Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

terça-feira, 30 de julho de 2013

Como fantasmas assustadores...


Quase madrugada. Perdi um pouco o sono. Há algo que toma conta de mim, sem que eu consiga superar. Lia um livro e me distraí a ponto de me perder nas linhas e nas entrelinhas. Não gosto muito do que não é diretivo. O meu intelecto a todo vapor é capaz de captar o que queria ler e o que não queria. Depois, ficam as dúvidas e as explicações que tratamos de achar para justificar o que foi dito nas entrelinhas.
Quase madrugada. A escuridão da noite me atrai e, por vezes, me causa repulsa. Tudo parece mais forte do que poderá ser. Já vivi noites de horrores. De insônias pensadas e de solidões povoadas.
Passei a minha vida dedicando-me aos livros. O estudo sempre foi o meu maior prazer e a minha maior obrigação. Enveredei por caminhos tortuosos que me levaram aos vales dos pequenos insucessos.
Mas, o sono foi embora. Tamanha dor e conflituosos pensamentos quase me atormentam, guardados a mil chaves sem o carinho de mãe mais ausente, como nunca fora.
Imagino que ando muito á deriva. Penso e me calo. Tenho segredos que me aparecem durante a noite como fantasmas assustadores. Quisera mudar o mundo e fazer da solidariedade o meu melhor prato.
Na maturidade, tive que achar amigas para substituírem um pouco o vazio que não dá para não ser.
Madrugada de outras madrugadas.Difícil ser assim em pleno início de uma quarta feira. Preocupo-me com o meu trabalho, tão acordada ainda, cultivando uma falta de energias para viver o amanhã.
A vida e suas nuances.O mundo girando e as pessoas, muitas vezes, alienadas. Grande e terrível sensação e percepção do futuro. Os sintomas e os prognósticos. Eu , numa encruzilhada de interrogações. Sozinha na escuridão e a incognita de uma equação que não é fácil.
Paro por aqui. Tenho medo e medos. Melhor será a ilusão ainda que venha a ser uma verdade. Rezemos todos.

domingo, 28 de julho de 2013

Quase hora do almoço....


Quase hora do almoço e de me aprontar para curtir um bom Restaurante. Faz parte de um domingo de vários domingos.
Aproveitei a minha manhã para arrumar a minha casa, a minha vida e o meu eu. Para tanto, refleti e me deixei embalar pelo bem estar do meu lar.
Estou sempre a postar uma matéria aqui e outra acolá sobre o mundo intangível da mente humana. Essas reflexões advém da minha formação em Psicologia e das minhas excelentes leituras de obras escolhidas e selecionadas.
Sempre faço uma comparação da Psicologia com a Psiquiatria. Isto, por sempre ser indagada sobre essas duas ciências. Em sua maioria, há uma sensibilidade, ou um equívoco, em se considerar a Psiquiatria como preponderante.
Conversando em roda de psiquiatras, estes comentavam a injustiça em não poderem os psicólogos prescreverem medicamentos. Falavam da urgência do tratamento psiquiátrico em alguns casos, abordando que o médico psiquiatra conhece mais o cérebro humano e o psicólogo a personalidade. Talvez os efeitos dos medicamentos fossem menos duradouros do que a terapia do psicólogo. AS DUAS CIÊNCIAS ANDAM DE MÃOS DADAS.
Nas minhas leituras de Augusto Cury, encontrei um dos protagonistas registrando que a Psiquiatria deveria ser especialidade psicológica e não médica. Isso, falado por jovem psiquiatra.
Mas, deixemos essa polêmica para os interessados. Afinal, afinal o mais necessário , talvez, seja cuidar da depressão, o mais dramático sofrimento humano. Deixarmos a nossa inércia de apenas assistir o deprimido como simples espectador do que sente.
Pensamos, às vezes, que não somos doentes, quando o que existe é que , como profissionais da área, conhecemos as nossas doenças.
Mas, conversa vai e vem, passemos a viver o nosso domingo como rezam as regras do dia.
Ontem, mesmo, abstive-me de postar um texto , falando sobre a morte, situação esta que passei bem juntinha. Quem já passou sobre estes vales, sabe bem como é esse sentimento tão sofrível.
Indagaria ontem sobre o assistir desse espetáculo comigo, se assim posso chamar.... Como seria a reação de quem se afastou de mim em vida? Sentimentos de culpa ou indiferença?
Também tenho direito a pensar....Respondam, se quiserem. No mais, um excelente Dia Santificado, cumprida a Cultura do encontro, como disse o nosso Grande Papa FRANCISCO!!!

sexta-feira, 26 de julho de 2013

De conversas fiadas...


