Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

quinta-feira, 31 de março de 2011

DESTAQUE


"A fé é a operária de todas as verdades.'(Nilo Pereira, meu pai )

VALHA-ME DEUS, DÓI MUITO....


Desisti de procurar o sono. Também pudera, acordada às duas horas da manhã, já foi tempo demais nesta angústia, que me deixa inquieta, intranquila e , pior que tudo, pensativa.
Queria parar de pensar um pouco e poder ter a paz de que tanto preciso.
Tanto desprezo rolando e tanta inconsequencia daqueles que imaginam ter o mundo aos seus pés, não importam as voltas que o mundo dá. Parecem ter a certeza das certezas de que o hoje afortunado de tudo será sempre o amanhã.
Não quero sentir a falta que os outros me fazem. Fácil , também, não é entender o muito da felicidade que parecem sentir aqueles que se alienam da realidade do mundo, desprezando e se calando.
Ai daqueles que apressam o rio. Também ai daqueles que se abstraem de um futuro de incógnitas e de um futuro inesperado.
Desisti de procurar o sono. Não estou tão bem quanto queria. Nunca imaginei que o desprezo doesse tanto. Valha-me Deus, dói muito....
Aprendi a dar voltas por cima, mas tudo isso me pesa, agora, como se o passar dos anos fosse mais amedrontador e mais sofrido.
Na noite e na madrugada, um pouco menos, tudo parece ter uma dimensão maior. Esta deve ser a razão, ou não, desses meus devaneios recheados de inquietações.
Estou acordada, sozinha. A SOLIDÃO , geralmente, é um fator de ansiedades e de angústias.
Já sinto , de longe, uma réstia de sol e , junto com ela, a esperança de que você estará ao meu lado nos momentos inquietantes, pois eu também quero lhe ajudar, se, um dia, o sol não brilhar tanto quanto queria...

quarta-feira, 30 de março de 2011

O TELEFONE NÃO TOCA MAIS....


Como diz o poeta tudo tem o seu final. O número do telefone da casa da minha mãe não toca mais, ou se toca, não há mais quem atenda. Tento falar com as pessoas, acompanhantes dos últimos tempos que , talvez, numa atitude nunca imaginada, não pegam no telefone para me dar uma notícia, sabendo do meu caso como o caso foi.
Julgava-se a razão do meu infarto pelo mesmo motivo que, agora, ocorre. Pretendem o terceiro ou ignoram o estresse como algo que provoca acidentes que passam pelo meio entre a vida e a morte.
Ainda bem que a minha mãe, que tanto amou os seus seis filhos, que nunca deixou que um fato desse acontecesse, não sabe da realidade tão fria e contrária ao seu afeto.
O telefone parou antes que minha mãe pudesse ir embora. Penso que, um dia, no mais alto dos céus, ela possa ter conhecimento e pedir por todos, sabendo, nesse momento,que não , totalmente, adiantou o seu ensinamento maternal.
Todos que conhecem mamãe, sabe que foi exemplo vivo de doação plena. Imaginar que alguém, em especial acompanhantes, deixem um filho seu escutando o tilintar de um telefone a chamar sem que se atenda, seria o final do mundo.
Não, O telefone de mamãe não toca mais.
Prefiro acreditar que ele foi colocado no SILENCIOSO, do que sofrer a angústia de minha mãe, quando se for....
O teor do texto é forte, real e escancara um sentimento meu, pelo medo de morrer. Tenho medo da morte....

terça-feira, 29 de março de 2011

SANTA MÃE.


