Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

sábado, 31 de agosto de 2013

Mais uma vez, mamãe...


Dormi pensando em você
Acordei na inquietude de
De sua perda.
Inimaginável vontade
De lhe ver, de lhe sentir
E de saber.
Não existe mais nada de você,
A presença/ausência
Se faz viva no meu coração.
A tristeza da sua partida
Dói n'alma
E me deixa assustada.
Se antes, era você
Hoje, sou eu
Com a saudade
E uma tristeza angustiada.
Volta, mãe,
Para me dar a mão,
Mais uma vez...

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Saudades, mamãe!!!!


Este talvez seja o texto mais difícil para eu escrever. A dor é grande e a saudade é sem dimensão. Você se foi, mamãe, sem que nunca quisesse eu aceitar a sua partida para não mais voltar.
Deixo que as minhas lágrimas molhem o meu rosto, revivendo toda a nossa cumplicidade, detalhada e intimamente reservada . Com certeza, as nossas conversas, tão nossas, haverão de ser terminadas um dia, quando nos reencontrarmos.
Paira em mim um mundo de recordações que me deixam absorta e contribuem para que haja uma dificuldade grande até em começar a escrever.
Difícil entender tanto amor devotado por minha mãe aos seus seis filhos. Com ela aprendi a ser boa, a ter solidariedade, a ter pureza, a não alimentar rancores e , principalmente, a perdoar.
Mãe extremamente dedicada, cuidou de cada um dos filhos, dando no momento oportuno o seu maior amor e a sua maior doação. Nunca me faltou nos meus momentos de alegria e na certeza minha de que encontraria nela o meu porto seguro. E sempre encontrei...
Inúmeras e inúmeras vezes foi a UPE, no meu ambiente de trabalho, para me confortar da forma como ela julgava fosse necessário. Foi uma mãe plural e única , de acordo com a hora propícia de cada um dos seus rebentos.
Era a pessoa que eu mais admirava. Linda pela própria natureza, ostentava uma simplicidade que lhe fazia sinônimo da sua falta de orgulho.
Da infância a idade adulta e à maturidade, tratou-me com muita ternura, não medindo consequências para me ver bem.
Falar de saudades neste momento é quase uma redundância do que já mostra a minha face entristecida, onde as lágrimas fizeram morada, desde o dia de ontem.
A minha infância de tanta segurança em minha mãe, a minha adolescência ajudada por ela nos mínimos detalhes, a fase adulta, o nascimento de minha filha e a maturidade, não poderiam ter sido tão boas sem o exemplo de minha santa mãezinha.
Mãe: não me preparei para viver sem você. O velho sobrado, arquivo vivo de nossas peraltices, de nossos namoros, de nossas alegrias, da tristeza com amores rompidos, tinha em você a figura principal e conselheira. Se nele fomos felizes, devemos , em grande parte, ao seu alento.
Como então me separar de você, minha mãe? Acho que ainda não cheguei à resposta desta pergunta: por que as mães morrem?

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Estou viva...


O não que eu não pedi,
A solidão que eu não plantei,
A busca incessante de amigos fraternos.
Eu me amando mais,
Novos caminhos,
Jogado fora tudo que me faz mal...
Eu e a minha solidão,
Às vezes boa companheira,
Em outras, algo que não sei lidar.
Noite, noite minha,
Coloquei no lixo a agressão desmedida,
Esqueci o desprezo
E busquei a esperança,
Que bom que foi em tempo...
Que bom que estou viva...( Eliana Pereira )

Mais uma vez....


E a noite calou,
A travessia terminou,
Os sentimentos, mais uma vez,
Deram uma nova guinada.
Perdão, que é abençoado,
Não permite falar alto.
E a noite calou,
Surgiram luzes e o brilho,
Que eu assimilei.
Esqueci tudo,
Em prol de tantos sentimentos bons.
Já é dia,
Parto para outros patamares.
Quem não perdoa,
Não verá o Reino dos Céus.
E a noite calou.
Mais uma vez....( Eliana Pereira )

sábado, 24 de agosto de 2013

Narcisista e sensual...



