, sem ares de sexta feira. Encontro forças para driblar alguns pensamentos persistentes que perseveram em minha mente, como se fizessem parte de mim.
Disco o telefone, na tentativa de conversar. Não atende esta pessoa. Até a solidão presente em alguns momentos de minha vida já se tornou minha amiga...
Aprendi com as perdas. Foi preciso que assim tivesse acontecido. E que os ganhos me dessem o brilho da serenidade, como se a lua fosse cheia quase todos os dias e o sol sempre a pino!!!

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Melhor será assim...


A tarde vai seguindo o seu ritual, modificado pelo jogo do Brasil e pelas manifestações com todos os protestos acumulados no sempre dos anos.
Estou em casa e, a trancos e barrancos, tento me alienar um pouco da realidade. O meu coração pede e ele está em primeiro lugar. Fale quem tiver vez e voz.
O tempo do mes de junho dá uma aliviada no calor e eu me atiro sobre a cama , usando mil tentativas de sono. Intrigantes essas mil formas de me conduzir sem resultados positivos que satisfaçam uma real apatia do meu eu. Nem sei o porquê de tanto, mas os últimos dias tumultuados por questões adversas e, ao mesmo tempo, necessárias, transformaram o Brasil e mexeram com o povo brasileiro.
Aqui do meu cantinho, abro o janelão do meu quarto e observo o mundo lá fora. Quase ouço o barulho das ondas do mar e vejo um céu que me faz tão bem, sempre.
O panorama que eu vislumbro me faz sonhar acordada. Necessário se faz para mim, abster-me um pouco da realidade um tanto cruel do País. Deixo que a alienação bem dosada tome conta de todo o meu ser. Alguém haverá de entender. Canto sem rimas, mas canto. Melhor será assim....
Se vocês vão me entender, não sei. Na pior das hipóteses, irão me condenar. Neste exato momento, nada me importa. TRATO APENAS DO MEU CORAÇÃO, VALHA-ME DEUS!!!!
Cansei de esperar ....

domingo, 23 de junho de 2013

Paciência e resignação!!!


Ainda é domingo. Acordei de um sonho interminável. Parecia que em minha mente se desenrolava quase a minha vida inteira. Inacreditável realização de desejos atribulados por alguns percalços que se entremearam na realidade do tempo.
Neste sonho havia pamonha, milho assado , bolos de milho, fogos os mais diversos. Estavam presentes mamãe e papai, irmãos que saltitavam na maravilha de estarmos vivendo o São João. A alegria era muita. Era uma união julgada inquebrantável. E o tempo passou....
Dizem que os escritores e os poetas escrevem com sentimentos de tristeza, Verdade ou não, eles têm apurada a inspiração e a facilidade maior de escrever. E lá se vão os sentimentos manifestados com a tinta de quem não deixa passar nada.
Acordei de um sonho interminável. Não foi pesadelo. Diversos conteúdos estavam vivos. Nele eu revivi muito do que já se foi. Valeu , enquanto durou. Reminiscências, às vezes, doem. Fui eu, logo eu, sonhar para acordar depois e deixar que uma quase tristeza, pelo tempo passado e acabado, se instalasse em mim.
A noite traz cada sono e sonhos. Foi numa dessas que quase me encontro com Deus. Mas, tudo terminou, ou não. Cada um sentou em seu trono, esqueceu o evento, ficou inocentado , ou quase, e seguiu o seu rumo sem ver o outro.
Vida, vida minha. Quisera que o mundo não fosse tão mundo. Que a vida parasse em certos momentos e que a gente tivesse mais sentimentos de cumplicidade do que não. E que todos se apegassem a todas as leis, unindo verdades e caridades.. Mas,quem sou eu para julgar. E assim se diz: Cada um com cada qual.... Paciência e resignação!!!!

sábado, 22 de junho de 2013

Cá dentro e lá fora....


