
As reações individuais são tantas e inusitadas que impossível seria prevê-las com alguma precisão. Escrevi uma crônica ontem que adoçou o meu gosto e o meu ser por inteiro. Parece não ter agradado. Às vezes , penso que é preciso uma pitada mais picante para agradar aos gregos, mesmo que os troianos fiquem de fora.
Adotei um estilo suave e quase puro. As poesias tendem a ser mais procuradas. Eu sigo o meu momento de inspiração e acabo cedendo a tudo que se passa no meu momento.
Confesso, leitores, que o escritor ama ser lido e tem grande prazer quando se vê estimulado através de afagos e de satisfações do seu público. Afinal, afinal, escritor é ser humano, com características pessoais que englobam carências e necessidades de afeto.
Mas, se estou bem. Se eu própria alimento o meu ego, nada mais significativo e acolhedor do que tudo isso. Ontem à noite, estive lisonjeada pelas agradáveis sensações que eu mesma pude me dar.
E o sol dá os seus primeiros sinais de que vai embora. Da minha varanda, curto o céu e o mar. Já fiz proezas que guardei-as só para mim. Espero o dia em que escancare tantas e quantas maneiras de ser. Ainda não chegou a hora. Estou sem amarras,mas com alguns pudores, desses que se interessam ao outro, tenho ainda que preservá-los. Gosto de deixar um mistério no ar, sem sequer ser misteriosa. Falo por metáforas e , em outras vezes, escrevo o simples do cotidiano. Quando publicar o meu livro, vou selecionar textos e poemas de diversos temas. Pretendo ser lida por diversas pessoas, sejam elas mais simples, mais sofisticadas,mais recatadas, mais chegadas às verdades da vida ou mais escritoras...
Esta é a hora em que estou sozinha, numa jaula de plena e escandalosa estética. Não sei se dar para entender.
Só sei, leitores, que a minha camisola preta rendada e bem decotada já está sobre o meu leito, numa maravilhosa chamada a uma bela noite de sono..... Entendam como quiserem... Vocês são vocês...
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