Os ventos do mês de agosto já se anteciparam e apareceram, com força, neste mês de julho. Não sou muito fã deste fenômeno da natureza, mas curto porque assim terá que ser. Não adianta lutar contra eles. Seria um estresse a mais e deste eu corro léguas.
A tarde da sexta feira tem sempre um ar de sexta feira. Semana acabando. Novos planos e outros lazeres, já que a semana pertence ao trabalho.
Em meus devaneios, dedico-me sempre à varanda, ainda que fria e com ventanias. Este lugar é , na maioria das vezes, propício para deixar que o meu pensamento voe longe. Há inclusive uma visão de quase infinito, onde há tempos, persevero em quase única imaginação. Vou a São Paulo e volto. É um segredo meu, tão meu, que deixei escondido nos porões da minha memória. Vez ou outra volta, tomando um grande vulto. E olhe que nem sou demasiadamente chegada a tantas recordações.
Conversa vai, conversa vem, tenho andado ás voltas com novas amigas. O shopping center me proporcionou tal acontecimento. Chega um momento em nossa vida que muitas mudanças se fazem necessárias. Não pensei que fosse assim. E foi...
O café Koppenhagem é quase um ponto de encontro. Conversamos , rimos, de lá saímos para caminhar e a diversão se modifica cada dia mais. Que maravilhosos esses nossos encontros quase fraternais, já que alguns conflitos me afastaram um pouco dos meus. Terrível sensação de falta, que eu procuro suprir como posso. Isso , se deve talvez pela distância geográfica. Deus sabe o melhor.
Hoje foi dia de confabulações, de conversas fiadas, de desabafos, de risos disfarçados ou verdadeiros.Amo a vida quando ela me sorri. Não sou mais aquela que um dia caiu na armadilha de um evento tão cruel...
Vida, vida minha. Substituo o que foi pelo que é. Que mal há nisso?

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Ainda persista....


E a vida vai tomando os seus destinos, enquanto traçamos os nossos planos, paralelos ou não à realidade do aqui e agora. Estive sonhando, numa verdadeira fuga, ou não, do que é real.
O imaginário haverá de estar sempre presente em nossas mentes. Às vezes, fugimos e outras enfrentamos a certeza mais que certeza.
Lembrei-me hoje de Clarice Lispector, grande escritora e pensadora. Acho que, como disse ela, idealizo verdades inventadas, fazendo a minha vida mais amena, criando e realizando sonhos, ainda que não passem de invenção do meu eu.
Fiz uma pausa no meu trabalho na Universidade, concentrando-me, ou tentando concentrar-me, na beleza da vida, que, nem sempre, é tão bela. Que seremos nós se vivenciarmos apenas as verdades nuas e cruas, sem direito a reinventar os nossos desejos á moda de nossos caprichos e suaves devaneios?
já disse e repito: A vida e suas nuances. As amarguras jogadas ao vento, as desventuras transformadas e as ilusões se tornando parte de uma verdade só nossa, só minha....
Aqui em minha sala , vivo um momento de total silêncio, onde este fala mais alto do que muitas e numerosas falas. Sou capaz de pensar mais, de inventar verdades, de abandonar idéias e de me enriquecer com essa experiência. Falácia ou não, tento me acostumar ao que vivencio, quando impossível se torna me fazer acompanhada. Nessa situação, resta a mim criar certezas, ainda que sejam as mais incertas possíveis.
E lá se vão os meus devaneios. Uns que se tornam verdadeiros, outros que são levados ao vento. Reitero que sou uma mulher bem modificada. As inusitadas situações me deram o saber de ser mais eu. Sem amarras e sem máscaras, mesmo que a dor do coração ainda persista...

terça-feira, 23 de julho de 2013

A minha vida sem retoques...


