Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

MAS, O TEMPO É INEXORÁVEL.....


Sentada na minha sala, donde posso sentir a ventania que se apresenta como se fosse o mês de agosto, descortino, ainda, o escurecer que torna o início da noite um tanto melancólico.
Estou só. Esse meu estado me leva a pensamentos e a mil reflexões profundas, que eu tento cativá-las ou deixo que se vão, tamanha força arrebatadora que nem sempre são de bom tamanho.
Não lembro do tempo, ou lembro, em que , há muitos anos idos, a minha casa era povoada de tantos familiares que faziam a algazarra de minha infância e de minha adolescência. Parece que acabou-se sem deixar rastros.
Deixo que o meu inconsciente faça me recordar destes momentos, quando a sua voz se torna muito insistente, mesmo falando tão baixinho. Aí , não tenho como fugir. O esquecimento , nem sempre, é fácil de ser dominado!
Mas, o tempo é inexorável. Tantas situações e tantas mudanças se passaram. Chegou a maturidade e com ele as rugas e as rusgas inesperadas e sofridas. Tentativas de voltar no tempo se tornam impossíveis. O espelho mostra a verdade de nós mesmos e o retrospecto do nosso passado, que já não retorna, posto que muito de muitas coisas se acabaram.
Sentimentos meus são vividos e outros revividos. Sinto saudades e sinto a amargura do que haveria de ter se desenvolvido, no desenrolar da vida,e que tomou rumos diferentes e o desencanto tomou o seu lugar.
Estou saudosa de um tempo e esperançosa de outros. Escrevo por dom e faço desses textos uma válvula de escape, além de uma catarse (liberação de tensões ), quando me vejo rodeada de leitores tão queridos e tão fiéis.
Conheço a todos, deixo-me levar pela certeza de que os meus textos são lidos e muito lidos. Perdoo os admiradores em silêncio. Estes, um dia, serão os mais falantes.
Já falei e reitero: sem querer , deixo o legado da dor do arrependimento e , no ar, os meus sentimentos de que levarei para a Casa do Pai o meu Perdão e uma dor, que só Deus irá compreendê-la...
Fiquem em paz, mesmo quando o arrependimento lhes fizer morada. Estarei rezando!!

domingo, 25 de setembro de 2011

AFINAL, AFINAL...


Eram seis horas da manhã e o sol nem despontara. Fiel a minha obrigação de caminhar, levantei-me cedo.
A hora era propícia e o dia prometia ser lindo. Estava de roupa de banho nova e tudo isto junto constituía uma motivação.
Já na praia, reduto de quem mora muito perto do mar de Boa Viagem, fiz o que me era desejado e , até mesmo, imposto. Afinal, afinal. Estresses e sedentarismo não combinam mais comigo, se é que um dia combinou.
Tenho até arrependimentos de x, y e z feitos antes do evento. Fazer mais o que? a não ser nunca repetir a dose. A luz vermelha, quando acende, é sinal de alerta.
O dia estava esplendoroso e substituía os temores da madrugada de insônia, trazendo pensamentos que não podiam e nem deviam acontecer.
Na praia, fiz o que quis: caminhei e tomei o meu salutar (penso eu ) banho de mar.
Borboletas voavam sobre o mar, dando demonstrações de liberdade plena e trazendo, como já ouvi dizer, a felicidade.
Curti esses momentos de corpo e alma. Estava num relax que combina bem com os meus desejos.
Sinto o sol sobre a minha pele, com todos os protetores usados, como sendo a vida que nos torna mais vivos, mais viçosos e, porque não dizer, mais belos.
Neste momento, hora nostálgica e característica comum a todos os domingos, penso, reflito e , até, ouço músicas.
Afinal, afinal, posso sentir melhor uma tarde de domingo que alça voo para mais um dia de labuta. E tudo aponta para o "cotidiano das coisas...."

sábado, 24 de setembro de 2011

Ó TU MADRUGADA...


Ó tu, madrugada,
Fria e misteriosa,
Por que não passas,
Para deixar o sol nascer?
Ó tu, madrugada,
Gélida e cinzenta,
Que tantos pensamentos
Trazes a mim?
Acordada, eu te vejo nua...
Já é tempo de te ir,
Deixa que eu esqueça
O que o teu silêncio
Faz me lembrar:
Da minha dor
E do meu penar...

