Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

"Um coração que chora....."

Ainda tem gente que ainda não pensou que o Ano Novo pode se dar todos os dias ou ser um dia qualquer do ano, quando passamos a viver novos momentos, salientando as grandes e boas transformações de nossas vidas.
     Não sei se foi preciso um amadurecimento meu para chegar a essa conclusão, tema de conversas que tive hoje com alguns colegas.
      Ainda tem gente que faz da passagem do ano um instante que dura quase a eternidade. E lá vem o outro dia com ressacas e mais ressacas. Aprendi o que é a vida por experiência própria. Isso me deu um bem estar, pois estava precisando concluir melhor sobre acontecimentos de grande porte  e as filigranas que já não me são caras, posto que experimentei e tirei o saldo. Interessante, não?
        Mas, esse ano, deixei de lado os meus textos natalinos e gritei vitória diante do inusitado das glórias inesperadamente acontecidas.
           Ainda tem gente que ao invés de acreditar no verdadeiro sentido da vida, vivencia momentos que passam e não deixam rastros.
           Mas, cá com os meus botões, sou uma quase socióloga amadora e , portanto, sou também, o povo e a gente em meio a essas datas, sem restrições, sem cortes, sem desafetos e, muito menos, sem condições emocionais de fechar os meus portões.
          Foi de Voltaire esse pensamento: " Um livro aberto é um cérebro que fala;
                                                                    Fechado, um amigo que espera;
                                                                     Esquecido, uma alma que perdoa;
                                                                     Destruído, um coração que chora."
 
           Mas, hoje, meus leitores, sou o perdão, a gratidão e a fé em Deus!!!!!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Saí da fase da Bela adormecida e acordei....

E foi amadurecendo que eu aprendi a viver. Esta é a visão  que tenho hoje, depois de tantas experiências vividas. Já não me chocam mais os deslises e, muito menos, qualquer tipo de însensatez.
   Que bom que sei achar a alegria em tão pequeninas coisas. Sei regar as minhas plantas do jardim suspenso, distribuindo e recebendo amor. Há uma troca de carinhos inconcebíveis para aqueles que nunca sentiram a pureza e a paz de um mundo que nós criamos, saindo de atoleiros, se é que eram assim.
     Penso que a vida, como a nossa maior escola, nos ensina e nos faz viver momentos tão prazerosos, que os momentos festivos, que passam tão rápido, já não constituem motivo de tantos desejos...
      Saí da fase da Bela Adormecida e do Príncipe encantado. Vi que a vida nem sempre é cor de rosa. Busquei novos alentos e fiz projetos acabados. Estou em uma de minhas melhores fases.
      Quando a gente vivencia o inusitado, cria tantos mecanismos que nos deixa ver o mundo sob outro ângulo.
       Vivo de agradecer e de pedir a Deus. Sinto a leveza do vento e a espuma dos mares. Mudei toda uma filosofia de vida, não importa se foi a única saída ou não.
        As ressacas se acabaram. Isso foi um grande ganho. Tornei-me mais sábia, posto que pisei na terra , no chão e deixei de andar suspensa, sob amarras e cultivando dissabores.
         Descobri, como nunca, o quanto vale amar a si mesma. Bem que precisava elevar a minha auto estima....
          Vida, vida minha, tão bela quanto bem vivida. O passado já se foi suficientemente  bem aproveitado. Agora, estou num patamar de novas aventuras. Já não me choco e nem choro. As lágrimas secaram, quando foram substituídas pelo prazer de ser mais eu. Invejável pela maneira como soube me conduzir!!!! Exemplo para quem precisa, ainda, se deparar com a realidade da vida, que guarda sonhos com as fantasias de criança. Este tempo já passou para mim....

sábado, 22 de dezembro de 2012

Quando o ano finda....

Nem sempre faz parte de mim, embarcar no passado, com todas as saudades, ou não, de um tempo que se foi. Quanto mais agora, de dois anos para cá, quando virei a página da minha vida, evitando atropelos que poderiam ser irremediáveis.
    Saí o dia todo. Esse tempo de final de ano, por mais que ignoremos o momento, a sociedade exige obrigações que de nada lembram o Nascimento de Jesus. E lá vamos nessa de compra e de encomendas que só se esgotam quando o ano finda. É até engraçado porque, por vezes, nada coincide com o que se foi.
      A família acostumou-se ao sagrado, mas o profano atropela muita coisa. Cá com os meus botões, rezo o meu Terço e peço a Deus a misericórdia para os desalmados.
      Evitei um pouco escrever um texto sobre o Natal. A razão obscura, manifesta-se no mais íntimo dos meus íntimos. E eu vou virando, cada vez mais, a página que tanto prometi ao meu Doutor.
       A noite dá lugar aos meus pensamentos mais profundos. Interessante como a escuridão é tão misteriosa quanto os mistérios do que fica sem resposta. Prefiro mesmo que seja assim. Quando a gente pisa fundo sofre, muitas vezes,  mais do que quando permanece na superficialidade de tudo que é verdade. Verdade que dói, que machuca, que faz a gente perder o sono, que mexe com o coração. E como mexe!!!!!
          Escrevo hoje para passar o tempo. Na verdade, na verdade, não havia uma vontade tão grande de postar nenhuma crônica. Mas, algo sempre fala mais alto....
          O escritor é uma pessoa versátil, quase sempre. Cria, imagina e coloca por escrito. Não há como correr desse caminho. Há muito, venho escrevendo, inventando e reinventando o cotidiano dos meus dias.
       Dá para sentir que o meu público é fiel. Os meus leitores são alto nível. Tudo isso me estimula e me impulsiona.
       E o pior, leitores, é que, mudando o tema, a minha varanda quase fala. Eu mergulho nela os meus sentimentos que há muito se modificaram. Dá pra notar....

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

De uma certeza que já era certeza...

Muito cedo da manhã, já acordada, deixo que os meus pensamentos voem à deriva, sem amarras e sem dogmas.
  Imagino que já cumpri em parte as minhas obrigações sociais natalinas, faltando ainda as célebres comemorações que sempre haverão de existir...Que estas sejam, doravante, transparentes e lapidadas com muito amor. Que não se repitam sombras de um passado não muito distante. Faltaram, neste momento, o pudor e a verdade de uma certeza, que já era certeza!!! Valha-me Deus!!!
        As compras alimentaram instantes de emoção, de fantasias e até de ilusões, pois sempre estaremos envoltos em filigranas de enganos. A realidade mostrando o amanhã de muitos amanhãs.
       Acordei-me antes da hora. É sempre assim. Não deixo que o "desiderato" a cumprir, seja renegado e, muito menos, esquecido. E lá se vai mais uma manhã de dezembro, já adormecendo, para dar lugar a um Ano Novo que vem surgindo, de mansinho, com a esperança de que venha trazendo sonhos realizados.
        Há sempre um desejo de que os dias se vistam de muito amor, de solidariedade, de fraternidade e que nossa consciência esteja envolta de muito amor ao próximo.
       Com o tempo aprendi, muito bem aprendido, a esperar o que está na ordem do dia e de trabalhar com o meu desejo , que deixa de ser verdade, para ser uma realidade bem conduzida. Fazer o que? Só importa o que existe e não uma vontade reprimida, que já se mostrou como uma irrealidade injustificada. Caminho com rumo e não com idealizações que não fazem sentido. Bola prá frente, com todo o teor do sentido popular...
        E a manhã já se vai passando. E eu vivo os momentos de ganhos e de perdas, que só a grande escritora Lya Luft, sabe explicar melhor....

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A lugar nenhum............