Nem sempre é fácil atravessar a noite. A negritude do momento faz os fatos se tornarem exacerbados. Eu diria que em tempos idos, eu deitava para dormir. Hoje, por vezes, eu deito para pensar.
A vida e suas nuances. O dia e a noite, cada um com as suas características especiais. O céu de brigadeiro e o céu com a sua lua, vislumbrando a madrugada, onde fantasmas se tornam reais pelos amedrontadores pensamentos noturnos. Já vivi e revivi tanta coisa. A maturidade fez com que eu tivesse vivenciado muitos momentos, alguns prazerosos, outros resquícios de um dia um pouco complicado. E as idas e vindas aos Restaurantes e bares da vida. E as turras e os sorrisos verdadeiros.
Nem sempre é fácil atravessar a noite. Em um barco à deriva, sonhamos acordados e vivenciamos o inusitado com as lágrimas manifestas, difíceis de serem contidas. Ainda bem que as minhas secaram.....
Sábado de muitos sábados. Os almoços em Restaurantes, os shoppings que de atraentes levam o nosso dinheiro. A família reunida e unida. O descanso, por vezes, cansativo e a casa no brilhantismo de nossos caprichos.
Gosto de escrever casos mirabolantes e até de inventar verdades. Faz parte da índole do escritor, sem culpas e sem premeditações.Criamos momentos mágicos, quando tentamos vivenciá-los de forma quase lírica.
Gosto de falar da maturidade porque esta me faz bem. Há quem pense o inverso do que eu sinto. Que tem até pena das vivências e mais vivências. Não se lembram que a vida é uma estrada e muito bom será quem se divirta em cada fase e dela tire o seu maior proveito.
A noite chegou. Quando vier a hora de deitar, os meus lençóis de cetim e de rosas poderão ser a motivação para um bom sono.
Quase setembro. A praia já se anuncia e eu espero de braços abertos.
Mas, nem sempre é fácil atravessar a noite. Eu que o diga. Atravessei a trancos e barrancos, em certa noite, e sou hoje a certeza de uma bela vida. Á la Oscar Wilde, vou vivendo: narcisista e sensual....

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Esqueço os fatos....


Quase não está me sobrando tempo para escrever. Ando às voltas com as obrigações do dia a dia. A gente vai encaixando uma aqui e outra acolá. De qualquer forma fica difícil buscar palavras, frases e textos neste corre corre, onde os dias são um sim e outro não....
Às vezes não é tão fácil ter inspiração e forças para vencer as intempéries da vida, conforme sabem os meus leitores mais chegados. Tenho lido menos e pensado mais nos intervalos que me são escassos.
A noite, hoje, com um céu azul de brigadeiro, visto de minha varanda, dá-me uma certa leveza e um certo rasgo de inspiração, onde me torno autora e protagonista.
Mais uma vez, descortino as ondas do mar e , embora sozinha, tenho uma sensação de relax. Deixo que a minha imaginação corra solta e vislumbro a vida tal qual ela me parece e me aparece, quando o anoitecer traz consigo a negritude do tempo.
Vida, vida minha, não gosto de lembranças insistentes e persistentes. Embora também nos sejam companhias, são também motivações, muitas vezes, de um ar de tristeza, na certeza de que não voltam mais. Bom seria que os momentos bons e edificantes não fizessem parte apenas de um tempo que é inexorável.
Volto ao meu quarto. Com algumas provações, encontro na minha cama e na alvura de meus lençóis o encanto que me faz falta em muitas horas. Deito e rolo sobre a cama, esqueço os fatos e me dispo para um banho energizante e quase delirante. E por que não?
Não sou das letras mais livres e nem de pornografias. Nunca fui. Agora, meus leitores, deixar de dar um toque sutil de uma sexualidade, seria um falso moralismo. E não costumo ter uma máscara que encubra o meu eu que sempre se manifesta....

terça-feira, 20 de agosto de 2013

E descrever miragens...