* tres e quinze da madrugada.

QUE FAZEM MISÉRIAS COM O SER HUMANO....


Nunca pensei em mudar o meu modo de pensar e de me comportar, muito mais rápido do que o tempo ensina. Sempre abrimos um interstício, que nos permite raciocinar e tomar decisões.
A vida , no entanto, tece a sua rede de acontecimentos e , a gente termina por refletir sem tempo para estagnar.
Olha que substituir a companhia do ser humano pela máquina tem sido uma prática constante. Pasmem, vocês, que realmente, foi difícil, mas foi mais rápido do que o imaginado, para mim....Que mudança! Deus dos céus!
Quando tudo era imaginado quieto, ou melhor aquietado, descobri-me num canto qualquer, sem o afeto que sempre devotei e, nem sei o porquê, esperei retorno.
Hoje, tenho o meu notebook como companheiro, substituindo amores e desamores. Crio esse mecanismo de defesa para me defender de malícias e sobretudo dos interesses que fazem misérias com o ser humano, quando presentes em pessoas a quem nunca deixei de amar. O pior é isso: não ter maldades e ser ingênua em proporções não desejadas...é amar sem ser amado.
A natureza é também outro substituto. Quando a gente tem um aliado, como é o mar para mim, ocupo bom espaço de tempo com banhos , que me deixam mais forte e mais viçosa.
Leitores, tenho em vocês uma confiança e um amor virtual tão grande, que me acostumei com os seus comportamentos. Sei os que comentam, os que leem em silêncio, os que estabelecem barreiras, os muito dignos e os que eu tento esquecer com o desprezo que me dão. Tenho medo dos que se calam.
Na semana passada, foi inédito. Irmã minha, quase sem querer, disse que leu o meu blog e que eu escrevo muito bem. Obrigada irmã. Naquele dia, você nem sabe, achei que estávamos mais e mais unidas, como sempre fomos....
Mas, o assunto em pauta, é a máquina substituindo o homem. Esse tema é antigo. Já falavam Tomas Merthon ( Homem algum é uma ilha ) , Padre Mosca( da minha Paróquia) e os solitários que, em surdina, já eram os adeptos, muito mais adeptos do que sabíamos.
Momentos são....
Que eles passem depressa, dando lugar ao Humanismo tão defendido por Nilo Pereira, que eu tive a glória de ser meu PAI!!!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

NÃO É FÁCIL....


Tantas traições , tantas atitudes incoerentes, tantas ingratidões e tantos interesses tornam a nossa vida difícil, quando se tem um coração fragilizado, mas coberto de bons sentimentos.
Não é fácil conhecer e reconhecer os verdadeiros amigos , quando se toma consciência de que alguns são sinceros pela metade. Deus dos céus!
Tento administrar a minha vida, viro páginas, sigo novos caminhos e termino caindo na ingenuidade que me é peculiar.
Não é fácil ser vítima de traições, quando estas circundam o terreno da afetividade que deveria existir de todas as maneiras e sem lacunas.
A tarde transcorre de forma avassaladora e ainda há quem fale em fantasias. Melhor seria assim. Sou criativa , mas vivo numa realidade que não me deixa criar fantasmas e nem poesia de criatividade insensata.Para isso, uso o meu intelecto...
Às vezes penso e sempre ajo com sensibilidade, salvaguardando os meus princípios e a minha integridade. Rezo para os bons e rogo por misericórdia.
Não é fácil ter uma vida de incertezas e a inocência que me faz cair na crença dos que já passaram dos limites do cumprimento da bondade, ainda que tenha de trabalhar a sua forma de viver e de conviver.
Não, não é fácil. Faço a minha parte, mesmo percebendo que, se não tenho um limite, termino sendo vítima de injustiças e de ingratidões. Além do mais abomino as traições. Estas ferem às minhas regras de fidelidade, os valores e às pessoas. E que pessoas!
Será que a minha postura é um tanto medieval ou a bondade , a fidelidade, a sinceridade, os remorsos e o bem querer vão embora, quando se esquece os princípios aprendidos?
Nesse caso é necessário capacitação ou só o arrependimento que sucede um imprevisto , por si só, se encarrega de mostrar o lado avesso da felicidade?
Rezo por todos nós e Deus é misericordioso...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

E LÁ VOU EU...


