Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

sábado, 31 de dezembro de 2011

ATÉ QUE A MORTE NOS SEPARE...


Chegou o último dia do ano como tantos outros que têm passado. A noite de espera do novo ano haverá de ser breve como outras e mais outras. Criou-se a festa e o saldo de todo ano.
Haveremos de somar , subtrair e encontrar os resultados do que foi bom, do que doeu, do que deletamos, das noites acordadas, dos maravilhosos momentos, da fraternidade, do perdão. Enfim do que foi digno e humano, do que foi desprezo e insensatez.
Estou fazendo tudo como se tudo fosse. Determinadas recordações , temos nós o direito de vivenciá-las e revivenciá-las, não importando se é fuga da realidade ou uma saudade mal curada.
Hoje fui à rua. Impressionei-me com as pessoas que transitavam. Já não havia aquela alegria estampada na face e tão contagiante dos últimos dias, quando, talvez, tudo tenha parecido flores.
Aqui , recolhida em minha jaula de trabalho, tal qual o meu pai, escritor como eu, buscando e rebuscando no baú das minhas memórias o início e o final do ano. Para mim, não para todos, foi positivo e alvissareiro. Com todas essas demonstrações bastante detalhadas,como calculei, apesar delas , acho que 2011 dá o seu adeus na hora certa.
A vida é uma dádiva e a minha maturidade busca a partir de amanhã a esperança em Deus que A CONCEBEU.
Tenho que registrar que estou saudosa de minha filha, linda Luciana, em passeio nas terras de Portugal. Já conversei com ela hoje duas vezes. A tecnologia não nos afasta tanto como em tempos idos. É preciso crescer sempre. Este banho de civilização é necessário para quem quer galgar seus maiores patamares.
Saudade também de comemorações que eu julgava eternas, mas eternas sempre ficarão até que a morte nos separe...

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

MÁGICA E DELIRANTE...


O dia esteve adocicado. Não importa uma pitada de amargo que só me fez bem , e como!!!!ainda guardo o sabor deste docinho...
Acabei de chegar do Aeroporto. Este é um passeio que gosto e sempre faço. Depois de minha caminhada, fui ver o panorama dos que viajam e dos que curtem a vida como eu.
A iluminação merecia estar bem melhor. Com tudo isso, esteve bastante divertido. Interessante o Papai Noel envelhecido que servia de ornamento agarrado a cinco presentes. Escolhi todos e fiz deles os símbolos do amor, da fraternidade , do respeito e dignidade, da solidariedade e do perdão.
Hoje rezei mais do que nunca. Pensando com todos os sentidos, agradeci a leveza do dia para mim e fiz orações pelos que merecem adquirir um pouco da noção do que é a vida. Ainda estão engatinhando no terreno do agora, sem futuro e sem daqui a pouco.
Fiz várias descobertas e estas me fizeram crescer ainda mais. A vida não é tão fácil de ser entendida, mas os seres humanos bem que o são.
Acho que fazendo uso constante de minha inteligência, pois não consigo me desgarrar desta, torna-se bastante fácil o entendimento do indivíduo. Aí é que rezo mais e tento abominar a pena que suscitam alguns dos que não encontraram , no tempo natalino, uma maneira de se tornar mais cristão e mais humano. Um dia a vida ensina...
Mas esta noite está mágica e delirante. Estrelas no céu me transportam aos mais belos lugares, pois os que ficaram prá lá estão carregados de malícia e de traição. Pior que tudo, de falta de dignidade.
Com todos esses atributos, vivencio um momento único, onde tudo é , para mim , bem querer, prazer e muito sucesso. Peço a Deus misericórdia para os pequeninos que sonharam que eram grandes. Foi por isso que sorriram tanto...
Desde muito tempo que me disseram que ri melhor quem ri por último. Daí ocupar sempre este lugar. Se não faço assim, a casa cai e , sem muito pudor e sem egoísmo exacerbado, melhor cair a casa do meu vizinho. Ele sabe sempre como levantar. Será?

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

QUE O TEMPO SE ENCARREGUE DO DEPOIS....


Pouco a pouco fui me preparando para que fatos e situações não viessem a acontecer sob o impacto de uma surpresa.
É essa a minha forma de viver a vida e de conviver com as emoções mais fortes. Inimaginável tudo isto há um ano atrás. Hoje sinto que nada foi impossível e, provavelmente, não será para os outros.
Há em mim uma maneira de usar a inteligência emocional e de sair pela tangente, acobertada por mecanismos de defesa que me fazem superar muitos e muitos atropelos.
Escrevo neste momento, lembrando da rica união que existia entre duas irmãs que moravam perto de nossa casa, quando criança. O fato é que uma se foi levada, provavelmente, pelas mãos de Deus. A vida deu um giro de 360 graus. Hoje encontro apenas uma, só e solitária, tentando na certa passar o tempo que se tornou tão longo conforme me falou.
Valha-me Deus que falta deve fazer esta irmã e que vida sem ninguém aprendeu ela a ter. Insuportável vida, inesperada e triste.
Penso que nesta época cristã, de celebrações e de festas,a criatura deve sofrer mais e deve buscar forças na certeza de que a união e a a sua abnegação não lhe trouxeram e nem trarão o maldito desprazer do arrependimento.
Confesso que não sou de ter pena de alguém e nem suporto que sintam pena de mim, mas hoje este sentimento foi mais forte e mais atormentador.
Escrevo hoje sem elaboração de texto. Tem dias assim. Vou largando as palavras soltas, contanto que o meu desabafo me faça sentir melhor .
Quando a gente não entende um fato, melhor será escancará-lo e deixar que o tempo se encarregue do depois...

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

SABER VIVER...


O sol ainda aparece, trazendo um pouco de solidão e uma nostalgia que me é familiar. Também estou só e acordada há pouco, dando sinais de fadiga que me acometeu após um trabalho exaustivo na Universidade.
Porque é Natal. Esta frase persevera sempre nestes últimos dias em meu esposo, que atribui alguns estados de espírito a este tempo,
que até já passou ou vai passando.
Em momentos como estes , procuro ocupar a minha mente com a leitura ou a escrita de meus textos que me dão um prazer incapaz de defini-lo.Agradeço a Deus por este dom...
A vida nos ensina e nos faz adquirir um patamar de experiências que, se não fosse ela, ficaríamos estagnados no que já se tornou passado.
Há um dinamismo no desenrolar dos acontecimentos e os dias que se sucedem nunca são uma continuidade do outro quando no interstício já fizemos juízos de valores e modificamos nossas condutas.
A casa está exuberantemente "vestida" e a minha única presença nela já preenche os espaços vazios. Sinto que preparei-a ao meu gosto para poder desfrutar da imaginação e para curtir uma saudade passageira alimentada por fotos de filha minha em andanças por Portugal e a quem fui capaz de lapidar e sentir os resultados da minha educação e abnegação.
Os meus pensamentos voam longe e eu deixo que eles viagem em imaginações, fazendo com que eu possa vibrar e percorrer caminhos traçados, mesmo que não os conheça com os meus próprios olhos.
Nisso tudo está o meu contentamento e o alicerce que me sustenta e me leva aos andares mais altos de satisfação.
É , leitores, parece que hoje filosofo mais do que conto uma história. Não sou muito de recordar o passado, apenas poucas vezes.
A minha forma de filosofar é inerente a minha pessoa e é essa maneira de ser que me faz gritar no meu interior a pessoa de bons sentimentos que sou eu, glorificando a Deus a certeza que nutro de que o que doer emocionalmente em mim dura poucas horas...
Amadureci na idade e no comportamento e daí a alegria de SABER VIVER....

domingo, 25 de dezembro de 2011

EDUCANDO AS EMOÇÕES...


2012 tem pressa de chegar e por isso há uma velocidade galopante em relação a 2011 que dá o seu adeus sem que sintamos com todos os sentidos todos estes últimos momentos rápidos, mas maravilhosos. Precisava um pouquinho de mais tempo para que vivenciássemos, apenas, com reflexões mais reflexões.
E a festa continua. A espera do novo Ano produz em nós uma sensação de expectativa bem sentida.
Chegou o dia 25 de dezembro. Há uma ansiedade em mim e no ar. Dizem que em estado de ansiedade os primeiros segundos são capazes de produzirem reações fortes e impulsivas. Deus dos céus! E ninguem se dá conta disso.
Distribuí as minhas mensagens floreadas de encantamento e de tomada de consciência quanto à necessidade de refletir a solidariedade, a fraternidade e o bem querer.
Neste meio tempo aconteceu de tudo: os reconhecidos e aqueles que me desprezaram. Coloquei no inconsciente um mundão de palavras ouvidas em confraternizações e ao ar livre. Só não me lembrei logo que o inconsciente e o consciente têm via dupla.Calei em momentos não agradáveis para gritar em meu interior.Foi tudo experiência e crescimento: amor e desamor.
Penso que o ser humano , complexo como é, não entendeu, muitos deles, o quanto precisamos um do outro e o quanto a reflexão pode nos fazer evoluir.
Lá se vai o dia de Natal que passou mais rápido do que pensado "É a vida e é vida...."
Hoje lá estou eu em outros mares, pensando em terras além mar, vivendo outro momento e me preparando para o que mais tarde irei contar.
Por enquanto é necessário educar a emoção e equipar o intelecto. Na volta, conto mais...E vê bem: Não leve a vida a ferro e fogo. Respeite seus limites....

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

A INCERTEZA DO MOMENTO....



