
Não fossem meus braços cansados e a minha visão turva de tanto ficar acordada, faria uma crõnica fascinante de inspiração atraente.
Olhando na minha frente o retrato do maior amor da minha vida, na sua juventude mesclada de risos e de contentamento, seria o suficiente para digitar palavras de muita beleza e de total e incondicional generosidade.
Estou sozinha.O sono chegou interminável para o meu esposo.A filha meiga e doce , presa ao seu noivo, faz o seu passeio , próprio dos que se apaixonam.
Na solidão do quarto, já tentei a leitura e os telefonemas que não deram certo. O computador é o meu alento, o que sobrou de tudo que precisava para ocupar a mente.
Sinto que faço da solidão a minha companheira. Esta , âs vezes, me faz companhia e , outras vezes, me deixa pensativa. Abomino o sentimento de pena e não é isto que eu inspiro...
Escrevo textos muito pessoais, só não entro na intimidade. Este é o meu modo de ser e de me expressar. Preciso desabafar ou posso até , no bom sentido, sem diagnóstico preciso, fugir da normalidade. Valha-me Deus!
A casa parece falar. Tão preparada é como se esperasse uma visita de grande porte. Está linda!
Reflito e me desnudo. Penso em deitar e me nego a fazer isto. Tenho medo de algumas coisas....Sou chegada a pensar no passado e hoje eu quero paz, muita paz!
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