De tantas verdades e de muitos mitos, vou enganando a mim mesma. Procuro ver o mundo com os olhos de quem vê na pureza e na quase inocência a razão de ser e de me comportar. Melhor será assim...
O São João traz consigo uma frieza que é inerente ao mês de junho. Já tive muitas festas de tantas festas juninas. Umas foram rodeadas de muitos afetos, de alegrias e de muitas comemorações. Hoje é diferente. Não há o aconchego de antigamente, mas a frieza do tempo combina melhor com o frio dos desprezos. De todas as maneiras, sei e soube conviver. O importante é ter vivido e aprendido como sobreviver a um naufrágio. Estou bem.
E o ano vai, sorrateiramente, seguindo o seu trajeto e o tempo vai dando adeus a cada dia. Enquanto escrevo, em frações de segundos, esse texto, estou em compasso de espera para viver a noite que do xadrez ao desejo de aproveitar o período, não tenho como permanecer em casa.
Penso e repenso num passado não muito distante. Quem comigo conviveu, acompanhou o meu rítmo de vida tão mudado nos dias de hoje.
A vida dando os seus giros. Eu ainda em meu quarto, lutando pela beleza da vida, cá dentro e lá fora...
Mas, agora é quase São João. Deixo o meu quarto, a minha jaula tão linda, para ganhar a vida. Afinal, hoje é tempo de festa!!!
Com toda a filosofia e tendo a Psicologia como trunfo, estou melhor do que mereço.... E aqui lembro o meu pai. Ele sempre teve razão. Só não sei se foi sempre o que pensei. Como jovem, também, fui irreverente. Não tive como fugir da média...

sexta-feira, 21 de junho de 2013

De tantas verdades!!!!


Saindo um pouco de assuntos inerentes às manifestações, debruço-me sobre a mesa e começo a digitar o que nem sei poderei estar iluminada e inspirada.
Penso que devemos colorir a vida. Passamos por tantos momentos de estresses e ouvimos tantas palavras inusitadas, que se não sairmos um pouco do foco de tantas amarguras, terminaremos mazelados físico e emocionalmente. Ficaremos vulneráveis aos males psíquicos e cardíacos, se é que já não fomos atingidos por estes, advindos de tristezas, de mágoas, de assédios morais, de desprezos, de desuniões e de tantas preocupações. A vida é bela, mas traz em sua essência algo que não nos faz tão bem. A justiça e a injustiça dirigidas aleatoriamente.
Mas, o inverno chegou e as chuvas trazem em si a esperança dos que precisam desenvolver os seus plantios. É tempo de São João e a juventude dourada faz as suas festas, cumprindo um ritual de anos e anos. Somos partícipes ou expectadores desses festejos, num ritmo de alegrias nem que seja para acabarem logo depois.
A vida e suas nuances. O mundo dando os seus giros. As tristezas e as alegrias se entrelaçando entre si, dando como resultado o cotidiano das mudanças, que tantos esquecem em tempo de bonanças...
Penso ter sempre os meus olhos abertos. Evito ser vítima das maldades e da falta do querer bem. Já fui... Por isso, eu tento colorir a vida com pincéis que desenham a bondade, o perdão, a caridade e a palavra amiga.
Já quis muito entender a vida e não encontrei a resposta que julgasse certa.
Chegou o momento de refletir a grande frase de S.Kierkegaard: "A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás; mas só pode ser vivida olhando-se para frente.!
E é assim que caminho neste patamar de tantas verdades!!!!

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Nunca é demais...