Às vezes penso que não escrevi a grande crônica que o meu coração pede. Sinto uma espécie de conflito e até de impotência diante de tanta inspiração embutida. Um dia sai....disso tenho certeza, ou não?
Natal ainda toma conta de tudo e a gente se perde com tantas celebrações, umas muito esperadas e outras guardando a incerteza do momento.
Peço a Deus e uno as minhas orações para a chegada de 2012, tão esperado e aguardado com certa ansiedade, que , por certo, passa com uma rapidez tão grande esta noite tão sonhada.
Confesso, leitores, que há em mim uma vibração não tão exacerbada como nos tempos de antigamente. A maturidade e a ausência/presença de minha mãe querida constitui o motivo maior.
O branco vai às ruas , os jovens se esbaldam num momento de elação e os idosos se fazem novos , afastando de si a idéia do longe que pode estar tão perto.
É um momento especial e uma celebração digna de quem curte e une a família para com abraços, afagos e muitos beijos se fazerem unidos na solidariedade e na fraternidade , como pai, mãe , avô e avó queridos.
Não há como negar, mesmo com disparidades de classes, que a noite de Ano Novo é esplendidamente uma noite mui especial.
E lá se vai o ano de 2011 passando e as expectativas de 2012, abençoado por Deus, com as expectativas pessoais de melhores dias: mais felizes e mais ano!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

E AS MINHAS ENTRANHAS....


Daqui da minha varanda descortino um céu azul com uma lua brilhante capaz de encantar a todos que curtem um panorama de rara magia.
Boa Viagem é linda. Esta a razão de minha escolha. A vista para o mar constitui para mim um espetáculo à parte. Estou alegre e curto a minha casa, hoje mais bela, muito mais bela e mais esteticamente ornamentada.
E lá se vai a tarde dando adeus e adentrando a noite, desta vez exuberante. É um momento meu e de muitos. Aproveito cada segundo e deixo meus pensamentos fluirem em qualidade, para que o estresse não arrebate o meu mundo, o meu eu e as minhas entranhas.
É preciso ler Nietzche, em A FILOSOFIA DOS ESTRESSADOS. Aqueles que se mantém ausentes do mundo das Letras, da internet e dos bons filmes, deixam nascer em si uma espécie de alienação que pode se perpetuar. E aí está o perigo...
Hoje, num pequeno espaço do trabalho, pausa que fiz para amenizar as minhas dores nas costas, enviei as minhas Mensagens de Natal. Algumas já havia respondido com prontidão e carinho.
Imagino que ainda estou vivendo num tempo longínquo onde os desejos de Paz e de amor eram cativados pelos bons corações que faziam os seus cartões e até mandavam imprimir, ao seu gosto e bem querer. Lembro do meu pai. Quanta alegria ao mandar estas mensagens, escritas à mão para os seus familiares e amigos, essencialmente do Recife , de Ceará- Mirim e de Natal. Outros seguiam para o Estrangeiro, Portugal e França.
Penso mesmo que esse tempo passou.... Na certa ainda fazem orações e rezam os Terços por todos, pois Deus nunca será longínquo.
A gratidão sempre será lembrada, a fraternidade sempre será fraternidade, o amor ao próximo nunca será esquecido e a solidariedade garantirá , por certo, um pouquinho do céu .
Só não venham com essa de desprezo e de falta de Perdão. Sempre haverá o futuro e o daqui a pouco. Por isso, somos humanos e somos cristãos. Não por medo , mas por muito, muitíssimo AMOR.

domingo, 18 de dezembro de 2011

"O TEMPO DA TRAVESSIA....."


Perdoem amados leitores esses dias afastada. Acho que foi "o tempo da travessia."
Sei de muitos que sentiram a minha falta , de outros que não se incomodaram, dos curiosos e daqueles que, nutridos de sentimentos vários, estavam em busca de um novo texto. Valha-me Deus!!! É isso mesmo e nada mais.
Afastei-me da internet por conta de vários motivos e para que não tivesse que escrever esmagando com palavras, as entrelinhas.
E o tempo vai passando rapidinho sem testemunhas dos esquecimentos que chegam até nós sem ao menos percebermos que deixamos para trás um lugar, uma pessoa, um fato e o bem querer, ás vezes...
O tempo é de muito brilho. Pudera não ser. O verdadeiro cristão espera com ansiedade a comemoração do nascimento de Jesus. E eu vivo e revivo a minha adolescência como se pudesse ter ao meu lado tudo que passei. A casa toda iluminada, a alegria do meu pai, o contentamento de minha mãe e o afeto dos irmãos.
Dizem que recordar é viver. Absorta em meus pensamentos penso em tudo e em todos. Não há como esquecer. Tudo que passamos deixou em nós um pouco do que somos e do que vivemos. Quanto mais num lar que marcou época e muito mais!
O melhor de tudo é que neste período unimos nossas mãos, nos abraçamos , nos confraternizamos e até não lembramos de mágoas e nem de rancores. É preciso esquecer um pouco do amanhã e do daqui a pouco incertos. É necessário se afastar do tédio para que este não se aproxime de nós.
Dia lindo este de hoje. Absorta em meus pensamentos pensei em mim e em você.
Mesmo sentindo que "a minha alma tem o imaterial peso da solidão no meio de outros", foi assim...
Hoje é domingo, tão domingo quanto os outros, mas é o dia em que eu voltei ao blog para lhes dizer: Sejam muito felizes. Não importa que eu seja apenas "um coração batendo no mundo", mas respeitada pois até eu fui obrigada a me respeitar na alegria e na dor.!
Amo vocês....

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O TEMPO É INEXORÁVEL....


Eita que tanta resistência, impedindo que eu faça uma crônica sobre o Natal e a mudança de ano: um terminando e outro nascendo outra vez.
Confesso , leitores, que há uma justificativa inexplicável e, ao mesmo tempo, com razão ou não.
Já esbocei alguns pensamentos, já me sentei para escrever algo e esse algo não sai. Há alguma coisa que não permite fluir a minha inspiração , sempre tão presente.
Penso que as incertezas do momento, as situações mutáveis, as alegrias solitárias e a falta de solidariedade e de fraternidade mais ausentes do que presentes constituem óbices´para esta minha resistência que insiste em se dizer presente.
Mudaram os tempos e mudaram as pessoas. O tempo é inexorável e tanta união desunida dos nossos vizinhos nos fazem crer que este momento cristão deixa ,às vezes, de ser de fé para constituir um desafeto que a gente teme e tenta fazer com que não exista. Acha tão impossível como sofrido, doído e insuportavelmente motivo de tantas e tantas desilusões.
O que será o Natal hoje para muitos? essa correria desenfreada sem tempo para refletir e se fazer melhor, mais caridoso, mais gente e mais humano...
A maturidade me fez também diferente. Papai Noel é lindo para os abonados. Ainda existirá o sapatinho na janela na quase vã esperança do presentinho sonhado e pedido nas cartinhas dos pequeninos?
O que fazem os ricos pelos descamisados, comprovadamente pobres, mas tão inocentes crianças como qualquer outra?
Muitos poucos pensam em rezar e no Nascimento de Jesus. O peru está na mesa para os que podem, confraternizando com quem e o quê? será o SAGRADO?
Como andam as famílias ? muitas delas crescidas sob a orientação dos pais , mas esquecidos do que aprenderam, guardando rancores e SUANDO ingratidões.
O que escrevo aqui não me leva a uma opinião formada.Não existem tantas vibrações. Sou capaz de pensar nos pequeninos pobres e lembrar dos abastecidos de roupas novas e champagne regado a peru.
E lá se vem o Ano Novo. Felicitações mecânicas e automáticas. Sentimentos esvaziados. O mundo cada vez mais competitivo e o amor em forma de desamor.
As famílias viraram núcleos. O espírito natalino é a explosão , muitas vezes, de choques entre os ricos e os pobres.
Sinto tudo e não entendo nada. O tempo é inexorável e eu estou um tanto perdida num turbilhão de incertezas.
Que escrevam sobre o Natal os menos sentimentais e os mais frios de ânimo...Valha-me Deus!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

SEM NINGUÉM SABER....


A última edição da Revista Mente (psicologia// psicanálise e neurociência) traz alguns Artigos interessantes, de maneira sintetizada, mas focando temas que merecem e devem ser lidos pelos profissionais da área.
Confesso que me atraiu, logo de início, a matéria Psicopatologia do Herói- o narcisismo de Dorian Gray.
O personagem criado por Oscar Wilde, o segundo, talvez, maior escritor inglês, depois de William James, deseja ardentemente nunca envelhecer. Faz com que , de forma angustiada e alucinógena, uma pintura agregue os sinais do tempo e o retrato, que reflete sua decadência moral, se torna uma grande obsessão.
Muito avançado para a sua época (nasceu em 1854 ) era um narcisista em grau extremado: admirava a si e se perguntava quais marcas seriam mais assustadoras: as do tempo ou as do pecado?
Em tempos de Faculdade, cursando Psicologia, fiz um estudo sobre a obra. Na verdade, na verdade, para aos que se interessam , será bom ler este Livro e quem sabe, talvez, fazer um Artigo Científico de grande conteúdo.
Iniciei hoje o meu texto de forma diferente. Nem sempre haverei de dar ênfase total aos meus sentimentos pessoais, até porque um pouco de liberdade é preciso e esta importância de variedade de assuntos faz a diferença.
Já dizia Jean Paul Sartre: Ser livre não é fazer aquilo que se quer, mas de fato fazer aquilo que se pode. E lá se vão os meus pensamentos , que eu gostaria de externar,também, voando de galho em galho, sem ninguém saber.
A ética, a moralidade, as leis não nos permitem ser tão livres quanto desejaríamos ser.
Guardo assim no cantinho da memória e do meu coração os meus pensamentos mais íntimos, contanto que ninguém se queixe de acusações ou de mal entendidos que passam por bem entendidos...Valha-me Deus!!!
A tarde de dezembro se vai como se o tempo passasse mais depressa. As pressões das obrigações no período natalino dão a nós essa percepção, salvaguardados aqueles que padecem e cujo dia parece não terminar.
Voltemos a Oscar Wilde que eu gostaria que ficasse marcado em suas características pessoais.
Não sei se seria muito dizer que compartilho com ele tantas e tantas formas de pensar, essencialmente a sua sensualidade estética e o seu narcisismo. Pena que tivesse morrido aos 42 anos...
A minha juventude foi o alvo do que disse, principalmente. Desejaria eu ser um dândi como ele?

