Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

sábado, 31 de janeiro de 2015

"É isso mesmo.."

Geraldo:
Meu queridíssimo irmão Geraldo:
Difícil escrever este texto, dominada por tanta tristeza, por uma saudade grande, pela falta que você me faz. Inimaginável a sua partida tão precoce, sem que pudéssemos supor que tão breve você estaria longe deste mundão.
Estou anestesiada, quase paralisada. Você foi para mim um Porto seguro, a palavra certa nos momentos de angústia, a solidariedade nas minhas horas de sofrimento. Quantas vezes lhe procurei em busca de um alento e você me ouvia, me protegia, até que terminava me dizendo: "É isso mesmo."
O mundo parou tao de repente. Não concilio o sono e nem consigo tirar você de minha mente. Há muito pouco tempo, num sábado de muitos sábados, você me ligou sabendo do meu braço. Preocupado, eu disse que o médico havia descartado problema maior, então você me falou: "Agora, posso ir para Aldeia."
Doloroso demais ficar sem você. Um irmão, grande irmão, que se vai de forma sofrida, deixando em mim uma lacuna impossível de ser preenchida.
E o seu blog? Andei olhando, ele me pareceu triste e abandonado. Nunca deixei de ler e de fazer o meu comentário. Cúmplices de blogs, fiquei sozinha e me perguntando: onde vou buscar, agora, inspiração?
E nada pudemos fazer que parasse tantas complicações advindas de uma pneumonia...A vida é a vida...
Meu irmão: estou triste, muito triste. A saudade é muita. A dor é insuportável. Peço a Deus que me dê forças e que lhe acompanhe nesta caminhada. Que o mistério da morte tenha você desvendado de forma a ver uma grande luz ao seu redor. Que hoje esteja você no Paraíso.
Não tenho, neste momento, as palavras certas para descrever a minha dor. Mas,irmão, ainda haverei de fazer uma crônica descrevendo tudo sobre o nosso relacionamento, tão nosso, tão movido por um amor fraterno. Um dia, quando nos encontrarmos, viveremos tudo de novo e você vai terminar me dizendo: "É isso mesmo."

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

De tanta saudade!!!!!


E o anoitecer chega mais cedo,
O céu escurece mais rápido,
Há uma explicação para tudo isso.
Escancaro a minha alma, quando falo mais,
Aprendi uma lição,
Entre elas a de me censurar.
Eu só sei, leitores,
Que amigos se vão, mas outros chegam.
Tem gente de todo tipo,
Já me acostumei com as ausências,
Já estou contente com os que chegaram...
Se sofro pela partida,
Que seria de mim sem este pranto?
Acostumei-me porque foi o jeito,
Não podia morrer de tanta saudade!!!!
(Eliana Pereira....26/01/2015....18 horas )

domingo, 25 de janeiro de 2015

Por acreditar demais...


Eu que pensei fosse duradouro,
Eu que recebi o carinho das palavras doces,
Sofri o preço por acreditar demais...
Veio do nada, agradou, e se foi do nada.
Deixando tantas interrogações,
Preferia não tivesse vindo...
Madrugada insone de tantos pensamentos,
Ouso dormir debaixo de tempestades,
Agora que o mundo se fechou,
Vem a sua lembrança
Que poderia não existir mais..
Perco o sono e não domino o meu pensar,
Tempo de alguns tempos,
Não aprendi a vivenciar partidas
E agora desolada,
Sofro a tristeza e a ingratidão,
Pois Deus sabe do que falo..
26/01/2015...2.30 da manhã... Eliana Pereira

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Dos momentos difíceis...


A tarde passou vagarosamente. Precisava dar um cochilo, mas os meus pensamentos difusos não permitiram. Ainda bem que o aconchego do meu lar dava uma total sensação de bem estar. Como sempre costumo fazer, enclausurei-me no meu quarto , jaula das minhas elocubrações e das imaginações mais bizarras.
A alvura dos lençóis me provocavam uma paz fabricada pelo ambiente. Tudo isso ajudava a me tornar paciente, pois a tarde vagarosa não me encantava tão ardentemente.
A varanda mostrou um sol intenso que se estendeu até mais das dezessete horas. Tem tempo assim. Na certa, as lacunas vazias ajudam a uma percepção quase distorcida.
Hoje já fiz mais do que devia. Comecei na Universidade e atravessei a tarde tão perdida em pensamentos mil. Aqueles que perseveram, vindos até mesmo do inconsciente, tão escondidos como pareciam estar.
Se o leitor é atento, já descobriu que hoje passei dos limites de minhas produções literárias. Isso é bom, pois o livro a publicar, tão propagado já faz tempo, já tem crônicas de sobra. Alguma ficarão, quem sabe, para a posteridade. no póstumo dos tempos.
Tenho lido em dose mínima. Acontecimentos inusitados e preocupantes com pessoa minha, me deixaram inquieta a tal ponto de diminuir a minha concentração. Um tanto dispersa, mudei hábitos e revirei fatos....
Confesso , leitores, que vocês são um alento dos momentos difíceis. Tantos comentários benfazejos embalam as minhas noites e fazem eu passar o dia mais açucarado, se isso é plena verdade.
Começo a ver o despertar da lua, majestosa e nua. Sempre foi assim que a descrevi. Talvez o meu pai, nos seus ensinamentos, tenha me ensinado mais este...