Havia em mim toda uma vontade de escrever pela manhã, enquanto o trabalho na Universidade permitia uma pequena pausa. Com todos os meus desejos, a minha inquietude que se faz presente quando tudo está mais calmo, fez com que eu postasse um Destaque do meu pai. Uma frase característicamente sua, sem dúvidas e sem a semelhança em relação aos outros escritores. Ele sempre foi ímpar nos seus escritos e no seu lado espirituoso, que se perpetua até os dias de hoje.
           E a manhã, suavemente, se evaporou repleta de tarefas que se constituem o cotidiano de minhas atribuições.
            Em casa, ainda me permiti imaginar um mundo fantasioso e de bem estar. Em dia de sexta feira, a gente se dá o direito de fazer tudo aquilo que o tempo, por vezes, não nos deixa acontecer. É isso, leitores meus, tão assíduos nas minhas leituras. Um dia, entenderão o porquê do muito que se fez latente, sem a característica hialina que me foi aprisionada por alguns dogmas e certos pudores, por mais que eu deixasse transparecer os meus sentimentos, tão meus....
          E tudo me leva a crer que águas passadas não nos levam a lugar nenhum. Verdade, ou não verdade, atravessei o abismo que se apresentou no meu trajeto. Este dia nunca será esquecido, mas a certeza de que foi a luz vermelha que me fez mudar, será sempre o norteador de minhas ações.
          Venho lendo com frequencia. Esta é uma prática diária. E foi aqui e acolá que pude constatar uma grande frase de Carlos Drummond:
          " Não, meu coração não é maior que o mundo.
            É muito menor.
            Nele, não cabem nem as minhas dores."
            Pasmem, agora, meus leitores: as minhas, bem que cabem. Agora sou mais eu e o meu coração está envolto de muitas alegrias, muito mais do que de dores. Essas já se foram.....


DESTAQUE

"Esta cidade é mágica, meio bruxa, enfeitiça, quebranta, tira as forças."  (NILO PEREIRA)                                                               

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

De ser quem sou....

Só faltava essa: a internet andando a passos de cágado, testando a minha paciência e o meu limiar de espera!!!!!
    Acabara o chá das 5 horas, onde as conversas rolaram em torno das fofocas e dos devaneios, quando resolvi apelar para a minha inspiração, que dá lugar a mil e uma imaginações. Pensamentos que passeiam pelo passado, pelo presente e que dá lugar as mais ousadas fantasias.
      Estava cansada e nem por isso, consegui dar um cochilo. Com certeza, o melhor foi mesmo o encontro que tive com as dondocas, deixando que o meu lado de Madame se mostrasse no abstrato dos mais puros, ou não, papos de quem vive das mais insensatas das futilidades. Faz parte de um mundo fantasioso. E um dia resolvo fazer parte deste mundo. E por que não?
      Afinal, afinal, leitores, a gente passa, muitas vezes, por uma vida de tanta intelectualidade que vale a pena conhecer o lado avesso da moeda. Nem que seja para dar umas boas gargalhadas, que só fazem bem a um coração partido, quebrado pela insensatez e falta de pudor de quem nunca conheceu o amor!!!! a amizade!!!! a cumplicidade!!!!! o reconhecimento e a justiça. Ainda, por certo, estão na fila para receberem  o troco, que nunca deixou de vir....
        Vida, vida minha. Somente eu sei quem sou e porque motivo bato tanto numa mesma tecla. Só não é por tocar piano, desde os 4 anos de idade. Quem vem de família abastada, só conhece o que é finess e que ele não aceitou, quando comigo competiu...Valha-me Deus!
        Mas, o sono vai e volta. Tomo aquele gostoso banho a la Freud, visto a camisola que me faz sensual e desfruto do bem estar de ser quem sou...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

E o avesso da vida...

Fiz uma pausa no meu trabalho na Universidade. Que esses momentos sejam aproveitados de forma benfazeja, tal qual aprendemos nessa grande escola de vida, que é o nosso dia a dia, ensinando o bem e afastando o mal.
    A vida, as suas nuances e as  belas oportunidades que, se não aproveitarmos, estaremos deixando de lado a alegria de viver e os sonhos irrealizados.
    A manhã deixa que o sol brilhe de forma estonteante e a sala de trabalho se constitui o meu lugar de , talvez, maior prazer profissional...
    Sem nunca deixar que os pormenores se tornem surrealistas, vivo a realidade num patamar de certezas onde há, como já disse, uma vida e o avesso da vida....E eu vou aprendendo com a maturidade, mais do que a jovialidade foi capaz de me ensinar. É o velho tempo sendo o Senhor de nossos passos.
      Hoje mudei os meus planos. Já marcado o meu trajeto, tive que modificá-lo por motivo de força maior. Vão -se os planos e os planejamentos.
      Mas, o Natal se aproxima e cada vez penso menos no final de ano, que não sendo o mesmo de anos atrás, carrega um por quê de muitas interrogações....Valha-me DEUS!!!!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Não seria patético....

A vida e suas nuances. Com verdades, ou não, tenho que dizer que, às vezes, a mentira chega a ser mais real do que a verdade. Incrível, não é?
   Tenho estado no meu humor que aprendi a lidar para não perder a grandeza dos que de mim sempre esperam.
     Leitores, e a vida vai passando e a gente vai convivendo com a vida ou com o avesso da vida. Acho que é sempre assim. Olho para o nada porque também é bom. Foi amadurecendo que consegui manter a balança equilibrada. Afinal, afinal, haveria de assimilar o muito que o tempo me mostrou, quer eu pedisse ou não.
     Estou hoje um tanto sem paciência. Cumpri o que deveria fazer parte de um tratamento que implica infiltrações no meu joelho. Mas, sou adepta de que vai passar...
       E ainda nas lembranças que foram boas e outras adversas, ainda vítima de quem conviveu comigo sem conviver, das competições e das injustiças, saí dessa sem sequelas. Se demorou um mês, foi pouco para quem esperava o pior para mim. Perdão para você, "Amigo.'
         Aqui estou, já tendo terminado de ler o Livro de Lya Luft: O tigre na sombra. Excelente esse trabalho da grande autora. Deu-me momentos de muita aprendizagem.
           A tarde se passa e eu aproveito os seus últimos momentos. Não seria patético dizer que a vida é a minha maior escola de experiências, E haja bem estar!!!!

domingo, 9 de dezembro de 2012

Mas, o bruxo, que é o tempo....

E junto com o final de semana que acaba sorrateiramente, vem aquele sentimento de nostalgia de quem viveu um tempo bom e até reviveu muito do que valeu à pena. Mas, o bruxo, que é o tempo, passou , pois não haveria como segurá-lo no momento que foi aquele instante de satisfação quase plena.
    Estou com saudades destes últimos dias. Acho que vivi um bocadão de coisas. Apesar dos sargaços, atravessei-os e tomei aquele banho de mar que lava até a minha alma.
    Não esqueci a noite. Quase como quem ronda a cidade, escutei músicas num bar de elite e revivi os tempos de jovenzinha, com todo o esplendor  de quem parece ter voltado no tempo, como se possível fosse.
     O final de semana foi também dos livros. Estou quase acabando de ler o último romance de Lya Luft: O tigre na sombra. E vem mais: ganhei de meu esposo o LIVRO DA PSICOLOGIA. Pretendo estudá-lo tal qual o tempo de estudante. Ilustrado e muito bonito, traz as terapias dos maiores psicólogos e psiquiatras, além das biografias de grandes filósofos. Não vejo a hora de ler esta obra, com o apreço e a garra de psicóloga que sou.
        É isso aí. Eu e outras que sou, diferente daquela do cotidiano. Na verdade, Lya Luft tem razão quando afirma que ninguém conhece o outro. Nem os pais, nem os filhos, nem os esposos, nem os amantes e nem ninguém.....são sombras se cruzando  num corredor pouco iluminado!!!!
     

