Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Cada riso, um perdão!!!!!!!!!!


Sexta feira costuma chegar com gosto de festa e com um saldo de fadiga pelo muito que eu fiz durante a semana. Isso tem sido um pouco constante nos últimos tempos, quando a gente alia responsabilidade à necessidade de ser a própria pessoa e , por vezes, fingir ser quase uma inocente num turbilhão de controvérsias advindas de gregos e, em algumas vezes, de troianos.
Mas, hoje me vesti de azul para me tornar exuberante e esconder os olhos marejados de muitas lutas. Bem que essa cor me deixa luminosa, sem contar ser a vestimenta de Nossa Senhora, a quem eu devoto a minha fé e as minhas preces. Nem tudo é sempre tudo.
Tenho me deparado com situações não mais inusitadas, mas difíceis quando as entrelinhas exigem um pouco de esforço para saber realmente a mensagem. Hoje saí de casa assim....será?
Estava tão fora do contexto de mim mesma, que cheguei a me debruçar no janelão da sala de trabalho de amiga minha. Fotografei com os olhos os movimentos das árvores e guardei no meu arquivo esta imagem. Parecia estar vendo pela última vez. Tive medo e outras reações que nem valem à pena serem digitadas.
Vida, vida minha. Cheguei em casa quase amolecida . Meu esposo e meu médico, tirou-me a pressão e me auscultou. É ele o meu Anjo da Guarda que protege em meu lar, as minhas lamúrias e os meus gritos de socorro.
Havia almoçado fora , quase a contra gosto. Na verdade, meu corpo queria cama, desabafo no meu cantinho, rezar, pedir as bênçãos dos céus, fechar os meus olhos e dormir. E foi isto que fiz quando aqui cheguei, sem contar o belo banho antes de todo esse ritual. Estava entregue à minha jaula. Aqui , eu pude chorar e conversar com o meu travesseiro, meu grande amigo de todos os dias e de todas as noites.
Agora desperta e procurando dar a minha guinada, examinei a casa toda e fiz do meu apartamento a minha salvação. Cada canto, um recanto. Cada riso, um perdão!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Somente eu possa chorar....


Deixa que eu me doe toda,
Que eu pense por você,
Que eu lhe deixe alegre,
Em momentos de intempéries.
Estou aqui presente e atenta.
A preocupação , seja só minha,
O alento , eu rezo baixinho.
Deixa que somente eu possa pensar,
Que você ria à toa,
Que somente eu possa chorar.... (Eliana Pereira

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Silêncio tão silêncio!!!!!!!!!!!


Parece que as inconstâncias não fáceis de serem superadas andaram fazendo morada em mim. Logo eu que tenho um carater tão íntegro, uma bondade sempre presente e um desejo de sempre fazer o bem. Quando assim acontece, o melhor é deixar as águas rolarem.
Tive um prazeroso final de semana. Só viver em contato direto com o mar é tudo e muito mais. É fato que não tem preço.
Cheguei hoje no trabalho, descortinando antes o meu mar de Boa Viagem. Esse deslumbre me faz ter uma sensação de conforto emocional, além de revigorar o meu físico que se energiza e me dá forças para enfrentar a gregos, a troianos, as suavidades e as intempéries da vida. É uma dádiva morar neste lugar que é lapidado por uma natureza de um azul tão azul....
A Universidade está hoje um pouco diferente. O vestibular se constitui um dia atípico com muitos dos servidores cumprindo a missão de trabalharem e tornarem esse período mais aprimorado.
Gosto também de estar só por um dia. A calma dos corredores me embala numa quietude que se confunde com uma solidão abençoada. Converso com Deus e Juntos. sinto uma PAZ CELESTIAL. Uma esperança e uma fé sempre crescentes.
Andaram me procurando neste espaço do blog. Não houve como me inspirar e postar os meus célebres textos. Foram dias prazerosos e inquietantes, enquanto não parei quase em casa. Que me desculpem os poucos a quem eu fiz falta. Deve ter sido uma falta muito pequena. Como dizia o meu pai, tenho em mim uma humildade que me eleva e me faz cativante. Ainda que seja a poucos...
Aqui no meu cantinho, vivo um momento de muito silêncio. Só é bom porque ele não me trai. No resto, preciso daquela conversa amena e dialética no todo de todos os dias....
E lá se vai o dia passando, e o tempo se esgotando e eu não paro de trabalhar. Esta pequena pausa não me tomou mais do que doze minutos. Na escrita, eu sou rápida. Em outras coisas, eu me detenho em devaneios e em reflexões várias. Às vezes, penso mais do que deveria. Mas, bem que não faz mal, pelo menos não deixo a minha mente adormecida.
E o corredor quase fala de tanto silêncio. Não há gente e nem vozes que cheguem. Estou só. Um dia é mais um dia. Passa rápido. E que Deus me cubra de bênçãos. Cumpri o meu dever e ainda fui partícipe deste silêncio tão silêncio....E que Deus seja louvado!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Madrugada fatídica de muitas madrugadas...



