Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

terça-feira, 31 de maio de 2011

CANTAROLANDO COMO UMA CRIANÇA FELIZ....


Quero agradecer aos e-mails e comentário único no blog, mas especialíssimo, recebidos por mim. Todos faziam alusão a minha crônica AINDA CREEM EM DEUS...., numa louvação que, sincera e realisticamente, não esperava tanto. Superou às minhas expectativas e tal fato me fez sentir, como autora do texto, extremamente feliz.
Estes elogios partiram de amigos, que deram os seus nomes e pelos , quase, anônimos. A família já é, para mim, a certeza das certezas, sem necessidade de pronunciamentos manifestos. Nesse momento, sinto a falta do meu pai e de minha mãe enferma. Muita falta!!!!
Confesso, leitores, que fiquei tão emocionalmente agradecida que saí nas ruas cantarolando como uma criança feliz aplaudida pela sua apresentação em palco.
Todo escritor gosta de ser lido. Isso é inegável. É como se alimentasse o ego e servisse de sustentação aos seus escritos, estimulando e lhe dando crença nas crônicas que haverão de vir.
Mas, esta tarde estive lendo um livro de AGATHA CHRISTIE, O Incidente da Bola de cachorro. Ainda , iniciando a leitura ,estou numa fase em que não posso me pronunciar por inteira e nem pela metade...
Como já disse e, agora ,reitero, por vontade pròpria, não entro na área profissional de outrem , evitando cometer um errinho aqui e outro ali. Ficaria constrangida com uma situação desse porte.
Mas, confesso, leitores, que meia volta, volta e meia, me vejo estudando não só a Psicologia como adentrando nas áreas de Medicina e de Direito.
Dizem que de médico, todos têm um pouco. Quanto à justiça, precisamos saber alguma coisa. Se me vejo atacada ou incriminada, digo cá com os meus botões: vou procurar um bom Advogado, em quem eu depositarei a confiança de que preciso para me inocentar, já que fui agredida. Tudo isto é suposição...
Evidentemente que nascida dos pais , essencialmente, de um pai advogado, não precisava tocar neste lugar comum.
Já é óbvio que os Diplomas da OAB , somente eles, dão ao indivíduo a força de LEI .
Nunca passei por algo que me provocasse temores. NENHUM. Na maturidade é um trunfo ser quem sou eu. Não precisava propagar, mas digo por orgulho.Todos podem, segundo a minha pessoa, um dia só, ser um pouquinho orgulhoso . Perdoem se me auto elogio e abro essa polêmica.
Interessante, que o lema de John Curran foi sempre: EVITE A JUSTIÇA, SEMPRE QUE POSSÍVEL.
Li isto hoje à tarde. Sempre achei assim , como os sensatos e os sabedores consequentes!!!
Deus seja louvado!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

AINDA CREEM EM DEUS.....


A noite chegou tão de mansinho, que do meu quarto tão escuro , quase, não acreditei.
Na varanda, tive a confirmação. A escuridão e a ventania, típicas do horário, foram o suficiente.
Estava tão exausta que adormeci por volta das dezesseis horas, achando que o cochilo fosse apenas o necessário.
Qual o quê, a noite chegou de mansinho, ou não. Quem sabe o meu sono profundo não me levou a pensar assim e, até, a me iludir com o que era tão verdadeiro, quanto imaginável.
No céu, as estrelas piscavam e o tempo se preparava , com os seus ares de chuva, para mais um anoitecer.
É tempo de inverno e a nebulosidade aguçada nos deixa em estado de alerta para as chuvas ou, até mesmo,para os reluzentes relâmpagos e trovões.
Preparo-me para retornar a uma etapa da minha vida que, neste momento, tornou-se uma incógnita, com tantas voltas e reviravoltas. Com tantas incompreensões e muito mais....
O meu coração, levemente, muito levemente,vai se preparando para enfrentar o que nem sei poderá ser um prazer ou uma labuta gratificante.
Procurei preparar o meu coração. Que ventos rolem para o bem, não permitindo , a mim, uma única opção de suportar o que um coração, bom de sentimentos, teria que suportar.
Mas, mudei e mudei muito. Mudei física e emocionalmente. Há um quê de ousadia no ar, que chegou tarde demais....mas, chegou.
Tenho passado por fases que, maléficas ou não, vou enfrentando com altivez e com a certeza que o mal nunca vence o bem.
Costumava um colega meu, médico, espirituoso e amigo, me chamar de garotona.
Tempos, tempos bons e saudáveis. Veio , depois, um vendaval de injustiças, aqui e acolá.
E a garotona , mesmo tardiamente, cresceu e , hoje, é mulher de verdade, não importam os batentes que subiu na sua feminilidade notória e no seu comportamento tão valente, quanto justo...
Se fui clara para todos, não sei. Mas, houve quem entendesse que,agora, comigo, BRINCAMOS DIFERENTEMENTE.... Vou à luta com o peito aberto e o meu coração comportado. Não importa se você e outros, ainda, creem em Deus!!!

sábado, 28 de maio de 2011

CÚMPLICE DOS SEUS CAPRICHOS....