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Minha linda!!!!

Minha linda,

       Hoje o dia amanheceu mais lindo e mais florido. A família unida e a casa preparada davam um toque especial, porque hoje é dia sete de dezembro. Esta data reflete todo o amor que se fez presente desde a sua chegada.
      Trago no meu coração batimentos que de descontrolados se tornaram suaves e bastante compassados.
      Tenho em mim um sentimento de alegria que me toma conta  quando lhe vejo, quando lhe beijo e lhe digo o quanto amo você.
    São alguns anos vividos pela felicidade de tê-la ao meu lado. Hoje já formada (Advogada)  e a cada dia mais meiga, mais solidária e sobretudo mais generosa e amante a Deus.
     Hoje é festa porque teria de ser. Acordada desde a madrugada, preparo com carinho os seus presentes e penso na razão de ser você tão amada por todos que lhe rodeiam. Impossível ser diferente, tendo você tanta pureza d'alma e tanta meiguice.
       Minha linda, hoje o dia está mais bonito. Esta repetição de datas vem crescendo em harmonia familiar. Você é o elo que nunca se fez ausente como um ser que nasceu para plantar a paz...
       Você é você, diferente em suas peculiaridades e que eu amo sem limites, minha linda!!!!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Foi-se embora a minha inspiração matinal....

A noite chegou e foi-se embora a minha imaginação matinal. Pensara escrever enquanto esperava que o sol despontasse e eu começasse o meu trabalho que, no mais das vezes, eu inicio cedo. Além do trânsito e do meu sono cultivado por uma madrugada semi acordada, me fizeram chegar mais tarde na Universidade. Foi-se tempo e foi-se embora a minha inspiração matinal, mais viva do que em muitos dos meus dias.
       E o dia se passou entremeado de acontecimentos vários que norteiam as minhas atividades. Já quase completa um ano que eu pulei da gangorra e comecei a viver o que talvez sempre tenha sonhado. Houve quem pensasse que eu estava muito bem no Natal dos últimos anos. Pasmem os que têm dificuldade em perceberem a verdade e aqueles que imaginaram que o pouco era a minha realização. Eu, apenas, tinha o trunfo de muito conhecimento em área que muitos outros  desconhecem. E a inveja se fez maior. Sentimento que eu sempre repugnei. Não podia ser cúmplice do que abominei, sempre, em sua totalidade.
      Mas, deixemos que o mundo se aquiete e que as criaturas juntem as suas mãos e neste Natal peçam o perdão, que nunca será demais...
       A noite começa com ares de lua nova, aqui em Boa Viagem. Da varanda, descortino uma grande e maravilhosa paisagem. Tudo isto me inebria e me encanta. Estou sozinha e muito bem.
       Conto as horas para o dia 7de dezembro. A vinda de minha filha aos meus braços, neste dia, constituiu tudo que mais me faz alegre.
        Depois , eu conto mais. Vocês, leitores, acostumados com o meu estilo e com os meus sentimentos, devem estar esperando o que melhor haverá de vir!!!!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Sei melhor da vida!!!!!

A tarde esteve nostálgica e passou de forma lenta, como se o dia quisesse se prolongar, deixando que as minhas lembranças fossem mais sentidas e mais refletidas.
   Tarde, tarde minha. Veio-me uma sensação de querer voltar aos meus tempos de infância e de adolescência, como se possível fosse essa volta concreta ao passado.
    A esta altura já vivenciei tantas experiências que me fizeram modificada, capaz de esquecer momentos e de vislumbrar um futuro próximo, já que o mais distante melhor será deixar adormecido no mais fundo do inconsciente.
 Sem muitas delongas, vivo, por vezes, um passado que, evidentemente já passou, e revivo através de uma e de outra a maravilha do que é ser jovem. Inimaginável essa minha sensação de poder ser outra que nunca terei esse direito de ser. O tempo passou e foi mais rápido do que eu pensei em épocas remotas. Acho melhor nem pensar. É viver o presente com todos os ganhos, que bem fala a grande escritora Lya Luft.
        Mas, a tarde esteve nostálgica e quase melancólica. Dá para se notar por tudo que falei, pelos desejos irrealizáveis e pela saudade da saudade que não dá mais para se fazer realidade.
        Anoiteceu e já é chegada a minha maturidade que eu não julguei que viesse tão rápida. É a vida e são  os momentos que passam a cada instante, sem que tivéssemos dado  oportunidade para julgarmos as mudanças que passaram depressa, no final das contas.
       O tempo é mesmo inexorável. É é por isso que eu amo tanto os meus. E é por isso que eu curto a beleza do que é viver,
        Hoje, sei melhor da vida, muito mais do que sabia há dois anos atrás. Entendam o que não é difícil de decifrar...Glória a Deus!!!!

sábado, 1 de dezembro de 2012

É COR DE ROSA?

Nem sei se esse era o dia e a noite indicados para escrever e deixar que as verdades da realidade sejam  discutidas, ou melhor, elucidadas. Na verdade, sábado sempre  saio e descortino a noite tal qual constitui o meu relax de final de semana.
    Digamos que hoje é uma noite atípica, onde já curti muito o dia e já é hora de fazer do meu lar o melhor dos melhores. Interessante e especial. Sei como aproveitar bem. A minha varanda já é um recanto que me deixa bem.
     Mas, lá vem a idéia de que longos tempos, imaginei que tudo deveria ser perfeito para se fazer contente. Sofri dissabores e duvidei de minha paz. Terrível sensação de impotência...
     Demorei a chegar à conclusão de que a VIDA NÃO É COR DE ROSA....
     Ainda assim, a vida é bela. É preciso saber lidar e ter experiências alvissareiras mesmo sob os desafetos, distâncias, desprezos, provações e consciência de que perfeita a vida não é....
      E a vida não é cor de rosa. Nem sempre....há dias de muita paz e outras de indagações e até de preocupações.
      Pena aprender a viver bem um tanto tarde. Mesmo assim, sou adepta de que antes tarde do que nunca.
      E a vida continua com nuances ou não. Se a vida não é cor de rosa, também não é cor cinza. Acho que não. O importante é vibrar com as emoções boas e se livrar das inquietudes, pois nem só cor de rosa, somos os devaneios e os sonhos realizados.
 Mais uma que me engrandece. Vamos lá....prá frente é que se anda!!!!! e eu já caminho desta maneira!!!!!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Depois vem melhores....

Imagino que o texto de ontem foi lido e entendido nas linhas, muito mais que entrelinhas. Na verdade , refiro-me ao aconchego familiar de muitos natais e Anos Novos, que hoje se fazem substituídos pelos pequenos núcleos, por imposição que nem sei explicar e nem quero me deter em filigranas, que já são páginas viradas.
       A época natalina em família sempre foi para mim muito mais do que outros tempos que se constituem, também, festejos. Se mudaram para alguns, fica a certeza que Deus, mais do que ninguém, está no comando de tudo. Conformada e alegre, passado um ano, eu estou. Sou eu antes e depois de muitos dissabores, entre os quais o meu infarto, a quase morte que me fez viva....
         Quanto às confraternizações de amigos, ficam para mim a desejar. Sempre achei que aconteceram sob um véu de falsidades lapidadas. Já nem penso nelas, até porque o Ano passado foi o ápice de todos os tempos. Valha-me Deus tantas decepções, passados cinco a seis dias. E assim se fez....
          Passado o mês de janeiro foi que vi e senti a minha mudança para patamares nunca imaginados e sonhados por quem me quis tão mal, sem motivos e sem razões que me chegassem à consciência.
         Hoje sou uma mulher modificada, altiva, de realizações concretizadas em todos os sentidos. E o tiro saiu pela culatra....
          Mas, o que passou, passou. Para quem não me conhece a fundo, fica a certeza do meu contentamento que se aguça a cada dia, sem os prognósticos feitos e mais jovem na minha maneira de ser e de proceder. Sem amarras e sem pudores. Sem subserviências infundadas. Eu crescida e exultante. Coitados dos coitados. Saibam apenas que a fila andou e me levou para um voo muito alto....