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O QUE HÁ DE BOM....


A fadiga era tanta e as minhas andadas mais do que o necessário, acho eu, me deixaram tão sonolenta que o final de tarde e a noite foram poucas para que eu me recuperasse.O coração deu sinais...
Às vezes quero me prolongar na cama , mas as remedarias, popularizando um termo que deveria ser mais adequado, não me permitem.
Hoje ainda é pausa na UPE. Aquele que trabalha em Universidade tem esses dias de vestibular para folgar, salvaguardados os que se imbuem de sofreguidão e garra e se enquadram em obrigações várias neste evento, ganhando um pouco mais que acrescenta o pão de cada dia. São os escolhidos... Valha-me Deus!
A esta altura do campeonato, não pretendo ser partícipe desta obrigação, nem por vontade própria e nem por convites especiais. Deus sempre soube o que fazer.
Ontem foi um dia atípico. O verão era e é a estação que vivenciamos, mas a chuva reapareceu como quem quer se fazer lembrada. São coisas da natureza.
Contrariando, novamente, a minha filha, que acha que eu diversifico os meus temas, lá vou eu entrando , agora, em outro foco e me deixando levar pelo espírito natalino que nos faz refletir sobre o amor e o desamor, a solidariedade e o descaso, a fraternidade e o desprezo, a confiança no presente e a "certeza" do futuro glorioso.
Aprendi com os meus pais o espírito de união e a luminosidade presentes no ano que vai para de novo nascer.
Hoje sofro um pouco de solidão que não chega a me fazer um mal tão grande , mas me enche de uma tristeza difusa quando me aprofundo no abismo dos dias, sem muitas explicações.
Estamos em dias de amor e principalmente do perdão. Assusta-me a distância de próximos e a incerteza de tudo e de todos.
E as obrigações aumentam. Dezembro é muito dezembro. Meu esposo e eu que digamos. Com as comemorações várias, há no meio dois acontecimentos iluminados: a formatura em Medicina de meu marido e o aniversário de nosso bem maior, caindo num dia único e constituindo a grande coincidência.
O sol dá prenúncios de seu aparecimento. A casa se veste e eu me deixo levar por um esmero exacerbado.
Faltam dois quadros na parede para celebrar o que há de bom...

*Escrevi este texto em vinte minutos. Se não agradar a gregos, poderá agradar a troianos....

domingo, 4 de dezembro de 2011

"A ÂNSIA DE VIVER E O DESEJO DE MORRER."


Os poucos sargaços não me impediram que eu entrasse no Mar de Boa Viagem e tomasse um gostoso banho, constituindo o tônico de minhas energias e me fazendo sentir a alegria de viver.
Domingo é sempre o descanso de quem luta e de quem trabalha.
Apesar desses empecilhos, impedindo um pouco a travessia, senti-me bem e refleti o que pude , pois estava na ordem do dia. Ou por outra , havia uma inspiração que me fazia pensar e destruir em mim o que disse Fernando Pessoa: "A ânsia de viver e o desejo de morrer."
Manhã deliciosa. Não poderia ter deixado de vivenciar este momento e de apagar essa vontade de morrer, quando apenas filigranas não são suficiente e o necessário para abrir em mim um coração dilacerado.
Na verdade, na verdade , aprendi a viver as minhas ansiedades e a usar os mecanismos de defesa para afastar o mal estar de incompreensões.
Parece dramático, mas não é . Já falava Nietzche, em tempos outros: "Temos a arte para que a verdade não nos destrua."
Tentei enganar as minhas verdades. Fui ao próximo e desisti diante de atoleiros que atrapalharam o meu caminho.
Mas, voltemos ao mar. Morar em Boa Viagem é para mim um encanto. Desses que me faz bem e me revigora. Com um bronze na medida, estou pronta para me sentir bem melhor do que se pensa.
Tudo isto me faz lembrar a linda poesia do grande escritor e poeta, autor de frases célebres, FERNANDO PESSOA:
Suavemente grande avança
Cheia de sol e onda do mar
Pausadamente se balança
E desce como a descansar (" MAR MANHÃ)

Postado por Eliana Pereira às Domingo, Dezembro 04, 2011 0 comentários Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar

sábado, 3 de dezembro de 2011

O PUDOR DESMEDIDO...


Noite, noite minha...
De tanto amá-la
O encanto foi-se embora.
Há um sono
Que não chega
Uma monotonia velada,
Uma solidão que me agonia.
Noite, noite minha,
É preciso recuperar as forças.
Tanto amor à flor da pele
E o prenúncio de uma insensatez...
Cada momento, cada instante,
Um banho que me revigora
E alivia todos os males.
Não há como criticar:
A vida é minha e a noite também.
Esqueçam o pudor desmedido,
E me deixem desnudada...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

COMO HAVERIA DE CHEGAR.....


Dezembro começou, trazendo a expectativa de um final de ano que somado e subtraído totalizou um saldo equitativo, ou não, do que foi esperado e do que aconteceu.
A vida e suas nuances. Sentimentos vários coincidentes ou não, ou se opondo aos nossos desejos sempre regados do melhor e cultivados na fé e na esperança.
Dezembro chegou, como haveria de chegar...Sinto que os pensamentos oscilam , mas existe sempre uma superação, a gosto ou a contragosto, mas impossível de não acontecer.
Dezembro chegou e com ele o balanço de tudo.Tantos acontecimentos bons e tantos sofríveis. Minha mãe , que eu não esqueço, sofrendo sobre uma cama, possivelmente a derradeira cruz que um dia haveremos , também, de carregar.
Dezembro chegou e com ele os planos e os planejamentos, a possível execução e os prognósticos. O que poderemos esperar profissionalmente e o núcleo familiar, constituindo o foco de nossos bons sentimentos.
Dezembro começou , dando início a outro ANO. Tantas interrogações e tantas felicitações. A incerteza do momento, as mudanças e as separações inusitadas. As promessas cumpridas e outras não. A saudade do que não é mais certeza.
A incógnita do momento. A equação que eu não resolvi, depois de tantas e tantas vezes resolvida. O desespero da SOLIDÃO. A fraternidade que não veio. O coração batendo forte e descontroladamente. O perdão e a confraternização virtual. Eu no meio de um turbilhão de dúvidas e de motivos escondidos...
Que a meia noite de 31 de dezembro seja como nosso Deus quiser. Estarei sempre com Ele e com o meu próximo também...

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

ÀS VEZES ELE SE DESNUDA....


Chegara um tanto tarde do trabalho. No entanto, nada me impedia de tirar uma boa soneca. Desde ontem, no entanto, o sono passa longe e eu fico esperando que Deus dê bom tempo para que eu repouse o quanto pede o meu corpo e a minha mente.
Acredito que nos últimos dias foram tantas emoções que os meus pensamentos se juntavam e se misturavam , afligindo ou não, provavelmente me alegrando, concorrendo para esta insônia atroz que não foi de toda ruim.
Desta maneira, guardo esta reserva para quando a noite se fizer noite.
Penso que hoje estou mais contida. Já contei tanto da minha vida , que preciso me resguardar um pouco, meus leitores queridos. Nem todo dia é necessário abrir a porta do meu coração para escancarar os meus sentimentos e as minhas verdades.Olha, que já abri na hora certa. Deus dos céus!!!
Vou guardar esta dívida para um amanhã, para um amanhã que vem depois.
Desejara ser uma poetisa para contar em versos os meus pensamentos , sentimentos , percepções, alegrias e tristezas tantas vezes camufladas por um contentamento que , por vezes, se fazem ausentes por medo, por ética e por amor...
Mas, lá se vem a noite , apresentando um céu estrelado, onde uma será sempre para mim a escolhida. Talvez , dê para vocês saberem. Quando o pensamento voa alto traz de volta , para quem me lê, a realidade dos fatos.
E por falar nisso, acho que a imaginação e o delírio que não é patológico bem que caem melhor do que uma certeza da qual nem sequer se pode falar. É proibido e com proibido é melhor se calar e esquecer.
Tenho esquecido tantas coisas, que uma a mais e outra a menos não contribui para nenhuma consequencia considerável.
Descobri a tempo que as pessoas se comportam, mesmo , de acordo com as suas circunstâncias. Isso não me resta dúvida. Existem ainda os interesses e as peculiaridades de ações.
Bom seria que pudessem imaginar o meu momento. Reitero que são muitas emoções. Estas escondidas debaixo de um edredom que esconde mais os fatos do que um fino lençol de seda....
Agora, sorriam ou gritem pelo mistério....Às vezes ele se desnuda. Valha-me Deus!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

DE QUE ERA DIA!