Mamãe:

Você sempre foi tão santa e tão mãe
Neste momento, rezo a Deus pelo seu grande sofrimento.
Sigo os seus sentimentos de paz e de união,
ESMAGANDO o meu sofrimento
Pelo que nada posso fazer
Tão solitária estou,
Contrariando tudo que nos ensinou.
Um dia, lá nos alto dos céus,
Você será, mais uma vez,
Por nós e pela nossa fraternidade.
Que Deus lhe dê as Suas Santas Mãos
E, um dia, muito juntos,
Recompense a sua dor
E faça com que nos unamos
Já que na terra lhe deve ter sido cruel
Ver a GUERRA , onde você plantou a PAZ....

segunda-feira, 28 de março de 2011

DEIXEI PALAVRAS NO AR....


Sempre aprendi que as situações devem ser enfrentadas.
De alguns dias para cá, ando fugindo de muitos fatos e, até, de pessoas que me tratam de maneira não tão simpática, como poderiam.
Escolhi alguns mecanismos de defesa, mudei, um pouco, a minha postura e acabei realizando fugas que, se boas ou se não, estão me dando uma satisfação gratificante.
Que a vida é um tanto engraçada, não resta dúvidas. Melhor do que engraçada, enigmática. Procuramos decifrar os enigmas e, no meu caso, opto por ignorar o que já nem mais me interessa.
Já dei voos rasantes e outros altíssimos. Deixei gente indiferente e assustei a outros. Já deixei de comparecer a lugares e, até, apareci camuflada, falando uma linguagem que não é do meu feitio.
Fugir de tudo , não é fácil. Os episódios facilitam um pouco. Não quero ignorar a verdade. Quero, apenas, buscar o meu contentamento, seja de que modo for.
Neste momento , não sei se sou psicóloga ou se sou humana. Forte ou frágil, vou me dando bem.
Não tentem, leitores, neste momento, fazerem juízos de valores. Deixei palavras no ar e ocultei fatos. Sabem daquelas horas em que o melhor é calar, fugindo das intrigas e das aberraçãoes. É isso que faço...
A minha base sólida me permite fugir. E, isso, eu faço sem nenhum pudor. Tenho tantas razões, que nem me interessam o blá, blá, blá...

domingo, 27 de março de 2011

JUSTIFICATIVA


Amigos leitores:

Excluí as minhas duas últimas crônicas já postadas, por motivo superior.

A autora

sexta-feira, 25 de março de 2011

DESTAQUE


"O vento é a carícia do invisível." (Nilo Pereira, meu pai)

NÃO TENHO AMARRAS...


Por mais que sejamos seletivos em nossos pensamentos, evitando estresses e sofrendo pelos inusitados acontecimentos, não conseguimos ser totalmente isentos dos fatos estressantes.
Contraría-me a insensatez dos rebeldes, exatamente aqueles que vivem o presente como se fosse para sempre. Ledo engano....
Já consegui debelar mil situações e vivo cantarolando, como brincava meu pai, em meio a um turbilhão de coisas que não afetam a quem não quer.
Rosário, amiga e tanto, fez referência a um pensamento que achei muito sensato. Mais ou menos, assim, diz que a vontade humana é quem decide sobre o possível e o impossível.
Dei uma interpretação que se aplique a mim. Assim sendo, assimilo o que me é possível de contentamento e me torno ausente do impossível ao meu bem estar.
E lá vou eu com o meu lado pessoal. Afinal, faz parte do que pretendo escrever no meu blog. Este se constitui de sentimentos que, acho eu, também se estende a muitos outros. De qualquer forma, se não agrado a gregos, posso agradar a troianos.
A noite, em si, está bela para muitos, excetuando-se aqueles, como eu, que vive momentos de tensão.
A vida é essa. Nem tudo são flores. Um dia haverá de passar a chuva, que sempre traz a bonança.
Ainda sou daquelas que acreditam e têm esperanças. Curto bons sentimentos, amo ler e escrever, não tenho amarras e lá, lá, lá.......

quinta-feira, 24 de março de 2011

PENSAMENTO


"Em que espelho ficou perdida a minha face?" ( Cecília Meireles )

SONHO OU REALIDADE?