Que dia puxado e regado a muita correria, em busca de utensílios domésticos. Tive que me recolher à noite.
Acho que, afinal, não sou de ferro sempre.
O sono dá sinais de que hoje me pega. Ainda assim, sentei-me para postar um texto, cumprindo a minha, quase, obrigação de escrever diariamente.É muito setenta, meu falecido pai!!!!
Até, durante a novela, dei os meus bons cochilos que me fizeram viajar a lugares distantes. Ai vieram os sonhos. Pareciam muito mais reais do que ilusões.
Na certa, fui a Europa, assunto da ordem do dia em minha casa. Lembro que Paris é mesmo linda e deslumbrante. A Inglaterra, com tantos turistas, me impressionou. Foi o casamento do Príncipe. É muita honra, com direito a retratos no local e "souvenirs " para lembranças.
Fiquei consagrada em Praga, na Capelinha do Menino Jesus de Praga.La comprei todos os Terços que desejava e lá vem Lisboa com seus Fados e seus encantos.
Interessante a vida. Tudo que falei, já havia escutado. As impressões ficaram tão fortes, que juraria ter viajado. Ainda teve Berlim, que tanto "me" impressionou: o Muro , onde o povo era morto, e a tristeza da história que por lá ouvi.
Mas, leitores, tudo não passou de sonho. Nada foi real, a não ser a certeza de que tudo eu ouvi, realmente. Mas, nem viajei e nem vi. É demais...
Tenho, assim, muito a contar, pois afora o sonho , fui ouvinte deste belo passeio que pessoa muito amada fez....
Penso que tomei meio banho de civilização, no bom sentido. é lógico.
O meu extremado banho foi agora, com tudo que tive direito...
E lá se vai o meu cotidiano, contado em crônica. Um dia, haveremos de trocar idéias, frente a frente, e de sermos Eu e vocês....sem pudor, sem esconderijos, sem timidez e sem recatos. Vocês já me conhecem muito. Quero, agora, ser cúmplice dos seus caprichos....

sexta-feira, 27 de maio de 2011

NEM SEMPRE É DE GUERRA....


Há uma dùvida no ar. Sentei-me aqui e nem sei se vale a pena postar alguma crônica, diante de uma série de informações e de formações que se acumulam na minha mente, dando uma espécie de interrogações que me deixam em conflito.
Estou só. Também, não é difícil acontecer numa família de tres, onde minha filhota, já advogada, vai curtir a noite e o meu esposo fatigado de tanto medicar, acaba cansado e com sono.
A sexta feira, para mim, NEM SEMPRE É DE GUERRA, como dizia um amigo meu, médico, colega de uma Clínica onde formávamos uma equipe multidisciplinar.
Velhos tempos estes, que me dão saudades. Houve uma época em que tudo era florido para mim.
Tinha mesmo que me casar com um médico. Namorei somente médicos. Acho, até, que ,inconscientemente, essa profissão tão linda e humana era o pre requisito para a atração. Valha-me Deus, como gosto de Doutores, com Doutorados ou não...Com todas as minhas Leis de Gerente de Pós Graduação, Médico é Doutor e muito....muito mais....
Mas, falei, inicialmente, que há uma dúvida no ar. Com isso , posso passar de um assunto a outro, sem proibições...
Hoje estive pensando no ser humano e na sua dualidade, tantas vezes presente. É que o meu amigo , após me fazer afagos, sem malícias, terminou mostrando uma face que me decepcionou e muito.
Já falei que estou em outra fase e estou. Mas, hoje imaginei e controlei o meu impulso de reação emergente. Neste momento, senti que do jeito que sou agora não havia condições de modificar o quem sou eu.
Há , muitas vezes, em nós, uma decepção presente e um conhecimento maior dos outros, quando estes se escancaram.
Pesando e medindo, mais vale o segundo. Estou em paz comigo mesma. Será que é certo ser uma e , ao mesmo tempo, ser outra?
Tenho que sorrir um pouquinho. Quem não se afasta do estresse é um tolo, não é meus leitores?
Já deu para cumprir a minha missão . Parece, até, que como o meu pai, tenho uma coluna diária...
Estou bem à vontade, não importa se faz frio ou se faz calor. Faço o que quiser, quando quiser. E chorem, os impensados....Imaginem, os calorosos!!!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

TODOS OS DIAS....