Nem era noite, nem era dia
Sentimentos dúbios
Embaralhavam a magia
De quem sonha
E de quem espera.
A face era de alegria
O coração entristecia
Tão sutilmente
Enquanto escondia a dor.
Nem era noite, nem era dia
Cada um mostrava o seu momento.
Havia um sorriso amargo
E uma tristeza camuflada.
Nem era noite, nem era dia
Por isso o sono fugia
Enquanto os pensamentos
Cada um na sua hora
Era a certeza
De quem ri e de quem chora.
Nem era noite, nem era dia
Mas, eu esperava o encantamento
Na doce esperança
De que era dia!

domingo, 27 de novembro de 2011

O QUE NÃO ESTAVA NA ORDEM DO DIA....


Eita que o dia amanheceu lindo. Não sei se foi certo ou me atrevi demais. Sob orientação médica fui ver o mar. Estava ávida por fazer. A noite quase em claro por situações das quais a gente não pode fugir,por amor e por solidariedade, fui olhar e tomar um banho de beleza natural.
Quando a gente se encontra em situações adversas, tudo parece mais atraente e maravilhoso.
Morar em Boa Viagem sempre foi um sonho meu, que eu realizei quando casei. Com certeza foi um dos meus desejos realizados que mais me levantaram o ânimo. Caramba, é bom demais...
Mas, hoje, parecia tudo muito bom. Levantei o astral e esqueci o que não estava na ordem do dia. Eita que a dor de cabeça veio com força. Seria demais pedir para que o mês de novembro acabasse?
Com todo esse pesadelo, pensei que , às vezes, a gente espera tanto e esse tanto vem um tanto atravessado. Os sonhos se realizam , mas também são destruídos. Valha-me Deus!!!
A casa nesse momento parece muito grande. Eu e o meu marido , mesmo comungando das mesmas coisas, não somos suficientes para preenchermos o meu lar. A filha, já adulta, tem os seus afazeres, seus estudos e a sua vida pessoal.
Lembro quando casei. De uma prole de seis filhos, fui a última a casar. Papai, meu grande pai e escritor, escreveu e publicou um Artigo no Jornal do Commércio intitulado : A CASA VAZIA. É uma relíquia. A falta que eu fiz naquele momento foi de um sentimento tal, como se a juventude tivesse deixado o casarão sem vida e quase sem sustento familiar.Nunca imaginei doesse tanto.
As coisas vão e voltam. Repito sempre: "Começar de novo e contar comigo...". Em situações vexatórias inicio tudo de novo e canto alto como quem busca forças para reiniciar...
Eita, que a dor não passa.

Leitores: Desculpem o texto sem muita elaboração. Acho eu. Mas, é que se nem tudo está perdido, também não estou tão bem...

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

QUE BOM QUANDO A ESPERANÇA NÃO MORRE....


Não é preciso mais um Despertador. A dor de cabeça me mantém alerta de forma muito mais precisa. Não é possível dormir ou, de meia em meia hora, o sono se vai e me vejo atormentada sem remédios que me provoquem o bem estar.
Rezo sem pausas. E ainda me vejo atravancada pelos insensatos ou talvez pelos muito imaturos(só foi um) que me excluem de facebook, como se isso me fizesse sentir alguma sensação de raiva ou me acometesse de ira. Penso que orei tanto por essa pessoa,quarta feira , e não me arrependo, e o troco foi tão muito ou tão pouco. Logo nesse momento, foi mal. Tanta dor e tanta tolice . Bom seria fosse esta a minha dor...
Falo nessa ridicularia, como dizia Nilo Pereira, meu pai, porque a dor é tão intensa que me impede de elaborar frases e conteúdos metafóricos, tão próprios do que sempre escrevo.Dessa maneira, me perco na insensatez dos impulsivos, própria dos lentificados.
Ai vida, vida minha, não importa a ninguém. Seria um passado articulado num presente/futuro do mal querer.
Aqui estou mais uma vez e nem posso imaginar quantas ainda. Há um imprevisível e uma sensação de ansiedade, quase angústia alucinante que não me deixa pegar no sono.
Não gostaria de escrever tamanha dor. Imaginem, leitores, que não posso fugir da realidade. Quem escreve , ou usa uma máscara ou se escancara em desabafos. Este é o meu modo de ser quase sempre.
A noite se vai. Quantos estarão contentes e quantos estarão marcados.
Penso muito em Deus. E me disseram que quando Ele marca é porque não quer perder de vista.
Impossível ter a certeza que além da sua cruel dor, minha mãe sente cada filho e cada momento.
Se isso pode acontecer, a noite será para mim menos tensa. Sempre aprendi que em todas as situações a mãe não esquece o seu filhinho.
Valha-me Deus, a escuridão da noite me inebria de saudades e de esperanças. Que bom, quando a Esperança não morre....

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O FRUTO PODRE DA DESUMANIDADE....


Noite fria, cinzenta
Acordada e solitária.
Noite que me deixa atordoada.
Há um quê de nostalgia
E um descaminho sem volta.
A gente imagina e idealiza um futuro,
Aquele que se baseia no alicerce da infância,
E o inusitado aparece
Com uma força assustadora.
Muita Dor de cabeça e a possibilidade de fim...e do final.
Creio em Deus, mas tremo de medo.
Não fui feita para o desamor.
Esperei tudo da vida ,
Menos o desprezo doído e castigante.
Noite fria, cinzenta
Traz de volta o meu sossego,
Se não, traz de volta
Tudo que a minha mãe plantou de bom
Para, quem sabe, colher
O fruto podre da desumanidade...
Hoje, ela sofre até ver
A sua santa semente florescer.
Noite fria, cinzenta
Mãe: estou sòzinha...

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

VIREI A CABEÇA....


Acho que virei a cabeça. Bem que Freud tinha razão quando tanto se referia ao instinto de morte , a agressividade impulsora. A gente sempre pensa no instinto de vida , como se o lado oposto não existisse.
Virei a cabeça. Um dia , como este, depois de um ano de um evento em que jurava ter virado a página, começo a me revelar com rebeldia. Incrível. Nem eu acreditava.
Atribuo às emoções não satisfatórias, este meu lado revelador , incongruente e digno de quem quase perde as forças.
Imagine, leitores , que fui à cozinha e comi de tudo. Lavei os meus desejos recalcados há doze meses. Das comidas açucaradas às salgadas , eu comi até perder o fôlego.
Sempre tive medo de que um primeiro passo , como este, fosse o começo do pior. É que a razão, hoje, emudeceu perante emoções tão gritantes. Tem gente que age sem pensar, caracterizando muitas vezes um retardamento dos pensamentos, ou sei lá o que. Tem gente que não teme o futuro. Tem gente tão rancorosa que nem as marcas do sofrimento lhe deixaram fragilizada. Difícil acreditar. Valha-me Deus!
Já disse e reitero, tenho pena de criaturas vazias de bons sentimentos e nulas de solidariedade.
Estou um tanto amarga. É aquela velha história: um dia sim, outro não.
Temo pelas minhas reações futuras. Às vezes, penso que não respondo por mim. Bem, que será difícil isto acontecer.Revoltas, apenas revoltas.
Virei a cabeça, mas não consegui, por mais que tentasse, o objetivo maior que tenho em mente. E, por isso, virei a cabeça e DANE-SE QUEM QUISER. Remorsos à parte e pós- evento. Não quero presenciar....

sábado, 19 de novembro de 2011

O ABOMINÁVEL, EU DEIXEI PASSAR....


Quisera poder hoje superar todas as minhas inspirações para escrever/descrever tudo que se passou comigo há um ano , mesma data e mesma hora.
Existem fatos tão inesperados que, ainda passados doze meses, insistem e persistem em nossas mentes, por mais que tentemos esquecê-los, mesmo devendo lembrá-los para não esquecer toda a gratidão que se faz necessária, posto que Deus , em primeiríssimo lugar, esteve à frente de todos os comandos.
Tudo foi inusitado. Não haviam prenúncios de nada. Nesta mesma hora, 23 horas, estava indo deitar,tão inocente e tão leve , para acordar às tres da madrugada, acometida de todos os sintomas clássicos que caracterizam o inesperado infarto. Travou-se a luta entre a vida e a morte. Dores incalculáveis que atingiam os peitos, as costas e os braços , além dos vômitos em jato e dos suores excessivos. Inesquecível quadro...
A troca da camisola pelo vestido, a rapidez em pegar o carro e , com o meu esposo(médico) dirigir-me ao Hospital. Um minuto a mais poderia ser fatídico.
As dores insuportáveis se misturavam aos meus pensamentos do que poderia me acontecer. O medo e os temores de não resistir. A possibilidade de deixar a minha princesa sem mim. A chegada ao Hospital, o diagnóstico , a cirurgia e a UTI. Os instantes e as horas de mobilização, a família reunida e o engano meu de não pensar que ainda estava vivendo o perigo de vida ameaçada.
As inquietações e os medos. Os dias se passando lentos e as ocorrências pertubadoras, algumas inconsequências e o carinho de muitos médicos que me socorreram e usaram de competência e de muita humanidade.
Acho , às vezes, que tudo estava escrito. A minha vida resistindo a muitas ocorrências. Enfim , as estrelas que pareceram mudar de lugar para chegarem até a mim e me darem a luminosidade que só pertence a elas.
Não consegui esquecer todo esse espetáculo de gravidade que me acometeu há um ano atrás. Duas artérias mais importantes do coração sofrendo o entupimento que me punha em risco. O cirurgião e as marcas indeléveis de suas mãos que trabalharam para não me deixar morrer.
Um ano se passou. Tanta coisa se modificou. Eu aprendi com a dor a suportar o advento do momento e do pós momento. A Solidão que não me abateu, as palavras de carinho e de aconchego, as distâncias e os desprezos, o amor e os rancores. Aprendi que nem tudo acontece como idealizamos e sonhamos....que o inesperado não é privilégio só de outros. Conosco , também , pode ocorrer.
Um ano se passou e a certeza de Deus no meu caminho foi a maior certeza em que eu pude confiar.
O ABOMINÁVEL, EU DEIXEI PASSAR....

