
Acho que andei um pouco afastada do blog. Tantas e quantas obrigações me levaram a esta ausência. Retornei ao trabalho. E isso é bom, muito bom.
E as recordações vão acontecendo, sem pedirem licença. Com certeza, a falta da minha mãe me proporciona momentos de muita reflexão e de extremada saudade!!!!
Encontro-me na labuta do dia a dia. Faço uma pausa, deixando com que a minha mente percorra outros caminhos e me façam relaxar um pouco. Nas minhas férias, pude viver e reviver momentos de total , ou não, relax , além de passeios que me levaram ao advento de muitos conhecimentos, de visitas que não fazem parte de minha rotina.
Noto sempre a procura dos leitores a este espaço que, querendo ou não, desperta, tão somente, curiosidades. Sou simples tal qual o meu pai. Não me deixo tocar pelos elogios que me enchem de incentivos, mas não me tornam soberba.
Em seu livro, Reflexões de um fim de século, é o mesmo Nilo Pereira, meu pai, quem nos dá lições de humildade, que nos ensina o efêmero do poder e abre nossos olhos para o humanismo, tão afastado de nossos dias.
Escrevo hoje uma miscelânea de assuntos, dando evasão ao que me vem na mente, sem me incomodar se estou seguindo as regras da boa escrita. Que me perdoe minha linda filha, Lú, se assim faço. Hoje estou "light" e solta na vida. Cumpri uma meia dúzia de obrigações, que os leitores bem sabem, e , assim, dou-me ao direito de jogar palavras fora. Que sejam jogadas ao vento....
Mas, conversa vai e conversa vem, ando lendo ou folheando mais de um livro. Recebi de presente um livro de Paulo Coelho, Adultério. Apesar de atual, deparo-me com um escritor de tempos irreverentes, de abordagens fortes, de assuntos esmiuçados, ausente o pudor que poderia ser esperado de autor contido e mais reservado. Confesso que não estou lendo de uma só vez. Esperava mais amenidades, com todo o título que poderia suscitar o livro. Talvez esteja numa fase de mais pudor e de mais reflexões santificadas.
Viajei também pela Europa através de entes queridos. Às vezes, se pensa que é preciso se deslocar para aprender mais e tomar banhos de civilização. O que eles me ensinaram foram de tão grande profundidade, que quase fui com eles a esta viagem de lua de mel, o que seria o impossível dos impossíveis.
Mas, o silêncio de até agora se deixa ser levado por vozes que se aproximam. Acho que chegou a hora de terminar por aqui. Depois vem mais. E por que não?
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