Ai, minha mãezinha, quanta saudade dos nossos tempos de convívio e das nossas conversas regadas a carinho e muitas confidências. Lembro-me que vc sempre me disse que eu não era bem compreendida.
Na verdade, herdei, ou talvez, adquiri de você os meus bons sentimentos, tão raros nos dias de hoje.
E a vida continua como haveria de continuar, sobre alicerces da saudade e de uma falta alucinante e sem remédios.Nem aqueles que você sempre me dava e diminuía a dor, fosse qual fosse ela...
Sabe , mãe, você sempre me fazendo falta nos momentos mais difíceis de minha vida. Não tenho mais a mão amiga que eu apertava, como se dessa maneira pudesse suportar as agruras da vida e ter esperanças no novo dia que , por vezes, me fazia sentir angustiada.
A vida e suas voltas e reviravoltas. E lá vou eu seguindo o meu trajeto debaixo de sol e de chuva, sob o calor de um ombro amigo ou sob os pingos e respingos de quem pensa mais depois que age ou, até, nem pensa.
Aprendi cedo com minha mãe a fidalguia de um gesto, o perdão incondicional, o amor a Deus e a dedicação aos necessitados.
A tarde que se vai é toda uma motivação para eu pensar e repensar. Descobri o quanto vale a bondade que eu incorporei e deixei presa a minha pessoa.
E lá vou eu fazendo novas descobertas, tendo ilusões e desilusões, amando e perdoando,entrando e saindo dos atoleiros.
E lá vou eu sem minha mãezinha junto , atravessando os caminhos tortuosos e perigosos. Aprendendo a andar sozinha, sem a proteção materna.
Desço dos meus tempos infantis, para, muito tarde compreender a maldade humana e desenhar na minha mente um novo mundo que, hoje é o meu mundo. Não importam as adversidades ou as glórias alcançadas!

Deus seja louvado!

* MINHA MÃE PADECE NO LEITO HÁ MAIS DE DOIS ANOS.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

FAZER O QUE?


As lembranças vão e voltam. Recordo-me dos meus tempos de cursinho Pré-vestibular. O professor deu para a turma fazer uma Redação a seguinte frase:
"Há lágrimas que correm pela face e outras que rolam pelo coração." Usei o meu dom de escrever, já de longas datas, e terminei por tirar dez, com direito de ler para a sala toda. Deus dos céus!
Mas, foi hoje, exatamente hoje, que me lembrei do fato com prováveis causas para tanta recordação.
A tarde me provocou uma inquietação psico motora, digna de registro e de consideração.
Havia em mim um choro contido e um porquê escondido. Nem sempre consigo dissimular o meu pranto e mostrar uma face mascarada. Difícil!
Acho que, por essa e por outras, chorei por vários motivos, por razões adversas, por carência afetiva, por injustiças sofridas, por fantasmas criados, por traições inesperadas, por muito amor , por desamor manifesto e por minha mãe doente, sofrida e amargurada, por certo...
É possível que o vazamento de muita água na minha suíte tenha sido a razão menor que eu referi, ao vivo.
Na verdade , havia guardado, o que não é bom, alguns fatos reais e um pranto que eu tentava esconder , manifestando uma "independência" que eu nem tenho de toda.
A tarde tinha tudo para me provocar o reverso desta Medalha, mas a minha fragilidade temporária eclodiu com um choro convulso e , em certas horas, com lágrimas sentidas que molharam, apenas, o meu rosto . Essa foi , talvez, a minha forma de expressão mais coincidente com o meu estado de espírito e mais sofrida.
A vida tem dessas coisas e de outras também. Chorei o pranto que me sufocava até o ponto do seu limite. Esgotei até o término de minha dor.
Acho que dei lugar a um esvaziamento de tensões. Fala-se que quem vê cara, não vê coração. E eu , mais uma vez, me desnudei de corpo e alma para dar lugar a um momento de paz.
Não é assim?
Fala o grande compositor Chico Buarque: Amanhã vai ser outro dia...
Deixei que o meu coração falasse alto. Este era, também, o meu momento, alimentado de "RAZÕES QUE A PRÓPRIA RAZÃO DESCONHECE." Fazer o que?

domingo, 18 de setembro de 2011

PORQUE HOJE É DIFERENTE...