* A ilustração está bonita , mas a essência do quadro caracteriza a minha posição na cama, já quase despida, em lençóis, tentando enxugar os suores. Por isso , a postei.
Hoje, vejo que a VIDA é mais bela do que eu pensava....

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

NINGUÉM BRINCA.....


Tenho em mim a sensação de que não é preciso escurecer para saber que a noite está chegando. Não é preciso ver o dia clarear para imaginar que o dia chegou.
Cada um dentro de si traz uma espécie de detector de sentimentos que nos faz sentir bem presentes sentimentos de tristeza, de decepção , de impotência e de escuridão perante acontecimentos que nos deixam impactados e , muitas vezes, transtornados, mesmo que a noite não tenha chegado.
Em outras ocasiões, os sentimentos são opostos. Acontecem sensações de alegrias, de euforias, de intensos prazeres, ainda que o dia não esteja claro, como prenúncio de luz e, até mesmo, de energias positivas manifestas.
Trata-se, aqui, de uma abordagem metafórica e de uma relação imaginada pelos pensadores, como se a luz viesse do dia e a escuridão aparecesse na noite.
Na verdade, na verdade , estas situações são quase idealizadas e , algumas vezes, verdadeiras, ou não.
O ser humano é movido por sentimentos e estes não coincidem com o dia ou com a noite. Nem sempre.
Passamos por situações, muitas vezes, inusitadas, capazes de fazerem um ser humano agir perante a sua escuridão interna ou mediante uma claridade que vem de dentro. Essas são, idealisticamente falando, as nossas noites e os nossos dias.
Após várias leituras e reflexões várias, cheguei a esta conclusão e passei a pensar de modo diferente e a agir conforme o meu eu.
Às vezes, pensamos que a noite estrelada é sempre um bom momento. Será? já imaginei assim e já tirei conclusões precipitadas.
Hoje , tenho a minha maneira de proceder, até porque a noite nunca será a escuridão na minha vida, quando tudo grita por satisfação e sou regida por alegrias minhas e que me rodeiam.
A crônica é complexa. Mais ainda, é difusa. Leiam e releiam. A analogia faz sentido. Tirei dos sábios e com sábios ninguém brinca....

terça-feira, 15 de novembro de 2011

UM DIA A SAUDADE BATE...


Sinto que ganhei muitos leitores, enquanto perdi outros. Nada de espantoso ou de extraordinário. A vida é feita de "Perdas e Ganhos". A escritora Lya Luft que o diga e exemplifique com o seu saber e experiência dignos de registro.
As pessoas têm os seus limiares de amor , de ódio e até de tolerância. É isso aí , sem tirar e nem pôr.Já passei e passo. Fazer o que?
Ah... não fossem os nossos mecanismos de defesa!
Este sentimento não me aflige e nem me toca. Sei que tudo que vai, volta. Um dia a saudade bate e começa tudo outra vez.
Sem misturar o tema, contrariando a minha filha, exímia no bom Português e Advogada por formação, estive hoje curtindo o mar, numa solidão abençoada.
Acordamos tarde e o meu esposo, por aconselhamento médico, pode e deve ir à praia até às nove horas da manhã. Já não deu mais para ele: o sol fortíssimo jamais lhe permitiria tal comportamento de se aventurar.
Sozinha,diante do mar, pus-me a refletir e a sonhar. Dizem que o sonho é bom, desde que não chegue a ser alucinógeno. Chega a um ponto em que a realidade se sobrepõe e cabe ao nosso bom senso dar um basta.
O mar estava extremamente lindo. Ondas iam e vinham, levando os meus devaneios a um apogeu de sentimentos e emoções que esgotavam o meu contentamento. Tanta beleza natural descortinava em meus olhos.
Tentei fazer uma sumária comparação com o ser humano e desvendar o quase mistério das subidas e descidas a que se submetem.
Incrível a vida. É dia sim e dia não. É puro contentamento ontem e tristeza hoje.
Neste momento , por ser psicóloga, entendo mais um pouco do comportamento humano. Mas, e aí, disse o escritor Fernando Pessoa: "A realidade não precisa de mim", como então mudar o que não pode ser mudado?
Acho que a vida é mais do que complexa. É inusitada. E lá vamos nós, nesta roda gigante , girando sempre e procurando ganhar forças para seguir em frente....

domingo, 13 de novembro de 2011

TEVE DE TUDO....


Teve de tudo, desde o banho de mar até uma nuvem que trouxe uma chuva gostosa e nos fez curtir um banho diferente.
Teve de tudo: Porto de Galinhas é uma festa. Os banhistam fazem o seu turismo e se deliciam nas águas, quase mornas , de um dia especial.
Teve de tudo. Sem nenhum planejamento, fomos parar neste Paraíso para desfrutarmos de um passeio, que não é o nosso cotidiano.
Teve de tudo: de gente nova, crianças , maduros e até idosos. Havia uma apelação do corpo exibido por jovens às senhoras recatadas, paradas num tempo que se foi, trajando as suas vestes de praia, recordação de tempos antigos, mas ainda o seu universo velado e regado a sua castidade dos tempos.
Teve de tudo: a energia, que me trouxe esta manhã, até o almoço regado a camarão, para os que podem.
Teve de tudo: a carrocinha de sorvetes e a audácia de um dia me permitir saborear um picolé de limão.
Teve de tudo: conversas fiadas, fofocas que nos fazem sorrir e os célebres papos intelectuais, comentados e enriquecedores.
Teve mesmo de tudo: o poder do mar de energizar as pessoas e de lhes fazer bem humoradas.
Teve de tudo: a volta ao Hotel, a sensibilidadfe à flor da pele, a sensualidade aguçada e o entrelaçar de corpos, formando um só.
Teve de tudo: e vocês, leitores, ainda queriam mais?

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

NÃO HÁ COMO ESCONDER....


Não há como esconder ou dissimular os sentimentos que, vividos e revividos, ainda não foram , de todo, esquecidos, posto que foi forte demais.
Nem há como esquecer do mês de novembro.
Recordando o tempo faltariam dez dias para eu vivenciar o que nunca fui capaz de imaginar. E aí estão , somados e diminuídos, a certeza, que hoje eu sei, de que faltariam dez dias para o inusitado, tão cruel e tão marcante.
A noite é um mistério. Há um quê de mistério e um misto de alegria e dor. Tanto pode ser alvissareira como traidora, tão traídora como foi no dia vinte de novembro de um ano que se foi, ou que se vai...
Se é que sei muito sobre os meus leitores, desconheço a agonia de algum deles, uma dor tão doída que seria impossível saber avaliá-la, graças a Deus.
Desculpem, amados leitores. Falei na crônica anterior da versatilidade de um escritor. Hoje, revivo, com tanta nitidez, a noite que eu julguei tão boa e que, nada mais, nada menos, estava deitando para acordar tão ruim e tão arruinada.
Deus, meu Deus. Precisava, talvez, de um momento desse para pensar e refletir no que vem depois. Nesta madrugada tive medo, muito medo. Mil fantasmas povoaram a minha mente. E para onde eu iria, como seria a "vida" após a morte?
Vivia alheia a essa realidade que, mais cedo ou mais tarde, nos chama, sem possibilidade para fugirmos dela.
Rezei chorando, pedi a Nossa Senhora soluçando, pensei na minha Princesa sem mim e nem sei mais o que roguei com fé, mas fraquejando diante de tanta dor...
E lá se foram dias alterados na minha rotina, a possibilidade de ocorrências adversas. E lá se foram os dias, os meses e quase um ano.
Tantos dias de afagos temporários. Julguei-me boa e tive a certeza de uma união perene.
Não, não foi necessário tamanho sofrimento para eu ser acariciada. Deus continua no meu caminho. Que quero mais da vida, norteada por tantos agradecimentos meus?
Leiam, reflitam e comentem, se julgarem oportuno...

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

BLOG DE MARIA ELIANA PEREIRA: O TOQUE DO MEU BANHO....

BLOG DE MARIA ELIANA PEREIRA: O TOQUE DO MEU BANHO....: Tinha todos os motivos para tirar uma boa soneca esta tarde. A semana, apesar do feriado, rendeu-me um trabalho danado. Foram Projeto...

O TOQUE DO MEU BANHO....