Quando a gente estuda Psicologia e lá se vão muitos anos quando fiz o curso, ficam incorporadas algumas palavras que não esquecemos e sempre estamos a utilizá-las.
Lembro-me de várias, mas como o meu texto diz respeito ao termo LIMIAR, deixo que ele fique em evidência e bem notório.
Abordando, assim, esta temática, fico a imaginar como era baixo o meu limiar para suportar palavras ásperas, quando me eram dirigidas, e o quanto me derretia em lágrimas e ficava temerosa de tudo que pudesse me amedrontar.
Os anos passam e a maneira de ver o mundo e de agir mudam de uma forma surpreendente.
Hoje, já uma mulher madura recheada de experiências, sinto o quanto o meu limiar subiu, numa escala considerável de zero a dez, ficando num ponto nove, que já não me aterroriza e nem me põe medos infundados, é óbvio.Coloca óbvio nisto...
O pior, meus leitores, é que esta transformação, geralmente, não é sentida pelos outros que veem o mundo diferente, mas não concebe que o seu companheiro da mais tenra idade mudou, também: em gênero, número e grau. Tanta tolice e tanta inocência!
Escrevo esta crônica com uma rapidez incalculável, como falava o meu saudoso pai. É que preciso sair por problemas particulares, tão particulares, que seriam sem graça deixá-los à tona..
Mas conversa vai e conversa vem, estou num patamar que me sustenta de agressões e de ´rebeldias, advindas daqui e dali. Com um limiar com nota nove, como classifiquei, mudei a minha postura e cresceu o meu bem estar físico e emocional.
Tenho um médico que , além de me tratar fisicamente, me dá tantos conselhos que me fizeram ver a vida com outros olhos, olhos de quem quer viver em paz.
Tenho, até, vontade de ir repassando, para quem se interesse, as abordagens do doutor.
Em um mundo conturbado, quem não quer deixar para lá a possibilidade de um evento coronariano!!!!
Comecem por um bom regime e ouçam lá: o meu café da manhã foi , hoje, suco de laranja e gelatina de dieta de morango.
É a vida ensinando todos os dias..... E, eu, aprendendo a cada dia....

quarta-feira, 25 de maio de 2011

OUSAR DISTINGUE.....


"Quem vive sabe" (Clarice Lispector): estamos vivendo um momento de completas contradições, onde o acreditar de hoje pode não ser mais o de amanhã.
Tenho, nos meus conceitos de valores, a fidelidade à minha autenticidade e não ouso dar voos tão altos, quanto injustificáveis.
Evidentemente, que , encontrando-me comigo mesma, vou tomando decisões que cabem ao momento. As mudanças dos fatos ou dos atos justificam, por vezes, as mudanças de atitudes. Há, no entanto, uma moral , que não muda, posto que incorporada.
Só não deixarei que a passividade tome conta de mim...
Já experimentei muitas coisas, passando da alegria ao desespero. Estas experiências têm me servido de base para que eu encontre mil razões para mil atitudes.
Tenho em mim procurar a verdade, mesmo sendo aquela que , quase, me ultrapassa.
Escrevo muito sobre a solidão. Acho que não constitui o meu tema central, mas, muitas vezes, é a minha motivação e, até, a minha força maior.
Não posso demarcar , como regra geral, que a felicidade não existe, mas sou quase adepta de que a felicidade, implicando felicidade plena, talvez, seja inexistente. Falo muito em um contentamento e numa paz, muitas vezes, transitória.
Não sei se já deu para serem notadas as reticências, que sempre coloco, cá e acolá. Com isso quero , sempre, dar o direito a imaginações várias.
Quando não conto o que sinto, fato, relato os meus pensamentos. São atos que preenchem o meu cotidiano e, quem sabe, ajudam o próximo. Oxalá , seja desta maneira.
Estou sempre no meu lugar, nunca dando motivos para que outrem se sinta prejudicado.Também, se tenho direito ao grito, grito forte e melodioso.
Não me considero especial, mas , meus escritos não têm passado despercebidos.
É a tal coisa do escritor: ter sempre adjetivos esplendorosos e a vontade de usar termos suculentos, para incentivar os leitores.
Acredito que ousar distingue e por que não?
Postado por Eliana Pereira às Quarta-feira, Maio 25, 2011 Postar um comentário

segunda-feira, 23 de maio de 2011

EU CHORARIA MUITO MAIS....


Já sofri por antecipação. Já tive medo do nada. Já "encuquei" sem razões... Sempre cumpri as regras e , principalmente, as leis. Quem não haverá de assim fazer?
Estou num estado, se não de nirvana, pois já seria demais, porém trabalhada, dedicada a minha vida e debruçada sobre os livros.
Quero morrer aprendendo. A ignorância me afasta, posto que não suportaria me entregar ao cotidiano, vivendo , apenas, de disse me disse ou de brisa forte.
Hoje, após a minha caminhada, trajada à carater, como manda o figurino dos grandes estilistas esportivos, fui parar na cama.
Já era tardinha. Deu-me um sono irresistível e eu dormi tanto, que só um telefonema, oferecendo Cartões Bradesco , fez-me acordar.
Foi um sono pesado, mas que me mostrou um instante de pesadelo, onde a minha mãe me chamava e CHORAVA ao mesmo tempo. Acordei aflita. Não fosse o telefonema do Banco, talvez, tivesse chegado ao final do sono ou do sonho. Quem sabe , ela não me fizesse alguma revelação.
E, agora , mama : estou resistindo a uma decisão tomada na terapia. Tudo tem os seus limites. Já fiquei sequelada pelo fato que me levou ao Santa Joana. Já teve quem se atormentasse , com arrependimentos. Não, não posso, minha mãezinha. Venha , em sonhos, me ver e falar comigo.
Não, não chore. EU CHORARIA MUITO MAIS....

domingo, 22 de maio de 2011

EU SOU ASSIM....