Acordei cedo e vi o dia sereno, contrariando as manifestações políticas marcadas para o meio da tarde. Evidentemente, que aqueles envolvidos nos movimentos ainda se encontram criando todas as energias a serem liberadas no meio da tarde. Que seja pacífico, conforme pregaram e prometeram. E já era tempo...
Acordei de um sono e de sonhos caprichados. O meu quarto estava bem ornamentado e essa sensação de bem estar me fizera adormecer embalada por bons pensamentos. Acho que Freud, com toda a sua Psicanálise, interpretaria todos os conteúdos dos sonhos, que eu vou dedilhando como psicóloga em tamanha interpretação.
A noite estava tranquila e um tanto calma. Nuvens nebulosas davam lugar a um céu estrelado que me deixou imaginar que Deus ouviu a minha prece. Estava na expectativa da espera de filha minha que havia ido assistir o jogo na Arena. Jovens são sempre impetuosos. Ficam para os pais as preocupações e os mimos em todas as idades.
Mas, o dia amanheceu manso. Na Universidade há um silêncio quase sonoro. Aqui e alhures, ouço o vento que passa e me aquieto como se quisesse vencer o tempo.
Nada é tão difícil e perturbador. Tento me concentrar nos telefonemas que aqui e acolá quebram o silêncio da manhã. Entendo que o trabalho ainda é a minha maior escola de vida. Estou só e essa sensação me eleva ao ponto de ter a nítida percepção de Deus ao meu lado. Neste momento, sinto algumas saudades e me contento com as pessoas que frequentam a sala em seu cotidiano.
Saí de momentos tortuosos e encontrei a paz. Pelo tudo que recebi,tenho a gratidão como premissa.
E mudando de ares para bugares, vou ler um pouco. Isso nunca é demais....Foi assim que aprendi a viver, a conviver e a sair dos becos sem saídas, inimagináveis na minha infância, quando os meus pais nos ensinavam a arte do bem querer!!!!


quarta-feira, 19 de junho de 2013

Notícias que o vento leva...


Fiquei distante de vocês por uns dias. Resolvi me afastar por motivos vários que não vão ao caso.
Devido a essa distância, recebi vários e-mails e diversas pessoas me procurando sentindo a minha falta e, mais que isso, das postagens que faço no meu blog, dia sim, outro não.
A gente também se ausenta porque se aliena a uma situação da qual se faz necessária, porque assim será melhor...
Encontro-me na Universidade e , num momento de pausa, dou as minhas notícias com um tom de quem, sem querer querendo, apenas marca sua presença.
Confesso, leitores, que o dia a dia e os ventos soprando em uma única direção não me estimulam e , muito menos, me trazem inspiração.
E a vida lá se vai mundo afora da maneira que haveria de caminhar. Sem novidades no campo pessoal, com as manifestações políticas das quais não faço parte, pois sempre estive reservada e não abro a boca para escancarar o que penso. Isso, em situações que nem sequer estou por dentro e nem por fora. Procuro me fechar, como assim faço no plano pessoal, quando o melhor é ficar na minha...
Aprendi tarde , mas assimilei o que a idade madura me foi capaz de ensinar. E que os meus leitores entendam bem o que digo abertamente e, também, nas entrelinhas. Caso contrário, aguardem um pouco. Depois venho, quebrando paradigmas e suscitando interrogações. O bom sempre vem depois, não é amigos leitores, familiares e tantos mais do Brasil aos Estados Unidos?

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Sem querer....


Foram muitos os leitores que disseram ter sentido a minha falta no Dia dos namorados. Por certo, esperavam que eu falasse de amor, através dos meus textos. Concluí, pelo número de manifestantes, que fiz falta.
Na verdade, na verdade, nem eu sei o porquê dessa minha lacuna. Quis talvez deixar que cada par de pombinhos fizessem o seu ninho dentro dos seus moldes e à sua maneira.
Para mim, Dia dos namorados é todo dia e , não, dia sim e outro não. Não deixei que chegassem em minha consciência os motivos de minha falta. Logo eu, casada há vinte e nove anos, exemplo de um matrimônio que se fez consolidado, contrariando todos os desenlaces que acontecem no atual dos dias...
De qualquer forma, prometo no próximo ano fazer uma crônica neste dia e neste meu espaço, falando de amor, de carinho, de cumplicidade, de eternas juras, de comemorações, do amor em todas as idades. Com certeza, vai bombar. Já idealizei os passos do texto e , sem maiores pudores, vou falar de tudo que penso, imagino e muito mais. Valha-me Deus!!!!
A tarde nebulosa está serena, mesmo com todos os temporais. Procurei fazer dela um jardim de encantos. Depois de frustrações e de decepções desenfreadas, a gente aprende a viver o melhor dos melhores, deixando um passado para trás, pois aí é o seu lugar com direito a retornos para os desalmados. Dizem que Deus tarda , mas não falta.
Encontro-me no meu quarto, quase uma jaula. Aqui eu durmo, eu leio,vejo os meus programas de televisão, sorrio e choro... Como Fernando Pessoa, canto em prosas e em poemas uma dor deveras dor. Também, nestes momentos, finjo o que não sinto...
Mas, a vida não deixa de ser interessante sob certo ângulo. E sob outros prismas, a maturidade me fez saber criar mecanismos de defesa. Ganhei mais do que perdi. Tenho uma lição de vida, que os bons e os maus me ensinaram sem querer...