Pensei um pouco. A minha última crônica foi tão prestigiada, que tive medo de não saber escrever outra. É até hilário, mas verdadeiro. Quando a escrevi em frações de segundos, não imaginei todos estes aplausos. Uma vontade instigante me levou a digitar esse texto. Só Deus sabe o que desta feita, serei capaz de abordar.
Mas, o dia andou vagarosamente, levando-me a uma sonolência que se fez maior antes de chegar em casa. Já no meu aconchego, o meu melhor lugar, tomei um banho e me deixei levar pela leveza do recanto. Lençóis brancos de uma alvura quase pura, deixou-me extasiada. Descobri que era tudo que mais desejara. Sonhos imaginados e devaneios ao sabor dos ventos...
Não me perguntem sobre estes meus devaneios. Há algo neles que eu escondo a sete chaves, deixando me resguardar dos comentários maléficos, dos quais não sou eu isenta.
Vida, vida minha. Tantos momentos de alegria e outros de insatisfação. As surpresas tão surpresas, maiores quando finda o ano. Negação de um passado inusitado e a afirmação de meu carater íntegro. Os competidores usando as suas armas. A falsidade muito bem representada. A minha inocência que devia ter me deixado anos atrás. Eu e ele, sem escrúpulos e sem temores.Minha face molhada de lágrimas, antes de secarem. A solidão e a distância de quem não sabia ainda o que viria.
A certeza de um futuro maravilhoso e os giros da vida tecendo os seus caminhos. O inesquecível sendo ultrapassado. A maturidade com os seus ganhos. Os coitados de agora, outrora prepotentes.
Tento filosofar e deixo escondidos os momentos de intimidade. A minha jaula sendo o meu cantinho. A obra se vestindo e a minha vida sem retoques....O meu livro prefaciado por um grande escritor, amigo de longas datas. A surpresa de quem será. Até nisto, guardo um segredo. Escolhi a dedo, pois amigo, quando amigo, não decepciona...

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Quase demais....


Pensando bem, acho que mudei muito, até demais. O tempo, a vida, a maturidade, os amigos e os quase inimigos, os perseguidores e os afetuosos, me fizeram grandes mudanças. A gente chega a um patamar e a um limite em que ou nos transformamos, ou nos tornamos seres que não se enquadram na sociedade.
Acho que mudei quase demais. Foram bons momentos e outros avessos ao meu bem querer. Enfrentei glórias e percalços, sofri e me alegrei, derramei lágrimas em tão grande abundância, que sinto as minhas lágrimas como se tivessem secado. E secaram mesmo. Não há quem me encontre mais com choros convulsos. Se tenho mágoas, difícil eu as ter, deixo que o meu coração mazelado se encarregue de chorar, mais uma vez.... Nestes momentos, chego a ter pena de mim. Atravessadores em minha vida me levaram ao enfarte, em plena madrugada, quando os pássaros cantavam, anunciando , por certo, que tudo teria um final feliz. E teve. Prefiro pensar assim...
Houve quem viesse a me chamar de cardíaca, esquecendo a vida e os seus giros. Rezo por esta pessoa para que Deus lhe faça melhor e lhe conceda o Perdão.
Haveria eu de escancarar, um dia, este fato. A gente esconde tanto , mas acaba num desabafo.
A noite vai chegando. Havia acordado pela manhã, descortinando o meu janelão. A luz do dia é sempre o primeiro brilho em nossas vidas. Tento, por vezes, esconder a dor e ,outras vezes, não gosto de proclamar a alegria. Estranho ou não, esta sou eu.
A noite vem chegando. Da varanda, eu consigo ver um céu quase azulado. Não existem estrelas e a lua está escondida. Nas minhas mudanças, arrumei a minha mente, mudei a minha aparência, ignorei alguns e afaguei a outros. Mudei porque foi necessário.Fazemos coisas que não estavam em nossos projetos. Se tudo estava escrito, não sei. Mas, sou hoje uma outra mulher, resolvida e trabalhada. E que os Anjos dos céus digam Amém!!!

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Foi-se a tempo e a contento...