Não é tão difícil confundir os sonhos com a realidade. Imaginamos mil coisas acordadados. Sonhamos dormindo e vivenciamos,em frações de segundos, tantos desejos realizados.
Na realidade, procuramos sonhar, julgando se tornarem reais e, até, sonhamos dormindo, levemente ou com os terríveis pesadelos que duram em nós por algum tempo.
Faz parte de nossas vidas trocarmos verdades com imaginações. Mecanismos de defesa nos levam a tal.
Outro dia, sonhei e julguei, até mesmo, semi acordada, que tudo fazia parte da minha realidade. Era tudo tão bom , que deixei os meu sonho permanecer vivo, na esperança de não perdê-lo de vista ou com medo de sofrer.
Quando passei um tempo estudando os ensinamentos de Sigmund Freud, passei a ler tantos e tantos casos muito interessantes , onde os sonhos eram interpretados por ele , tal qual ditava a sua Psicanálise. Que tanta inteligência e saber!
É sabido que os sonhos são pensados no dia anterior e os seus conteúdos aparecem nítidos, sem alterações, ou misturados com outros pensamentos. Isto pode ter acontecido consciente ou inconscientemente.
A minha Profissão de Psicóloga sempre me atraiu, embora na razão indireta do meu desejo de ter me formado em Direito.
Nas voltas que o mundo dá, esquivei-me de ser Advogada e procuro fazer da Psicologia,no mínimo, o amadorismo que me fascinou.
Mas, deixemos de tantas delongas. Acho que tenho sonhado mais do que dormido. Incrível, não é?
Nem sempre temos razões aparentes para tudo. Talvez , eu as guarde, mantendo um sigilo e o meu pudor que a só a mim parece interessar. Um dia vou indagar de vocês essa curiosidade. Aí, guardadas as devidas proporções, me desnudarei de corpo e de alma....quem sabe, não esteja tão perto.
Acho que sou transparente aos extremos, leitores amados! vocês acham?

segunda-feira, 21 de março de 2011

MEDO DO JUÍZO FINAL....


Não consegui descansar esta tarde. Só Deus sabe a razão ou o porquê de tanto. Como escritora, amadora ou não, a minha mente esteve a trabalhar, tal qual labuta cada um na sua área.
É , havia parado dois ou tres dias. Estava sem estímulo ou com necessidade de fugir de alguma coisa. Perguntem a mim que nem eu mesma sei responder.
Estive imaginando que cada dia nos deixa mais alerta para as palavras proferidas por nós e os comportamentos efetuados.
Sempre fui avessa às ameaças. Também pudera. Não me faz bem e, além do mais, estamos vinculados a uma Justiça que não é só falácia. Muitas vezes é prática, conforme teoriza as Leis. Aprendi, também, que Lei é para ser cumprida.
Essa minha forma de proceder, eu cumpro por obrigação e por fazer parte do meu perfil.
Vivo sem rancores e sem mágoas e amo demais a muitos que nem sequer imaginam. Evidentemente, que essa falta de percepção do outro, vou superando para não correr o risco dos estresses meus por ingratidão e a consequencia dos acidentes.
Já fui vítima de caras feias e amarradas. Já sofri com isso. Hoje, ignoro e interpreto de mil maneiras. Coloquei a minha Psicologia em prática como jamais.
Nunca fui altiva. Que motivos teria eu para isso?
Hoje já entendo mais da vida e da MORTE. Já não me apego aos bens materiais que tanto se orgulham os inexperientes ou impensados.
Já sei que dinheiro não é gêmeo da felicidade...
Leio muito e rezo tanto quanto posso. Ninguém escapa das minhas orações. O Terço é o meu amigo, conforme me ensinou a minha filha querida, que me trouxe este santo presente do VATICANO.
Aprendi a ser pródiga. Tenho medo do juízo final.
Um dia, quero encontrar com Deus!

CONVIVER PARA VIVER...