terça-feira, 11 de junho de 2013

E sem a lua cheia...

Sento-me diante do computador na quase vã esperança de dedilhar algum texto, cujas palavras saem do fundo do meu coração. E que coração, mazelado e vítima das injustiças , que nem a pena e o dó fizeram os homens amortecê-las.
Ouvi ontem de amiga e colega do trabalho que mergulhava nas minhas crônicas de corpo e alma. São palavras assim que enaltecem qualquer escritor....
ÀS VEZES PENSO EM ESCREVER MENOS. Como, no entanto, tenho muitos e muitos leitores que chegam a mim para dizer que esperam todos os dias o meu texto, fico estimulada e, até, vaidosa. E quem não ficaria?
Voltei do trabalho um tanto recaída, apesar de antibiótico que venho tomando por ordem médica. Não me abato e toco o barco adiante.
Chega a noite e eu me vejo, mais uma vez, sozinha pelas circunstâncias habituais. Deito sobre a cama e deixo que os meus pensamentos voem longe, no tempo e no espaço. Envolta nos meus lençóis de cetim, acabo por me sentir, talvez, o que não seja. De qualquer forma, verdade ou não, é muito bom sonhar. Observo todos os cantos e recantos e me sinto como se os meus aposentos me dessem a sensação de estar bem...
A minha sensualidade estética fala alto e entre realidade ou ilusão, percebo o quanto é bom viajar em torno do nosso próprio quarto, já dizia escritor famoso. A imaginação cria asas e eu me transporto, tal qual uma andorinha, sentindo o gosto e o cheiro do vento.. Abro, como sempre, o meu janelão e quase ouço o barulho das ondas do mar. Tudo isso me refresca a mente....
Vida, vida minha!!! quisera poder escancarar todos os meus sentimentos e pensamentos, sem pudor e sem medo, sem chocar e sem criar qualquer tipo de abalo emocional, mas com a consciência de que o moral vale mais do que o legal, momentaneamente é lógico....
Sinto que enquanto falo que sim, há um lado dizendo que não. Mas, um dia, espero ter a espontaneidade de narrar fatos, tristezas e assédios de que já fui vítima. Danada é essa tal de política de privacidade que impede o indivíduo de sair do âmbito de suas verídicas sensações, percepções e acontecimentos...
Não existem estrelas no hoje do meu cantinho... Contento-me com um céu azul e branco e peço a Deus que no dia que partir seja sem as estrelas e sem a lua cheia....


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Só para inglês ver...