        Essa crônica pessoal, só alguns entenderão. Depois vem melhores....

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Acordando-se nas lembranças...

Deixei que os meus pensamentos corressem livres, depois de ter repousado um pouco. A noite se anunciava e mostrava um céu que ia se modificando de cor e deixando que as nuvens ficassem quase desaparecidas. Isto era tudo que eu via de minha varanda, palco de grandes devaneios. Alguns que se perpetuaram no mais íntimo dos meus arquivos.
    Imagino que declarar que vou deixar o meu blog é, ainda, muito precoce. Para quem vive de impulsos literários, tem muito o que refletir.
      Passeio por toda a casa e me prendo na decoração inacabada do  Natal. Amo este tempo pela beleza da ornamentação, pela comemoração do nascimento de Jesus, pela esperança de que se repitam anos que se foram e , até, pela conformação do que não mais existe.
      As ruas brilham de luzes prateadas ao meu redor. O Shopping é a maior das atrações e eu sou eu antes e depois de tudo....
        Dezembro é sempre dezembro. As comemorações são muitas e o amor aos meus é uma das maiores razões de ser.
        Há quem diga que já viveu muitos carnavais. Eu digo que já vivi muitos natais e muitas chegadas de anos. Há uma saudade que se contradiz com o tempo que se foi, por que não sei....
        A vida e suas nuances. O meu pai muito longe ou, mesmo, perto demais. A minha mãe, o maior dos meus diamantes, num leito que foi preparado para tanta aflição. Deus, o maior dos maiores
        Tempos que se foram. A adolescência adormecida e se acordando nas lembranças. A família reunida e o núcleo familiar tomando o seu lugar...
        Uma inquietação toma conta de mim, ao mesmo tempo que o meu viver de glórias a substitui. O ontem e o hoje. A forma de como jogo as minhas cartas e o esplendor que se faz maior.
        Que Jesus proteja os pequeninos, dê paz aos homens feitos e que nós sejamos o Amor de DEUS!!!!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Cheguei da praia cantarolando....

      Cheguei de uma bela caminhada na praia. Que bom morar em Boa Viagem e poder usufruir desta maravilhosa natureza. Deixei que as águas do mar molhassem os meus pés e vi o sol se pondo para dar lugar à lua. Panorama lindo, lindíssimo.
       Cada vez que ajo assim, chego em casa cantarolando. É como se tivesse me alimentado de corpo e alma.
       Estou pronta para saborear mais e mais. Acolhida neste bairro especial, faço da minha vida, também, um motivo de muita alegria.
      Ao contrário, prima minha, do que possa eu parecer, curto os meus momentos de maneira extremamente vivida. Está aí a prova.
     Mas, conversa puxa conversa, lembro da minha juventude, já se vai um bom tempo. Apesar de me olhar no espelho, tal qual Oscar Wilde, não me sinto tão machucada, talvez menos do que ele.
     Além de tudo, por ter a cultura como o meu melhor prato, nutro os meus ganhos com uma fortaleza extraordinariamente notória.
      De bom tom, sei me lapidar e ser reconhecida, nem que seja por ter vindo de uma família que me fez  maior.
       Vida, vida minha, a minha mãe é para mim o espelho que eu aprendi a seguir. Fidalga, de fina educação, tão doada como amor infinito, sigo os seus passos da melhor maneira que eu posso. Elogios não me faltam . Isso levanta o meu âmago e me vejo como se tudo fosse verdade, mesmo não sendo. Aqui, fala o meu pai através de mim. A sua humildade à flor da pele , que eu incorporei porque acho certo.
     Vida, vida minha. Cheguei da praia cantarolando. Nada havia como terror. A vida me ensinou muito!!!!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Enquanto a madrugada dava os seus primeiros sinais....

Enquanto a madrugada dava os seus primeiros sinais, pensamentos confusos insistiam em me fazer morada. O hoje realidade e o futuro a maior das incógnitas.
   Pensei em mim e em muitos. Um turbilhão de indagações me atormentavam e eu sofria um pouco de falta de ar, como se o pânico tivesse tomado conta de mim pela primeira vez.
      Imaginei a dificuldade em decidir sobre duas escolhas, quando essa preferência pudesse implicar a morte emocional de outrem Tarde demais descobri muito do que mais precocemente poderia fazer parte de minha vida. Que pena!!!!
       Lembro de várias pessoas que me rodeiam, dos meus familiares e das perdas que sofri, mesmo sem saber o porquê, mesmo estando vivas todas essas criaturas.
       A bondade, a caridade, a fraternidade e a justiça andam afastadas dos seres humanos. Cada um tomando as suas decisões que chegavam a me machucar.
         Já ouvir dizer, simbolicamente e mentalmente, que só nos resta matar ou morrer. Fiquei sempre com a segunda opção. Não poderia contrariar os meus bons sentimentos e a minha solidariedade na hora H. E todos sabem disso, principalmente os que a mim recorreram, se é que tenho algo a dar. Acho que tenho e muito. Ninguém é bom por acaso...
         A madrugada dava os seus primeiros sinais. Sem pensamento mórbido, mas na hora da realidade, pensei na morte e no morrer. Já li muitos livros com este tema.
          Fiz castelos um tanto tenebrosos. Imaginei a outra vida. Pensei nos outros e nas abstrações, talvez, deste fato. Isso sem julgamentos e nem  pré julgamentos.
          Um filme, que eu tentava não ver, aumentava  a minha ansiedade. Vi o que não queria visualizar e temi o que poderia estar, para mim, muito perto.
          Dormi um pouco agoniada. A falta de ar , também , me perturbava. Acordei mais uma vez e despertei cedo. Tomei forças e fugi deste sonho acordada.
          Lembrei de muita coisa, mas preferi ocultar.

sábado, 24 de novembro de 2012

Pulo de um pé só.....

Lembro do meu pai, escritor Nilo Pereira, sempre que estou contente e muitas e muitas vezes mais....
Dizia ele que a  alegria fazia a gente pular de um pé só. Espirituoso como o meu pai, nunca conheci ninguém. É que ele associava  suas palavras e tiradas a uma inteligência tão niliana, que impossível seria eu descrever.
       Já ouvi de muitos e de tantas pessoas que eu puxei a ele. Essa verdade, seria difícil duvidar, modéstia à parte a minha apreciação. Coloco-a inclusa em minha auto-estima. Pudera não poder imaginar assim!!!!
       Silenciosamente, dou ares para os meus devaneios que me fazem subir até às nuvens. Sábado de muitos sábados. Sinto o perfume das flores e a quietude do meu ser, vibrando de emoções.
       Já participei de uma caminhada e já vi o mar azul tão perto de mim. Tudo isso me dá uma satisfação indescritível.
        Chego em casa, pulando de um pé só. Que bela é a vida, apesar de muitos pesares e das injustiçadas ações dos que são sinônimo de desafetos....
        A maturidade me dando muitos ganhos e superando as perdas, embora haja quem pense o contrário. Os petulantes e os frios de ânimo.
         Recordo a minha infância, sinto saudades da adolescência, entro na idade adulta e me torno mais alegre, talvez, do que todos esses tempos. Incrível tudo isso!!!
          Quando leio os mais diversos livros, ponho-me sempre a pensar que a minha cultura está sempre acrescida de algo que me conforta.
          Por essas e por outras, pulo de um pé só, papai!!!!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O mundo é feito...

