
Sentada na minha sala, donde posso sentir a ventania que se apresenta como se fosse o mês de agosto, descortino, ainda, o escurecer que torna o início da noite um tanto melancólico.
Estou só. Esse meu estado me leva a pensamentos e a mil reflexões profundas, que eu tento cativá-las ou deixo que se vão, tamanha força arrebatadora que nem sempre são de bom tamanho.
Não lembro do tempo, ou lembro, em que , há muitos anos idos, a minha casa era povoada de tantos familiares que faziam a algazarra de minha infância e de minha adolescência. Parece que acabou-se sem deixar rastros.
Deixo que o meu inconsciente faça me recordar destes momentos, quando a sua voz se torna muito insistente, mesmo falando tão baixinho. Aí , não tenho como fugir. O esquecimento , nem sempre, é fácil de ser dominado!
Mas, o tempo é inexorável. Tantas situações e tantas mudanças se passaram. Chegou a maturidade e com ele as rugas e as rusgas inesperadas e sofridas. Tentativas de voltar no tempo se tornam impossíveis. O espelho mostra a verdade de nós mesmos e o retrospecto do nosso passado, que já não retorna, posto que muito de muitas coisas se acabaram.
Sentimentos meus são vividos e outros revividos. Sinto saudades e sinto a amargura do que haveria de ter se desenvolvido, no desenrolar da vida,e que tomou rumos diferentes e o desencanto tomou o seu lugar.
Estou saudosa de um tempo e esperançosa de outros. Escrevo por dom e faço desses textos uma válvula de escape, além de uma catarse (liberação de tensões ), quando me vejo rodeada de leitores tão queridos e tão fiéis.
Conheço a todos, deixo-me levar pela certeza de que os meus textos são lidos e muito lidos. Perdoo os admiradores em silêncio. Estes, um dia, serão os mais falantes.
Já falei e reitero: sem querer , deixo o legado da dor do arrependimento e , no ar, os meus sentimentos de que levarei para a Casa do Pai o meu Perdão e uma dor, que só Deus irá compreendê-la...
Fiquem em paz, mesmo quando o arrependimento lhes fizer morada. Estarei rezando!!