A trancos e barrancos, escrevo hoje ainda vítima de infecção respiratória que me tirou de tempo no sábado anterior. Encontro-me na Universidade, onde cumpro o "desiderato" das minhas obrigações.
Mas conversa vai e conversa vem, falo aqui rapidamente sobre o meio ambiente, matéria que está na ordem do dia.
Acrescento a esse tema, a reportagem que vi ontem sem muita concentração, devido à debilidade do meu corpo, passada no Rio de Janeiro onde a sujeira está tomando vultos. Achei interessante, visto que pretendem colocar fiscais que possam estar presentes no momento em que alguém sacode algo no chão, além da alienação do povo quanto às fezes dos cachorros, ofensivas a toda sorte de doenças no ser humano. Achei interessante e inacreditável. Pelo visto, a polícia terá que estar presente. Será que tudo isto vai ser verdadeiro?
Faço uma pausa nas minhas atribuições para não perder o fio da meada.
Mudando de ares para bugares, deixo registrado aqui a minha louvação e o meu contentamento pelos estímulos, comentários e e-mails recebidos sobre a minha última crônica, batendo recorde difícil de ser computado. Tudo aconteceu, conforme previu o meu esposo. Disse ele , quando leu, que iria bombar. Palavras sábias...
E o dia vai seguindo o seu trajeto, com um tempo que oscila entre chuva e sol. É assim que se dá o nosso inverno. Oxalá, não tenhamos mais chuvas em tão grandes proporções, como aconteceu há poucos dias.
Vou seguindo o meu caminho, com afetos e com desafetos, acostumando-me com as condutas injustificáveis, mas a gente sempre se adapta e convive bem com o bem e com o mal, esperando dos outros uma tomada de consciência.
Só não sei, leitores, se tudo isso é só PARA INGLÊS VER.... Valha-me Deus!!!!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Transformada numa bailarina...


A vida é um espetáculo. Bom ou não, deslumbrantemente inusitado, surpreende e cria emoções, expectativas ou, até mesmo, decepções.
Traiçoeiro ou fiel, leva as criaturas de bom coração a acreditarem sempre. E nunca deixa de ser uma fraqueza da alma humana, acolher quem lhe chama, mesmo sem a veracidade das palavras e a sem a certeza cristã das chamadas feitas. A gente ouve, cala e esconde em seu mais profundo ser a inegável verdade de que fomos tolos ou muito caridosos, onde a caridade não cabia.
Esperei a noite para consolidar os meus sentimentos de pureza, dando o perdão, posto que nunca será demais.
Na varanda , ouço uma música e me transporto a diversos lugares e inumeráveis tempos passados. Dou lugar aos sonhos e aos meus propósitos. Sempre é bom se atirar na experiência que nos levará ao apogeu de tantas alegrias e de tantos esquecimentos. Só não quero ser enganada....
Hoje, a noite está mais esplendorosa. As chuvas pararam por um tempo. A música continua a ecoar em meus ouvidos. Tal como uma estrela, vibro com as canções, penso de forma diferente e idealizo toques de muita solidariedade e de cumplicidade.
O momento é especial , ou quase, especialíssimo. Devaneio e deixo vir a mim as imagens do que me parece esplendidamente alucinantes. E é no auge dessa forma de me transportar que vou às lembranças da adolescência, onde muitos fatos ainda eram lúdicos.
Vejo-me transformada numa bailarina, tal qual o meu desejo. A vida retroagindo no tempo pela sensação espiritual. Sinto-me bem...

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Da forma que me convém...


De repente, descobri-me um tanto só. A tarde friorenta e chuvosa deu-me uma sensação de ser mais comprida. Um toque de nostalgia, de melancolia e de saudades.
Chega o inverno e a gente se entrega a um sentimento de alguma apatia pelos atropelos e pela solidariedade com a tristeza alheia dos pequenos que sofrem com os estragos.
Com certeza, senti-me hoje um tanto só. A energia diminui e as pequenas alergias de que sou portadora, fazem morada e amolecem um pouco o meu corpo todo.
Ainda bem que a essa altura, já aprendi muito com a vida. Dessa forma, ultrapasso atoleiros, esqueço os que não me querem e até me coloco em situação de total desprendimento diante das filigranas que, por vezes, são transformadas em perturbações. Para mim, não....
Trabalhei-me o quanto pude para estancar o choro que, por vezes, já me corroeu e me levou as mais convulsas lágrimas. Desse tempo, não tenho saudades e , ainda, afasto possíveis arrependimentos pelas tristezas atrozes advindas daqueles que não têm coração. Só não quero pensar nos insensatos, frios de ânimo e quase déspotas. Tempo que se foi, não existe mais....
Trancada em meu quarto ornamentado por finos lençóis brancos com grandes rosas vermelhas, me deleito e me deixo relaxar toda. Afinal, afinal, já percorri a tristeza, a saudade, e hoje sou um misto de uma fidelidade ao amor por mim mesma e pela minha pequena constelação familiar.
Afastada da maldade alheia, dos encontros fatídicos e dos desencontros, sou eu da forma que me convém....
Que os outros sejam os outros!!!! Mesmo os que já foram meus, pois a vida dá suas voltas e ainda està por girar...e que duvidem os inocentes!!!!!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Silenciosamente, eu mudei...