Quando mudei os meus passos...


Esqueci o inesquecível....
Nem pensava pudesse acontecer.
Se existiam pedras lapidadas,
Impossível naquele momento
Separar o joio do trigo.
Esqueci o inesquecível,
Quando trabalhei as verdades,
Mudei as emoções sem fundamento,
Descobri que nada era o que pensei...
Vida que muda até na madrugada,
Estava iludida, posto que inocente.
Acredito em bondades,
Em amores desamores,
Sou verdadeira, não desconfio das maldades.
Interesses, descubro tarde,
Sou o muito que quero ser,
Sou mais do que poderia querer...
E esqueci o inesquecível,
Difícil acreditar.
Não me perguntem por quê...
Há em mim uma razão
Que vence a emoção,
Quando mudei os meus passos,
Esqueci o inesquecível...
(Eliana Pereira...19/01/2015...7.00 horas)

sábado, 17 de janeiro de 2015

Com o lápis da felicidade...


Estava tão majestosa,
Que desenhei com lápis a felicidade..
Dia sim, a gente se vê bonita,
E por que não?
Nem é preciso a apreciação de alguém,
Muito menos dos que se revoltam.
Desenhei com lápis o amor,
O perdão e a gratidão....
Esqueci provocações...
Jogadas no lixo,
Estariam melhor guardadas...
Com muito encanto, sem desencantos,
Sou como quero ser...
Desenhei com lápis a felicidade,
Que bom e que desafio,
Ser imune aos que nos magoam.
Lembrada de que Deus nos espreita,
Estou desenhando com o lápis da felicidade...

( Eliana Pereira....em momento de muita PAZ....17012015....11.40HS)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

E o dia vai se passando!!!!!!



Quando as luzes se apagaram em plena noite,daquele dia, doeu um bocado o inesperado. Enfrentei a saudade, a despedida, o adeus sem adeus e a vontade de voltar. Quando as luzes se acenderam dois meses depois, não existiram saudades, nem vontade de voltar a um passado que morreu sem eu menos esperar.
Agora, movida a um mundo novo que já tinha sido meu, tenho vontade de expressar o momento de paz, a ausência perdida e o amor pelos que substituíram os desafetos.
Ainda muito cedo em meu trabalho, vivenciando uma sexta -feira que sempre tem um gosto especial, estou fazendo planos e imaginando a vida sem controle de emoções, porque sem aquelas de meses atrás já me sinto tão bem e tão forte, que agradeço a Deus o adeus sem adeus. Talvez doesse mais, embora nunca possa deixar de lembrar a insensatez dos impensados. Raríssimas vezes o perdão vem desacompanhado da lembrança. Mas, não é que veio...
Confesso, leitores, que escrevo esse texto dividida entre dois sentimentos: o do fato consumado e a preocupação com um ente muito querido. Fugimos da realidade para nos proteger de muitas consequencias, mas não há como deixar de lado os sentimentos de dor. Pessoas do mesmo sangue mexem com a gente quando, em situação de apuros, o mundo para e há uma desolação difícil de ser esquecida. Cada minuto, cada segundo, lembro a dor do sofrimento que Deus e a minha fé conseguem superar a desesperança.
Aqui em meu trabalho, o silêncio é quase taciturno. As pessoas ausentes dão um ar de completa solidão. Fujo deste momento. Quando escrevo, me ausento do que passa ao meu redor. Tudo isso me deixa absorta apenas em meus pensamentos. Dou asas à imaginação e preservo este silêncio, como se pudesse afastá-lo do meu consciente.
Pelo sim e pelo não, entrego-me ao meu próprio silêncio. Melhor este do que a solidão silenciosa... E o dia vai se passando!!!!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Silêncio na madrugada...


Silêncio na madrugada...
Também pudera,
Quase todos dormem...
Silêncio na madrugada,
Guardo e resguardo o momento,
Acordada, pensativa,
Rezando por pessoa minha,
Que no frio da noite,
Amarga, por certo, a frieza do seu canto.
Tenho uma fé tão grande,
Que alimenta o meu coração tão dividido...
Acordada no meio da noite,
Não concilio o sono,
Pelo muito que lhe quero,
Sou sua companheira distante...
Dorme meu querido,
Há muito que lhe gosto,
Em surdina, mas intensamente...

(Eliana Pereira....15/01/2015)

domingo, 11 de janeiro de 2015

DESTAQUE


"A grande caridade de Deus é tirar do Homem a obsessão da morte." (NILO PEREIRA....Meu pai)

De muitas esperas...