As horas passando vagarosamente tornam o dia um tanto sem muita graça. Interessante é o tempo. As vinte e quatro horas são as de sempre, mas essa sensação de diferença é sentida de forma desigual.
     Estou na Universidade, onde cumpro o "desiderato" que me cabe. Nada me conduz a nada neste momento. Também nada me é tão atraente e capaz de levantar o ânimo de uma sexta feira sem os ares de um final de semana.
       Sensações sem razões de ser, mas que nos fazem perceber um tempo prolongado, como se não quisesse ir embora esta sexta feira que termina a semana de todos os tempos.
      Escrevo sem pensar. O ambiente com muita gente me deixa sem inspiração e , pior que tudo, sem concentração.
        Escrevo sem muita razão do momento. A vida me traz, porém,essa necessidade de dizer alguma coisa, nem que seja o desinteressante que nunca será atrativo.
       É como se eu fosse menos eu. Dessas mudanças, o mundo é feito!!!!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Nem tudo se constitui de escolhas...

Surpreendente essa minha vontade ou desejo de postar alguma coisa no blog, quando os meus pensamentos passeiam na decisão tomada de ir acabando com o mesmo. É difícil de explicar e de entender.
    Já chegou a noite e não consigo descansar um pouco, entremeando algumas dores físicas e o emocional trabalhando a mais de mil. Terrível sensação de impotência. Eu mãe como sempre fui desde idade jovem. Essa minha condição de ser é imensurável e eu me revelo em idades diferentes que pouco fazem a diferença. Mãe é assim...
    Ainda continuo com o meu jeito quase enigmático, deixando o meu interior falar mais baixo do que o exterior. Eu sempre eu, não é leitor fraterno?
     Sinto que o tempo passa e as relações interpessoais não têm a dimensão desejada. De qualquer forma, estou dentro dos parâmetros estabelecidos, se é que são, numa idade um tanto madura. Deliciosa em suas mudanças e nos pensamentos modificados, como bem fala amiga minha. Dessas que a gente sabe, vive para aproveitar a beleza da vida...
      Ando a casa toda, a trancos e barrancos. Quem me conhece sabe o porquê. É para esses que posso falar assim.
       Olho o céu e deixo que os meus devaneios façam morada. Ou a gente se veste de amor, ou este corrói a mente e o corpo.
       Terrível sensação de impotência, ou não. O tempo ensinando muito. A vida dando a experiência que se faz maior.
        Lembro de meu pai neste momento. Deixou para mim este legado de escritora, incomparável a sua pessoa, mas assemelhada.
       E o destino também se traça. Nem tudo se constitui de escolhas...

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Terrível sensação de impotência....

Terrível sensação de impotência,
Diante do que nada posso fazer...
A vida e suas nuances.
A magia do nada
E a confiança em Deus.

Procuro e  não acho.
Sinto o temor da angústia
E a falta de coragem.
Noite, noite insone,
A vida , a esperança e a fé.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

DE UM AZUL ESTRELADO!!!!!!!

Acontecimentos traumáticos e inusitados são muito difíceis de serem esquecidos. A noite estava linda, com um céu estrelado que nada parecia anunciar de adverso. Isso há dois anos atrás...
   Recordo que estava contente. E-mails inesperados talvez tenham mexido comigo no mais fundo do meu inconsciente.
   Tudo no seu devido lugar. Nesta noite li no Jornal uma matéria sobre Oscar Wilde. Empolgada com o teor do texto guardei fundo o desejo de fazer uma crônica no blog.
    Noite, noite minha, por pior que tenha sido. A rotina da noite foi cumprida. Conversas sobre amenidades com a minha filha querida, fez-me desbravar a noite até às 10 e 30 da noite, quando disse: Filha: Vou dormir. Amanhã vou cedo para a UPE. A minha responsabilidade à flor da pele, que nunca foi reconhecida.... Lá se vão dois anos.
      Confesso, leitores, que na minha mente tinha em mim acordar lá pela madrugada para fazer um texto sobre o que tinha lido. O meu velho fanatismo por Oscar Wilde. O meu grande respeito pelo escritor inglês.
      Pasmem, se for preciso, despertei às 03 e 30 da manhã. Não havia mais desejo de atualizar blog. Impossível ainda ter.
     Estava acometida por uma dor intensa que dilacerava os meus dois peitos, numa cumplicidade nunca vista. Doíam com a mesma intensidade. Suava excessivamente. Doíam as costas e os braços. Veio o desconforto e o vômito em jato. Nunca me senti tão ruim.
      A grande frase veio do meu esposo, médico: Você está infartada, vamos correndo para o Hospital. O choro e a inquietude. O caminho até lá. O pensar na morte. As interrogações sobre o que seria Deus. O medo do outro lado. O pensamento na minha filha. O que seria dela sem mim. Lágrimas de medo se misturavam com uma dor gigantesca.
       A chegada no Hospital. O medo e o Diagnóstico de Enfarte. O cateterismo e a angioplastia. A implantação dos stents. A UTI e os meus dias.
        Leitores: a luz vermelha acendendo como alerta. Os arrependimentos, os estresses pelos quais passei e o retorno ao lar.
        Há dois anos era noite de um azul estrelado. Nada sugestivo. O inusitado e o posterior. A página virada e a minha nova vida. As mudanças necessárias. Eu no patamar sonhado. A angústia vencida, a vida sentida com mais amor, os afastamentos adjacentes e os ganhos que tive, advindos de reflexões profundas.
      Leitores:  foi assim. Conto como um desabafo e para que a minha experiência sirva de alguma lição: a dieta, o não estresse, a obediência aos conselhos médicos, a qualidade de vida, ainda evitam o infarto que, muitas vezes, é fatal....
      

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A inspiração vai e vem....

Com lágrimas ou com sorrisos alternados pela vida, tento escrever tudo que o meu coração ainda é capaz....
   Penso que nasci para ser escritora. A inspiração vai e vem. Eu apenas dissimulo e camuflo algumas facetas que devem ser guardadas até o dia em que não haverá como esconder os meus sentimentos.
     Vida, vida minha. Às vezes, sinto-me esvaziada, sinto um oco que me deixa intimidada e arrefecida.
        A vida e suas nuances, Já medi, contei e avaliei tanta coisa que, no mais, escondo tudo que poderia causar um caos dentro do outro.
         As mudanças inesperadas, as decepções manifestas, eu , você e o enigma. Os mistérios que se escondem no infinito das coisa e nas entranhas dos meus vizinhos.
          Tento parar o tempo e, às vezes peço pressa. Terrível confusão em meu eu. Crio ânimo e me coloco à margem das ingratidões sofridas.
           Já usei mil práticas e já busquei as teorias psicológicas, mas nem sempre é fácil. Sou eu e não me faço entender nem a mim, quanto mais aos outros.
           Penso que as noites, mesmo misteriosas, me atraem e me fazem realizar sonhos quase irrealizáveis.
           Sou o alguém, como já disse minha mãe, não muito fácil de ser entendida, mas um dia, um dia sim, serei compreendida. Sentimentos de arrependimento irão brotar de quem se fez ausente da realidade tão minha, tão sensível e tão escancarada.
           Aí o mundo irá dar uma pequena parada, daquelas que duram pouco, mas que se faz cruel. Para você ou para o outro....

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

COM O ROLAR DO TEMPO....