Tinha todos os motivos para tirar uma boa soneca esta tarde. A semana, apesar do feriado, rendeu-me um trabalho danado. Foram Projetos para análise de todo lado. Isso na Universidade.
Sabe daquelas semanas esbaforidas, onde a responsabilidade fala alto e a gente se apega de corpo e alma, tentando cumprir o que é possível e até o impossível?
Mas, não sei se graças a Deus, espero ter chegado ao final de semana sem amarras profissionais, pois chega um ponto que extrapola as forças e a boa vontade. Valha-me Deus!
Este não seria ou não será o tema central do texto. Abri o caminho , porém não cheguei ao tema suave e delirante que, por merecimento, tenho direito de sobra, mais amplo do que o imaginado.
Pulo de um lugar a outro, falando das minhas vontades, vez ou outra, de mudar o tom das minhas crônicas, deixando de lado este super ego que me abafa e me deixa ser apenas um pedaço de mim.
Já prometi e não cumpri. Há dias em que , não sendo de ferro, preciso escancarar os meus sentimentos, as minhas necessidades e os meus desejos.
Falei, em outros textos, do valor que tem para mim o toque do meu banho e o meu narcisismo exacerbado que eu tento, por vezes, abafar sem razão de ser.
Chegou para mim a maturidade , caminhando lado a lado com outros desejos latentes e outros sutilmente manifestos.
Quem pensa que a década dos cinquenta anos mata a sede do amor , não sabe ou não vive a realidade, por sentimentos púdicos em excesso. Explodem com problemas inventados e reinventados, vivendo e agilizando um tempo que pode estar longe de acontecer.
De corpo e alma, sinto o meu prazer e me desnudo toda , sem razões para esconderijos, pois estou , apenas, vivenciando o que sinto, e o que gosto, sem amarras e sem pudores, a não ser os pecaminosos que eu afasto por muito amor a Deus. Aprendi, introjetei e pratico com muito bem estar a educação passada por meus pais.
E lá se vai a tarde, ainda, guardando em minha alma um certo receio de espantar os leitores desacostumados com a minha forma de escrever.
O escritor é versátil, muitas vezes. E se ele se esconde sob um manto de castidade e se deixa levar por um super ego muito atuante, não é ele.
Dizem que uma relação de amor começa com a transparência. Hoje sou assim...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A SAUDADE DE TODO DIA....


Os tempos mudaram. O dia 02 de novembro já não é vivido e revivido como nos meus tempos de adolescência. Reservávamos esta data para dedicarmos , integralmente, aos mortos , nas visitas aos túmulos e com orações o dia todo.
Lembro-me do meu pai, hoje encantado e tão distante. Não permitia que os filhos fossem à praia e a cor vermelha nas roupas era quase uma proibição.
Os tempos mudaram. Os sentimentos desapareceram e a saudade é a saudade de todo dia.
Confesso, leitores, que as mudanças foram grandes e dignas de registro, mas sinto, ainda , uma tristeza no ar e há uma lacuna que me provoca uma inquietação psico motora que me deixa sensível e no mais , hora em hora, recordo os meus entes queridos, especialmente do meu pai.
Sociologicamente, a vida dá as suas voltas, não sei se para melhor ou para pior. Os shoppings abrem e as praias lotam. A ordem do dia é se distrair. Os mortos são mortos , sem muito direito a recordações.
O dia se passou tão rápido, que a sensação que me dá não coincide com um feriado, mas também, não dedico , como gostaria, a uma reflexão digna de um amor saudoso, fazendo jus à saudade maior. É a saudade de todo dia.
Sinto-me como se nem soubesse o que fazer e como agir. Há em mim um tempo que se foi e uma necessidade de aproveitar o dia. É tudo um tanto diferente e confuso, mas não é aquele de antigamente.
Lá em baixo toca um som e a gente toda se deixa embalar pela música e pelo desejo de balançar o corpo num gingado e num possível esquecimento de alguém que já se foi.
Penso que não há mais sentimento de falta, porém abafo um pranto que me leva a uma tristeza mesclada por outras preocupações, que não implicam um retiro e nem tantas orações. Tantas quantas eu gostaria que fossem.
Na verdade, só posso definir como já disse: há uma saudade no ar ,mas é a SAUDADE DE TODO DIA....

sábado, 29 de outubro de 2011

TAL QUAL SONHEI E SONHO....


E lá se vai mais uma semana que se passou rapidamente, numa contradição pouco equacionada, quando, sensivelmente, passamos horas e horas presas à lentidão do tempo, curtindo momentos demorados e sentimentos duradouros.
Costumo ser autocrítica, o que me deixa sem uma satisfação total quanto ao que faço e produzo.
Já me acostumei a muita coisa, mas a outras não. Tive uma semana gratificante, porém nada que me rendesse inspiração para produções literárias. Quase , irritantemente, sofrível ,essa lacuna, pensando neste espaço, razão de tantos liberações de tensões, camufladas ou não.
Mas, lá se vai a minha semana, mesmo assim, curtida de atrações novas, incluindo inovações de sentimentos e aquisição de bens, que, querendo ou não, é um privilégio...
E uma coisa puxa outra. Há quem defina privilégio como tudo que tem a ver com dinheiro e vantagens materiais. Deixem que eu seja mais inclusiva e adote uma definição que assume outras formas. Assim sendo incluiria mil outras coisas como a educação não só de conhecimentos teóricos, mas uma educação no sentido mais amplo. Falo de uma educação que envolve um mundo amplo e repleto de pessoas diferentes.
E, uma vez privilegiada, nada de agir por impulsos. É preciso refletir e muito.
Não entendo, no entanto, tantas pressões reais que empurram as pessoas para uma abordagem acelerada da vida, levando às crises que acontecem aos 30 ou 35 anos, quando, muitas vezes, pouco pararam de respirar a adolescência.
Se estou certa, também, não sei. Às vezes , agindo com solidariedade, termino prejudicando sem querer.
Hoje, fugi do tom das minhas crônicas. É assim, de vez em quando. Faço essas abordagens como um chamamento, embora muitas vezes aconteçam quando a inspiração pessoal fala menos alto ou quando preciso ficar mais bem guardada e resguardada.
Entendo que nossas vidas são nossas, nossos trabalhos são nossos, mas quem define o nosso perfil é o mundo exterior.
E é assim que eu , solitariamente,OU NÃO, vou caminhando numa direção sua e de outros, tentando satisfazer o que lamento não estar sendo feito. Tal qual sonhei e sonho...

Leitores: acho que já dá para vocês formarem o meu perfil. Faz parte...

sábado, 22 de outubro de 2011

GLÓRIA A DEUS!


E já passam das 23 horas e o meu corpo e o meu espírito brigam entre si, como se pedissem cama e o sono travasse uma batalha de quero não.
A vida, tão verdadeira ou tão pretenciosa em suas artimanhas, prepara cada uma que nos faz esquecer os motivos da felicidade e nos levam a pensar nas filigranas que sustentam o tudo: o passado, o presente e o futuro.
Tenho rezado muito mais do que de costume. Tenho me ajoelhado e clamado por Nossa Senhora, na esperança que me faz alimentada e fiel as minhas verdades.
Sobre isso tudo e muito mais , tenho escutado palavras animadoras que me fazem refletir e me levam ao apogeu de uma vida motivadora. Não fosse dessa maneira, estaríamos diante de uma tristeza sem retorno e com implicações drásticas que provocariam o final dos finais.
Mas, já passam das 23 horas. De banho tomada, esqueço o muito que não posso lembrar. Penso nas mazelas de meu corpo e me abstenho de lembranças, se é que consigo, contanto que os meus olhos marejados sejam os substitutos dos lamentos tão sofridos e tão presentes. Tão condenados , mas tão pouco julgados. Por que?
Perguntas sem respostas me levam à resignação. Nestes momentos , a minha inquietação mental e motora se tornam difíceis de serem dominadas.
Penso e digo alto: Haverá de passar. A paz me vem de mansinho quando rezo o Terço e me torno mais e mais sentimentos bons de grande dimensão. Glória a Deus!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

NEM DEU TEMPO DE LHE DIZER QUAIS FORAM...


Ai, borboleta, o que aconteceu com você hoje? Tantos e tantos dias bateu em minha janela e a felicidade era anunciada, tal as cores que você ainda ostentava. E os meus assobios, não escutou mais?
Ai, borboleta, tão pequenina e tão viçosa, o que fez você perder o ânimo?
Acabou o seu tempo, encantou-se a sua vitalidade e os seus apelos foram todos atendidos? Parece ter perdido a vicissitude e não ser mais a mesma. Que pena!
Ai, borboleta, a sua passagem em minha vida foi tão curta e tão coincidente com os seus temores...
Tento pensar e imagino quando, novamente, virá e quando, outra vez, eu cairei nos seus braços, enganada, mais uma vez, e solícita sem necessidade de viver as suas tensões e as suas angústias.
Ai, borboleta, tenho que parar de vez em quando. Ninguém sofre as minhas dores e, até, você foi o engano de mais tantos enganos.
Esperei você , ainda. Desta vez, vou lhe esquecer. Enganadora e tão "inteligente" me deu a oportunidade que eu procurava, achando fosse outra, depois de tantas outras....eu, que já tinha sido avisada.
Ai , borboleta, não perdi a minha paz. Guardarei, apenas, na memória a ilusão de um tempo passado.
Ai, borboleta, tem gente podendo lhe dar o melhor. Esqueça o meu endereço, pois quando resolvi ficar sem você, que não veio, entendi que a minha vida é melhor na plenitude de meus sonhos realizados. Nem deu tempo de lhe dizer quais foram....

terça-feira, 18 de outubro de 2011

É LIVRE COMO UMA ANDORINHA....