Difícil acreditar em tantas artimanhas de quem já passou da adolescência.
Para tanto, uso os meus conhecimentos psicológicos que me permitem uma aceitação positiva incondicional.
Acordei em plena madrugada. Esse lugar comum já não espanta e nem me mantém em alerta.
A gente termina por se acostumar a tudo, até mesmo com os comportamentos exdrúxulos que poderiam causar pânico.
Tudo que é hilário, mal pensado e mal formulado terminam por se tornarem um motivo de espetáculo, como dizia o meu pai. Que ele nos ouça. Tão ciente está do que acontece na terra, com gregos e troianos. Será?
O domingo termina sem nada de relevante, aliás o final de semana todo.
Passeei, sorri, fui às livrarias. Afinal, aproveitei o suficiente ou mais ainda, considerando que os serviços domésticos, tão saboreados por mim, me tomaram um pouco do meu tempo. Faz parte , agora, do meu cotidiano deixar a minha casa muito arrumada, satisfazendo a minha sensualidade estética que me persegue.
Com tantos passeios e devaneios, ainda me lembrei de você, menina de mais de cinquenta.
Esquecida de que a vida não espera pelo tempo mastigado com asneiras, deixa o momento passar sem pudor e sem possibilidade de arrependimentos.
Ainda bem, que estou sentada na poltrona dos, quase, esquecidos. Não prejudico
e nem sou prejudicada. Mantenho-me neutra e me dou por muito querida.
Valha-me Deus: na madrugada vale tudo, até os pensamentos variados que saem de nossas mentes, sem censuras e sem , muitas vezes, congruências.
Eu sou assim e não quero mudar. É dessa forma que sou amada e que, talvez, me iluda com palavras belas...
A ilusão , também, serve para alimentar o ego.
TUDO MUITO REAL SERIA UM DESMANTELO....
Pior seria a amargura, que eu não tive, pelo desamor...... Tudo foi passageiro e, como tanto, a dor foi TRANSITÓRIA....

sábado, 21 de maio de 2011

UM OLHO NA MISSA E OUTRO NO PADRE....


Um olho na missa e outro no padre. Isso vem se repetindo com todos, ou quase todos, que comungam dessa vida mutável e desordenada.
Acabei de chegar do Restaurante, alegremente. Não estou só, mas confesso que a minha contingência de ter o sono retardado, acaba por me deixar num estado de solidão. É uma hora em que compartilho os meus compromissos por escolha e não por exigência.
E lá vou eu, de emoção em emoção, curtindo o meu pensamento sempre á base de sentimentos bons.
Devo aos meus pais esta incorporação e à minha filha, a lapidação.
É a tal coisa: aliada a esses sentimentos , aprendemos tantos conteúdos, uns com outros, aqui em casa, que acabamos por entrar na área do outro, falando termos médicos, psicológicos e advocatícios.
Mas, é olho na missa e outro no padre. Nada de querermos nos revelarmos sem orientação e , muito menos, como diplomados no que não somos.
Em mim, há um receio de me mostrar, com segurança, um profissional verdadeiro , quando tudo não passa de um amadorismo.
Tenho andado esperta e um tanto diferente. Acredito que a minha nova imagem me deu uma forma de agir mais leve e mais eu. Também, nada de pressão alta. Que bom!!!!
Tinha que ser assim. Para quem não sabe, tive um evento no meu coração: o famoso e conhecido infarte.
O meu regime alimentar e o meu tratamento medicamentoso rígido, aliado às caminhadas diárias só poderiam me deixar bem modificada. Além de tudo, a orientação médica e psicológica. Como não me tornar zen?
Acho que depois da luz vermelha, o alerta acendeu e eu me conscientizei mais do que pensa quem não me acompanhou.
Naquele momento, senti tanto a falta da minha mãe, tão forte como sofridamente, por mais que eu procurassse relaxar e esquecer, sem querer esquecer.
O frio toma conta de mim. É sabido que uma temperatura mais baixa nos deixa mais preguiçosos e, por vezes, mais melancólicos.
Já falei , no entanto, que agora estou sem apego, sem melancolia e sem saudade. "A ordem é desocupar lugares. Filtrar emoções."( Caio Abreu.)
Leitores. foi difícil, mas não é que tão esperta, quanto muitos, aconteceu.
E, hoje, com banho e tudo , lá me vou eu contar carneirinhos. É um olho na missa e outro no padre, inversamente mesmo. Dará no mesmo o caminho da minha resposta matemática, que eu tanto amei!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

ESTE SEMPRE NEM EXISTE....