Apesar de acordar tão cedo e de estar na Universidade há um bom tempo, encontro-me de pálpebras pesadas, dando sinais de que o meu sono foi esta noite profundo e pesado.
    Tal fato não é de todo dia. Sinto-me bem quando isto acontece. E o dia se torna mais deliciosamente aproveitado e a vida se faz mais bela e menos cansativa, tal qual me foi ontem....
     Aqui reina um silêncio que me deixa solta para imaginar e me inspirar. O trabalho dá uma pausa e o encanto da sexta feira é mais sentido e mais brilhante.
      A vida e suas nuances. O dia chuvoso, contrariando o verão de novembro. A Universidade, o meu lugar de trabalho, onde ainda aprendo as grandes lições de vida.
        A maturidade me renovando, apesar de parecer uma contradição. As grandes experiências e os meus grandes ganhos. As perdas trabalhadas. O mundo girando, dando as suas voltas e a gente mais confiante perante até as rebordosas inusitadas. Afinal, afinal, ninguém sabe se o amanhã é sempre o de hoje. E onde estarão os que nos importunaram com a certeza do seu poder eterno?
     Tenho medos, mas sei trabalhar no momento certo. Isso eu aprendi depois de umas e outras. Foi difícil, mas não há nada que eu não aprenda com o rolar do tempo...
     É notória a minha mudança. Mas, se era necessária, assim foi feita. Aos que se admiram, saibam que estou bem. Enquanto se fechou uma porta, abriu-se uma bem maior. E agora só tenho a dizer: A vida com suas nuances me ensinou muito e me impulsionou com garra....

terça-feira, 6 de novembro de 2012

ÍNCRÍVEL, MAS VERDADE!!!!

Encontros fortuitos trazem ao meu pensamento palavras que já não são mais usadas. Desapareceram muitas das solidariedades e as gratidões andam escassas.
   Ontem, perto da minha casa, aproximou-se um mendigo e pediu ao cidadão que passava uma esmola. Confesso, leitores, que fiquei atônita quando o rapaz respondeu ao pedinte: PERDÃO, não tenho aqui.
   Tem sido o de todo dia, ver criaturas em seus carros suntuosos passarem ostentando a riqueza, longe de darem o mínimo que fosse para que os pobres de finanças tomassem um simples café da manhã, um pão que enchesse a barriga por meia hora.
     Socióloga, eu não sou. Apenas venho vendo e averiguando que as pessoas mudaram a sua maneira de ser. Incrível, mas verdade.
      Hoje, as palavras mais distintas desapareceram do vocabulário de muitos, como se não fosse mais necessário agir com a boa educação e os princípios adquiridos através de nossos pais...
      Já não escuto mais agradecimentos na hora certa, o carinho manifesto constitui-se lacuna, o perdão é raridade, o cavalheirismo fugiu do cidadão que prefere mostrar o poder por mais efêmero que seja e a solidariedade só por interesse.
    Deixo que o meu pensamento dê voltas em torno do que já foi tão lapidado. Palavras verdadeiras e mentiras escasseadas. Hoje a falsidade está mais presente e a autenticidade se tornou ardilosa.
    Tenho ímpetos de voltar no tempo e vontade de ensinar a outros que a solidariedade, a caridade, a igualdade e a fraternidade não poderiam desaparecer. Talvez assim fôssemos mais ricos de espírito e não veríamos tantos onipotentes enclausurados nos seus palácios sem, por vezes, encontrarem a alegria de viver!!!

* Amiga: salvei a figura que você postou no face para ilustrar o meu blog. Grata.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

AINDA SONHO ACORDADA....

Ainda  sonho acordada. Apesar de minha maturidade e de minhas experiências vividas, ainda tento fugir das inquietações através de devaneios que me fazem acreditar na "realidade" de fatos, desejos apenas do que não consegui concretizar.
    A vida muda em frações de segundos. Vivemos os impactos sem sequer estarmos preparados pare reagirmos. Comigo também foi assim por duas vezes. Parece até que foram induzidos por quem nunca teve sentimentos bons. A minha convivência atordoada vitimou-me e me deu provações que não sei como retornarão um dia. Que Deus lhe acompanhe e lhe dê o perdão, evitando que este sinta também o inusitado momento do sofrimento. Foi assim comigo, um dia...ou dois...
       Mas, ainda sonho acordada. Nestes momentos , afasto os fantasmas e só deixo que cheguem em minhas entranhas os amigos que nunca se julgaram poderosos, como se assim fossem.
        A vida e suas nuances. A inteligência que ignora o outro dia. A inconsequencia dos que falam usando as palavras ferinas de um Rei que, provavelmente, nunca foi....
        Sonho acordada para afastar de mim aqueles que são malfeitores em seu comportamento. Tenho pena, mesmo tendo sido vítima em momento inadequado. Faço-o longe da minha pessoa. Sonho acordada com todos os caprichos e com todos os desejos recalcados manifestos.
          Ainda sonho acordada porque posso. Como poderia um frio de ânimo sonhar acordado? Pode até ser que dormindo, ele faça o bem. Acreditem, se acharem...

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

"VIAGEM AO INSONDÁVEL MUNDO DA MENTE."

Já passa da meia noite e meia. Deixei que terminasse  2 de novembro. Denominado o Dia dos Mortos,  hoje é mais reconhecido como um feriado. Nunca imaginara que assim o fosse, visto que passei toda uma infância e adolescência venerando o Dia de Finados e seguindo todo um ritual que implicava não ir à praia e não se vestir com a cor vermelha.
     A vida é mesmo um instante em seus dogmas e paradigmas.
     Alienei-me um pouco este ano, embora o porquê de tal alienação tenha ficado no plano do inconsciente. Valha-me Deus.
      À noite, depois de cumprir as minhas obrigações afetivas, dei o meu passeio que caracteriza sempre o meu final de semana. Havia uma lua cheia que me acompanhou todo o trajeto de casa e que me fez lembrar do meu pai e dos entes queridos encantados , possivelmente, no alto dos céus.
      Penso que a luminosidade deste céu enluarado entrava, realmente, na última moradia e como uma vela acesa deixava os mortos comemorando com muitas luzes o seu dia, como se fosse a morte o renascer e tudo não fosse tão temeroso quanto tememos.
      No caminho para meu apartamento, alguém me perguntara se eu era uma grande viajante. Sorri, um sorriso enigmático, e respondi-lhe que, além da minha viagem ao insondável mundo da mente,tal qual refere Augusto Cury, quase fiz a última viagem. Se o dito cujo entendeu, não sei. Apenas deduzi que ele achara melhor terminar por ali.
       A vida e suas nuances. O Dia de Finados de outrora e o de hoje. As minhas reflexões tardias e as minhas alienações. O medo de entrar no mundo interior das saudades e a lua cheia. O dia terminado e a madrugada insone. A vida se opondo à morte.....

domingo, 28 de outubro de 2012

PELO AVESSO....

O tempo se encarregou de fazer muitas mudanças em mim. Eram necessárias e vitais. Foi assim, desta maneira que me adaptei a várias situações, não mais como era, mas como teria que ser.
     Tempo, situações, alegrias, momentos inusitados, afetividades, mimos e rejeições. Mudei emocionalmente e até fisicamente. Foram tempestades e foram bonanças. Caminhos em linha reta e outros com atoleiros. Eu querendo falar e me abrir, o silêncio falando mais alto.
    O tempo poderoso e o acaso inesperado. As gratidões e as decepções. Eu tendo que ser eu mais as minhas circunstâncias. Os amigos vendo e observando o atual do meu eu e o fingimento de minha pessoa quanto às transformações.
     Era tudo ou nada. Era o sofrimento ou o meu livro de vida fechado para iniciar um novo mundo. Era questão de viver e de sobreviver. Era tudo que me sobrava. Tantos silêncios e tantas provações. Tantas mudanças e o contentamento por ser outra. A capa da felicidade. As coisas se vestindo para eu tentar não cair em armadilhas.
   Não expresso mais a verdade e me calo quando o melhor será assim.
   Leitores: não foi fácil. Nesse meio tempo, encontrei quem me desse a mão e quem usasse de artimanhas. Eu escondi o que sentia para não sair machucada. A inteligência trabalhando e a falta dela nas minhas colocações. Ser você e parecer outra....
      Hoje tudo mudou. Transformei-me e me fiz transformada de corpo e alma. O tempo e a gente me tornaram pelo avesso. Mas, foi assim que me senti melhor!!!! com apreços e com desprezos. Com todas as mudanças!!!!
      Deus sabe melhor do que eu sei....
     