Gosto do meu jeito de ser. Os leitores já devem ter percebido que tenho em mim dois lados que atuam numa cumplicidade e na hora certa. Conservo o meu jeito infantil, porque a minha pureza sempre se faz presente.
A maturidade, por outro lado, me fez abrir os olhos para a razão e não só para a emoção. E é assim que ajo e me comunico.
Gosto do meu jeito de ser. Acho até que essa peculiaridade minha, faz-me agradar a uns e a outros.
Às vezes, me retraio e , por outras, me manifesto. Sou eu e minhas circunstâncias, como já disse autor dos melhores. Neste momento, sou assim e não sou tanto. Escondo tristezas e abro um riso maroto. Finjo não estar sendo agredido e me preparo para uma guerra surda. Daquelas inesperadas e das outras anunciadas.
Vida, vida minha, e se não fosse assim? Já fui vítima e já me acoei. Já fiz interpretações erradas e me surpreendi. Na maioria das vezes, conheço e reconheço o bem e o mal.
O escritor, por vezes, é um fingidor. Finge que não dói e mostra, nas entrelinhas, para os vivos e inteligentes, a sua dor cruel. Nada é tão característico no poeta. Quisera ser uma grande poetisa para imaginar coisa e descrever miragens...
Gosto do meu jeito de ser. Pior seria não me gostar. E o dia me traz essas verdades que do inconsciente falaram alto. Mais um dia neste mundão de meu Deus. A alegria brincando com a tristeza. O amor gritando os seus apelos. O meu trabalho sempre abençoado. O perdão na minha vida. O diálogo e o monólogo. Eu assim e nunca mais...

domingo, 18 de agosto de 2013

Mar revolto...


Acordei-me cedo como tantos e quantos dezoito de agostos. Como sempre, os meus entes queridos em minha casa, tinham preparado o café da manhã, regado às frutas deliciosas, como manda o figurino.
Rezei o terço e assisti a missa. Não poderia deixar de agradecer por mais um ano, além de , mais do que nunca, pedir pela paz de minha Santa mãe. Que Deus olhe por ela e lhe dê o que ela mais precisa.
Mais um aniversário de tantos outros. Hoje tudo é diferente. Sem o pai que tinha sempre o seu presente nas mãos e sem os mimos de minha mãe que preparava a festa, a comemoração e o meu vestido novo. Lembro-me bem de tudo isso. E passou...
O tempo é inexorável. O mundo gira e a vida passa. Trilho hoje novos caminhos. Os presentes são do meu esposo e da minha filha querida. Sou a proteção e a confiança. Sou eu com as minhas perdas e ganhos. Sou eu sem o tanto que vivi e com o muito do que vivo.
Apesar de todos os pesares do momento, há uma casa preparada com muitas flores.Não poderia ser diferente. A gente chora por dentro e sorri um pouco por fora, pois não posso permitir que me deixe ser tão triste, neste dia de hoje. Tenho um núcleo familiar que me quer ver bem. Ainda mais depois do meu evento quase fatídico.
Mas, chove tanto nas minhas redondezas. O mar revolto é uma manifestação do tempo. A minha alma se deixa embalar por alguns sentimentos contrários...
Acordei cedo e rezei o terço. Hoje algo é diferente. Tenho um coração cortado e remendado. Uso em minha linguagem o simbolismo da hora. Teria que ser assim.
E o dia começa festejando dezoito de agosto. Debaixo de trancos e barrancos, ele existe. E o meu irmão lembra de mim: o telefone toca e eu sinto o meu coração muito alegre, batendo em rítmo cadenciado. Estou viva e presente no coração dele!!!!

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Não me peçam nada...



Não me peçam hoje palavras bonitas. Não me peçam que eu fale de alegria. Há em mim um silêncio perturbador e uma dor dilacerante. Nem sei o que dizer e porque dizer. Nem sei como digitar e falar da vida num momento de muita intranquilidade.
E o tempo mudou. Transformou-se no espaço e na razão de ser. Tento falar e a minha voz sai esmagada, dilacerada e angustiada.
Não me peçam que eu hoje seja tão eu. Não me peçam nada. Estou escrevendo tudo que o meu coração dita, sem nem sequer lapidar o meu pensamento.
Todos sabem que a finitude existe para cada um. Todos aprenderam que a morte é a maior das certezas. Difícil é a conformação e o tempo da vivência do final de ente tão querido, queridíssima.
Não me cheguem com palavras doces, se não consigo sorrir. Nem consigo dormir e ando solta feito um andarilho porque não poderia ser diferente.
Em meu quarto, neste momento, nada me apraz. O fantasma da bruxa maldita leva o ser humano a um sofrimento terrível e interminável.
Tantas mudanças e tantos desacertos. A infância perdida no adulto que ficará órfã. A fraternidade com e sem fraternidade. O imaginado e a realidade. Os valores aprendidos e esquecidos. Os pais tão pais quando os filhos viviam ao seu redor. A incógnita do futuro que foi tão bem preparado.
O silêncio e as verdades. Os sonhos sem realizações. A intranquilidade de quem se vai e a solidão de quem fica. O Porto antes tão seguro e hoje ameaçador. A união e a desunião brincando numa hora dessas.
Não, não me peçam nada. Amanhã poderá ser diferente. Hoje não. Quero entender o silêncio dos mortos e a vida de quem vive nesta dimensão terrena. Só...