Acordei-me hoje um tanto atordoada. Estava em sono profundo, quando o meu esposo me despertou, lembrando que já era hora de ir para a Universidade. Imaginem, leitores, que estava tendo um pesadelo, onde eu remontava aos tempos da adolescência e chorava muito pelo rompimento de um namoro. Era só o que me faltava... Se pudesse voltar aos tempos de Freud, Pai da Psicanálise, iria consultar-me em busca de maiores interpretações. Só ele poderia desvendar todos os mistérios. E haja mistério...
A trancos e barrancos, ainda cheguei cedo no meu trabalho. Aprendi com o meu pai a cumprir os meus deveres de forma rígida e competente. Modéstias à parte, tenho uma trajetória na Universidade que me dá muitas glórias. Tenho obrigação de reconhecer, pois , como narcisista extrema, amo muito a mim mesma. E que se oponham aqueles que não concordam por motivos por mim conhecidos, em sua maioria.
O sol desponta, trazendo ares de muita luz. Como sempre digo e imagino, é um dia sim e outro não. Ontem choveu por ontem e por hoje. Valha-me Deus com o meu "inverno emocional." Foi-se a tempo e a contento. Já era hora...
A inspiração quando aparece, deixa-me com um impulso danado. Ou eu escrevo ou não consigo dormir. Isso tem me acontecido com frequencia. Prefiro atender a estes impulsos do que saborear a insônia, que de boa nada tem. Além do mais, as palavras brincam em minha mente. Tenho que juntá-las e delas fazer um texto.
Sinto que, apesar do pesadelo, estou serena e ocupada. Posto um texto em meu blog e trabalho as manifestações. O bom é que vim parar num lugar muito hospitaleiro. Quando a gente não agrada a grego, nos damos bem com troianos.
Ainda penso num passado que me dá pena. Coitados dos intrigantes. Estavam pensando muito superficialmente. Não imaginavam quem era eu, com as minhas perdas e ganhos..."

quinta-feira, 18 de julho de 2013

"Inverno emocional"


Abrir as crateras do nosso inconsciente não é fácil. Muitos dos conteúdos escondidos e obscuros aparecem tão manifestos, quanto nem sempre é o nosso desejo. Oxalá, tenha eu feito isso na hora exata em que havia em mim todo um preparo físico e espiritual para tanto.
Lembrei-me desta fase de minha vida , onde muitas coisas e outros fatos rolavam em minha mente de forma incompreensiva. Foi até um período um tanto nebuloso, embora vencido pelas escolhas que fiz e que não me arrependo.
Verdade seja dita, eu aguento muito até certo limite. Há sempre um limiar em que faço e dito conclusões finais e as ponho em prática, sem temores de errar. No mais das vezes, dá certo. Poucas vezes não coincidem com o que esperava.
Mas, abrir as crateras do inconsciente não é fácil. Apelei para isso, quando foi o jeito que daria jeito. Havia uma tempestade e o meu "inverno emocional" me sufocava.
Há fatos e controvérsias que atravessam em nossa vida obscuramente perante uns e outros. Um dia, não sei, irei abrir as portas do meu coração/ amor e fazê-los entender o tanto que já passei .
O dia de hoje, em pleno mês de julho, com trombadas d'água me faz lembrar este "inverno psíquico", quase cruel em sua essência.
A vida e suas nuances. O mundo girando sem pensar. As pequeninas amarguras e os mistérios em nossas mentes. A alegria de um e de outro dia. A vontade, por vezes, de fazer parar determinados momentos , que me emocionaram até às lágrimas. Como se a"festa" tivesse acabado. Como se eu fosse Alice no País das Maravilhas....e o "inverno emocional" não existisse mais...



quarta-feira, 17 de julho de 2013

Muito pouco tempo...


Fui dormir ontem muito cedo, em horário muito diferente do que o de todos os dias. Completa insensatez, pois acordei hoje antes que os galos cantassem.
Esta sensação de não pegar no sono em plena madrugada , deixa o indivíduo quebrado, quase impotente para iniciar o seu dia de labuta. Virei pra lá, revirei para cá, contei carneirinhos, rezei e quase cantei. Não fosse o meu esposo ao lado, dormindo o sono dos justos e até sonhando, se não duvido, teria acendido a luz e me punha a examinar todo o ambiente, mais fascinante do que muitos dos dias. Isto, só descobri quando às cinco horas levantou-se ele quase tonto de tanto dormir. Segredos à parte, tive uma inveja, daquelas que não caracterizam maus sentimentos.
Ainda escuro, abri o meu janelão e deixei que o vento rodopiando me trouxesse a alegria de um dia já amanhecido. Estas são passagens de minha vida. Sem retoques, sou capaz de contar até o que não devo, sem pudores e sem recatos. O leitor astuto já deve ter percebido do que eu falo. Valha-me Deus!!!! Intimidades são sempre intimidades.
Falei no texto de ontem que o amanhã sempre será o amanhã. E melhor que ele chegou, despontando um sol que durou muito pouco tempo. Choveu lá fora e eu, mais uma vez, quis fugir do mundo.
A labuta foi hoje o prazer de todos os dias. Aí não tem dia sim, dia não. Estive atenta a tudo e , no meu narcisismo aguçado, vi-me no espelho como se eu fosse mais do que imaginara. Doce sensação de um mundo azul...

terça-feira, 16 de julho de 2013

De cor azul....


