
Chegou o último dia do ano como tantos outros que têm passado. A noite de espera do novo ano haverá de ser breve como outras e mais outras. Criou-se a festa e o saldo de todo ano.
Haveremos de somar , subtrair e encontrar os resultados do que foi bom, do que doeu, do que deletamos, das noites acordadas, dos maravilhosos momentos, da fraternidade, do perdão. Enfim do que foi digno e humano, do que foi desprezo e insensatez.
Estou fazendo tudo como se tudo fosse. Determinadas recordações , temos nós o direito de vivenciá-las e revivenciá-las, não importando se é fuga da realidade ou uma saudade mal curada.
Hoje fui à rua. Impressionei-me com as pessoas que transitavam. Já não havia aquela alegria estampada na face e tão contagiante dos últimos dias, quando, talvez, tudo tenha parecido flores.
Aqui , recolhida em minha jaula de trabalho, tal qual o meu pai, escritor como eu, buscando e rebuscando no baú das minhas memórias o início e o final do ano. Para mim, não para todos, foi positivo e alvissareiro. Com todas essas demonstrações bastante detalhadas,como calculei, apesar delas , acho que 2011 dá o seu adeus na hora certa.
A vida é uma dádiva e a minha maturidade busca a partir de amanhã a esperança em Deus que A CONCEBEU.
Tenho que registrar que estou saudosa de minha filha, linda Luciana, em passeio nas terras de Portugal. Já conversei com ela hoje duas vezes. A tecnologia não nos afasta tanto como em tempos idos. É preciso crescer sempre. Este banho de civilização é necessário para quem quer galgar seus maiores patamares.
Saudade também de comemorações que eu julgava eternas, mas eternas sempre ficarão até que a morte nos separe...








