É.... tenho seguido o meu caminho enfrentando as alegrias e os acontecimentos inesperados, incapazes de serem pensados e repensados em momentos anteriores.
A gente aprende com a vida , mas esquece o limite de credibilidade nas pessoas. Enfrenta trancos e barrancos e sai da linha reta , quando as decepções atingem o além de todas as nossas forças.
Com tudo isso e por mais aquilo, vamos saindo pela tangente e buscando formas de amar a vida.
Leio muito. Nisso, puxei ao meu pai. Quem lê, não se detém na mediocridade do cotidiano que, por vezes, deixa o outro e os outros tão mesquinhos e quase alheios à realidade de uma vida construída sem tantos dissabores.
É na maturidade que venho achando as respostas para uma vivência mais vivida e para uma felicidade quase plena.
Pudesse fugir da necessidade de guardar tantos e tamanhos segredos, contaria para vocês o alento de um dia que se transformou num bel prazer quase inimaginável.
Não gosto de mistérios , mas a vida me ensinou que nem tudo se propaga. Isto eu aprendi, senti as agruras das quase falsidades e hoje sou eu, eu e minhas circunstâncias.
Penso que muito do que escrevi hoje foi movida por uma força maior que ultrapassou a inspiração transparente e escancarada.
A noite chegou e eu deixei que o meu espírito e o meu corpo ficassem entregues ao bom senso e ao prazer que ela me dá. Tanto prazer e tanta sensibilidade!
E agora pensem como quiserem. Pelo menos, isso é livre como uma andorinha...

sábado, 15 de outubro de 2011

E A GENTE NEM PERCEBE....


É preciso ir além das palavras. É preciso acreditar, desacreditando. É preciso ter um pé na frente, outro atrás.
Os meus bons sentimentos ainda não me permitiram que eu desconfiasse das intenções do outro e dos outros.
Tenho levado quedas e me levantado, movida por uma dor cruel que machuca a minha alma e , até, dilacera o meu coração.
Não são muitos os sinceros e os frios de ânimo andam soltos.
Tenho confiança em você e me tremo de medo diante da certeza/incerteza de quem é você e de quem é ele.
Adotei uma sistemática que ficou na teoria. Hoje, me recuo e amanhã abro o meu coração diante da doçura de uma palavra, que ,muitas vezes, não passa de um momento.
Tenho pedido a Deus muita resignação e tenho fé quando decido ver a vida ALÉM DAS IMPERFEIÇÕES.
É como se meu pensamento voasse alto, tal qual um pássaro que"pensa" em alçar voos cada vez mais alto... Pobre ilusão do destino.
Reitero que a vida é complexa. Isto eu já li em vários livros e já vivi na prática , perdoando e pedindo perdão.
E lá se vão tantas bondades pensadas e repensadas. Há um temor em ser boa e outro em sofrer as rebordosas, tão inesperadas e sofridas.
Mas, a vida ensina a viver. Quem sabe um dia tenha esperança e concretização no meu sonho de que NADA ACONTECE POR ACASO.
A razão , às vezes, fala mais alto e a gente nem percebe...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

JÁ SOFRI SEM REMÉDIOS....


Esperei que passasse o dia de Ontem. Dia das Crianças é sagrado. Além de não escrever Literatura Infantil, o meu blog é diversificado, mas não tanto. Enfim, estive muito ocupada e a inspiração não estava coincidente com o Dia que eu tanto preservo.
Volta e meia, pensamentos povoaram a minha mente e eu busquei uma pessoa, busquei você ou quem sabe outro, mas não encontrei na hora e no momento certos.
Todo dia não é todo dia. Filosoficamente falando, é fácil entender o sentido da coisa.
Fiz a minha caminhada e tomei o meu banho de mar. Feriado deve ser curtido e aproveitado, se não para o descanso, para o prazer que está na ordem do dia...
Dizia eu que procurei você ou outro. Há momentos em que o desabafo é o melhor remédio. Difícil , às vezes, ultrapassar barreiras ou viver a alegria de um acontecimento, sem uma outra pessoa que compartilhe isso ou aquilo.
É, leitores, a gente tem muito o que aprender, não importando a fase de nossas vidas. Por vezes, são os desencontros e em outras vezes são os encontros desencontrados, cruéis e decepcionantes.
Tenho assimilado muito com a alegria e com a dor. Já cheguei ao âmago do bem estar físico e emocional e já sofri sem remédio.
Tantos dilemas e tantas dificuldades para resolvermos entre duas coisas que parecem certas.
Quando me deparei com o conflito, quando escutei a definição do que seja o dilema, quando tive que resolver entre duas coisas de mesmo peso, não foi fácil.
A vida é a vida , complexa como só ela é. Aí entram tantos conteúdos , que por mais que tentemos enumerá-los , sempre faltarão mais mil.
Saudades de tempos idos e esperanças que constituem o meu maior alimento.
Hoje penso em você que saiu da minha vida , não importando se foi bom ou não. Com todos os acasos, acho que foi o seu caminho mais curto que você encontrou para se fazer feliz, se é que a felicidade plena existe.
Enquanto isso, aprendi que é preciso encontrar descaminhos para encontrar a paz. Que esta venha, sem lacunas e sem delongas...

sábado, 8 de outubro de 2011

ZEN NA MEDIDA CERTA...


E lá se vai mais um sábado , a passos largos, que nem deu tempo de usufruirmos de maiores prazeres.
Dizia eu nesta manhã a um grupo de amigos, em conversas trocadas à miúdos, que estava um tanto zen. Na verdade , não poderia estar o quanto gostaria.
Quem me conhece, sabe dos meus atoleiros e da falta de atalhos que, uma vez escassos, não me deixam na plenitude de uma tranquilidade.
Mas, o grupo estava animado. Em dado momento, pergunta um deles a minha pessoa: o que é zen?
Naturalmente, que nem sempre os termos e os temas são tão conhecidos e lembrados. Entende-se a essência, mas as definições não são tão fáceis de serem evocadas.
De pronto, com os meus conhecimentos de Psicologia e com as minhas leituras diárias, respondi: A palavra zen vem do termo zazen que é uma prática meditativa e que significa "ficar, apenas, sentado."
Cá, com os meus botões, fiquei em estado de alerta. Se a moda pega, terei que responder mais e mais conteúdos.
Interessante a vida, não é meus leitores? Interessante e complexa. Acho que sou uma privilegiada por ter vindo de uma infância com muito carinho e educação, além do respeito incorporado de meus pais e de um ambiente saudável com os meus amigos.
Costumo sempre dirigir os meus textos a minha pessoa. Não sei se já é tempo de dar conta de outra variedade de assuntos que, sei eu, também interessariam aos leitores. Deixem que eu esgote mais um pouco o meu foco central. Nunca é tarde para mudanças.
Às vezes, penso que o cotidiano sempre igual cansa, fatiga. E a falta de um cotidiano? valha-me Deus, que lacuna seria?
Mas, hoje estou um tanto zen ....deixem que eu permaneça assim. Este sábado me trouxe tantas verdades que me deram uma satisfação pessoal e a certeza de que a minha maturidade ensinou-me a viver e a conviver com certos fatos do dia a dia, tão insignificantes como repugnantes. A nostalgia e a melancolia se afastaram de mim...
Estou zen, na medida certa...

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

ISENTAS DE UM DESPERDÍCIO....


A dor emocional, que permanece muda, dói e demora a se recuperar, como se a explosão do coração pudesse dar evasão aos temores e rancores guardados e resguardados.
Confesso, leitores, que já fui vítima de momentos imperiosos que fizeram doer a minha alma, como algo desconhecido que roía e corroía o meu ser.
Com o tempo, descobri que tudo tem um limite e uma vez atingido, o ser humano , se não quer ficar sequelado, ou sai pela tangente ou responde com flores ou uma boa dose de resposta tão verdadeira como transparente. Essa reação, por vezes, continua martelando , até que o tempo se encarregue de tornar esquecido o fato, o outro ou as mazelas das inconsequências.
O tempo, ah o tempo , tão senhor das verdades e das razões, tão responsável pela cura dos males sofridos e mazelados.
Hoje estive a pensar no que já fui, no que me transformei, no meu amadurecimento e no que aprendi depois de ter comigo arraigada uma dor do espírito que eu nunca soubera afastá-la.
A solidão, o desprezo e a incompreensão podem ser boas companheiras, se nos fortalecemos com um comportamento que só as vítimas podem ser capazes de tanto...
E lá nos vamos, eu e você , levados por um pânico já domado e incapaz de liberar, novamente, as nossas dores, que se tornaram isentas de um desperdício...

terça-feira, 4 de outubro de 2011

QUE PASMEM OS INOCENTES!