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Havia um encontro marcado....


Havia um encontro marcado. Havia uma expectativa em mim de que muito do que me atormenta, seria mudado. E modificado para bem melhor. Inimaginável sensação de desamor. Grande alteração em meu coração palpitante. Logo o meu coração mazelado e atravessado por tantas desavenças.
Não teria como mentir. Estou triste e sem destino. O porto seguro que , acho, já se foi há tempo, faz-me muita, muita falta.
E a chuva caiu forte neste dia, servindo de desculpas e de descaminhos. Parecia encomendada e recomendada. Não sei se choro ou se me mostro avessa à pesada cruz que antevejo. Queria que não fosse assim. Queria colo e uma palavra de conforto.
Alojei-me no trabalho. Este serve para dar o pão de cada dia e nos faz ficarmos ocupados, pelo menos nessa hora. Deus, meu Deus!!!!
Havia um encontro marcado, que não aconteceu. Imaginara tudo, menos a falta desse reencontro, pois um dia houvera o verdadeiro encontro, fruto de um amor abençoado e de uma doação plena.
Mais uma vez, encontro-me na Universidade, o meu refúgio e o meu prazer. A alegria encontrada no trabalho e a vontade de esquecer as mágoas que eu nunca tive, mas que um dia fui a própria vítima.
Chove lá fora, chove muito. Por certo, anuncia algo. Não estava previsto que chovesse. Havia uma alegria e uma tristeza n'alma, mas o encontro marcado seria a solução e a razão, o amor e a união seriam o meu encanto.
Estou um tanto alterada. Penso tanta coisa ao mesmo tempo. Peço graças e alimento esperanças, antes que o meu coração pare na hora em que não desejaria muito...
Havia um encontro marcado, havia uma luz eaperada e uma leveza no ar....Havia o tudo que eu esperei, já que um final não seria mais sem final...
Havia um encontro marcado. Havia sim...Só não havia a promessa de um desencontro e foi este que aconteceu...
Deus sabe o que faz!!!

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Na negritude da noite...


E a gente vai vivendo como pode, debaixo de todos os atropelos e de todas as controvérsias.
Na negritude da noite, difícil se torna superar aqueles pensamentos que povoam a nossa mente e que nos parecem mais fortes quando a claridade se faz menor.
E a gente vai vivendo sozinhos ou acompanhados, porque a misericórdia Divina é o nosso sustentáculo maior.
Há um quê de silêncio em minha mente diante de sentimentos atordoados, como se houvesse um desenlace materno próximo e sofrido, muito doloroso.
E a tarde se vai sem um sol ardente, sem uma esperança no ar e sem a certeza de que tudo pode se transformar.
Escrevo frases curtas como se não pudesse fabricar palavras que dissessem de minha dor e dos meus apelos.
Na negritude da noite, quando a insônia insiste e persiste em nos assustar, rezamos o Terço e pedimos por quem mais amamos e por quem mais nos foi boa.
Sinto em mim um pensamento confuso, uma vontade de gritar mais alto, um pedido de socorro e uma crença de que poderemos continuar, como bem disse irmã, a trilhar os caminhos da vida.
A gente imagina coisas e se surpreende com outras. Não sabia a minha linda mãe como seria a proximidade de sua finitude e, muito menos, o sofrimento tão longo e tão inesperado. Dizem que a morte é a certeza das certezas. Essa premissa é mais do que verdadeira e muito mais uma suposta falta de conformação. A gente vai se acostumando porque não podemos mudar. Chega o momento em que a orfandade ameaça as nossas vidas e o instante em que a solidariedade se faz necessária.
Disse Thomas Merton que Homem algum é uma ilha.Que os nossos abraços de amor cristão nos elevem e nos façam menos sofridos.
Leitores: perdoem o texto atropelado. É o retrato da minha mente...