A tarde foi diferente. Sonhei, com tanta realidade, que vivi o momento com todos os meus sentidos.
Não consigo ficar sem pensar em você, mamãe. Aquelas nossas conversas, só entre nós duas, ficaram interminadas.
Hoje, por força de Deus, possivelmente, consegui terminá-las com tanta certeza ou quase certeza, que alimentou a minha alma ,no momento do sonho. Pelo menos isso.
Por força de contingências, estamos um tanto distantes. Mas,como se sabe, mãe não deixa os seus filhos, por mais que a distância física forçada imponha o fato.
Além de tudo, mama, seja onde você estiver, hoje ou, melhor, amanhã, você entenderá , possivelmente, como suportei não ter você, tão,antes, abnegada a minha pessoa de todas as maneiras possíveis e inimagináveis.
Tudo isto pertenceu só a nós duas.
Ando parecendo independente, ou melhor, curada e ajudada por uma terapeuta que me deu condições suficientes para mudanças. Sem tanto, mãe, você vai entender,um dia, o quanto estaria às portas de novas topadas e, aceitando, porque não haveria como não deixar de aceitar, estar nas mãos de Deus.
Na verdade, estou vivendo de forma muito diferente. Gostaria de conversar tudo isto com você, frente a frente,como em tantos dias que nos regozijávamos com todas as minhas confissões.
Você , sempre, me disse que era eu quem lhe contava todas as coisas. Éramos de uma cumplicidade a olhos vistos...
Mas, agora, mama, rezo o Terço. Não deixaremos de conversar para sempre.

ESTE SEMPRE NEM EXISTE....

E, nós, seremos o que, talvez, nem os outros sejam capazes de entender...
O que hoje você não sabe, será o amanhã quem lhe "contará"...
Amo você, de todas as formas!!!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

FILTRANDO EMOÇÕES....


Pensara hoje ter um bom sono esta tarde. Qual engano! Nem sei o porquê desta excitação, que me deixou inquieta.
Após uma boa caminhada, cheguei no ponto para tirar uma soneca. Um milhão de sentimentos se misturaram e eu terminei acordada , pensando em tudo, menos naqueles que não eram merecedores. Acho que este sentimento de ingratidão acontece, se não em todos, pelo menos em sua maioria. Não sou exceção...
Tenho lido muito e aprendido bastante. Numa dessas leituras do autor Caio Fernando Abreu, me deparei com uma frase, que me deixou pensativa:" SEM APEGO. SEM MELANCOLIA. SEM SAUDADE. A ORDEM É DESOCUPAR LUGARES. FILTRAR EMOÇÕES."
Sensitiva como sou, não foi fácil filtrar as minhas emoções. Com tantas pessoas a se comportarem de formas diversas, estive ã beira de um colapso.
Mas, sabe, leitores amigos, ouvi de um famoso cardiologista que às vezes é preciso dar uma topada para acordar.
Já havia levado a minha, já havia acordado em parte e, com uma boa dose de inteligência emocional, fui filtrando, uma a uma, as emoções mais fortes, que me fizeram chorar de tristeza e de melancolia.
Hoje sou , como disse Caio Abreu, sem apego, sem melancolia e sem saudade.
Não sei, até que ponto, me tornei indiferente. A vida ensina com a alegria ou com a dor. Já aprendi muito...
Posso dizer que sou outra mulher. Enganam-se os que insistem em não acreditarem. É que mudanças radicais, mesmo acontecidas a longo prazo, provocam choques.
Nunca estive tão na minha, nunca acreditei tanto em meus valores e na minha auto-estima. Não sinto arrependimentos. Enfim, estou em paz comigo mesma.
Cuidando do meu físico e do meu emocional, já houve quem me tecesse elogios.E que elogios! Vocês, ainda, haverão de concordar, ou não.
Sinto que subi uma escada devagarinho , mas subi. Levei a topada e me levantei.
Alerta a tudo e a todos, me desapeguei do que, emocionalmente, me doía, tornei-me alegre e a saudade saiu de mim.
Que os espertos reflitam como eu fiz. No momento certo, virem a página da vida.
Penso que "se não posso mudar o meu começo, posso fazer o meu final."
A frase não está escrita na íntegra. Com tudo isto, transmiti a mensagem.
E o melhor de tudo: sei, agora, filtrar as emoções. Que mais quero eu?
Com este coração sob domínio...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

PELO MENOS DIGNIDADE....


