Especial!!

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Linda!!!!

domingo, 12 de maio de 2013

MÃE: tu és feita de muito Amor...


A maturidade me fez passar por momentos de crescimento, por muitas alegrias e por instantes de sofrimento quase inesperados.
Lutei e relutei em escrever este texto. Acho que não vai ser fácil. Encontro-me dividida entre o prazer de ser mãe de uma filha maravilhosa e a seriedade que o momento me impõe por sentimentos de amor filial que me fazem ficar entristecida: a minha mãe num leito sofrido, alimentada pela impossibilidade de comemorar, como sempre fez, o seu Dia.
lutei e relutei em escrever. Pensamentos antagônicos em minha mente. A preocupação em curtir esta data com a minha filha, sempre tão filha e tão devotada e a memória de momentos passados com a minha mãezinha, razão do muito que me fez sentir em paz.
Difícil. Há uma certeza de que Dia das mães é todo dia, mas não consigo parar de imaginar o que sente a minha mãe, se pensa ou se não pensa mais em nada. A minha mãe se indo e uma dor imensa que se instala no meu coração mazelado. Um coração que abriga tanto amor e todos os sacrifícios para fazê-lo bater, mesmo em descompasso. E a minha mãe ausente de tudo que passo e que já passei. Uma cumplicidade perdida entre nós duas, um porquê indefinido, uma dor difusa, uma angústia dilacerante, um sofrimento intenso de uma Santa mãe.
Lutei e relutei em escrever este texto. Juntei as forças e me uni a minha filha , porque também preciso ser uma mãe quase perfeita de uma filha que só me faz o bem. Meu amor maternal também fala alto.
Mais tarde estarei com a minha mãe. E para todas as mães do mundo, os meus mais sinceros Parabéns!!!!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Bate coração...


Bate coração, nem que seja descompassado. Estou querendo e desejando que o mundo gire com as suas voltas recheadas de muita luminosidade.
Há uma noite resplandecente e um desejo de curti-la da forma que me convier.
Não foi tarde a minha descoberta de que cada um se revela à sua maneira. Aprendi a viver e a conviver, a morrer e a viver pelo outro, a silenciar a minha dor e a gritar de muita satisfação.
A idade madura e os meus ganhos. A verdade camuflada ao meu favor e a descoberta de que, às vezes, nem o choro convulso convence. Há um quê de saudade e outro de muitas lembranças.
Sinto o cheiro do mar e ouço as ondas que se quebram, trazendo mil recordações de infância. De um tempo que se foi carregado de nunca mais. Estranha sensação que eu conduzo para não recordar momentos de agoniadas noites em Candeias. Havia alguém faltando. A minha mãe longe do meu teto e a incerteza de que os tios substituíam tudo isso.
Bate coração, nem que seja descompassado. Pelo menos bata, contanto que eu tenha a certeza do tempo presente e de que é preciso muito para me deixar no abismo da tristeza.
Noite, noite minha. Tão minha quanto sua. Uma noite onde as estrelas podem e devem brilhar. Eu só não quero a verdade que dói e a mentira que disfarça....

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Quando chove no meu cantinho...

Pensamentos avulsos passam em minha mente. Teria que ser assim. Difícil conciliar o que sinto com aquilo que devo aparentar.
E o tempo se passa numa velocidade galopante. Isto constitui ameaças aos sentimentos que de mim não querem se afastar. Estou num momento quase único. Tento manifestar o avesso do avesso do avesso do que estou passando. Mas, quem não está um dia?
Reclusa em meu quarto neste momento,quase a minha "jaula", me deixo levar por muitas reflexões. Faz-me um pouco de bem poder estar num ambiente de muito aconchego e de beleza que eu consegui arquitetar para as fases de lua cheia ou de quarto minguante. Há uma ilusão em estar diante deste bem estar, como se a minha dor fosse mais protegida. Terrível sensação a de iludir-me.
Estou sozinha, sem sentimentos que me possam provocar o monstro que é um sentimento de culpa.
Abro o janelão do meu quarto e descortino a noite. Sinto que nem toda hora existem estrelas que iluminam os meus aposentos. Aquelas que insistem em serem brilhantes, se tornam opacas quando chove no meu cantinho.
É isso, leitores. Já disse várias vezes que é um dia sim e outro não....Falo em linguagem metafórica. Como poderia me desnudar neste instante em que a lua nova pode ser cheia para vocês? Que Deus em sua misericórdia me acompanhe sempre...

terça-feira, 7 de maio de 2013

Se a dor é minha....


Procuro camuflar toda uma realidade que se apresenta ao meu redor. Havia prometido a mim e a outros que só escreveria com temas que pudessem provocar a alegria , ou no mínimo, o bem estar de meus leitores.
Procuro esconder a verdade e me torno forte, mesmo estando fraca em momento de muita reflexão e de saudade, que parece estar se apoderando de mim.
Difícil escrever o que não sinto e que toma todo o meu ser. O que dizer de uma pessoa muito querida, que passou toda a sua vida só fazendo o bem?
Penso, às vezes, que há quem me seja cúmplice e que existem outros que se afastam da minha pessoa porque não se quer, muitas vezes, a possibilidade de um contágio mental. Quando a felicidade ronda o outro, não é fácil se aprofundar na vida alheia. Não sei se entendo, mas dou o meu perdão.
Procuro camuflar a realidade. Se a dor é minha, esta deve continuar sendo só minha.
Vejo cenas trágicas na televisão e pareço acompanhar as novelas da atualidade, escondendo nos porões do meu pensamento a certeza de que a minha mãe está no seu final. E vão e voltam cenas de tantos momentos maravilhosos com a figura materna, agora mais do que enferma, em total sofrimento, querendo talvez externar a sua dor, mas sem poder.
Terrível sensação de impotência. A vida e a morte lutando de várias formas.
Há em mim um embotamento. Perdoem, meus leitores, a vida é bela, mas não é eterna.
Disseram a mim que só os mortos não fazem mal aos vivos. Que dizer de minha mãezinha que em vida nunca fez mal a ninguém? Que Deus lhe amenize o sofrimento. Na certa, o céu lhe espera...

domingo, 5 de maio de 2013

Tal qual os tempos de menina...