Há algo em mim que, silenciosamente, mudou. Não precisou que alguém me alertasse e, muito menos, que os percalços dirigidos fossem a causa maior.
Há algo que, silenciosamente, mudou. Esqueci tanta coisa que outrora me fizera tão bem. Deixei de lembrar porque assim foi necessário. O tempo foi o maior dos meus mestres. As decepções inusitadas as grandes doutoras.
Neste momento e em outros, não sinto, como nunca senti, o mal de uma conduta. A vida me fez melhor. Ela me fez esquecer e perdoar. E é esta sensação de amor , de doação e de solidariedade que eu guardo no mais profundo do meu ser.
Silenciosamente e devagarinho, eu mudei. O sofrimento me fez maior. Tento, por vezes, ser menos alienada e não consigo. Nada, do que não foi bom, me provoca rancor, mágoas e nem mesmo tristeza...
Vez ou outra, surpreendo-me comigo mesma. Grande sensação de esquecimento. Momentos vividos com amargura, não me tocam mais. Sinto que a vida é a vida, ensinando e mostrando os caminhos a seguir.
O hoje não mais é reflexo manifesto do ontem sofrido...
Já convivi com muitos. Aqueles que se foram da minha trajetória pela maldade humana, foram guardados no porão de meus esquecimentos. Que bom que foi assim.
A solidão da tarde já não é nem mais solidão. Busco sempre preparar-me bondosamente , pois amanhã o dia é seu, amigo meu ou não....Estou em outra. Silenciosamente, eu mudei.

* Uso um linguajar simples, posto que estou escrevendo de forma espontânea, despreocupada com o silêncio ou o grito dos mortais...

sábado, 1 de junho de 2013

Já quase me bastava...


Até que hoje à tarde pensei um bocado. Na tentativa de adormecer, não consegui. Pensamentos que perseveram , chegam, às vezes, a atormentarem. Aqui e acolá, precisamos tomar decisões que não são fáceis.
Li um Depoimento de uma pessoa que estava no final de vida. Esta leitura me comoveu , visto que havia uma conformação tão nítida que difícil se torna entender a morte como registrou essa senhora. Descreveu a sensação de um final de vida como algo tão normal como , na realidade, deveria ser. Difícil entender e, para muitos, quase todos, aceitarem.
A trancos e barrancos, afastei essa leitura e fiz um parâmetro com o final de algumas fases que, querendo ou não, temos que enfrentar.
Encerrar uma jornada não é fácil. Imaginações, pensamentos e consequencias se delinearam em minha mente. Acho que estou partindo para o final de uma carreira, com receios, com medos e com pavores. Tudo isto me tirou o sono.
Lembrei-me de olhar o mar, como quem quer buscar e rebuscar momento de devaneio. Descansar o espírito e sentir a brisa. Não entendia o muito que eu desejara compreender.
Fiz a mim mesma muitas e muitas perguntas. Respostas evasivas me deixaram como um barco à deriva.
Encerrar uma jornada traz com ela algumas dores e, pior que isso, uma indefinida sensação de estar certa ou não. E por que não? Perguntas ficaram sem respostas jogadas ao vento.
Não, não entendia muito do que queria saber. Caí, tropecei, levantei, mas não estava bem. Terrível sentimento de angústia acompanhava uma ansiedade muito difusa. Valha-me Deus...
Voltei para casa e adormeci, com pesadelos e com sonhos esquecidos. Precisava encerrar uma jornada. Sem saudades e sem temores. Já aprendera muito com a vida e esta maneira de viver já quase me bastava...