Um tanto de repente, descobri que o meu quarto, hoje , havia se trans formado num escritório. Nada falta, ao contrário dos que pensam alguns. É até engraçado ouvir e, muitas vezes, deixá-los assim pensando. Triste ilusão.
Um dia, respondo à altura como merecem os sabem lá o que...
Mas, depois de tanto ler e estudar , comecei a refletir sobre a Educação nos últimos tempos. Imaginei que, até, podemos dizer que há uma espécie de traição no educar. Paga-se mal aos professores, as escolas, tantas vezes, ameaçam cair, livros são retirados das Bibliotecas porque falam em personagens que sugerem racismo e cantigas saem do contexto porque provocam medo.
Aí me interrogo se é certo ou incorreto? Acho que o medo faz, até, parte da existência, posto que pode ajudar o indivíduo a enfrentar. Porventura, provocaria, apenas, o afastamento das pessoas?
Não falemos em terrores e nem violências. Quem sabe o medo natural não seria saudável?
Sem me aprofundar na Educação, acho que esta, principalmente, na infância e adolescência, são, quase, uma utopia. Coloca utopia nisto...
Esta noite me leva a vários pensamentos. As leituras me conduzem aos temas. Entro no aspecto social, deixando mudar o tom pessoal das minhas crônicas para abordar assuntos que estão em pauta.
Âs vezes, escrevo alegre e esperançosa. Outras, escrevo sentindo uma dor que dilacera a minha alma. Já vi cenas que me tiraram o sono. Mães de tenras idades com os seus filhos , catando o lixo e comendo o que encontra, como se saboroso fosse. Pareciam contentes...
Penso que eles comem o lixo e nós engolimos, ruminando o lixo moral, muitas e muitas vezes. Continuamos as nossas vidas, como se nada tivéssemos a ver.
Há uma luta que se trava dentro de mim, para não cair na falta de esperança, na descrença que conduziria ao pior.
Deixo claro, também, que, mesmo maduros, estamos, ainda, a aprender com a alegria e com a dor...
Sinto que estou preocupada. O sono está me conduzindo a terminar o texto.
De qualquer forma, devo ter deixado uma mensagem. Isso me dá uma tranquilidade. Pelo menos, devo ter plantado uma árvore e vocês, leitores,estão vendo o meu lado social, que clama por Justiça e, se não por igualdade (que não existe ou não existirá), pelo menos dignidade!!!!

sábado, 14 de maio de 2011

E MUITO MAIS....


Aqui em Boa Viagem, sinto um frio que parece penetrar em minhas entranhas. Talvez, devido ao fato, perco o meu sono e começo a ler. É uma tola ilusão, posto que permaneço de olhos abertos, sem sinais que me deem esperança de adormecer.
Já é uma hora da madrugada. Saio do quarto para não incomodar. Começo a ler, seguindo o meu velho costume de folhear livros, sem me acostumar, de toda, com a leitura feita pela internet.
Imagino, com minha maneira de achar sempre uma razão, que Nem tudo que é novo é positivo e, ainda, que Nem tudo que é tradicional é certo.
Já li algo sobre o assunto. Na verdade, gosto de manusear as páginas do livro e, confesso que, até sentir o seu cheiro, me fascina.
Que os muito jovens me perdoem , mas a internet não me atraiu a tanto. A linguagem , que se modifica com uma certa constância, nem sempre percebemos. Evidentemente, que busco ler o que está atualizado ou rebusco os livros escritos há tempos, mas que me dão um ensinamento inigualável, satisfazendo a minha sede de aprender. Há escritores que não morrem. Muito pelo contrário, se perpetuam , com um legado de saberes escritos, que nos deixaram e nunca serão ultrapassados.
Mas, o tempo passa e eu sinto que o tema não me leva ao sono. Talvez desejasse falar de amor , de ternura e de muito mais. Entro nos livros como quem não quer , mesmo, amenizar o momento.
Deve haver , além do frio, um pouco de preocupação que ocupou a minha mente nesses últimos dias. Apesar de mais tranquila, foi tão forte o peso, que o inconsciente ainda guarda de forma muito insistente. Outros fatos joguei no lixo, pois vinham de gente sem escrúpulos e sem muito mais...
Abro a varanda. O vento faz barulho e parece aumentar ou alimentar aquela ansiedade de algo difuso e misturado, que eu me esforço, mas não consigo contê-la. A minha Psicologia não funciona tão rapidamente e nem surte efeito em mim. Também pudera. Nem um aconselhamento seria possível sem alguém que me falasse.
A rua está deserta e silenciosa, excetuando-se um som aqui e outro ali de notívagos estranhos que, talvez, embriagados se destroem e falam sem sentido.
A noite é, quase, um mistério. E quando a insônia bate, Deus dos céus, nem os fantasmas da mente desaparecem.
Com todo o frio, quase batendo o queixo, fecho tudo , pois tudo,hoje, faz medo , neste mundo. Abrigo-me com mais vestes e vou ao banho quente.
Há uma esperança no ar de que eu adormeça embalada por esta solução. Durmam bem e, se houver alguém insone, use o meu método.
Não preciso ir para Pasárgada. Será? Lá é o reino feliz, inventado por Manuel Bandeira, onde ele iria dormir com a mulher escolhida, na cama do Rei.
Desculpem o que digo ou repito. Falo em Pasárgada sem justificativa. Já estou prá lá de Bagdá....

quarta-feira, 11 de maio de 2011

NUNCA FAÇO ASSIM....