Confesso , leitores, que hoje não é o dia de maior inspiração. Há uma certa solidão incômoda e uma angústia cinza que não me dão forças e energias para eu escrever, ainda mais sabendo que o texto triste ou alegre me dão, na mesma proporção, incentivos e elogios que não me satisfazem tanto quanto desejara....Faz parte da vida, dos costumes, das competições e , muitas poucas vezes, da inveja. Fazer o que amigos se alguns sentimentos serão manifestados apenas quando estiver no andar superior? Sem risos e sem gracejos, pode ser que eu ouça e me gratifique muito.
Descobri hoje que não sei bem definir a solidão. Ela aparece quando estamos verdadeiramente sós ou acompanhados. São coisas da vida...
O dia hoje pareceu-me bem comprido. Conversas á parte, estava um tanto fora de órbita. Naqueles dias em que até Deus duvida de nossas razões íntimas e encobertas.
Várias vezes, tentei abrir o computador, mas a falta de ânimo vencia a vontade tão pequenina diante de meus reais desejos. Estes são tão diminutos, que os deixo misteriosos. O mistério também faz parte da curiosidade e faz, por certo, acender o ânimo de meus leitores.
Fiz uma pequena pausa. Alguns estavam ansiosos. Pelos e-mails recebidos pude fazer uma média de quantos me procuraram. Na verdade, na verdade, penso que as minhas crônicas despertam algo, por menor que seja...e isso me faz bem.
Hoje não é o dia de minhas maiores inspirações. Reitero que é um dia sim e outro não. Não haveria de ser sempre igual. Temos um tempo bom e outro em que nos escondemos para voltarmos melhores, como disse imbatível escritora.
Mas, pensando bem, amanhã sempre será amanhã. De cor azul será um dia A MINHA VIDA!!!!

domingo, 14 de julho de 2013

Cá dentro fujo do mundo....



Chove lá fora,
Cá dentro, fujo do mundo.
São duas formas de ser.
Uma sou eu, outra sou a outra.
Quando penso na vida,
Às vezes, me escancaro toda
E por outras, uso a máscara que enfeita.
Penso nos palhaços de palco,
Na sua tristeza e na sua alegria.
É preciso encobrir o choro,
Dissimular a dor
E mostrar o riso no circo.
Chove lá fora,
Cá dentro, fujo do mundo...(Eliana Pereira )

obs:O escritor e o poeta são, por vezes, dissimulados. Escrevem para escancarar o riso e para esconder o pranto...(Eliana Pereira )

sábado, 13 de julho de 2013

Que eu pego o trem...


Passo de relance pelo espelho. Gostaria de me ver tão bela quanto desejara. Há, no entanto, uma maturidade que se desenha nos meus traços e nas formas de quem passou pela juventude ainda quase remanescente.Será?
Deixo que o meu narcisismo se faça presente e de uma maneira alucinante vejo o que penso e imagino ser. Interessante cada traço de personalidade de uns e de outros. Alguns traços um tanto distorcidos alimentam a nossa alma e nos fazem melhores e mais bonitas. Terrível , ou não, sensação de verdades que brincam em nossas mentes e se fazem reais.
Passo de relance pelo espelho. Desta feita, preparada para o banho, vejo melhor tudo que aparento ser e a verdade de meu corpo. Ainda sou aquela que atrai mesmo que eu me veja como quero ver. Detenho-me em um exame apurado. Às vezes é bom se ver e se tocar. O espelho fala alto, melhor do que qualquer outra ilusão de ótica. Deixo mais uma vez que o meu narcisismo atue de forma dilacerante, pois se assim não for, sou capaz de viver muitos sofrimentos dos quais procuro me livrar , numa verdadeira razão para me sentir bem....
Vida, vida minha. Tantos desejos buscados e rebuscados e quantos realizados. Nessa minha seara , ninguém mexe. Isso é bom e, melhor que isso, é tudo que eu preciso para mudar a página que já me fez muito sofrida.
E o sábado se passa de forma galopante. Tirei o dia para me curtir. Ainda sou daquelas que não espera o elogio do outro para fazer juízos de valores. A maturidade me deu oportunidade para aumentar a minha auto estima. E é nessa, que eu pego o trem e só paro quando me admiro toda....

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Da minha varanda...