Nem sempre é assim. Hoje é diferente. Bateu-me uma saudade e uma reflexão, um tanto doída, da minha infância e adolescência, onde o meu passado foi o início do que sou agora, acrescido de um legado hereditário que me foi muito marcante e responsável por umas e outras.
Fazendo parte de uma prole de seis filhos, onde ocupava e ocupo o quinto lugar na escala dos filhos, fui mais uma entre os outros todos.
Evidentemente, usando a terminologia e o conceito de Freud, a gente sempre esconde em nós mesmos um pedaço que deixamos guardado numa caixinha de memória.
Mas, hoje é diferente. Recordo , com saudades ou não, de uma série de brincadeiras que transcorriam entre nós e de outras rivalidades que davam lugar a brigas, puxões de cabelos e até aos célebres beliscões.
Nunca me desnudei ao ponto de revelar o meu desejo de ser filha única, podendo assim realizar a vontade de ter o meu quarto sozinha, alimentando o meu traço , também, de perfeccionismo, que seria mais viável.
Não posso dizer que fui tão feliz quanto queria. Alimentava sonhos escondidos que seriam impossíveis de serem satisfeitos pela minha mãe querida, mãe de verdade, abnegada e maravilhosa.

Tímida por natureza, ou não, fui sempre recatada e demonstrei sempre uma satisfação, que não correspondia às minhas verdades, tão escondidas , muito mais do que almejava.
Mas, hoje é diferente. Essas lembranças chegam a mim sem que eu pedisse, sem licença e sem que eu tivesse ido em busca para recordar conteúdos que eu já havia pensado tivesse mandado embora.
Hoje é diferente. Tento mudar a tarde de domingo tão igual a tantas outras e substituo pelo inesperado, não tão bom quanto o meu período de pós-Faculdade.
Nesta fase estava mais graciosa, mais eloquente, mais distanciada dos tabus e mais verdadeira. Posso hoje recordar com muita saudade este período que antecedeu ao meu casamento, a vinda de minha filha querida e ao trabalho, tão importante em minha vida.
Acho que estas minhas recordações estariam para eclodir e, como hoje é diferente, veio à tona e me provocou uma liberação de tensões( Catarse ), que me deixou leve e transparente. Precisava desnudar esta faceta e sentir que os leitores são, agora, mais partícipes da minha vida.
A maturidade me devolveu, ou melhor, me deu uma maior vontade de viver e as minhas experiências, latentes ou manifestas, fazem de mim uma mulher que transborda de desejos, sem amarras e sem pudores injustificáveis. Porque hoje é diferente...

sábado, 17 de setembro de 2011

SEM MEDO DE SER FELIZ!!


Deixem-me que eu saia um pouco do cotidiano e curta a vida num sábado de alegrias tão marcantes, que me fazem fugir das ansiedades difíceis de serem afastadas sem mudanças e sem prazeres.
Deixem-me que eu fuja um pouco do dia a dia um tanto sem graça e traga para mim o sabor da vida , que me faz mais leve e mais fagueira.
Já disse Petter Buffett que a vida é o que você faz dela... Partindo desse princípio, pude hoje aproveitar o que a noite tem para oferecer, buscando um caminho que me conduz a um bem estar saudável e necessário.
A noite estava esplendorosa. Além do passeio na orla marítima, tive a satisfação de jantar em Restaurante que me embalou com músicas suaves e selecionadas para um público refinado.
Deixem-me, assim, que eu esqueça as imperfeições da vida, mudando um rumo que, uma vez traçado, pode ser modificado usando de mecanismos que me permitam ser um tanto mais feliz, um tanto mais eu.
Deixem que eu tenha o privilégio de ser quem eu sou, sem amarras e sem dogmas, livre de obrigações estabelecidas e com direito a assumir a minha própria identidade.
Deixem que eu desfrute de um sábado mais movimentado onde eu tenha o direito de ouvir a luminosidade da lua, por mais sinestésica que seja tamanha colocação.
Deixem que eu volte para casa mais leve e fagueira. Que eu me desnude e que eu vá dormir do jeito que me convier, sem medo de fantasmas e sem necessidade de seguir o que já me foi imposto como pecado que não tem perdão.
Deixem-me que hoje eu me liberte das traições e possa sonhar sem censuras e sem
medo de ser feliz!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

VENCEREI O MEDO...


