
Finjo não ter uma dor que é só minha,
Aquela que sofro sozinha
E somente o meu esposo, médico,companheiro,
Ouve as batidas do meu coração
E lamenta a minha dor...
Ela vai e volta,
Em momentos cruciais,
Estes que envolvem decepções e guardam saudades...
Finjo não ter uma dor que é só minha,
Enganei-me com a vida,
Estive perto da morte,
Confiei em muitos
E decepcionei-me com as mentiras de caso pensado.
Soubessem vocês de mim,
Poderiam até me ajudar,
Sofro sozinha porque já dura um tempo
A amargura do desprezo
E a agonia da ilusão...
(ELIANA PEREIRA...26/11/2014....17 horas)
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