A vida segue o seu caminho, independente de tudo e de quantas mudanças ocorram. Ainda bem, que o mundo atual já não é sacrificado por tantas dependências e espírito de passsividade, como já foi com as mulheres.
Há uma tendência para se enfrentar as situações , mesmo as dolorosas e inusitadas. Até porque não sobrevivem os fracos e frios de ânimo.
Tenho asssistido a cenas que jamais fariam o meu perfil. Acontece que nem todos são iguais. É preciso saber conviver para VIVER. As doenças provocadas pelas provocaçoes dos outros matam ou deixam sequelas. São, mesmo, provocações, daí porque fiz questão da redundância. Assim, deixaria mais fortemente marcada.
Confesso,leitores, que muito aprendi ao longo do tempo. Umas experiências foram traumáticas, outras mais fáceis de serem administradas.
Devo ao meu pai o legado da inteligência e a minha perspicácia.Com esses dois trunfos, enfrentei , melhor, às mudanças nas convivências humanas. Pior que, mesmo assim, sempre penso que uma vez amada, sempre serei amada.
Que tantas ilusões nos aprontam a vida! que tantas decepções se nos apresentam sem pedirem licença.
Mas, a solidão, em tempos modernos, já não é a de tempos atrás. O tempo se encarregou de fazer com que arranjássemos maneiras de não vivenciá-la com sofrimentos atrozes.
Estou na minha e espero que você esteja na sua. Não tenho desejos de ser partícipe de tanto disse me disse. Se me disse, sustente. Se não, tenha pudor e guarde no seu baú de memórias....
Saudades, meus leitores queridos!

sexta-feira, 18 de março de 2011

MAS, A VEZ FOI MINHA!


Pior é que o choro é uma emoção forte, capaz de provocar riscos de grandes proporções em pessoas portadoras de cardiopatias, advindas de eventos cardíacos relevantes.
Lembro do meu pai em período de Copa do Mundo, Já pós-infarto. Tínhamos medos de que chorasse, nem que fosse por gol do nosso Brasil.
Mas, nem sei bem o porquê desse tema nesse meu texto, embora vítima, muito vítima para que me veja levada a esse registro. Quem sabe , mais tarde, não me vou deste mundo....aí vocês já sabem. E como sabem!
Na verdade,na verdade, vejo-me tomada por uma impetuosidade em estudar.Já ouvi dizer que cabeças de coco não funcionam muito bem nesse esquema. Valha-me Deus! não é o meu caso.
Não se preocupem, estou contente. Fiz o que quis e aplaudi o quanto pude. Diverti-me , sorri e conversei bastante. Esses momentos se eternizam e dão saudades, vez em quando.
O texto sai hoje pequeníssimo. Um dia sou mais clara, coisa que não cabe neste blog, que eu tanto prezo e eticamente digito as palavras sentimentais.
Acho que algo me chocou. Difícil seguir à risca a orientação para não se
estressar. Até os que nos invejam sempre estão na roda...
E, olhem, que os invejosos também são camuflados. Já sei , queriam ter ido aplaudir e participar? a minha perspicácia vai longe demais....mas, a vez foi minha!

quarta-feira, 16 de março de 2011

PARA OS RAIOS QUE OS PARTAM....


Sempre fui adepta da insistência. Sei que um dia vou esquecer aquela noite. O e-mail recebido, pontualmente, às 18 horas DESTA DATA, não me fez bem. Seria mentir, dizer que sim.
Às vezes, penso que nunca vou esquecer aquela noite. De tudo já fiz eu e, volta e meia, recordo, com detalhes, todos os momentos daquela noite. Há em mim um coração sofrido e muito mais.
Li o e-mail e fiquei remoendo. Nunca é bom insistir numa tecla só. Nunca...
Mas,fui inocente e tola. Devia ter mandado às favas...