Inquietações mil
Contrastavam com a sua apatia...
Tudo era um espetáculo
Sem platéia e em surdina.
Era dia e era noite,
Difícil interpretar
Fácil era sentir.
A fórmula tão metafórica
Ficara nos meus pensamentos.
Sorria , espantando os males,
Chorava , escondendo as dores.
Vida, vida nossa,
No entrelaçar das palavras,
A carência afetiva falava alto.
Hoje, não sei quem é você.
Amanhã, talvez,
Vencerei o medo.
Eu serei mais eu,
Você será você...

terça-feira, 13 de setembro de 2011

DE UMA SOLIDÃO ACOMPANHADA...


Debrucei o meu corpo sobre a cama, fechei os meus olhos e deixei que os meus pensamentos dessem asas à imaginação, ao passado, ao presente e vislumbrasse o futuro que, carregado de fantasmas, insistia também em povoar a minha mente.
Não estou só, mas os dias atuais obrigam cada um aos seus compromissos. A sensação que eu tenho, neste momento, é de uma solidão acompanhada.
Penso em tudo e me entrego aos devaneios mais profundos, que me trazem saudades, vivências do momento e de um futuro incerto.Teimo em me deixar vítima de um medo infundado.
As amigas, os parentes e até os aderentes já não me inspiram aquele sentimento de proteção , necessidade esta que fez morada em minha alma. Pergunto-me várias vezes o porquê de omissões (tantas omissões!) e a razão sem razão que me faz perder o sono.
Tenho medos. Estes sentimentos me atordoam. Apego-me aos temores e me deixo cair, muitas vazes, num pranto que não encontra mais a mão amiga e tão afetuosa , que um dia eu já tive. Minha mãe será sempre a lembrança mais viva de que foi para mim: o carinho na hora certa, a doação sem limites, o amor incondicional, a certeza de todas as certezas, quando tantas vezes me vi perdida.
Fechei os meus olhos , que, semi cerrados, não conseguiram deixar que eu mergulhasse nas profundezas dos abismos , às vezes, irracionais, mas tão concretos e presentes nos meus pensamentos e reflexões mais fortes, inimagináveis e secretas.
Estou ávida por desejos que , ainda recalcados, têm sede de verdades.
Vocês , tão vocês, serão, talvez , o meu alento e a esperança de que um dia, caídos em si, serão os meus companheiros sem reservas, sem lacunas e sem desamores...
Deus seja louvado!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

UMA SAUDADE DANADA...


O tempo não volta, mas as recordações insistem e persistem em minha mente, trazendo uma saudade danada que alimenta sentimentos de desejos de um retorno, vivido e revivido.
Hoje estou um tanto melancólica, traço este que me acomete vez ou outra, volta e meia e meia volta.
A minha passagem por um colégio, onde os garotos e as garotas eclodiam de felicidade e deixavam transparecer uma jovialidade, sem artifícios e sem cosméticos, deixou em mim um certo desejo de reviver o meu tempo, já que o viver seria impossível.
Lembrei-me do livro de Lya Luft, PERDAS E GANHOS, e procurei me contentar com o que ela escreve, já que amenizava o meu quase sofrimento.
Já em casa, procurei seguir os seus conselhos. Afinal, a minha experiência não teria sido em vão. Além do mais, trabalho ativamente, passeio e me alegro dentro dos limites dos meus limites e há em mim um contentamento que , por vezes, me faltou em plena época de juventude. Ainda me sido atraente em muitos aspectos, que abrangem o intelectual , o físico e o emocional. Momentos de melancolia não são o meu dia a dia. Isso já é muito e o necessário.
Mas, naquele momento, não nego, a impetuosidade dos jovens me levou à vivência de uma saudade doída e muito sentida. Por mais que tente esquecer, não consigo. Confesso que ultrapassei. O sono profundo que eu tirei, nesta tarde, aproveitando as benesses do meu ar condicionado novo, contribuiu para tanto.
Olho-me no espelho e me sinto bem. Não existem rugas aparentes e o bem estar provocado pelo descanso, me faz ver a vida com os olhos de quem ainda tem muito a dar , a receber e a viver. Estou numa fase intermediária sem mazelas e sem mágoas...Que mais quero eu? É a vida....
Mais uma vez, vivo e revivo a minha infância e a minha adolescência. Pesando e medindo, recordar só me traz um passado de felicidade. A minha família , os meus cinco irmãos, tantas brincadeiras, os ensinamentos do meu pai e as doações de minha mãe querida.Nunca mais voltarão, mas nunca deixarão de fazer parte de mim...
Impossível acabar com a saudade. Quando ela bate, se instala nem que passe e dê lugar ao presente.
Os tempos mudaram. Também, não poderia se perpetuarem. A minha filha e o meu esposo dão a mim, hoje, muitos bons motivos para eu curtir a vida. E eu volto à realidade, sentindo a beleza que supera a tudo e a todos!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

