Muito cedo da manhã, já acordada, deixo que os meus pensamentos voem à deriva, sem amarras e sem dogmas.
Imagino que já cumpri em parte as minhas obrigações sociais natalinas, faltando ainda as célebres comemorações que sempre haverão de existir...Que estas sejam, doravante, transparentes e lapidadas com muito amor. Que não se repitam sombras de um passado não muito distante. Faltaram, neste momento, o pudor e a verdade de uma certeza, que já era certeza!!! Valha-me Deus!!!
As compras alimentaram instantes de emoção, de fantasias e até de ilusões, pois sempre estaremos envoltos em filigranas de enganos. A realidade mostrando o amanhã de muitos amanhãs.
Acordei-me antes da hora. É sempre assim. Não deixo que o "desiderato" a cumprir, seja renegado e, muito menos, esquecido. E lá se vai mais uma manhã de dezembro, já adormecendo, para dar lugar a um Ano Novo que vem surgindo, de mansinho, com a esperança de que venha trazendo sonhos realizados.
Há sempre um desejo de que os dias se vistam de muito amor, de solidariedade, de fraternidade e que nossa consciência esteja envolta de muito amor ao próximo.
Com o tempo aprendi, muito bem aprendido, a esperar o que está na ordem do dia e de trabalhar com o meu desejo , que deixa de ser verdade, para ser uma realidade bem conduzida. Fazer o que? Só importa o que existe e não uma vontade reprimida, que já se mostrou como uma irrealidade injustificada. Caminho com rumo e não com idealizações que não fazem sentido. Bola prá frente, com todo o teor do sentido popular...
E a manhã já se vai passando. E eu vivo os momentos de ganhos e de perdas, que só a grande escritora Lya Luft, sabe explicar melhor....

Nenhum comentário:
Postar um comentário