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

NÃO PODIA ACREDITAR NO QUE VIA!!!!

Chegara um pouco cansada do trabalho. Mas, havia tanto o que fazer e muito em que pensar. Estava um tanto em conflito e foi debaixo deste clima que adormeci.
   Uma vez acordada, de tanto sentir e dar asas à imaginação, percorri a casa toda e curti tudo que abrigava o meu lar. Deparei-me com um espelho e comecei a examinar a minha face. O tempo passou e eu me via ainda com muita vontade de viver. Vi cada traço do meu rosto, buscando as perfeições que me sobravam e a moldura deste que já não era a mesma. Tanto cuidado e via agora que este meu zelo já não produzia o efeito de anos atrás.
     Deus dos céus! Pensei em tanta coisa, até mesmo no que deveria ter ficado no mais profundo do meu inconsciente. Deixar problemas adormecidos é, por vezes, melhor do que acordá-los.
      Estava contente e, ao mesmo tempo, descontente. Sobrara uma pele macia e as rugas teimavam em não aparecer. É como se não houvesse razão para emudecer diante do visto e do examinado.
      A casa vazia suscitava uma certa solidão que me fazia bem. Podia ficar  à vontade para entrar no meu interior e ver melhor o meu exterior. Sem comentários e sem observações que pudessem me importunar neste exato momento, onde a tomada de consciência me deixava coberta de sentimentos.
       O tempo inexorável, nunca deixara de ser, marcara o meu destino e as minhas mudanças. Por vezes me sentia perdida e, em outras, achara o mundo quietinho e benfazejo.
        Recordei de leve o passado. Voltei ao tempo presente e pensei no futuro. Coisas de quem está só e pronta a descortinar a vida.
        O tempo é poderoso. Mas, acreditava em muitos momentos prazerosos. Via tanta coisa deslumbrante, ainda. Foi aí que me dei conta do espelho. Novamente, voltei a ele e deixei que os meus pensamentos  se transformassem em pequenas alucinações. Tal qual Oscar Wilde, senti-me bem e charmosa. O espelho antigo reproduzira uma imagem antiga. De tão envelhecido, não podia acreditar no que via!!!

domingo, 21 de outubro de 2012

DEI UM TEMPO....

Quando fui dormir, já passara das vinte e uma horas. Julgara esticar o sono até de manhã cedo. Qual nada, acordei com a chegada de minha filha e aí espertei de forma que não conseguira conciliar a minha dormida. Deus dos céus, onde foi parar o meu sono e como despertar depois de uma  noite que não foi completa.
     Lembrei-me do meu banho e do meu célebre copo de leite, hábito antigo que, por vezes dá certo....
      Não fui capaz de parar os meus pensamentos que corriam quatro vezes mais do que se tivera que pronunciar algo.
      Inquietaçoes várias percorreram a minha mente. Quis me policiar e não consegui. É, leitores, nem sempre tudo é como desejamos. Além do mais, eu refletia sobre assuntos muito fortes que já vinham fazendo morada desde cedo. Aliás, alguns desde a sexta feira que se foi.
      A vida e suas nuances. Acabei de ler que o tempo é mais poderoso do que nós.
      Hoje a praia esteve, inusitadamente, mesclada de sol e de chuva fraca, dando um panorama que não era dos melhores. Ondas fortes contribuiram para alimentar a força de meus pensamentos. Foi aí que me deitei em reflexões e busquei a paz que nem sempre aparece quando pedimos.
      Mas, o dia esteve marcando um domingo de vários domingos. Fui ao Aeroporto, como sempre faço. Visitei a bee que , por certo, vem vivendo tempos que não são bons e fui à livraria onde sempre tenho o que comprar.
     Para não dizer que tudo sempre é igual, deparei-me com Reginaldo Rossi que entabulou uma breve conversa. O impacto do meu olhar sobre ele, fez com que me tratasse como grande amiga sua. Quase peço para cantar Garçom, nesta mesa de bar.....Seria o demais de todos os demais.
      Faço hoje um verdadeiro Relatório. A semana correu entremeada de atribuições que fizeram parar a minha imaginação. Dei um tempo....
      E lá vou eu, novamente, deitar. Imagino que desta feita, eu durmo e sonho, e realizo tudo que ainda não aconteceu, quando tudo foi só pensamentos!!!!

domingo, 14 de outubro de 2012

A CAMISOLA DE SEDA!!!!!!

Tive ímpetos de escrever uma crônica ousada, mas resisti, um pouco, aos meus impulsos. O escritor é assim: às vezes, se acovarda diante da mudança de estilo, embora saiba que vá agradar a muitos.
   Debaixo de um dia mais frio em pleno mês de outubro, mudam as perspectivas dos passeios e os pensamentos atravessam as fronteiras do cotidiano.
   E foi numa manhã nublada que a camisola de seda apareceu mais bela e mais insinuante. Ele, às espreitas, fez tentativas que passaram a ser um tanto audaciosas.
    Penso que a mulher e o homem constituem no seu ninho os cúmplices da noite e, em certas ocasiões, do dia. E por que não?
     Tenho escrito um romance, onde eu mostro o lado avesso do puritanismo, não como uma devassidão, mas como uma realidade que existiu desde os primórdios dos tempos, abafados ou camuflados e transformados.
     Sinto que neste livro, sou mais transparente, como se o meu blog não comportasse nada que fosse surpreender os leitores. Cá com os meus botões, acho que se trata do meu jeito de ser, da minha educação arraigada e do estilo certinho que fiz do meu blog.
     Explico a vocês que cada texto meu é um, sem que esteja dando continuidade àquele que o antecede. Logo ontem que me permiti ser a inocência de uma criança. Peço que separem o joio do trigo...
       Mas, a camisola de seda azul estava se apresentando mais bonita e dando a criatura a percepção de suas curvas que atraíam de forma mais extravagante. Já se disse que a mulher de 40 anos se torna mais formosa pela experiência e pela consolidação dos traços. Nem por estar mais amadurecida perde o seu encanto.
      A minha imaginação ousou ir mais longe. Deixei que vocês, leitores, pensassem por mim. Por pureza ou por pudor. E os instantes foram se sucedendo num ritual de fantasias e num amor que se faz por inteiro, quando tudo pode ser o especial.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

COMO SE POSSÍVEL FOSSE....