Sombras de um passado não muito distante permanecem no meu inconsciente e aparecem,aqui e acolá, como se quisessem ou pudessem fazer graça. A vida se encarrega de jogá-las para longe, num vira e mexe de recordações.
Fujo destas sombras como quem não quer lembrar o que já foi real e se perdeu, na maioria das vezes, na distância do esquecimento. Como sombras, são transitórias e indesejáveis...
A tarde se vai com ares , novamente, de sexta feira. Da minha varanda , tento fazer mil castelos no ar e desenho em minha mente a verdade que me faz bem. Penso que o ruim e o maquiavélico das coisas e dos fatos não fazem bem a mim e nem a ninguém.
Na tentativa de desfrutar a noite , já quase noite, vou descortinando o infinito que no céu parece sempre deslumbrante. E assim deve ser.
As estrelas se escondem e a lua não aparece nestas noites quase invernosas. Nem por isso, o céu fica menos lindo e menos fascinante.
Cada dia sempre há um quê de mudança, numa plena comprovação de que todo dia não é todo dia.
A Solidão causada pelo cotidiano dos meus, deixa-me solta para viver o silêncio e aproveitar o momento. Este momento é muito meu.
Ando a casa toda e me surpreendo, como sempre, com a decoração que se faz mais bonita para receber o final de semana. Há em mim uma sensualidade estética que me toca profundamente, deixando-me apreciar os detalhes de tudo que me aparece belo: a sala arrumada para receber a noite e os quadros comprados com o suor da labuta me deixam inebriada. Isso tudo me faz bem....
Da varanda do meu quarto, olho novamente o céu e me volto para a minha cama preparada com tanto esmero, como se fosse eu uma Sinhazinha.
E aqui, eu vou descobrindo e redescobrindo que a sexta feira é mais sexta, num cantinho tão meu e tão querido....

quinta-feira, 11 de julho de 2013

E a chuva deu uma trégua...


Encontro-me no trabalho, debaixo de muita chuva. Tento controlar os meus pensamentos e, por vezes, paralisá-los. Nem sempre é tão possível, como desejamos e se faz necessário.
Existem fantasmas que perseveram em nossas mentes, ainda que tivessem feito parte de um tempo que não foi bom. O famoso tempo de convivência com gente que não parecia gente...
Com certeza, a vida vai se encarregar de expulsá-los, contrariando a maldade de uns e até de outros. A esperança, que não morre, dá sempre um rasgo de uma quase mudança.
Ah, vida....sem temores e sem pudores, ela vai tecendo os seus caminhos, tortuosos ou não. Foi a maturidade, por mim tão declarada, que me ensinou melhor a acertar e , desta maneira, atravessar os atoleiros, mesmo tão antagônicos aos meus valores.
Faço ainda um Curso de Filosofia. Maravilhoso poder descrever a expressão da verdade de forma tão filosófica como de teor ímpar.
Para Sócrates, sua Filosofia era toda baseada em duas máximas: "Eu só sei que nada sei" e "Conhece-te a ti mesmo." Lá se vai tempo que estudei a Filosofia Socrática, que adentrei em grandes ensinamentos e que tirei tantas e quantas conclusões."
Há em mim uma saudade destes momentos em que gente era gente. Estes(os momentos) não me deixaram fantasmas, mas resquícios do bom que a vida me deu.
Mas, não sei porque tantos fantasmas insistem e persistem na minha mente, formando um emaranhado de pensamentos que refletem o tempo de desumanidade, de assédios e de intolerantes pessoas. Haverei de esquecer, fazendo uso da inteligência herdada e adquirida. Isso já é um bom começo, que um dia deu vez à inveja daqueles injustos e mal trabalhados. Vítimas talvez de uma infância desenvolvida inadequadamente.
Paro por aqui. Muitas vezes, a minha formação em Psicologia me leva muito além. Já dizia o meu querido pai que melhor será usar a frase: "Cala-te boca."
E a chuva deu uma trégua...

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Perdão ( 02 )



PERDÃO
Perdoa-me Deus,
Pelo que fiz
E pelo que não ousei fazer...
Perdoa-me se tive alguma intenção
... Sem nunca ter posto em prática.
Perdoa-me pelo desamor sofrido,
Sem saber por quê...
Perdoa-me por pensamentos puros,
Tão bons, quanto incompreendidos.
Perdoa-me, Senhor.
Sem culpas e sem maus sentimentos.
Perdoa-me a mim
E a quem me puniu sem pensar!!!! (Eliana Pereira )Ver mais
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terça-feira, 9 de julho de 2013

Como se não fosse gente...