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Difícil viver e conviver...

Difícil viver e conviver. Difícil acreditar e discernir o falso do verdadeiro. Já me vi e me declarei mudada. Outras vezes, achei que o meu lado frágil me fazia crer em palavras ouvidas e declaradas. E tudo se passava ou se passa num turbilhão de pensamentos, onde não me situo num lugar consolidado.
E a vida , e os dias, e as ilusões mudam num giro tão rápido, que me deixam atordoada. Alguém me manda beijos e se esconde novamente no silêncio e no mutismo que me deixa novamente na estaca zero.
Difícil viver e conviver. Deus me deu o dom de escrever aliada a um legado hereditário que me faz muito bem. Nesses momentos, fujo de verdades e idealizo sonhos. Sou eu apenas e sou eu imaginada. Às vezes, é necessário ser assim...
Estive ontem comemorando com a minha filha o Dia dos Pais. Excelente dia e muito bons lazeres. É quando a gente sai um pouco da rotina e atravessa os mares das realidades, fazendo-as por um tempo esquecidas. Dura pouco...
Julgo o outro no momento em que me procura. Julgo sempre para melhor. Depois vêm os enganos e os desenganos. Vêm as tristezas e os apelos. Penso coisas e concluo outras.
Sou eu sempre um anjo bom. Quisera entender as injustiças. Quisera não acreditar tanto no bem. Quisera sonhar com os pés no chão.
Difícil viver e conviver. Não devia ser assim. Comigo não. Mas, fazer o que se falo com o coração e não com a mente apenas?
Digo agora, como disse a grande escritora Clarice Lispector:" Há um silêncio dentro de mim. E esse silêncio tem sido a fonte de minhas palavras."
Por enquanto, vou levando a vida assim!!!!

sábado, 10 de agosto de 2013

Mamãe!!!


Mamãe,

Estou triste
O sofrimento seu é tão grande.
Inusitado e prolongado destino
Pregou-lhe uma peça.
Inimaginável pensar o quanto
A dor lhe é grande.
A sua voz calou,
E o seu choro ficou impossível,
Deixando-nos pesarosos.
Rezo hoje a sua desenganada vida,
O seu final tão perto....
Lembranças de você, mamãe,
Tão linda e tão doada, quando boa.
Marcou toda a minha vida,
Hoje sem despedidas.
Não dá para você dizer mais nada,
Nem mesmo um beijo trocado.
Choro o meu pranto
E rezo o seu final.
Sozinha, quase sem você....( Eliana Pereira )

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Nossos cúmplices....



Confesso , leitores, que havia uma vontade e uma inspiração para eu escrever ontem. Estava, no entanto, cansada depois dos afazeres domésticos e da a minha Agenda Profissional. Tudo isto me deixou mais para dormir do que para escrever.
Encontro-me na Universidade e numa pequena pausa, aproveito a leveza da hora para digitar algumas palavras, contanto que eu mate o desejo de escrever.
Tenho o fiel dever de agradecer a todos vocês que, pacientemente, leem os meus textos, numa cumplicidade notória e uma gratificação minha muito grande em relação ao fato de estar sendo lidas as minhas crônicas. O escritor é, pode-se dizer, vaidoso quando sabe que agrada. Verdade seja dita, ainda que esse agrado possa gerar polêmicas e discordâncias. Tudo isso é bom, muito bom...
E mais um dia se vai, pondo término a uma semana atribulada, onde eu me sinto contente pela certeza do dever cumprido. A maturidade me deu perdas, mas muito mais ganhos, entre eles o meu trabalho que eu faço com o maior prazer, tanto quanto os meus vinte e oito anos, já passados há um bom tempo. Difícil ser assim, mas sinto em ordem crescente toda esta minha energia no decorrer dos anos.
E a sexta feira, mais uma sexta feira de tantas outras, dá sinais de final de semana. Existem os passeios planejados, o descanso programado e a real leveza de momentos agradáveis em patamares diferentes.
E a vida vai tecendo os seus caminhos num verdadeiro samba do crioulo doido, removendo montanhas e preparando caminhos ou atoleiros, que aprendemos a atravessar, ainda que debaixo de trancos e barrancos. A maturidade me ensinou tudo isso e mais terei que aprender numa vida de várias nuances, onde os gregos ou os troianos haverão de ser nossos cúmplices!!!!
Deixo o texto mais interessante para o amanhã que vem depois...