Acho que foi um final de semana completo. Bem que morar em Boa Viagem tem as suas vantagens.
Acabei de curtir e de descortinar uma bela passarela na Avenida, com o panorama de um mar que dava todo a beleza natural contagiante e levava as pessoas a desfrutarem de uma visão quase alucinante.
O dia foi completo. Nada faltou que pudesse deixar de não fazer parte de um domingo bem domingo. Além do Restaurante chique e aconchegante, a conversa amena dos amigos e parentes, completando a diversão e o bem estar.
A caminhada na praia ao raiar do dia e os raios solares penetrando em todo o meu ser, foi tudo de melhor num domingo de muitos outros domingos. Não faltaram o banho de mar e nem a água de coco , que sempre contribuem ou se tornam a nota melhor de todo esse espetáculo.
Imaginem , leitores, que o dia foi completo. Ainda arranjei tempo para me debruçar sobre o Livro de Augusto Cury, O FUTURO DA HUMANIDADE.
Tal qual os tempos de menina, dei asas aos meus devaneios e curti os bons momentos do dia com o espírito lúdico de quem sente falta de tantos momentos passados, vividos e revividos.
A vida e suas nuances. As voltas e as reviravoltas dando continuidade e o espírito de relax presente com tudo que possa sugerir domingo . Um domingo de muitos domingos...
É isso, leitores, a gente vai aprendendo a viver, mesmo em idade madura. Alguns percalços vão ficando para trás, já que não vivemos mais nele. O presente se faz bem presente como resultado de tantas sementes por mim plantadas e com os frutos que de bom vieram.
Ouvi dizer que o melhor que se faz com uma SEMENTE é enterrá-la. Foi assim que fiz e deu certo......
Não sei se fiz a combinação perfeita, mas disse tudo como queria...


sábado, 4 de maio de 2013

Dei voltas e dei reviravoltas...


Dei voltas e dei reviravoltas. Já havia experimentado essa sensação de ontem em alguns poucos minutos. Estava precisando de um bom relax, de uma reflexão mais profunda e de muito bem estar.
A TARDE DE ONTEM, EU JÁ ERA OUTRA. Sentei-me para tomar um café e saboreei até o último gole. Ouvira falar que essa experiência sempre dava certo. Estórias que o povo conta.
E a noite chegou. Curti o panorama de uma boa conversa em minha varanda, onde, mais uma vez, fui capaz de ouvir as ondas do mar...
A noite foi o desfecho dessa mudança radical. Trajei o vestido mais bonito e , porque não dizer, um tanto sensual. Fui com o meu esposo jantar fora, jogar conversas fora e brindar a certeza de que A vida é bela!!!
Dei voltas e dei reviravoltas. Hoje amanheci curtindo as minhas plantinhas, o meu jardim suspenso e os botões de rosas que apontavam tal qual menina moça no seu desabrochar.
O sábado teria que ser sábado, com a família reunida e o gosto dos melhores passeios. O retorno de minha filha dos Estados Unidos, a caminhada na praia e a visão de uma natureza que tão bem sabia descrever o meu pai. Aí deu SAUDADES!!!
Mas,dei voltas e dei reviravoltas. Os leitores têm, ou devem, se acostumar com o escritor em suas diversas fases. E , pelo que eu conheço e sei, eles também deram comigo voltas e reviravoltas. Numa cumplicidade manifesta, haveremos de comemorar o dia que se seguiu aos sentimentos matinais de ontem. Só Deus sabe o porquê!!!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

A inércia do cotidiano...


Há dias que nem eu sei o que se passa comigo. Mil perguntas e mil silêncios. Vontade de calar e uma relativa inconstância de humor.
Há um vazio de ações e um mutismo que se faz eloquente. Muito diferentes são esses dias. Há silêncio e há um pouco de angústia.
Tenho medo e luto para que ninguém perceba. Peço a Deus que me ilumine , mesmo sem entender ´quase nada do que se passa. Mil porquês e a verdade que rola no meu eu, sem aprofundamentos e sem perguntas. Afirmativas incógnitas e negativas inadmissíveis.
Sinto-me só sem estar sozinha. A manhã se demora numa percepção muito peculiar. Sou eu e sou a resposta do que não fiz. A gratidão e a ingratidão. O amor e o desamor se confundindo um com o outro.
Inexplicadas comunicações. Sofro e não entendo.Penso que a vida é uma surpresa. A distância e o carinho. O estar perto e a desilusão de uma voz alta. O esperado e o inesperado. O saber lidar com as reações contrárias e a inércia fazendo parte de um cotidiano tão surpreso.
Peço a Deus que o tempo passe e esse insiste em se demorar. Um amanhã indefinido e a tristeza de um viver sem muitos lenitivos. A esperança, a fé e a certeza do nada. Glória a Deus...