E QUE HORA....


Começam novas buscas pelo meu blog. É uma sensação de carinho e apreço que me deixam enaltecida. E haja contentamento!
Deixei que viesse o anoitecer. O Dia da Pátria já não comove a muitos e, entre eles, a mim. As razões não são claras, mas posso dizer que desde a mais tenra idade não fui atraída pelo dito. Era sempre um dia de muito estudo, meu trivial de sempre.
Nunca esqueçam que estudar fez parte do meu viver.
A ida à praia programada para muito cedo não se realizou. Sob um céu nublado e uma ventania significativa, preferi o aconchego da minha cama, muito mais satifatório, talvez, do que a falta dos raios de sol batendo em meu rosto.
O dia passou tão repentinamente , que pareceu ter o relógio muita pressa em trabalhar. Essas percepções não são raras...
E lá se vai o feriado sem deixar muitas saudades. Acho que um sentimento, apenas, de esquecimento.
Vivi um dia tão sem exaltações, mesclado do trivial e alimentado por pensamentos que giraram em torno de expectativas , que são muitas para mim, deixando-me um tanto ansiosa e , ao mesmo tempo, alegre.
É a roda gigante que não para e nem se deixa levar por nada e nem por ninguém.
Sabe, leitores, daqueles dias que o texto sai apenas por sair.
Vou embora tomar meu banho, pois estou mais para os lençóis bordados do que para o clamor das seduções, que também têm a sua hora. E que hora!
Postado por Eliana Pereira às Quarta-feira, Setembro 07, 2011

sábado, 3 de setembro de 2011

DOMINAR A MIM MESMA!


Acordei cedo, contrariando todas as minhas vontades de dormir mais, em pleno sábado, sem trabalho e sem obrigações.
Nem sei se seria este o meu momento para escrever. O escritor tem a sua inspiração e a sua hora.
Levada por uma solidão que não me faz tão bem quanto desejaria, começo a digitar palavras que eu tento fazê-las congruentes ao ponto de parecer um texto, quase um belo texto.
Há um "som" que , em silêncio, me entedia, ou melhor, me deixa confusa quanto a direção que eu devo tomar.
Setembro chegou. O céu está iluminado e o sol já emite os seus raios. Tudo isso me leva a um dúbio sentimento: o de desfrutar a natureza ou o de partir para o que há de urbano, sem graça e sem muitos agrados.
A solidão não constitui o meu melhor estado de ser. Acredito que de tanto conhecê-la já tenho toda a ferramenta para fazer um livro que poderia se intitular A SOLIDÃO QUE EU CONHEÇO.
Na verdade, na verdade, são muitas as solidões. Umas desejáveis e outras que se perpetuam como se difícil fosse sair desse atoleiro...
Mudo o panorama dos meus sentimentos. Ando a casa toda, alimento-me sem freios e me deparo com um silêncio sepulcral, mas que me deixa esperançosa pelo bem que dele pode emanar.
Pensamentos, sempre pensamentos. Provavelmente, espero alguém para substituí-los pelas palavras e pela conversa que me faz tão bem
Os telefones não tocam. Difícil, um pouco, atravessar este momento e, pior que tudo, o desejo de explodir em palavras, deixando de lado o mutismo que me vejo obrigada a suportar.
Talvez, este texto não seja dos melhores. Desculpem, leitores, se hoje não consigo forjar o que se passa no fundo d'alma.
Muita coisa mudou e , na minha condição de aprendiz dos novos momentos, ainda não consegui, de todo, dominar a mim mesma!