Ando guardando sentimentos e escondendo sensações. Também pudera, nem tudo a gente escancara , pois nem sempre agrada a gregos e a troianos.
Domingo de poucos Domingos. Sem praias, sem breves caminhadas, sem o banho de mar e sem muitas conversas. Ando guardando sentimentos profundos e vivenciando saudades. Há um tempo para tudo e uma forma de sair dos devaneios sem sequelas.
Mas ,a vida é bela com toda a continuidade do sempre quase o mesmo. Pior seria..... Ainda em meu quarto, jaula de minhas maiores produções, tento entender afastamentos versus proximidades. Nem sei como agir em certas horas. Nem sei se o que penso é o contrário da realidade que julgava terminada.
Falo também por metáforas. Reitero que ando guardando sentimentos e escondendo sensações.
E a casa se mantém num silêncio que dá medo. Por conta de obrigações ,o meu esposo saiu e eu passo o tempo, desenhando esse texto da forma que me convém.
Uma falta de coragem me deixa presa à cama, sem vontade nem mesmo de ler, eu que sou amante de ler livros, dois ou tres de uma só vez. Aprendi com o meu pai essa prática quase extremada de obter conhecimentos.
Mas,o silêncio da casa me põe medo e me leva a imaginar temores já trabalhados e a criar outros que poderiam não vir à tona em dia de descanso.
Confesso, leitores, que, por vezes, tenho medos e estes me atormentam um pouco, quando se tornam avassaladores. Já tive medo de solidão e de ter saudades. Já experimentei sentimentos que me pareceram eternos, embora não tenham sido. Ah vida, vida minha...
E, ao contrário do que se esperava, dou um salto da cama que tão bem me abrigava, para tomar o meu delicioso banho. Acho que venci a letargia para tomar outros rumos. Espero vencer os medos. Hoje é Domingo e Domingo de muitas esperas. ...

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Dias que se foram, noites que passei...


Ainda bem que existe o tempo capaz de aplacar as saudades e nos fazer esquecer tudo que nunca poderia ter sido verdade , um dia. Ainda bem que não estamos sós sempre e que Deus, nosso Pai Celestial, nos abraça e nos dá todas as bênçãos de que precisamos.
Dias que se foram, noites que passei , vivendo as agruras de tantos enganos e de muitos desenganos. Foram inverdades, curiosidades e muito mais que isso, desprezos que se fizeram notados no apagar das luzes, em plena madrugada, inusitadamente e tão de repente...
Ainda bem que existe o tempo....Pensei que jamais esqueceria paixões desenfreadas, amizades cultivadas e que se foram sem dizer por quê.
Aqui em minha jaula, sinto o cheiro do perfume no ar e vejo com os meus olhos tão brilhantes o meu janelão aberto que me mostra uma noite que de noite só tem estrelas. Medos que já foram angústias se transformaram num total esquecimento. Às vezes chego a duvidar que nem lembre mais aqueles que passaram em minha vida para me trazerem o mal.
Confesso, leitores, que já sofri e que deste desamor ganhei as maiores experiências. Julguei que nunca mais fosse ser a mesma. Ledo engano e pura insensatez...
E lá se vem a noite , agora benfazeja, sem o fantasma das bruxas da saudade, esquecida no tempo que mostrou ser forte, quando, um dia, pensei estar tão à deriva.
Não foram perdas, mas ganhos, quando saíram da minha vida aqueles insensatos , frios de ânimo e destemidos. Queira Deus nunca venham a experimentar o sentimento de arrependimento porque este dói demais...
E a vida continua para mim, longe de vocês, talvez alguns que um dia leiam e reflitam tanto , mas que a saudade possa não ter mais tempo para aplacar o frio, como aconteceu comigo. Valha-me Deus!!!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Momentos incríveis...


Acho que a minha vida sempre foi um livro aberto. Com certeza que as experiências, as palavras escutadas , os atos e os fatos, as reflexões, os temores e muitas voltas e reviravoltas vão fazer deixar que a minha vida seja um livro entre aberto. Maravilhoso 2014 que me deu momentos incríveis e me fez ver que, nem sempre, a gente escancara tudo que nos acontece , pensamentos, palavras e obras...
O ano que passou me ensinou muito. Aprendi que a felicidade afasta as pessoas e que a dor não interessa a muitos. É como se tudo fosse cor de rosa , quando tudo está bem ou aparentemente bem.
Cheguei na minha casa já quase ao anoitecer, depois de ter almoçado com irmãos na casa de meu querido irmão Roberto. Foi um congraçamento. Orações em prol de ente querido.
Em meu quarto, minha jaula de sempre, o ambiente era acolhedor. A cama forrada de um verde claro, faria adormecer até mesmo os insones. Virei para um lado e outro, mas, apesar de fatigada, não preguei os olhos.
Pensamentos mil rolavam em minha mente, enquanto vivia e revivia fatos que me faziam impressionar no momento.
Minha vida, agora, é possivelmente um livro entre aberto. De nada adianta dizer algo a mais, a não ser até os limites dos meus limites.
E Madri, tão fria, deixa a passagem do ano com festas e folguedos, um espetáculo à parte. Passei muito bem o Ano, apesar de muitos pesares. Senti-me Dama....
Vou amaciando o que não me foi do agrado no ano já passado. Como disse o meu esposo, companheiro de todas as horas e até fora das horas, tudo agora é novo. Vou concordar com ele. Talvez seja melhor...