
Nem sei explicar o motivo, ou os motivos, da minha insatisfação quanto as minhas duas últimas crônicas postadas e excluídas posteriormente. Admito que o escritor passa por momentos de busca da perfeição. Após o sucesso de Onde está Elisa?tenha ficado, talvez, intimidada para escrever outra e outras.
Na verdade , tenho permanecido um tanto reclusa no meu apartamento, refletindo mais do que o necessário. Isso não tem me agradado , mas sem estímulos para saídas, acabei me recolhendo a tal e tal prisão.
Hoje é sexta feira. Aí é diferente...
Aqui, em plena Boa Viagem, hoje o panorama está além de todas as belezas naturais e, até mesmo, urbanas.
Com todos os humores e satisfações, ou não, fico em minha varanda, palco de pensamentos , de observações e do mais que vocês possam imaginar, dentro dos limites do permitido. Afinal, não sou santa e perfeita sou quase. Valha-me Deus com tantos desejos!
Obviamente, que não deixo a maturidade levar a energia de que posso desfrutar, aproveitando tudo que me atrai, sem me entregar, jamais, nem mesmo à intolerância daqueles que fazem dos seus quarenta anos a certeza do para sempre. Aliás, para dez anos a mais, falta quase pouco e alguns não se dão conta que o tempo passa para todos.
Tenho experimentado decepções e glórias. Admito que a falta que estou fazendo depois do acaso motivado e sabido por quem provocou, a minha ausência, por vezes, tenha deixado lacunas perceptíveis. Arrependimentos??
Não sou de mágoas, mas de tristezas . Tenho pena dos insensatos e não consigo esquecê-los. Estes não ficarão imunes por toda a vida. Pretendo, em livro aberto, ser mais transparente.
A todos que escrevo e-mails, considero meus amigos. Espero que não me decepcionem. Para vocês, ainda, me desnudarei, fazendo-os saber do meu mundo quase íntimo e tal e tal. Vocês merecem, depois , de tantas leituras, lerem a verdade das maiores verdades.
Tenho por vocês um carinho imenso. Alguns nem sabem o quanto, pois me identifiquei logo no primeiro momento. Foi uma empatia, pelo menos, unilateral. Se recíproca , melhor. Ainda nos encontraremos para conversas mais informais.
A Universidade faz parte da minha vida há quinze anos. Sou um arquivo vivo, ainda vivo. Amo-a e nunca faltei com o meu dever.
Aí vai metade da minha história profissional. O resto conto depois: As fontes dos desejos e mais e mais....
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