Não existiam sinais de turbulência, há três anos atrás. Havia conversado nesta noite com minha filha muitas amenidades. Às vinte e duas horas, disse a ela que iria dormir para acordar cedo e ir para o trabalho. Deitei-me leve e fagueira. A gente nunca sabe do inusitado...
Madrugada fatídica fez-me acordar ás três da madrugada, aperriada com uma dor intensa nos dois peitos, nos dois braços, nas costas, muita sudorese e vômitos atormentadores. Meu esposo, muito sábio na Medicina, disse que teríamos de ir depressa para o Hospital. Anunciou que eu estava infartada. Não suportando a dor e com medo de morrer, tive vontade de gritar aos quatro cantos. Pedi socorro e pedi aos céus que não me levasse.
O caminho foi a minha via crucis maior. Pela primeira vez, debaixo de tanta dor, pensei na morte. Como seria lá, além da terra? como seria Deus? Minha Nossa Senhora me ajude, gritei alto.... E minha filha, que seria dela?
Ainda no carro, atormentada, lembrei-me de minha irmã Maria Beatriz. Disquei o seu celular e nada...
No Hospital, a certeza do Diagnóstico: Infarto Agudo do Miocárdio. Cirurgia de urgência, UTI, A CHEGADA DOS MÉDICOS e eu aniquilada, inesperadamente, num Bloco cirúrgico.
Não existiam sinais de turbulência a essa hora, há três anos atrás.
Sofri tanto e mergulhei na mais profunda tristeza. Nunca havia esperado tamanha iminência de morte.. Madrugada fatídica de muitas madrugadas...dias terríveis, a minha falta de controle e o meu forçado repouso mental.
Nunca contei a vocês, leitores, que passei mais de seis meses com medo de adormecer quando já era noite. As madrugadas me assustavam. Não queria estar dormindo depois que a noite chegava.
De volta ao trabalho, encontrei os meus verdadeiros amigos e a frieza de quem não tem coração, ou tem. De quem não fala com a alma, incapaz de um ato de carinho e de afeição. Foi às últimas consequências. Ainda hoje rezo por mim e por esta pessoa. Deus sempre perdoa.
Madrugada fatídica de muitas madrugadas. Eu relembro com minúcias. Nunca vou esquecer...
E lá se vem a noite e um céu estrelado. Rezo o meu terço e penso na oportunidade que Deus me deu. Virei a página da minha vida. Fiz mudanças. Tornei-me emocionalmente mais jovem e mais amante da vida, não importam os outros, já que são os outros.
Atravessei um abismo e hoje grito vitória. Só Deus poderá me conter...

terça-feira, 19 de novembro de 2013

As decepções pelas surpresas...