Faço uma pausa em meu recanto de trabalho. Olho o céu e vibro com a luminosidade do dia. Sem censuras e sem temores, penso em tudo que me rodeia. Neste momento, esqueço a vida lá fora, na esperança de ser e de sentir.
Sinto-me só e transformo o vazio no instante de calor. Aqui e acolá, deixo que as lembranças e as saudades fiquem paralisadas em minha mente, como se possível fosse retroagir no tempo.
Vida, vida minha. Imaginei mil coisas e mudei o que pude. Não queria que a saudade do que poderia vir, ficasse entranhada na mais profunda raiz do meu ser. Difícil entender o metafórico das coisas. Procuro no escuro, também, a alegria de quem quer e precisa de afeto. Daquele mimo que existiu quando a infância parecia eterna.Terrível sensação do que não aconteceu...
Saudades de minha mãe quando estava boa. Tantos ensinamentos esquecidos. Quantos mimos desaprendidos. A doação total que foi ela e que se esvaiu no vento. Meu pai no infinito das coisas e no encantamento que lhe levou do mundo.
Choros meus convulsos e outros tão baixinho. A minha auto estima que eu fiz sobreviver a trancos e a barrancos. Gente que passou em meu caminho, como se não fosse gente. Ensinamentos que me foram dados através da falta de humanidade. Eu sempre eu, vítima de inconsequencias de abomináveis pessoas que nem conheço mais. Vida, vida minha....Um dia eu me escancaro, sem nenhuma restrição!!!!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Curtida do imaginado....


Acho que dormi mais do que merecia. Cansada e um pouco atormentada, a chuva contribuiu para que isso acontecesse. Também, a vida acontece nem sempre como esperamos, nem tão pouco coincidente com o que damos e fazemos. Interessante ou não, vivemos esses momentos de uma forma ou de outra, apelando até para a pílula do esquecimento, como fala a grande escritora Lya Luft. Tenho um modo de levar a vida assemelhada a ela.
É isso, leitores, nunca uso maquiagem para encobrir os meus detalhes. Daí o título do meu futuro livro A MINHA VIDA SEM RETOQUES. O Prefaciador deve estar fazendo com que a minha obra tome mais vultos, do que espero.
Difícil escolher este ilustre Prefaciador. Aliei as suas leituras diárias do meu blog aos elogios enviados e ao intelecto verdadeiro de escritor. Sinto-me honrada por ter aceito.
E a tarde permanece chuvosa, antecedendo a terça feira, que sempre dá vez aos temporais. Nesse momento , me lembrei de Rosângela Ferreira, amiga e colega da UPE. Tem ela sempre me dito que me admira e curte as minhas diletas crônicas, fazendo-a entrar no imaginário, tal qual eu desejo. Fico alegre e satisfeita. São incentivos que me levam ao desejo de escrever mais e mais. Impossível citar tantas como ela e ter a nítida certeza de que os leitores em surdina são aqueles que mais gostam de ler. Incrível essa sensação curtida do imaginado...
Tenho feito Projetos e elaborado Pesquisas, entre elas antropológicas e de cunho psicológico. Sendo esta a minha praia, deito e rolo de tanto me perder em planejamentos e futuras elaborações.
A vida e suas nuances. O tanto que recebo e o pouco que já desejei. Acostumei-me á solidão à forceps. Curti momentos nunca dantes navegados. Pulei fogueiras e , mesmo, me queimando, tornei-me a mulher amadurecida em tempo hábil. Realizei-me e ousei transpor barreiras. Nunca me retoquei, mas sempre fui eu, com dignidade e muita verdade adquirida...

domingo, 7 de julho de 2013

De uma tristeza finda....


Nem sei....
Não sei se é mais noite
No tempo,
Ou se é mais noite
Em meu coração...
Por vezes, me escancaro toda,
Por outras, me mostro o avesso da moeda.
Sou amada e sou amante.
Sou o céu claro,
E sou a noite escura.
Vejo a lua cheia,
E vislumbro a quarto minguante.
Em tempos de verão,
Sou amada como o céu azul.
Em tempos de inverno,
Sou amante como a nua lua.
ÀS vezes, sou sem pudores e sem segredos.
Por outras, sou o resto de uma tristeza finda.... (Eliana Pereira.)

Hoje é só Arte....


ARTE!!!!!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Quando a saudade bate...