Afora isso, outras negligências, desprezos e autoritarismos rondavam a minha mente.
A gente chega a um tempo de vida em que se espera respeito e consideração. Brinca-se com a vida dos outros os que se julgam onipotentes e desconhecem as
consequencias de um evento, quase sempre, cardiológico. Ou até conhecem e pouco se incomodam....
Já fiz de tudo. Atendida por um terapeuta, num quase transtorno de humor (depressão), houve um clima de escuta, de segurança e de confiança. Esses encontros me devolveram muita alegria de viver e de enfrentar as minhas atividades, pelo menos , em parte.
Não sei se consigo esquecer, no entanto, aquela noite. Perdão a cada um dos provocadores, dei mais do que a metade.
Desculpem, leitores, se estas recordações não lhe interessam. Mas, sejam espertos. Não caiam na passividade.
Mandem para os raios que os partam os"orgulhosos de coisa nenhuma..."

terça-feira, 15 de março de 2011

TENHO MEDOS....


Apesar de todos os pesares. Apesar de tudo que a vida tem me ensinado, apesar de aproveitar o lado bom das coisas e de me fazer valer da minha profissão de psicóloga, ainda tenho medos...
Impressionante este sentimento, que não se caracteriza como fobias(medos injustificados), mas que por vezes me tira o sono e me deixa inquieta.
Dizia mamãe, em tempos de muita lucidez, que eu não era bem compreendida. Ela tinha razão com toda a sua capacidade perceptiva de mãe e todo o seu amor devotado a todos os filhos.
Tenho medo de certas convivências humanas. Tenho medo das palavras que pronuncio.Tenho medo dos comentários elogiosos que faço. Tenho medo, às vezes, do estreitamento de uma relação de amizade, que se torna, muitas vezes, um sentimento antagônico do que foi esse bem querer.
Incrível esse meu sentimento. Sempre uso muito tato em minhas relações, evitando um desfecho de quase ódio, quando antes circulava o amor.
Tenho medo de resultados negativos, tenho medo de quem me conta uma história entremeada de inverdades. Tenho medo das razões de outros que , hoje , me falam com ternura e amanhã me tratam com desdém.
Difícil conviver com esse sentimento, posto que por mais que me trabalhe, psicologicamente, me deixa insegura.
Como falei, não é fobia. Já experimentei tantas e quantas situações concretas, que se tornaram razões coerentes e justificaram o medo.
Descobri, recentemente, não precisou muito tempo, que uma pessoa trocava, nos seus diálogos comigo,a palavra inveja por orgulho. E, isso, inúmeras vezes.
Ainda bem que apesar de todos os pesares, sei conviver com o medo. Também pudera. Perspicaz e dentro dos limites de um bom intelecto, seria demais não reagir com todos os mecanismos de defesa e saber me sentir bem.
Uso o bom senso e "não deixo a peteca cair." Tenho razões e condições de ser contente, apesar de todos os pesares...
Seria demais ter medo de ser feliz! Não acham?

domingo, 13 de março de 2011

QUANTA COISA APRENDI!