Não sou muito acostumada a receber elogios, principalmente aqueles de corpo presente. Já houve época em que essa ausência me incomodava. Agora já deixei essa minha antiga e baixa auto estima e me dei o direito de auto avaliar por inteira.
Como já disse, inúmeras vezes, sofri mudanças radicais na maturidade. Escrever é um dom herdado de meu pai e lapidado no ambiente em que vivi. Recebo dos verdadeiros amigos o abraço apertado e os Parabéns de poucos. Tenho a impressão que vou ser muito valorizada quando partir dessa para outra, melhor ou não. Dizia o meu pai, escritor e advogado, que as pessoas se vão e não voltam para dizer como é lá. Suas palavras ficaram gravadas em minha memória. Tinha ele medo de se ir. Acho que também tenho....
Dispo a minha alma e todo o meu ser. Este meu quarto é toda a inspiração para que eu me detenha em reflexões e pensamentos íntimos. Uns, coloco postados no blog, outros eu deixo guardados no meu arquivo interior. Sou original em muitos aspectos. Esse é um deles.
A noite já mostra as estrelas no céu e uma lua brilhante que eu descortino do grande janelão. Amo o meu mundo como ele é, sem tirar e nem por...
Estive ausente por poucos dias deste espaço. Neste ínterim, fiz alguns poemas que não quis postá-los para não causar espanto. Valha-me Deus!!!!
Ando à cata de momentos prazerosos diversificados. Marcada uma viagem ao Rio de Janeiro para os meados do próprio mês de janeiro, volto com novidades para contar. Este lugar sempre foi de preferência minha. Agora, com a intelectualidade aguçada, haverei de cantar versos em prosas.
Mas, não sou de receber elogios. Acho que aprendi uma lição. Essa, veio de Ana Cláudia Marques Mota, uma das vezes em que postou pensamento de sua safra no facebook: Troquei as decepções pelas surpresas....

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Com os olhos e com o coração....


Ao sair hoje do Hotel Jangadeiro, deixei-me deleitar por um mar de um azul esverdeado, imenso, inebriante, que faz bem a nossa alma. Quis ver o infinito de toda a beleza e cheguei a óbvia conclusão da infinitude desse panorama natural.
Saí de lá após admirar com os olhos e com o coração este mar que me adentrava e me levava a mil reflexões, pensamentos vários que se misturavam a conclusões já pensadas e repensadas.
Às vezes, nos tocamos tão profundamente que estabelecemos parâmetros e tantas comparações quase alucinantes. Ah a vida e a finitude dela. Os bons momentos, a nova forma de me comportar antes que os limites pre estabelecidos não fossem tão alvissareiros.
O mar sempre me faz bem. Ele me apraz de tal maneira que mesmo morando aqui em Boa Viagem e lhe avistando todos os dias, me deixo enfeitiçar mil e uma vezes. E cada forma e momento em que lhe admiro, meus sentimentos são fascinantes, quase fantásticos.
Hoje quando saí do Hotel Jangadeiro, esqueci por um momento o hoje do dia,apesar de maravilhoso,e deixei que os meus pensamentos e sentimentos fossem transformados em mil formas de comportamento, de atuação e de forma de ser eu mesma. Nem sei explicar por quê. Tantas coisas e muitos fatos são um tanto inexplicáveis.
Hoje os meus olhos viram esse mar de um azul quase esverdeado de um modo todo especial. Estive deslumbradamente fascinada. Fosse eu poetisa, teria feito na hora, no mínimo, uma estrofe e até fiz. Guardei mentalmente em meu arquivo e fiz dela um segredo, daqueles que me elevaram tanto quanto me deixei sentir, com todos os meus sentidos, a beleza que avistei mais uma vez, entre tantas e tantas vezes. Mas, hoje, vi com olhos e com o coração!!!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Poderiam durar mais tempo...


Pensamentos flutuam em minha mente e fazem morada... Estava num momento de uma quase turbulência, quando dias e mais dias agitados me fizeram esquecer do tudo e de muito mais.
E o feriado se aproxima, numa louvação a Proclamação da República ou mesmo de uns momentos de descanso, de lazer e de devaneios. As pessoas passam o seu tempo da maneira que lhe convêm ou que lhe permitem.Esquecem até a História do Brasil...
Resolvi fugir de pensamentos fixos e um tanto atormentadores. Vida de muitas e muitas nuances.
E lá se vão Palestras, gente nova e muito frevo. Há uma fuga forçada, mas benfazeja. Benditos dias de muitas novidades. Passaram tão rápido, numa prova de que foram muito bons. E lá se vão hotéis, coleguismos, aprendizagens, congressos e Forum.
Mas, a tarde cai e se instala de forma quase igual ao sempre dos dias. Cultivo novamente a observação da lua, vejo o sol desaparecer e a luz brilhar de maneira avassaladora.
Permitam, leitores, se vou mais uma vez a minha varanda descortinar o panorama que tanto me faz bem. Isso eu digo, repito e clamo.
Volto a minha vida de todo dia. A vida é assim. Para fazer grandes mudanças, tem que se ir bem devagarinho.
Ainda no meu quarto, olho-me no espelho e percebo muito poucas rugas. A natureza me foi pródiga neste aspecto. Tento ver o que quero. Narcisista em grau acentuado , escondo de mim mesma as imperfeições físicas e camuflo o emocional. Sinto que melhor será assim.
Mas, não há como esquecer os dias passados. Dias bons, sorrisos, fotos, cumplicidades e o alargar de nossos horizontes.
Tão bons que poderiam durar mais tempo...