Nem sempre faço assim, ou por outra, nunca faço assim... Hoje, nem sei porque, desliguei a Televisão e me ausentei de ver tantas violências e desigualdades, que assisto todos os dias.
Existem muitas teorias acerca de como resolver essas situações, que ficam nos papéis, formando amontoados de Processos e de Projetos acumulados na poeira.
Também tem dias que a dor , principalmente , a da alma pulula em nossas mentes e começamos a refletir, achando que uma parceria do bem poderia ser a esperança de melhores dias.
Mas, hoje estou descrente. Passados tantos anos, penso e sinto que a Justiça Legal inexiste. Já acreditei e muito. Na minha infância, gostava de ver, no bureau do meu pai, uma estatueta de pessoa com os olhos vendados e com a balança do equilíbrio.
Imaginava que ao se fazer JUSTIÇA , não se visse a quem. Ledo engano esse meu. Penso que naquela idade melhor foi crer assim. Não tinha condições de acreditar que existem, talvez, muitas Justiças. Vejo , agora, que por roubar um pão tem gente na cadeia e, por matar, tem afortunados em cadeias semi abertas, com direitos e regalias.
Difícil ver, tentar mudar e ser, muitas vezes, uma gota no oceano. Também, sou amadora no assunto. Sem viver no mundo dos advogados, escrevo como vejo.
E lá se vão, agora, tentando diminuir o peso do tema, algumas lembranças , que nunca deixaram de me perseguir.
"As vezes ser diferente dói." Nem sei porque veio à tona essa frase. Acho que ando obcecada com alguns desprezos injustificados de quem ainda não me deu o valor que mereço.
Deixa pra lá....contanto que eu lhes conte, amados leitores, que na minha infância doeu muito ter olhos castanhos, enquanto os cinco irmãos possuíam olhos azuis, que puxaram a minha mãe.
Hoje sorrio da minha dor e até agradeço pelos olhos escuros. O motivo, eu deixo velado. Mas, pensem bem, num sol que temos, ter olhos azuis é muita vantagem?
A minha crônica é hoje tudo que pensei escrever. Se vale ler, deixo com vocês os comentários....muito me faz bem!!!!!

terça-feira, 10 de maio de 2011

NOVAMENTE APRENDENDO....


Acho que nunca, na verdade, houve tempo em que eu pensasse que a vida era ou é simples. Ela é muito complexa...
Com uma percepção aguçada e com algumas vivências ultrapassadas a trancos e barrancos, vivi fatos e melodias, que não foram fáceis.
Incríveis são as pessoas, quase impossíveis de serem entendidas mesmo no auge das terapias( psicológicas ou não) mais profundas.
Tentativas e erros têm me levado a pensar nas malícias das criaturas e nas generosidades dos poucos , que são normais e bons.
Estou aprendendo , muita coisa, novamente. É preciso me salvar diante de tantos comportamentos estriônicos. Quando a gente pensa que venceu, vem uma onda forte, que se compara a uma rebeldia de humores tão oscilantes, que assustam.
Não, não sei se já falei o quanto repudio a falsidade e a rede de intrigas infantis que, de tão infantis, acabam sendo drásticas.
Conheci gente que faz da vida uma fofoca, usando um termo bem abaixo daqueles que fazem parte do meu vocabulário. Assimilei bem o que papai dizia e me lapidei, com leituras e estudos científicos, para não ficar igual aos que se recusam a um crescimento intelectual.
Mas, mudando de assunto, continuo achando que as chuvas e a baixa de temperatura fazem da minha alma e do meu corpo um gelo. Faltam-me carinho e aconchegos, para que eu vença as tempestades inusitadas e sem controle.
Com tantas e quantas, percebo que o reverso da medalha também existe. O outro e os outros que caem num atoleiro difícil de sairem. Coitados!
Imagino que ando numa corda bamba. E daí? Vamos nessa e naquela. O importante é usar a inteligência e a arte de me querer, sem medos e sem tropeços. . Valha-me DEUS!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O QUE SOBROU DO ACASO...


A noite cai, debaixo de um céu nublado e de um tempo quase frio.
Absorta em meus pensamentos, não consigo me desvencilhar de uma rede de conflitos, que insistiram em bater na minha porta e me fazerem morada.
Tenho amores e dissabores, tenho medos justificados e assombrações escandalosas. Pensem no que quiserem. Pelo menos, o pensar é livre...
Há tempo de aparecer e outros de se esconder. Assim, mais ou menos, disse Clarice Lispector, em alguma de suas poesias. Fiz questão de memorizar este poema, mas que não fosse na íntegra. Perguntem-me o porquê. Não saberei responder.
Como vocês sabem, e eu sei, às vezes é necessário ter uma amnésia, quase lacunar, para não se tomar de tantas explicações.
Mas, tudo tem uma razão. Vivo, no entanto, uma fase indefinível, tal qual a maioria dos seres humanos, em certos momentos.
Com isso, tenho escrito textos mais ocultos ou mais filosóficos. A mim não importam as interpretações que possam dar os meus leitores. Melhor assim, quando o se escancarar traz amarras que poderiam suscitar desfechos maliciosos. Eu, hein, estou na minha,até os meus limites.
Estou bem comigo mesma, ou náo. Tenho dúvidas que me tiram o sono e certezas que têm um período limitado.
Tudo isto, ou quase tudo, me faz ficar diferente na minha maneira de pensar e de me expressar. Não sei, muito bem, a quem agrado. Os comentários são tolhidos. Respeito a posição , só não me peçam que eu afirme um contentamento....
Ah, chuva, chegaste com força...E, nós, tão fracas tememos os seus estragos.
Não tenho frequentado a minha varanda. O frio e a ventania me afastam. Mas, ela continua tão amada, posto que há, sempre, um cantinho onde curtimos nossos sentimentos e onde nos tornamos, mais e mais, VERDADES.
Lá se vai a noite, chegando com a sua escuridão inerente. Vamos esquecer o que sobrou do acaso....

quinta-feira, 5 de maio de 2011

SER MÃE....


