
Ando guardando sentimentos e escondendo sensações. Também pudera, nem tudo a gente escancara , pois nem sempre agrada a gregos e a troianos.
Domingo de poucos Domingos. Sem praias, sem breves caminhadas, sem o banho de mar e sem muitas conversas. Ando guardando sentimentos profundos e vivenciando saudades. Há um tempo para tudo e uma forma de sair dos devaneios sem sequelas.
Mas ,a vida é bela com toda a continuidade do sempre quase o mesmo. Pior seria..... Ainda em meu quarto, jaula de minhas maiores produções, tento entender afastamentos versus proximidades. Nem sei como agir em certas horas. Nem sei se o que penso é o contrário da realidade que julgava terminada.
Falo também por metáforas. Reitero que ando guardando sentimentos e escondendo sensações.
E a casa se mantém num silêncio que dá medo. Por conta de obrigações ,o meu esposo saiu e eu passo o tempo, desenhando esse texto da forma que me convém.
Uma falta de coragem me deixa presa à cama, sem vontade nem mesmo de ler, eu que sou amante de ler livros, dois ou tres de uma só vez. Aprendi com o meu pai essa prática quase extremada de obter conhecimentos.
Mas,o silêncio da casa me põe medo e me leva a imaginar temores já trabalhados e a criar outros que poderiam não vir à tona em dia de descanso.
Confesso, leitores, que, por vezes, tenho medos e estes me atormentam um pouco, quando se tornam avassaladores. Já tive medo de solidão e de ter saudades. Já experimentei sentimentos que me pareceram eternos, embora não tenham sido. Ah vida, vida minha...
E, ao contrário do que se esperava, dou um salto da cama que tão bem me abrigava, para tomar o meu delicioso banho. Acho que venci a letargia para tomar outros rumos. Espero vencer os medos. Hoje é Domingo e Domingo de muitas esperas. ...
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