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Tomasse conta de mim...


Absorta em mil pensamentos, deixei que o tempo tomasse conta de mim. Talvez quisesse que o mundo girasse sem que eu precisasse interferir nos acontecimentos e nos fatos do dia a dia.
Descobri ou redescobri que a fé, a esperança e a caridade são mais fortes do que o expectador que se deixa levar pela simples e total observação.
Absorta em mil sentimentos, fiz um pouco dos meus dias envoltos na quietude de verdades, onde só Deus fica sabendo.
Não existiam fantasmas e nem criações em minha mente, as verdades rolavam e deixavam as suas marcas quase angustiantes e inquietadoras.
Mais um final de tarde, onde a solidão povoa a minha mente, mas não castiga a minha maneira de me conduzir.
O sol se põe e os meus pensamentos acompanham este momento, no mesmo palco, na mesma hora de sempre, no mesmo cantinho de quase todos os dias.
Sinto uma paz um tanto parcial. Com certeza, se desfazer de tudo não é fácil. E eu prossigo, dou um salto para frente e outro para trás. Descubro neste caminhar o quão necessário se faz seguir, sem abandonar a fé, a esperança e a caridade.
Procuro refazer as minhas energias. Mais uma vez, observo o meu lar em cada canto e recanto. Crio coragem e me inebrio sobre os meus lençóis tão bem forrados e majestosamente decorados. Às vezes, tenho a impressão que o leitor se perde em devaneios, com tantas divagações. Isso é bom. Talvez, se deixem relaxar nessas imaginações.
Preciso me deixar levar por um sonho bom. E é neste instante que eu mudo os meus ares e me preparo para o meu belo banho, tão falado por mim, que até, por certo. dê vontade de fazer o mesmo....

* A semana está repleta de atividades. Participo de um Congresso sobre OUVIDORIAS, no Tulip Hotel, aqui mesmo em Boa Viagem.Trata-se de um Congresso nacional e até internacional, onde todas as Ouvidorias públicas e privadas, universitárias, Judiciárias e de Saúde estão envolvidas.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Não dura uma eternidade...


A vida já é , por vezes, tão complicada, que dá vontade de voltar ao lúdico das coisas. É um desejo freado e difícil de ser concretizado. Mas, às vezes, também penso que sonhar pode ser quase uma realidade , quando sonhamos com muito fervor.
Sem ter de quê, lembrei-me hoje de minha bonequinha tão querida que desapareceu de minha vida, levando com ela a infância dos meus dias. Escrevi uma crônica, Onde ficou Elisa, que bombou. Não imaginara que agradaria a tanta gente, a gregos e a troianos, amantes, por certo, dos tempos que se foram, porque a infância não dura uma eternidade. Era o meu amor de criança. Recordo até que a minha irmã, Beatriz, tão prendada nas confecções de roupas de sua boneca Ceci, fez para Elisa um vestido cor de rosa à moda balão....Foi um orgulho para mim. Ela nem soube o quanto eu fiquei alegre...
Nem sou de tantas reminiscências, mas tudo que marca muito, fica em nosso inconsciente para aflorar quando menos se espera. Tinha muita vontade de ter uma boneca de cabelo, loirinha e graciosa. Um dia ganhei uma, que era tão pequenina, mas que fiz dela a minha filha, quase filha. Não sabia que um dia iria ter uma filha tão bela para mim.
Mas, o tempo voou. Tomou ares de passado e não me lembro, com certeza, onde ficou Elisa.Hoje, lembrei-me dela sem saber de quê... A vida tem dessas coisas. Passam por nós e passaram tantos fatos e tantos acontecimentos, difíceis de sabermos a hora em que ressurgirão das cinzas...
Dei uma volta ao passado. Minha mãe e meu pai, meus irmãos e tantas brincadeiras. Brigas fraternais que o vento sempre levava. Não temos como retroagir, mas de vez em quando, bem que dá vontade de brincar tal qual criança inocente, que nunca imaginou as voltas que o mundo poderia dar.
E lá se vai o dia. Chega de recordação. O presente me chama. O tempo das lembranças se perpetua apenas nas lembranças. Aqui em meu porão, arquivei tudo que pude. Hoje, porém, só queria saber Onde ficou Elisa?