Como se possível fosse, permiti-me voltar aos tempos de criança. Amanheci na praia, colorida por um sol brilhante e um mar de um azul deslumbrantemente lindo.
   Estava tentando dar uma guinada em minha vida e com este pensamento, amanheci na praia.
   Quem mora perto do mar tem essa válvula de escape e um bom lugar para que se possa caminhar, pedalar e viver um mundo que nem parece o de todo dia....
    Mergulhei fundo e me pus dentro d'água, como quem deseja remontar a um passado, porque hoje é DIA DAS CRIANÇAS.
    Permiti-me ser mais nova e esquecer os males que a idade madura veio trazendo passo a passo e trabalhados, por vezes, com dificuldade.
    Esqueci hoje o mundo real e entrei no imaginário da vida, onde tudo parece eterno e onde o lúdico faz bem e alimenta a alma dos pequeninos.
    Permiti-me voltar no tempo e amanheci na praia. O banho de mar mais gostoso e mais vivido, fez-me  esquecer o impossível até os dias de hoje. Senti uma vida mais inocente e afastei os problemas que, inusitadamente, apareceram e demoraram a desaparecerem.
      Vive-se uma fase infantil como se para sempre fosse. Foi assim que também me senti, visto que o dia foi tudo que precisava no atual dos dias: reviver e sonhar!!!
       O mar estava como eu queria. Parecia tudo encomendado. Água limpa e maré seca. Hoje tudo foi bonito e inocente. Alimentei essa pureza para me sentir alegre. Permiti-me  viver o presente  imaginado e alucinado, como quem viaja no paraíso que eu julguei, um dia, nunca perdê-lo e, em parte, sumiu.
         Sabem, leitores, como se possível fosse, virei criança numa manhã de muita paz. Isso me fez muito bem!!!!!

        

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

ESPEREI A CHUVA PASSAR....

Esperei que a chuva passasse um pouco. Às vezes, os trovões são tantos que ou a gente para ou a chuva não se vai. Interessante , não é?
  Tenho vivido uma semana de inquietações e de reflexões. Acho que eram quase de interesse só meu, portanto aquietei-me num estado de certa indolência. Era necessário e, portanto, assim fiz.
   Obrigada leitores pelos e-mails e pelas buscas ao meu blog, que terminou por viciar a alguns. Isso, geralmente, acontece. É lugar comum....
   Esperei a chuva diminuir. Também, não adiantaria gritar ao público o que estava em minhas entranhas. Devo parecer enigmática. Não é isso. Gosto de mostrar sempre o lado bom da vida e mimar com tudo que merecem os meus leitores.
     Não, ainda estou no auge das reflexões, tão pessoais quanto íntimas. Havia uma inquietação. Quando a coluna dói, a fisiologia de nossos corpos se ressentem e tocam em nossas mentes. Dá para entenderem?
      Amanheci melhor do que pensara. Perto do meio dia, relutei e imaginei tanta coisa, que nem ao menos os meus vizinhos compreenderam bem.
      Leitores, meus leitores. Quem me procura, sabe de onde eu estou vindo. Mas, o momento é de um pouco de solidão, um pouco que faz de quem vive distante, ausente de minhas maiores condições.
      Nas minhas primeiras crônicas, escancarei muita coisa. Fui além do além. Hoje, com tantas reflexões sou mais guardada e resguardada. O tempo ensina.
      Saudades dos que gostam de mim e também dos que eu gosto sozinha. Muito interessante: faz parte dos meus sentimentos!!!
       Li e reli nestes dias. Dormia lendo. Cochilava deitada, vendo televisão. Aprendi muito de bom e tomei conhecimento do ruim dos atuais e dos acontecimentos da política.
       Esperei a chuva passar um pouco. Às vezes, é preciso....

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

TENHO MEDOS...

A vida passa e a cada momento descobrimos o quão é bela a maravilha de saber ultrapassar o bom e o que não é de todo agradável.     Mas, tenho medos.
   Quando ainda estava na Universidade, cursando Psicologia, havia um capítulo que falava dos medos e das fobias. Aprendi que o medo injustificado caracteriza a fobia. Nunca fui portadora de neurose fóbica, o que me deixa menos tensa e mais desligada. Sinto que isso é bom, muito bom.
    Tenho, no entanto, medos. Aquelas sensações que, por vezes, são nossas companheiras e nos fazem apegadas ao presente, ao futuro e alvo de recordações do passado. Nem sempre boas...
    Âs vezes tento me afastar do que se apega a minha pessoa, porém nem sempre fujo delas com tanta facilidade. Ultrapasso, em certos dias, a trancos e a barrancos.
     Nada pior do que o medo da solidão, a certeza de que não somos mais o passado que nos fez unidos, pelo menos no universo do que se diz família, em amplo sentido e em toda parte.... Medo do escuro que não é a negritude da noite, mas a angústia do infinito obscuro. Medo da violência e da agressividade dos que não medem palavras e atos e que nos abandonam nas horas mais inoportunas. Medo do tudo e do nada. Medo de não ter tanto vil metal e medo  de te-lo e de nada servir. Medo de quem engana e de quem se aproxima por interesse. Medo de me apegar ao outro e de ser jogada fora sem motivos que justifiquem. Medo dos déspotas e dos assediadores. Medo de falar e de calar. Medo de ser eu e não ser entendida.
      Ah, meus medos. Aqueles que eu divulgo e aqueles que eu sufoco no travesseiro, tentando achar uma solução , ainda que precária, ainda que pela metade. A vontade de resolvê-los e o medo de escancará-los e de mostrar uma face que luta para não transparecer uma fragilidade.
       Medo dos eventos e medo de morrer. Medo de não suportar um mal entendido e de não saber me explicar perante os meus "amigos." Tenho medos...
        Não tenho explicações conscientes que me façam  justificar este meu tema hoje.
         Escrevo na Universidade, onde estou desde cedo, onde o trabalho é grande e onde me vejo maior, de forma enganadora...
         Tenho medos das traições. Estas me são enlouquecedoras. Tenho medos dos falsos e dos verdadeiros. Dos mutáveis e daqueles que têm duas faces. Uma hoje, outra amanhã: OS TRAIDORES DE VOZ MANSA!!!
          Leitores: não me peçam explicações. Medo de ter medo é o pior dos medos!!!!

domingo, 30 de setembro de 2012

COM O SOL E COM A CHUVA....

E lá se vai a tarde de domingo de mais um final de semana vivido e revivido. O sol de um brilho estonteante me permitiu tomar um banho de mar nas águas límpidas de Boa Viagem, além de uma boa caminhada que me deixou mais corada e até mais bonita, não importando a apelação feita. De qualquer forma, dá para dar umas boas risadas. Para os bons leitores, de cumplicidade nunca ausente, tenho certeza haverá de concordar. Valha-me Deus!
  E a vida vai me ensinando a me acostumar não só com a beleza da natureza como com as verdades do cotidiano.
  Foi na maturidade, idade das perdas e dos ganhos, que aprendi a sentir melhor a realidade e a não reclamar das tristezas e nem me glorificar com as alegrias que, por vezes, duram um pouco menos do que o esperado.
    Vivo hoje a certeza do meu amor por mim e a incerteza das gratidões, das agressões desmedidas e o motivo maior que me deixa inebriada de fé , de amor e de bons sentimentos.
      Acostumar-se com o que não se muda, quando pedra é pedra, não é fácil. Foram necessários anos e meses. Surpreendi a muitos quando mostrei a perfeição de meus atos transformados em conformação e em resignação. Sofri um evento de grande porte, levantei-me e mostrei que minhas entranhas estão fortalecidas. Até porque Deus é maior do que tudo.
      A costumei-me com a chuva e com o sol. Com a união e com o contrário desta. Com as tempestades e com as bem aventuranças. Acostumei-me com o sim e com o não. Fui rainha e fui vassala. Mas, nada conseguiu me derrubar de toda, pelo menos.
     Lágrimas derramadas foram superadas. As portas fechadas foram transformadas em janelões abertos. Virei a alegria de saber viver e de sobreviver.
    O dia esteve lindo. Tenho razões de sobra para com todo o meu bronzeamento, não reclamar da vida que me faz quase perfeita, de uma arte a la Oscar Wilde e de uma juventude inventada e reinventada.
     E lá se vai domingo. As estrelas no céu iluminam a vida e trazem de volta a certeza de que já me acostumei. E que pasme quem ainda não se acostumou....