Não sei se lembro bem do título. Acho que era "Brincadeira do contente." Falava Pollyana, personagem de histórias infantis, que a gente deve aproveitar sempre o lado bom da vida.
Li esses livros lá se vão tantos anos. Hoje, muito tempo depois, achei que deveria aproveitar essa lição. Sempre guardamos do passado algo que nos impressionou ou nos marcou fortemente.
De ontem para cá, fiquei a pensar se deveríamos ler ou escutar tantas injustiças que nos são dirigidas, sem possibilidade de diálogos ou de nossas defesas. Sem razões e sem entendimentos...Valha-me Deus!
Pegaram-me "de supetão". Fiquei magoada, mas por quê?
Afinal, onde está, nesse caso, o lado bom da vida? há sempre algo que nos torna contente , posto que se não nos ensina, pelo menos, passamos a ter os nossos comportamentos reativos, que podem nos levar a um encantamento. Tornamo-nos indiferentes e isto também faz bem, às vezes.
Tudo que vem de fora, pode nos deixar mais fortalecidos. Não podemos, eternamente, ser plumas leves que se abatem perante as imprudências dos impensados, que se veem fortes.
Fui buscar, no fundo do baú das minhas memórias arquivadas, as histórias de Pollyana. No primeiro momento,me abati. No segundo , tirei leite de pedras. A gente aprende, também, com o que nos atinge. Se tudo fossem flores, nem sequer distinguiríamos o bom do mal, nem sequer saberíamos amar o bem e rejeitar o mal.
Há sempre o lado bom da vida. Que saudades do tempo em que aprendi a sentir que a vida tem sempre um lado maravilhoso.E é este lado que eu amo...
O ideal é estar contente. O emocional inteligente não se deixa abater por maus pedaços. O importante é ser sábio e a sabedoria não esquece a bondade e o contentamento. Quem vai desperdiçar a alegria por conta de atos agressivos, sejam impulsivos ou não?
Estou com saudades da minha infância, leitores queridos. Quanta coisa aprendi!

quarta-feira, 9 de março de 2011

NEM SEI POR ONDE COMEÇAR...


Nem sei por onde começar. A quarta feira "ingrata" ou, até, grata traz um sentimento de nostalgia, tenhamos nós brincado ou não o carnaval.
O tempo amanhece parado e embota o nosso pensamento num conflito e numa dificuldade para caminhar nos outros dias que por aí estão por vir.
Acho, particularmente, um tempo prolongado para o carnaval. Outros fatos sociais estão aí esperando a sua vez, sem tantas oportunidades.
Não brinco o período momesco. Mas, até finjo que brinco. Hilário não é?
Um adereço aqui, outro ali, a blusa da Beija Flor e eu curtindo, apenas, o carnaval que, para mim, é constituído de Restaurantes e , principalmente, de maravilhosos banhos de mar.
Para muitos jovens há uma exacerbação nas suas participações. Por vezes e muitas vezes, bebem em demasia, namoram sem controle, se drogam sem freios, sobem e descem as ladeiras de Olinda e lá se vão , vivendo um tempo onde liberam emoções de consequencias inimagináveis.
Nem sei por onde começar....imagino , apenas ou não só apenas, como estarão tantos ao acordarem nessa quarta feira"ingrata" ou grata, pois se mais fosse esse tempo, o que seria desses foliões?
Acho que se, para mim , que não brinco, sinto uma nostalgia no ar, imagine para aqueles. Deve ser uma ressaca danada, um arrependimento, uma glória iludida ou uma alegria que chega para poucos. Difícil continuar na emoção que durou tres a quatro dias. Vejo mais perdas do que lucros...
Para que então esse exagero de folias? penso que sofreram muitos. Os solitários mais solitários ficaram. Ocorreram os acidentes. As drogas deram vez aos multiplicadores de drogados. O sexo desenfreado fez crescer as doenças sexualmente transmissíveis! coitados de muitos coitados.
Não sou contra o carnaval, deixo bem claro. Tenho receio das violências que ainda não foram combatidas. Não seria este combate severo o ponto de partida?
E aí viriam os tempos de palhaços e de colombinas, dos confetes e das serpentinas, o carnaval do povo já civilizado. E aí viria um tempo de emoções necessárias ao bem de todos nós. Afinal, é bom fugir da rotina que , também, estressa o indivíduo,quando só rotina. Avante! que a paz e o bom senso sejam norteadores das folias!
Aí o carnaval só nos traria uma quarta feira saudosa, muito saudosa!

domingo, 6 de março de 2011

PARA QUEM VOU TELEFONAR AGORA?