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Em todas as suas nuances...


E a noite enfeitiça e toma ares de sedução. Quanto mais adentramos na escuridão da noite, os sentimentos afloram com gosto e sabor de mel.
Estrelas brilham e reluzem. Há um ar de pureza escondida, dando lugar a desejos manifestos, agora mais do que nunca.
Não há idade para o amor e para o amar. Vemos que enquanto uns se fazem notar, outros se escondem na escuridão, tão ávidos uns e outros.
Existia no grande escritor Oscar Wilde um grande medo de envelhecer. Para ele a beleza superava tudo. Talvez por isso tenha morrido cedo. São coisas de um narcisismo exagerado, um tanto ou quase doentio, se extremado.
Sou daquelas que amadureci com tantos encantos aprendidos, que colhi desta fase muito mais do que muitos haveriam de supor.
E a noite chega mais sedutora , com tudo que se refere ao sensual se tornando mais belo e mais arrebatador. Lençóis de uma alvura inebriante se confundem com os lírios trazidos da relva.
A linda brejeira usa os seus artifícios de mulher e as lindas quase princesas descobrem os seus mantos para os seus grandes amantes. A noite é enfeitiçante....
Quantos sonhos acordada e tantos desejos reprimidos, passando do inconsciente para o consciente.
E o texto sai com jeito de malícia, mas com o controle de quem sempre teve em si um super ego desenvolvido e que grita muito alto....
Sempre gostei do anoitecer. Este me faz ver o mundo mais bonito e exuberante. Tudo isto me faz bem, principalmente quando da minha varanda descortino um céu cor de anil, uma lua crescente e as estrelas despontando.
Se poetisa fosse, hoje seria menos púdica para fazer o leitor ler e reler o quão belo pode ser o amor em todas as suas nuances...

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Aceito tudo ou quase tudo...


Cheguei das minhas andanças que se iniciam muito cedo da manhã. A labuta diária que é o meu trabalho e as obrigações que a mim competem, dia sim, dia não também me atordoam. Valha-me Deus!!!!.
Cheguei com o corpo cansado e com a mente esperançosa. Depois de trancos e barrancos, de alegrias passadas e de atoleiros reivindicados, o meu coração e o meu ser por inteiro já não aguentam as injustiças e os descaminhos em meio a tantas caminhadas.
Agora aceito tudo ou quase tudo. Melhor será assim do que sofrer os inusitados eventos e certas ciladas armadas em meio a um ciclo de tanto amor.
Em meu canto, virada e revirada em meus aposentos, evito pensamentos profundos e rezo o Terço para alcançar as minhas graças. Também tenho acontecimentos brilhantes e fantasmas que povoam a minha mente, ainda que não pudesse ter.
Por essas e por outras, não me venham mais contar histórias que me deixem tristes. Agora já não penso tão profundamente e aceito tudo ou quase tudo.
Às vezes me sinto só, uma solidão que não me dói mais e muito menos constitui um incômodo. Mudei tanto, que tenho a leve impressão que, para uns e para outros, sou outra mulher.
O meu espelho me mostra as marcas da maturidade, mas também me faz ver o quanto luto contra o tempo e contra as adversidades. Acho que a minha consciência genuína me faz ter compaixão e ser sempre uma pessoa do bem.
E a paz sonhada, será difícil ser tirada de mim. Agora aceito tudo e mais alguma coisa.
Quem me conhece de perto, quase me conhece por inteiro. Deixo brincarem em minha mente o bem e o satisfatório das coisas. Mudei tanto que, por vezes, me desconheço mais do que aquele que me vê passar.
E a noite chega. Com o corpo cansado e a mente esperançosa, entrego-me a um desejo de dormir e de sonhar.
Mas, meus leitores, antes de tudo vou fazer uma leitura diária, como sempre faço. O livro de Ana Beatriz Barbosa Silva me espera: Mentes perigosas: O psicopata mora ao lado.
Depois falo sobre essa obra tão oportuna, quanto erudita....