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

De um tempo perdido!!!!


Foi com a própria vida que aprendi muita coisa. Acho que aprendi a ter medos, a lutar contra o quase impossível, a abandonar os pensamentos que não fazem bem, a amar sendo amada e, às vezes, não sendo. Aprendi , aos poucos, que não adianta viver de fantasmas e nem de futuros idealizados. Aprendi a curtir os bons momentos e a virar a página do meu livro, quando isso se fez necessário.
A vida e suas nuances. O dia sim e o outro não. A saudade que dói e aquela que faz bem. As novas amizades feitas, a fraternidade de outrora e a de hoje. Quem sou eu antes e em quem me transformei, quando a falta de muitos me obrigou a tanto...
Tarde ensolarada, trazendo o brilho do sol no céu e a minha parada em meu quarto, pouso de meus melhores momentos, onde eu crio o imaginário e convivo com o real.
Lembro do meu pai em seus aposentos de estudo e de trabalho, como escritor, como leitor e como pai que nunca deixou que um filho seu não fosse acolhido. A sua verdadeira "jaula". Aquela que lhe abrigou até o momento do seu encantamento.
A vida se repete e se recria. O meu mundo e o meu núcleo familiar. A minha filha, a minha maior produção. O aconchego do meu lar e o tempo mostrando tudo de que é capaz.
O meu espelho , o meu melhor retrato. O que sou e o que vejo. O meu narcisismo aguçado e a minha sensualidade estética alimentada pelos brios de minha casa sempre bem preparada. Cada detalhe elaborado e o meu perfeccionismo a la Oscar Wilde em forma de verdade.
E a tarde se vai com ares de superioridade. É como se a noite escura fosse menor. E é nela que vejo o meu céu estrelado e a lua cheia, iluminando a minha varanda. Sinto que se ela falasse, iria dizer tanta coisa, que melhor será deixar os meus pensamentos guardados e reguardados. Alguém haveria de não compreender o muito que se fez passado num presente mais que presente.... E que batam palmas todos que me conhecem....Depois vem o que sobrou de um tempo perdido!!!

domingo, 4 de agosto de 2013

Batem as seis horas!!!!


Enquanto não batem as seis horas, o tempo se arrasta e quase se instala em nós, pobres mortais, um vazio quase generalizado.
Enquanto não batem as seis horas, tenho hoje, em minha mente, pensamentos confusos que me deixam um tanto tocada pela indecisão do que é bom e do que causa um estado de certa ansiedade.
Enquanto não batem as seis horas, imagino mil coisas. Penso no belo e até alucino sonhos impossíveis, talvez, de serem realizados.
Sinto que há em mim uma metade satisfação e a outra uma interrogação indefinida. Fico no intermediário e no imaginário de tudo. Há uma alegria que grita e um fantasma que chora.
Enquanto não batem as seis horas, vejo um tempo com ares de cinza e um azul que aponta e irradia a beleza da casa, na certa, muito mais bela do que porventura seja. Ou não?
Sento na mesa, bancada, e saio a digitar frases e palavras num jogo contraditório e num desejo grande de matar o tempo, tão tempo quanto eu almejo que seja...
Enquanto não batem as seis horas invento verdades e mato incertezas. Faço de tudo para que eu possa ter momentos de satisfação plena. E, não é fácil...
Passo pelo espelho lapidado, dou uma olhada e me examino toda. O tempo passou e a maturidade grita os seus reclames. Tento me tocar e me vejo uma mulher de verdade, lutando pelos desejos, maquiando as imperfeições. Contente e um tanto tristonha com o que já fui e não volta mais. Olho-me mais detalhadamente, apago as marcas da vida e me vejo tão bem.... Verdade ou não, batem as seis horas!!!!

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Todos os meus sentidos...