Não tenho feito crônicas dentro da temática integralmente carnavalesca. Há um clima no ar, mas dentro de mim não preservo este espírito que já se foi embora faz tempo.
A vida vai seguindo nuances diferentes que eu já tentei resgatar e pouco consegui. Sinto, apenas, que nas minhas lembranças ficaram o alicerce do que sou hoje, resguardadas as minhas orientações primeiras, básicas na formação do meu caráter.
Hoje , senti muita falta da minha mãe. Foram tempos que não voltam mais. Era tudo tão bom. Nossos mil telefonemas diários. Minhas confidências, as suas promessas cumpridas, a certeza ,sempre, das suas certezas.
Não imaginara ver a minha mãe num estado de sonambulismo quase que o dia todo. Difícil acostumar-me em lhe ver assim.
Neste momento, sinto uma saudade crucial de ouvir a sua voz. E por isso, choro e padeço.
Deus, faz a minha mãe ficar boa. Sem ela, para quem vou telefonar agora?

sábado, 5 de março de 2011

LIBERADOS OS PUDORES IMPOSTOS....


Foi preciso percorrer vários caminhos, sofrer os atoleiros inesperados, para poder tomar a decisão de ser ousada e fazer mudanças nunca antes imaginadas ou desencorajadas.
Havia pensado em não escrever texto neste trio momesco. Respeitá-lo, mesmo sem merecimentos. A inspiração, no entanto, aflora em minha mente com tamanha intensidade que se torna quase impossível detê-la.
A noite foi uma curtição. Bastou a música do fino Restaurante para me deixar contente. Voltei para casa inebriada . Lá encontrei palhaços e colombinas. O colorido me deixou fascinada, sem necessidade de acolhimentos e de afagos.
Hoje é Dia do Galo. Aí não vou. Não faz o meu gênero e nem o meu estímulo.
Mas, percorro, mesmo, doravante, outros caminhos. Nada necessário de ser divulgado no momento, por mais amados que sejam os meus leitores.
E lá vou eu por um caminho reto, buscando a paz e o mundo dos meus que se assemelham aos meus objetivos de vida e de pensamento.
Não foi tão fácil, mas foi pensado, orientado e resolvido. Estava cansada de escutar o que não merecia e, mais que isso, precisava experimentar o novo e o tranquilo.
Na verdade, não tenho pressa. Há uma urgência de meu bem estar e do prognóstico de um viver saudável, seja ele físico e mental.
Estejam atentos, se assim desejarem ler o meu blog mais transparente e mais real, liberados os pudores impostos e os paradigmas nunca antes quebrados.
Era preciso mudar e criar. Amar quem me ama e não sofrer com as contradições.
Vamos comigo. Avante. Que a perseveração sem necessidade saia do meu caminho. Quero paz...

sexta-feira, 4 de março de 2011

POR UMA CASTIDADE....


É muito bom sonhar acordada. Venho pensando em viajar para dentro do Brasil ou mesmo para o estrangeiro. Quero ir a Portugal, França e Itália. Esse sonho, haverei de realizar. Quero me distrair e tomar um banho de civilização. Só não quero, no momento, fazer a viagem ao desconhecido, aquela que todos nós haveremos de empreender,sejamos soberbos ou não. Que todos pensem bem...
Difícil imaginar esta realidade última quando se tem na vida terrena um reinado de riquezas, de orgulhos e de felicidades financeiras.
Mas, hoje é carnaval. Já registrei o meu desejo e já pedi a caridade dos homens. Agora, é entrar na folia, nem que seja admirando as Escolas de Samba ou sentando num bar ou Restaurante, onde o frevo distrai as nossas mentes, levando para longe as preocupações e os dogmas dispensáveis.
Sou santa, mas não tanto. Visto a minha fantasia e coloco uma máscara italiana para alimentar os meus desejos, encobertos por uma castidade que a vida me impõe. E, para fazer isso, só no Reinado de Momo vale. Vale isso e muito mais, sem cobranças de idade, de valores, de sexo ou , até, de dívidas. Interessante essa liberdade que dura tres a quatro dias e nos leva , depois, a uma ressaca ilimitada.
Hoje , é sexta. Dá para brincar, ainda, uns bons dias. Quem inventou o carnaval, não imaginou o quanto iria longe.
A noite está bonita. Os blocos dão um colorido animador. Quero aproveitar estes momentos e liberar tensões que me levaram ao extremo dos extremos.
Não precisava estar com o meu coração sequelado se os impensados ainda estivessem soltos, sem punições e sem prisões.
Há em mim uma revolta e um perdão que eu não esqueço!