A grande procura do meu blog tem me dado um entusiasmo e uma alegria , que me fazem bem. Penso que esse fato proporciona a minha pessoa um bem estar e um tônico para o meu coração.
E lá se vai , caminhando comigo, uma vontade de escrever, como uma dedicação, além da inspiração, que me faz digitar palavras que chegam para ficar e outras que o vento leva.
A noite vai chegando com ares de domínio. Difícil fugir dos mistérios da noite tantas quantas são as suas características, iluminadas, ou não, por uma lua, que às vezes se faz presente e , por outras, desaparece entre as nuvens de pareidolias ...
Esta é a minha hora de solidão e o meu sossego de labutas das quais eu insisto em participarem da minha vida.
Perambulo pela casa toda e penso em mim e em vocês. Rezo o Terço e faço Preces. Não é fácil seguir essa rotina que, para mim, já é quase o meu cotidiano. Aquele momento de felicidade sem a plenitude do tudo. Metafórico, ou não, verdadeiro em sua totalidade.
Leio, geralmente, nesse ínterim, hora em que me deixo avançar nas letras e na minha intelectualidade. Não poderia deixar atrofiar a minha mente. Quando me dedico à leitura, aprendo, torno-me enriquecida e, até, deixo vir à tona aprendizagens de tempos e tempos atrás.
Falava eu da procura do meu blog. Verdade seja dita: quando me dediquei a escrever em blogs não pensei que o meu estilo , tão meu, fosse do agrado de tantos e quantos leitores. Parecia que eu precisava de uma força propulsora para que não deixasse morrer este dom herdado e fruto do meio ambiente em que vivi.
A maturidade foi, para mim, o pulo inicial do que estava latente para eclodir mais tarde. E foi justamente neste momento que eu deixei livre a minha mente, sem amarras e sem tabus impostos, para escancarar de vez o que apertava o meu coração e tolhia a minha alma. Conheci alguns desconhecidos, que nem mesmo eu sabia existirem.
Que pasmem os inocentes!

sábado, 1 de outubro de 2011

A DOR DE UM DESMANTELO....


Dia sim, dia não, bate aquela vontade danada de escrever. Acho que hoje não seria bem o dia. Parece que forcei a barra.
Na verdade, sábado à noite, enclausurada em casa sem destino certo, voltei-me para este meu prazer favorito, sem maiores inspirações.
Tenho lido muito e toda essa leitura me enche de idéias que , por vezes, se misturam e eu acabo alheia às minhas criações que fazem o meu tom.
Ai vida, vida minha, com todas as matizes de cinza , tento tirar dos meus privilégios o melhor que poderia ser bom, ou de quase todo bom...
A vida e suas nuances, indagações e sentimentos que eu deixo descobertos e outros que eu faço adormecer sobre o meu travesseiro, que já se acha guardando tantos e tantos segredos: aqueles sentimentos que eu não poderia acordá-los, tão secretos como pessoais.
Já tentei fazer mudanças. Algumas foram feitas e outras encomendadas. Nem sempre é fácil se desnudar e , também, difícil é segregar a dor de um desmantelo.
Acho que sou o resultado de uma infância inacabada e de uma adolescência curtida sem o sabor de quero mais.
Vivi momentos de adolescência, orientados pela ética profissional do meu pai e pela ética humanitária de minha mãe. Tudo me foi recomendado e encomendado. A finalidade sempre foi o meu bem estar.
Na verdade, na verdade, acho que a falta de opções, que eu deixei sombreadas, foram vividas como se fossem faltas de qualquer outra coisa .
A essa altura, revivo o passado que já se foi, tentando resgatar algumas lacunas que eu deixei perdidas, sem saber o porquê.
Mas, a noite se vai num vazio que eu preencho com os meus devaneios, esperando que a lua resplandecente ilumine a minha vida, mesclada de muitas esperanças. Há muito o que esperar...

* Amo a vida e este sentimento eu mostrei nas entrelinhas....

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

MAS, O TEMPO É INEXORÁVEL.....


Sentada na minha sala, donde posso sentir a ventania que se apresenta como se fosse o mês de agosto, descortino, ainda, o escurecer que torna o início da noite um tanto melancólico.
Estou só. Esse meu estado me leva a pensamentos e a mil reflexões profundas, que eu tento cativá-las ou deixo que se vão, tamanha força arrebatadora que nem sempre são de bom tamanho.
Não lembro do tempo, ou lembro, em que , há muitos anos idos, a minha casa era povoada de tantos familiares que faziam a algazarra de minha infância e de minha adolescência. Parece que acabou-se sem deixar rastros.
Deixo que o meu inconsciente faça me recordar destes momentos, quando a sua voz se torna muito insistente, mesmo falando tão baixinho. Aí , não tenho como fugir. O esquecimento , nem sempre, é fácil de ser dominado!
Mas, o tempo é inexorável. Tantas situações e tantas mudanças se passaram. Chegou a maturidade e com ele as rugas e as rusgas inesperadas e sofridas. Tentativas de voltar no tempo se tornam impossíveis. O espelho mostra a verdade de nós mesmos e o retrospecto do nosso passado, que já não retorna, posto que muito de muitas coisas se acabaram.
Sentimentos meus são vividos e outros revividos. Sinto saudades e sinto a amargura do que haveria de ter se desenvolvido, no desenrolar da vida,e que tomou rumos diferentes e o desencanto tomou o seu lugar.
Estou saudosa de um tempo e esperançosa de outros. Escrevo por dom e faço desses textos uma válvula de escape, além de uma catarse (liberação de tensões ), quando me vejo rodeada de leitores tão queridos e tão fiéis.
Conheço a todos, deixo-me levar pela certeza de que os meus textos são lidos e muito lidos. Perdoo os admiradores em silêncio. Estes, um dia, serão os mais falantes.
Já falei e reitero: sem querer , deixo o legado da dor do arrependimento e , no ar, os meus sentimentos de que levarei para a Casa do Pai o meu Perdão e uma dor, que só Deus irá compreendê-la...
Fiquem em paz, mesmo quando o arrependimento lhes fizer morada. Estarei rezando!!

domingo, 25 de setembro de 2011

AFINAL, AFINAL...


Eram seis horas da manhã e o sol nem despontara. Fiel a minha obrigação de caminhar, levantei-me cedo.
A hora era propícia e o dia prometia ser lindo. Estava de roupa de banho nova e tudo isto junto constituía uma motivação.
Já na praia, reduto de quem mora muito perto do mar de Boa Viagem, fiz o que me era desejado e , até mesmo, imposto. Afinal, afinal. Estresses e sedentarismo não combinam mais comigo, se é que um dia combinou.
Tenho até arrependimentos de x, y e z feitos antes do evento. Fazer mais o que? a não ser nunca repetir a dose. A luz vermelha, quando acende, é sinal de alerta.
O dia estava esplendoroso e substituía os temores da madrugada de insônia, trazendo pensamentos que não podiam e nem deviam acontecer.
Na praia, fiz o que quis: caminhei e tomei o meu salutar (penso eu ) banho de mar.
Borboletas voavam sobre o mar, dando demonstrações de liberdade plena e trazendo, como já ouvi dizer, a felicidade.
Curti esses momentos de corpo e alma. Estava num relax que combina bem com os meus desejos.
Sinto o sol sobre a minha pele, com todos os protetores usados, como sendo a vida que nos torna mais vivos, mais viçosos e, porque não dizer, mais belos.
Neste momento, hora nostálgica e característica comum a todos os domingos, penso, reflito e , até, ouço músicas.
Afinal, afinal, posso sentir melhor uma tarde de domingo que alça voo para mais um dia de labuta. E tudo aponta para o "cotidiano das coisas...."

sábado, 24 de setembro de 2011

Ó TU MADRUGADA...


Ó tu, madrugada,
Fria e misteriosa,
Por que não passas,
Para deixar o sol nascer?
Ó tu, madrugada,
Gélida e cinzenta,
Que tantos pensamentos
Trazes a mim?
Acordada, eu te vejo nua...
Já é tempo de te ir,
Deixa que eu esqueça
O que o teu silêncio
Faz me lembrar:
Da minha dor
E do meu penar...

* tres e quinze da madrugada.

QUE FAZEM MISÉRIAS COM O SER HUMANO....


Nunca pensei em mudar o meu modo de pensar e de me comportar, muito mais rápido do que o tempo ensina. Sempre abrimos um interstício, que nos permite raciocinar e tomar decisões.
A vida , no entanto, tece a sua rede de acontecimentos e , a gente termina por refletir sem tempo para estagnar.
Olha que substituir a companhia do ser humano pela máquina tem sido uma prática constante. Pasmem, vocês, que realmente, foi difícil, mas foi mais rápido do que o imaginado, para mim....Que mudança! Deus dos céus!
Quando tudo era imaginado quieto, ou melhor aquietado, descobri-me num canto qualquer, sem o afeto que sempre devotei e, nem sei o porquê, esperei retorno.
Hoje, tenho o meu notebook como companheiro, substituindo amores e desamores. Crio esse mecanismo de defesa para me defender de malícias e sobretudo dos interesses que fazem misérias com o ser humano, quando presentes em pessoas a quem nunca deixei de amar. O pior é isso: não ter maldades e ser ingênua em proporções não desejadas...é amar sem ser amado.
A natureza é também outro substituto. Quando a gente tem um aliado, como é o mar para mim, ocupo bom espaço de tempo com banhos , que me deixam mais forte e mais viçosa.
Leitores, tenho em vocês uma confiança e um amor virtual tão grande, que me acostumei com os seus comportamentos. Sei os que comentam, os que leem em silêncio, os que estabelecem barreiras, os muito dignos e os que eu tento esquecer com o desprezo que me dão. Tenho medo dos que se calam.
Na semana passada, foi inédito. Irmã minha, quase sem querer, disse que leu o meu blog e que eu escrevo muito bem. Obrigada irmã. Naquele dia, você nem sabe, achei que estávamos mais e mais unidas, como sempre fomos....
Mas, o assunto em pauta, é a máquina substituindo o homem. Esse tema é antigo. Já falavam Tomas Merthon ( Homem algum é uma ilha ) , Padre Mosca( da minha Paróquia) e os solitários que, em surdina, já eram os adeptos, muito mais adeptos do que sabíamos.
Momentos são....
Que eles passem depressa, dando lugar ao Humanismo tão defendido por Nilo Pereira, que eu tive a glória de ser meu PAI!!!