Eita, que já brindei a sexta feira. O café Kopenhagem foi o ponto de encontro. Foram conversas e risadarias. A gente curte o momento, alimentando a alma e o coração. Não queria que fosse diferente.
E lá se vai a semana trabalhada e esculpida com toda a responsabilidade de quem quer ver o seu dever cumprido.
A noite cai, um tanto regada a ventos, sem chuvas ameaçadoras e sem lua cheia no céu. O quarto, a minha jaula, traz ao meu eu, neste momento, um instante de paz, quando o aconchego de tantos convites são somados por uma cama elegantemente vestida por lençóis de um azul tão azul.
Acredito, leitores, que já fiz a muitos sonharem em devaneios pela descrição tão pormenorizada. Curto tudo, até mesmo o papel de parede florido que eu mandei aplicar para me sentir melhor. Já disse e reitero que tenho a minha sensualidade estética aguçada e vivenciada com todos os sentidos.
Mais uma vez ando a casa toda. Assim faço mais de mil vezes. Na sala, paro um pouco. Começo a admirar a obra prima de um quadro com a Torre Eiffel. Aí os meus olhos se perdem em pensamentos. Voo alto e longe...
Eita , sexta feira de tantas outras. Até quando, terei arraigada, em minha pessoa, um sentimento de total liberdade, harmonizada com os meus desejos e sonhos imortais?
E então examino cada ponto de meu apartamento. Quase ouço o barulho das ondas do mar. Faço castelos no ar e me deixo rolar na cama, tal rainha que se vê perdida ou achada, buscando a paz e a serenidade tão pertinho.
Não há como sair de tantos devaneios. Emociono-me e penso mil coisas. Encubro os pensamentos que, por ventura, possam ser um pouco tristonhos. Nada de choros, apenas risos por mais forçados que possam ser. Decidi que chorar, não posso. Lembro de velha frase: A lágrima mais pesada é aquela que não cai. Ainda assim, seguro-a com todos os meus sentidos...

Só manhã...


Dias mornos,
Sem a certeza do tudo
E sem a beleza do mundo.
Solidão acompanhada,
Eu estranho a você
Eu estranho a mim mesma.
Pensamentos soltos,
Surgem sem permissão.
Passa o tempo,
Eu sonhando
Em busca do infinito.
Saudade do nada,
Da infância perdida
E de um futuro impensado.
Sozinha e sem rumo,
Numa manhã, só manhã... (Eliana Pereira)

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Esta pressa grande....


Chegou o mês de agosto com ares de aniversário. Já se vão anos, quando a minha mãe estava bem de saúde, que este período era comemorado e louvado. Com certeza, ela tinha um grau de satisfação considerável pelos aniversários de suas duas filhas, entre elas, eu.
Tenho agora uma alegria dividida, sem o sabor completo de minha pré- maturidade. É a vida e o tempo dando os seus giros, fazendo as suas mudanças e nos obrigando a tecer uma série de outras modificações.
Confesso, leitores, que agosto chegou e nós lhe damos boas vindas, guardando eu um pouco,ainda, o contentamento de ser o mês em que eu nasci. E lá se vão recordações dos tempos da meninice, da inocência infantil, da certeza, que nunca foi certeza, de que a minha mãe estaria sempre comigo a me proteger e a me guardar.Saudade de um tempo que eu julguei eterno. Saudade desta proteção materna que eu ainda precisaria, pois mesmo com todas as experiências, ainda queremos um colo precioso que nos conforte.
Fiz uma pausa no meu trabalho, como quem tem na mente um desejo enorme de saudar o mês de agosto. Os porões do inconsciente estão sempre enviando mensagens que não conseguimos nos livrar, por mais que façamos por onde e por quê...
Encontro-me sozinha, num trabalho extremamente saudável e atraente, até porque com ele praticamos, também, a solidariedade, independente de todas as obrigações que lhe são pertinentes.
Mais uma vez, desde a tenra idade, sou eu tão estudiosa e amante do saber. Posso dizer de cátedra o bem estar que sinto quando aprendo e quando assimilo tudo que a Psicologia e outras ciências oferecem de maior e de experiências.
Mas, o mês de agosto chegou com ares de aniversários, com as suas ventanias características, trazendo a esperança de nossos sonhos e desejos mais íntimos. Sinto que cada mês tem a sua característica peculiar e afinal, afinal, aniversário não se despreza e nem se joga fora, ainda que traumas de nascimento povoem o eu de alguns indivíduos.
O ano se vai, dando o seu quase adeus, numa velocidade galopante. Impossível parar o tempo e parar a vida. Caminhamos, porque haveremos sempre de caminhar, sem possibilidade de transformar o que não se pode modificar.Valha-me Deus por esta pressa grande...