
A tarde passou vagarosamente. Precisava dar um cochilo, mas os meus pensamentos difusos não permitiram. Ainda bem que o aconchego do meu lar dava uma total sensação de bem estar. Como sempre costumo fazer, enclausurei-me no meu quarto , jaula das minhas elocubrações e das imaginações mais bizarras.
A alvura dos lençóis me provocavam uma paz fabricada pelo ambiente. Tudo isso ajudava a me tornar paciente, pois a tarde vagarosa não me encantava tão ardentemente.
A varanda mostrou um sol intenso que se estendeu até mais das dezessete horas. Tem tempo assim. Na certa, as lacunas vazias ajudam a uma percepção quase distorcida.
Hoje já fiz mais do que devia. Comecei na Universidade e atravessei a tarde tão perdida em pensamentos mil. Aqueles que perseveram, vindos até mesmo do inconsciente, tão escondidos como pareciam estar.
Se o leitor é atento, já descobriu que hoje passei dos limites de minhas produções literárias. Isso é bom, pois o livro a publicar, tão propagado já faz tempo, já tem crônicas de sobra. Alguma ficarão, quem sabe, para a posteridade. no póstumo dos tempos.
Tenho lido em dose mínima. Acontecimentos inusitados e preocupantes com pessoa minha, me deixaram inquieta a tal ponto de diminuir a minha concentração. Um tanto dispersa, mudei hábitos e revirei fatos....
Confesso , leitores, que vocês são um alento dos momentos difíceis. Tantos comentários benfazejos embalam as minhas noites e fazem eu passar o dia mais açucarado, se isso é plena verdade.
Começo a ver o despertar da lua, majestosa e nua. Sempre foi assim que a descrevi. Talvez o meu pai, nos seus ensinamentos, tenha me ensinado mais este...
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