
Os ventos do mês de agosto já se anteciparam e apareceram, com força, neste mês de julho. Não sou muito fã deste fenômeno da natureza, mas curto porque assim terá que ser. Não adianta lutar contra eles. Seria um estresse a mais e deste eu corro léguas.
A tarde da sexta feira tem sempre um ar de sexta feira. Semana acabando. Novos planos e outros lazeres, já que a semana pertence ao trabalho.
Em meus devaneios, dedico-me sempre à varanda, ainda que fria e com ventanias. Este lugar é , na maioria das vezes, propício para deixar que o meu pensamento voe longe. Há inclusive uma visão de quase infinito, onde há tempos, persevero em quase única imaginação. Vou a São Paulo e volto. É um segredo meu, tão meu, que deixei escondido nos porões da minha memória. Vez ou outra volta, tomando um grande vulto. E olhe que nem sou demasiadamente chegada a tantas recordações.
Conversa vai, conversa vem, tenho andado ás voltas com novas amigas. O shopping center me proporcionou tal acontecimento. Chega um momento em nossa vida que muitas mudanças se fazem necessárias. Não pensei que fosse assim. E foi...
O café Koppenhagem é quase um ponto de encontro. Conversamos , rimos, de lá saímos para caminhar e a diversão se modifica cada dia mais. Que maravilhosos esses nossos encontros quase fraternais, já que alguns conflitos me afastaram um pouco dos meus. Terrível sensação de falta, que eu procuro suprir como posso. Isso , se deve talvez pela distância geográfica. Deus sabe o melhor.
Hoje foi dia de confabulações, de conversas fiadas, de desabafos, de risos disfarçados ou verdadeiros.Amo a vida quando ela me sorri. Não sou mais aquela que um dia caiu na armadilha de um evento tão cruel...
Vida, vida minha. Substituo o que foi pelo que é. Que mal há nisso?
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