Acordei cedo, contrariando todas as minhas vontades de dormir mais, em pleno sábado, sem trabalho e sem obrigações.
Nem sei se seria este o meu momento para escrever. O escritor tem a sua inspiração e a sua hora.
Levada por uma solidão que não me faz tão bem quanto desejaria, começo a digitar palavras que eu tento fazê-las congruentes ao ponto de parecer um texto, quase um belo texto.
Há um "som" que , em silêncio, me entedia, ou melhor, me deixa confusa quanto a direção que eu devo tomar.
Setembro chegou. O céu está iluminado e o sol já emite os seus raios. Tudo isso me leva a um dúbio sentimento: o de desfrutar a natureza ou o de partir para o que há de urbano, sem graça e sem muitos agrados.
A solidão não constitui o meu melhor estado de ser. Acredito que de tanto conhecê-la já tenho toda a ferramenta para fazer um livro que poderia se intitular A SOLIDÃO QUE EU CONHEÇO.
Na verdade, na verdade, são muitas as solidões. Umas desejáveis e outras que se perpetuam como se difícil fosse sair desse atoleiro...
Mudo o panorama dos meus sentimentos. Ando a casa toda, alimento-me sem freios e me deparo com um silêncio sepulcral, mas que me deixa esperançosa pelo bem que dele pode emanar.
Pensamentos, sempre pensamentos. Provavelmente, espero alguém para substituí-los pelas palavras e pela conversa que me faz tão bem
Os telefones não tocam. Difícil, um pouco, atravessar este momento e, pior que tudo, o desejo de explodir em palavras, deixando de lado o mutismo que me vejo obrigada a suportar.
Talvez, este texto não seja dos melhores. Desculpem, leitores, se hoje não consigo forjar o que se passa no fundo d'alma.
Muita coisa mudou e , na minha condição de aprendiz dos novos momentos, ainda não consegui, de todo, dominar a mim mesma!
Meus leitores,
ResponderExcluirComo dizia o meu pai, a crônica fez um sucesso retumbante.
Descubro que o cotidiano mexe com as pessoas, pois desafia a sua identificação.
Obrigada pelos e-mails enviados.
Solidão que dói, mas que inebria....será?
A autora