
Tarde, tarde minha,
Solitária e pensativa,
Vou passando as horas,
Como um andarilho,
Sem destino e à deriva.
Fatigada e sonolenta,
Sobre a cama de um verde água,
Descanso e sonho,
Como se pudesse
Transformar o mundo..
Companheiros ausentes das horas vazias,
Desaparecidos no tempo sem razões
E avessos às minhas dores,
Viram as costas,
Quase bem seguros.
Tarde, tarde minha,
Só lhe peço um favor:
Não me negues o carinho
De quem sempre eu fui cativa...
(Eliana Pereira...05/11/2014... 17.30 horas)
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