
Costumo dizer que acordo com os galos. Cumpridora de minhas obrigações, chego muito cedo na Universidade, não importando se faz frio ou se faz calor.
Nesse momento, encontro-me no trabalho, fazendo uma pequena pausa para um lanche e dando espaço para um relax. É que, cumpridas tantas atribuições, ninguém é de ferro nesse mundão de meu Deus. E a vida continua, como haveria de continuar.
Tenho feito várias mudanças, necessárias e oportunas. Se não guardo tantas lembranças da tenra juventude, quanto mais da infância que se foi, faz tanto tempo.
O que foi bom e alvissareiro interferiu na formação de meu caráter e o que passei por motivos injustificados, joguei longe com medo de ser incorporado a minha pessoa.
A vida e suas nuances. O mundo que não é mais aquele de antigamente. As rosas que falam e as que emudecem perante as inconsequencias de tantos insensatos.
E o mundo que não é mais o mesmo. E tantos mecanismos de defesa que eu pus em prática e consegui, através deles, a paz que procurava em tempos que não foram tempos, jogados fora e levados ao sabor das ventanias.
Há em mim um encontro marcado com as novas metas que venho traçando depois que aprendi mais, depois que a maturidade se tornou melhor do que qualquer outra fase. Incrível acreditar, mas a verdade maior de todas as verdades.
Aqui reina um silêncio que quase fala. Sozinha, me surpreendo com o toque do telefone, pois até este constitui uma companhia em determinados momentos. Acho até que convivo com o estar só, muito melhor do que em tempos de falta de amadurecimento.
Vejo gente no blá , blá , blá das conversas infundadas e em tempos atuais, me interrogo o porquê de tanta confabulação. Tenho a impressão que preenche o tempo e lhes faz felizes.Assim sendo, que cada um construa o seu castelo.
E a vida não para. Mesmo no silêncio, os pensamentos tomam o lugar das insensatas palavras que se perderam sem eco e sem resquícios.
E lá me vou, pois o trabalho me chama. Essa escola é o esteio do meu dia....
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