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Para virar pelo avesso...


Mais uma vez em meu quarto. Sozinha, deixo que os meus pensamentos tomem conta de mim todinha. Há sempre algum leitor que sente a minha falta. Que sente e não diz. Cada um ou quase todos preferem guardar para si todo e qualquer juízo de valor. Respeito e glorifico a atitude dos que calam. Melhor será, talvez, assim...ou não...
Mais uma vez sozinha diante de um janelão, deixando me levar pelo panorama de uma noite que começa com a sua escuridão tão sua. Sinto toda a tranquilidade do momento e a inquietação do meu ser. O instante se contradiz com o que imagino. Alguns fantasmas povoam a minha mente, enquanto sonhos adormecidos insistem em me fazer acordar os desejos e as vontades. A realidade e o abstrato de minha mente.
Como sempre, ando a casa toda e me dirijo á varanda, quase indiscreta. Vejo de tudo e mais alguma coisa. Somente um tampão nos olhos impediria que isto acontecesse. Somente um lapso de memória não faria recordar o inusitado de palavras duras em plena manhã de uma segunda feira. Ou a gente se trabalha para o inusitado ou a decepção com alguns nos levariam ao ápice de um estresse, quando tanta coisa precisa virar a página.
Mais uma vez sozinha. É neste momento que eu sinto que muito precisa ainda mudar. Imaginara estar tão modificada e vejo agora o quão importante ainda tenho para virar pelo avesso. Interessante é a vida enquanto a morte não chega...
Valha-me Deus com tantos pormenores. O metafórico da coisa e o que poderia escancarar , não fosse o pudor da privacidade e o receio de causar mil e uma surpresas. Penso que esse abrir de sentimentos vem um dia, no dia que está destinado a causar espantos, a suscitar remorsos e a mostrar verdadeiramente o íntimo de minhas intimidades mentais...
Mais uma vez sozinha. Não há incômodo e nem mesmo medo desta solidão. Esses momentos são sempre desejáveis aqui no meu cantinho. Tiro as minhas vestes, uso o meu roupão e me entrego ao banho de corpo e espírito. Lavo a minha alma e todo o meu corpo, pois sozinha não tenho pudor e nem receios!!!!!!!!!!!

sábado, 2 de novembro de 2013

A vida tão amada por ela...


Quase não durmo esta noite, pensando em mamãe. Fui me deitar absorta em mil pensamentos. É como se tivesse deixado que muito de sua vida em nosso convívio passasse em minha mente. Momentos de muita alegria, a vida tão amada por ela. Os seus passeios e idas ao Shopping Tacaruna para almoçar e as festas de final de ano na casa de meu irmão. Quis que muitos dos nossos momentos se perpetuassem em mim. Fui dormir confusa e atordoada. O ano passado, dia 02 de novembro, com ela aqui em sua casinha. Não consegui pregar olhos.
Acho que as dores e as alegrias têm que ser vividas em seu tempo. De nada adiantaria fugir deste dia, se outros viriam, quase com certeza, e a dor seria maior, e mais sentida, e mais doída , e talvez mais arrependida...
Já era eu órfã de pai e agora de mãe. Só eu sei o que é viver sem o amor dela, sem o sentimento de proteção e sem o porto seguro nas horas mais certas e incertas de minha vida. Hoje , mãe, quase não durmo. Estava muito inquieta. É como se o Dia de Finados fosse um dia ao qual não podia esconder todo o meu sentimento. Nem sob os lençóis , este sofrimento seria sublimado.
Acordei, de um pouco que dormi, chorando. Papai dizia que o Dia dedicado aos mortos tinha que ser respeitado. Nada de vermelho e nem de passeios. Nunca entendi tamanha colocação. Agora sei que por ter ele perdido muitos dos seus entes queridos, a dor era bem maior do que eu alcançaria compreender.
Mãe: hoje vou fazer igual a você. Tomar meu banho, vestir a roupa bem limpinha e rezar o terço. Só não quero lembrar do lugar onde lhe deixei pela última vez. Aquele pedaço de terra não poderia ser o seu...
Às vezes, fico pensando: por que Dia dos mortos se eles já ganharam a eternidade?....