quarta-feira, 2 de março de 2011

UM DIA DE SONHOS.....


Quis fazer, hoje, uma crônica que falasse do belo, do entusiasmo, da natureza e do divino.
Basta de tantos desabafos. Deixo que estes fiquem um pouco guardados no baú das lembranças esquecidas. Difícil entender, mas fácil de me dar razão...
Às vezes, acho, como disse Clarice Lispector, que "Perder-se também é o caminho."
Não sei se estou esquecida, um tanto, de como achar a verdade.
Quis, hoje, inventar, reinventar e , sobretudo, sonhar.
E aí vai um pouco dos meus vários pensamentos e inspirações trazidas pelo "cotidiano das coisas..."
Não há tristezas e nem contradições. Aceito, apenas, nesse momento, o contentamento dos dias de sol. Sem chuvas e sem ventos amaldiçoados.
Hoje, os tiranos e os déspotas estão dormindo profundamente. Os bons e os dotados de muita benevolência acordaram cedo e nos deram as mãos.
Não existem desuniões. Estas foram embora, levadas por uma mãe que só deseja o amor incondicional!
Hoje, sou capaz de criar tudo de maravilhoso e mais alguma coisa.
Há um mundo que nasce e um sonho que realiza os nossos melhores desejos.
Meus leitores, o blog está diferente. Também pudera eu não poder sonhar com a beleza e o contentamento.
Há um dia em que tudo é fascinante e sublime. E , desta maneira, acredito no que há de muito,muito bom...
É um grande sonho que reaviva a minha esperança e a minha coragem.
Deus existe.E por isso, certamente, é possível!

terça-feira, 1 de março de 2011

DIFÍCIL CALAR!


Tento sempre entender o que dizem as pessoas em suas palavras. Nem sempre é possível. Existem aquelas manifestas e as que vêm nas entrelinhas. Existem as verdadeiras e as que são sobrecarregadas de enfeites, alguns falsos e outros extravagantes.
Quem me conhece, sabe muito bem o quanto gosto de falar. Difícil calar, mas há sempre um momento para tanto. Aí , não sei se o meu silêncio fala mais alto e se todos conseguem compreender o meu mutismo. Acredito que não é fácil, talvez conflituoso. E isso nem sempre faz bem.
Adepta de Clarice Lispector, concordo com os seus pensamentos e sou como ela:
Ouve-me. Ouve o meu silêncio.
O que falo nunca é o que falo
e, sim, outra coisa.
Capta "outra coisa"
Porque eu mesma não posso.

Mas, os dias vêm passando numa velocidade galopante. Mil planos para me tranquilizar e a roda gigante da vida me levando para aqui e para acolá.
Por mais que tentemos não nos estressarmos, sempre aparecem os maquiavélicos e os pobres de espírito, que se imbuem de orgulho trazendo as mil e uma noites de insônia. Valha-me Deus! Ainda bem que existem os bons...
Vivo, por vezes, uma certa solidão. Não é fácil se livrar dela, mas posso dominá-la sem muita preocupação, aproveitando algum bem que ela traz. E por que não?

Vejam o que diz Clarice Lispector:

E ninguém é eu.
E ninguém é você.
Esta é a SOLIDÃO!

Acrescentando:
" Minha alma tem o imaterial peso da solidão no meio dos outros."

Que posso mais dizer, a não ser louvar essa grande escritora?