
Confesso, leitores, passado o susto, a saudade se instalou. Havia chegado da praia, quando o meu celular tocou. Olhei o visor tinha escrito MAMÃE. Por uns momentos, achei que era mamãe. A gente , mesmo sã, também alucina. Era minha irmã Fátima que ainda mora na mesma casa de mamãe, com quem ela, viúva, residiu até o último suspiro de minha mama.
Depois do susto, veio a saudade que nunca me deixará. Ela também me faz companhia. Não quero jamais esquecê-la...
Interessante que em outros momentos já enfrentei esse mesmo fato. Hoje , tudo foi em grau mais acentuado. Estive pensando muito nela esses últimos dias. Na verdade, estive lembrando que não tenho mais alguém para me confortar como ela, para eu me queixar das minhas dores, falar das minhas alegrias e contar o meu dia a dia. Apelo para a minha filha. Nada é igual. Sou neste caso mais protetora do que protegida, por mais afagos e palavras abençoadas que me diga a minha Lú. Mamãe me faz muita falta!!!!
O dia se passou sem que eu esquecesse do telefonema. Ele persistiu tanto, que hoje coloco no meu blog a saudade de muitas saudades....
A vida e suas nuances. O vazio que dói e a saudade que aperta. As alegrias forjadas e a roda gigante girando num ritmo acelerado. A gente vivendo e vivenciando a realidade e as adversidades. Carinhos trocados e decepções sofridas. O mundo real e o virtual. O amor a si próprio para suportar tantas mudanças. Eu e vocês. Cada um no seu casulo. Na minha jaula, remonto o tempo passado e abro o janelão para ver o mundo lá fora. A sensualidade estética que me faz tanto bem e o espelho que mostra a minha face, ás vezes triste, por outras alegre. As distorções e as realidades. Eu me amando sem pudor de estar enganada. Vendo o meu lado belo e disfarçando as imperfeições. E a vida traçando os seus caminhos. E a saudade de mamãe sempre presente. Uns dias mais, outros amenizados...