Quando a saudade bate, não tem jeito... A gente fica com o coração apertado, com a mente desconectada, há uma dificuldade de se concentrar em assuntos diversos e muito mais.
Quando a saudade bate, difícil conciliar o sono e passear no shopping, livre de pensamentos que perseveram numa tecla só.
E a vida, com os nossos compromissos, ficam, por vezes, prejudicados porque o amor é muito maior do que a responsabilidade de todo o dia.
Os nossos filhos abençoados e crescidos partem para novos caminhos, casam, viajam e mexem com quem mais ama. Formam o seu núcleo, têm os seus filhos e, nos deixam desacompanhados, ainda que por pouco tempo.
Quando a saudade bate, não tem sol que abrande e nem chuva que nos faça dormir. Pensamentos mil giram em torno de nossa prole porque coração de mãe é mesmo o maior de todos...
Encontro-me na Universidade, cercada de colegas, trabalhando e dialogando. Com todas as ocupações, há um pensamento que se faz maior e mais presente.
A vida e suas nuances. É assim que caminhamos e mudamos de posição. A gente vai vivendo em compasso de espera, mas nada existe que consiga parar o coração de mãe que bate de mansinho e fortemente, bastando que um dos filhos se afaste por um tempinho dos olhos de quem só pensa em sua prole.
Quem é mãe, sabe bem disso. Acho que Deus faz todas numa fôrma só. E, hoje, estou saudosa, sem remédios que aliviem e que me deem o sono de todo dia. Dizem que coração é terra que ninguém anda. No meu, até que já andaram, leitores amigos que sabem tanto quanto eu. Só não mexeram nos meus sentimentos ou até sim....Mas, QUANDO A SAUDADE BATE.....eu me modifico toda!!!!!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Tal e qual....


Acordara depois de um pesadelo que não me deixou tão bem quanto desejara. Havia ido dormir preocupada. Dizem que os pesadelos advêm de aperreios e preocupações que se tem ou se perpetuam na hora do adormecer. Verdade seja dita...
Tenho quase sempre bons sonhos. Aliás, com toda a certeza, eles acontecem dormindo ou acordada. É quase como um compromisso meu. Oxalá, seja compreendido pelos meus leitores.
Lembro bem, impossível não recordar, a grande tensão com que fui dormir na noite do meu pior e melhor evento. Quem me tirou de tempo nesta fatídica noite, é hoje a pessoa para quem eu mais peço graças. Com o coração bom, físico e por boa índole, teria que ser assim a minha conduta...
Reitero que foi o melhor evento, pois a possível aproximação da morte, não aconteceu. Com que palavras haverei de agradecer a Deus?
Mas, voltando à minha realidade, tenho que admitir que os meus sonhos acordada trazem em si conteúdos os mais diversos. Como espectadora de mim mesma, como narcisista em grau acentuado, faço castelos no ar, me vejo em palcos inventados, pinto a minha imagem e me vejo no espelho tal qual o grande escritor inglês Oscar Wilde. Nele imagino o invisível e o suposto.
O imbatível livro de Wilde, O retrato de Dorian Gray, trago em minha memória desde os tempos de Faculdade, quando fiz a análise perfeita da obra, o que me rendeu um belo DEZ na
cadeira de Psicologia Geral.
O dia chuvoso me leva a delirar entre o que é real e imaginário.Entre os castelos inventados e a realidade do hoje...
Interessante e inteligente é o pensamento de Fernando Pessoa, que passo a citar, numa cumplicidade inédita com o que sinto e tenho inerente, também, a minha pessoa:
"Tenho uma espécie de dever de sonhar sempre, pois, não sendo mais, nem querendo mais, que um espectador de mim mesmo, tenho que ter o melhor espetáculo que posso. Assim me construo a ouro e sedas, em salas supostas, palco falso, cenário antigo, sonho criado entre jogos de luzes brandas e músicas invisíveis."
Para mim, muito emocionante este pensamento. Sinto-me, penso e ajo tal e qual....

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Quando eu me toco!!!!!


Terrível sensação
Quando eu me toco
E sinto
Que o meu desejo
Já não pode, sempre, ser realizado.
Terrível sensação
Quando eu me toco
E vejo
Que a vontade de ser jovem
Não é coincidente
Com a maturidade do hoje.
Terrível sensação
Quando busco
A juventude perdida
E sinto que a maturidade
Domina o meu viver....
Maravilhosa sensação
Quando eu me toco por inteira
E vejo que
Há uma vitalidade manifesta.
Quando eu me toco
E me sinto mulher!!!!

* Leitores: O meu livro está no prelo. Assim que estiver marcado o Lançamento e o Prefaciador entregar o seu texto, anunciarei o Evento. Grata, a autora.