Esta é a semana das mães. O mês de maio já pertence a nós. O assunto é tão vasto e tão emocionante que , confesso leitores, não sei como definir tão facilmente.
Tive com minha mãe uma relação de carinho e de proteção incondicionais tão maravilhosa, que já me fez ver e sentir o valor de uma mãe na vida do seu rebento.
Hoje, chora o seu padecer extremo numa cama , sem que saibamos até quando Deus deverá levá-la. Essa tristeza é tão profunda, que me deixa sob o impacto de como poderia homenagear às mães, estando ela e seus filhos tão sofridos.
Apesar de tudo, ela será sempre o meu alento, a saudade de velhos tempos, que não voltarão, mas cujos valores transmitidos estão incorporados e fazem de mim o que sou. Hoje e sempre.
Também, sou mãe. Com muito orgulho, dou a minha pessoa o maior título alcançado. Como mãe, aprendi a amar sem limites, exercendo toda a doação de que um ser seria capaz.
Desde que me fiz mãe, senti o carinho mais gostoso de dar, não estabelecendo regras, pois o amor de mãe é tudo e muito mais. É carinho, doação, perdão, aproximação, veneração, orgulho e a própria anulação para ver sua filha, no meu caso, ou seus filhos realizados.
Com uma filha maravilhosa, doce e abnegada, experimento o amor de mãe mais glorioso. É um amor que começou desde que ela foi gerada e se perpetua em todas as épocas de suas vidas . É um contentamento indescritível.
Hoje , homenageio todas as mães. Aquelas que me estão perto ou distantes,as abnegadas, as sacrificadas e as , sempre, doadas.
Homenageio as mães, ainda, gestantes, as que acabaram de dar à luz, enfim, a você mulher que cumpre ou CUMPRIU, um dia, a sua grande missão: SER MÃE!!!!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

NÃO TÃO REAL...


Hoje sonhei com você. Apenas em sonho, posso lhe dar esse tratamento. Não ousaria, jamais, tratá-lo assim, salvaguardando todos os meus princípios de educação e de respeito, que faço questão de preservá-los. Cresci e me lapidei nesses moldes.
Acordei várias vezes durante a noite e voltei a dormir um sono leve, entremeado de preocupações.Tanto assim, que cedo me levantei...
Não gostaria que fosse dessa forma. Também pudera, difícil assim não acontecesse. Tenho notado que a hierarquia vem desaparecendo , paulatinamente. Aqueles de escalão mais baixo, até mesmo, em casa, já não trata o seu patrão como devia. Isso quando trata, pois , em diversas ocasiões, nem sequer o atende.
Tenho ímpetos de gritar o que deveria, mas me seguro, mesmo sabendo que todos têm o direito de gritar. Estudei isso recentemente, embora já sabendo.
Mas, hoje sonhei com você. Havia, há tempo, um desejo de pedir ajuda e de clamar por socorro, diante de tantas humilhações sofridas, que, até, já tiveram um desfecho desfavorável.
Você me ouviu e se mostrou , com toda a sua ética, mais calado, porém dando sinais fisionômicos de que nada poderia ser assim.
A noite foi diferente, ou não. Penso que, por mais que tente me modificar, os meus bons sentimentos e a minha solidariedade atuam muito mais forte do que reluto.
Há uma tristeza escondida e camuflada. Isso tudo expressei no sonho, de forma não tão real...
Sentimento, como este, tem me deixado insatisfeita.
Às vezes, tenho pena de certos sentimentos de arrependimento, de que poderão ser vítimas as pessoas que tanto já busquei e fui repudiada.
Não sei se grito por socorro ou se apenas expresso o que sinto. Pelo sim e pelo não, o meu sonho não terminou. Você , que eu oculto, continuará abstrato.
Nem sempre podemos expressar , publicamente, tudo que gostaríamos.
É isso leitores: a vida e suas nuances. Eu e você, você e eu. Uma roda gigante que não para de girar. Um futuro de incógnitas. Surpresas que podem assustar, ou não.
Há gente tão forte, que nunca sai sequelado. Isso é bom. O esquecimento se dá fácil em muitos, mas para outros restam o medo e a tristeza do acontecido.
De qualquer forma, ainda resta um contentamento que me gratifica emocionalmente.
Disse Pitágoras: "Das injustiças, o pior não é sofrê-las, é cometê-las."