Sempre fui adepta da insistência. Sei que um dia vou esquecer aquela noite. O e-mail recebido, pontualmente, às 18 horas DESTA DATA, não me fez bem. Seria mentir, dizer que sim.
Às vezes, penso que nunca vou esquecer aquela noite. De tudo já fiz eu e, volta e meia, recordo, com detalhes, todos os momentos daquela noite. Há em mim um coração sofrido e muito mais.
Li o e-mail e fiquei remoendo. Nunca é bom insistir numa tecla só. Nunca...
Mas,fui inocente e tola. Devia ter mandado às favas...
Afora isso, outras negligências, desprezos e autoritarismos rondavam a minha mente.
A gente chega a um tempo de vida em que se espera respeito e consideração. Brinca-se com a vida dos outros os que se julgam onipotentes e desconhecem as
consequencias de um evento, quase sempre, cardiológico. Ou até conhecem e pouco se incomodam....
Já fiz de tudo. Atendida por um terapeuta, num quase transtorno de humor (depressão), houve um clima de escuta, de segurança e de confiança. Esses encontros me devolveram muita alegria de viver e de enfrentar as minhas atividades, pelo menos , em parte.
Não sei se consigo esquecer, no entanto, aquela noite. Perdão a cada um dos provocadores, dei mais do que a metade.
Desculpem, leitores, se estas recordações não lhe interessam. Mas, sejam espertos. Não caiam na passividade.
Mandem para os raios que os partam os"orgulhosos de coisa nenhuma..."
Prof.a Eliana,
ResponderExcluirÉ uma crõnica desabafo que comove os leitores. Você escreve de tal modo que se torna cada dia mais admirável.
Prof. Arnaldo