Novamente sozinha em meus aposentos, numa solidão requintada. Isso me dá, no mínimo, um pouco de prazer por desfrutar de uma quase jaula onde o deslumbre tanto me faz bem.A tarde se estende um tanto vagarosamente, opondo-se aos outros dias em que o tempo passa num rítmo galopante.
O trabalho hoje me rendeu um pouco de mais cuidado e um tanto de responsabilidade que constitui a minha marca registrada.
Se o calor está hoje sufocante, ainda não chegou à minha pessoa. O ar condicionado funciona a todo vapor, como se assim pudesse dizer. Espero que eu seja bem entendida, leitores de longas datas.
Não sei se canso a alguns dos que me leem, mas, na verdade, é puramente opcional a leitura, sabendo eu que agrado a gregos e , nem sempre, a troianos.
Estou só, por força das circunstâncias que incluem o trabalho de cada um. Esta sensação já tão acostumada e vivenciada, me leva a uma adaptação que deve ser de forma contínua.
A manhã de tanto trabalho já me foi suficientemente o limite do que me proponho na maturidade dos tempos...
Para admirar o por do sol, vou à varanda, o meu célebre varandão, a fim de apreciar com os olhos e com a sensibilidade que me faz um dia poetisa.
Novamente, ando toda a casa, como sempre faço. Observo os cantos e recantos e cuido um pouco do meu jardim suspenso, atividade esta que supre qualquer pensamento adverso.
Vida, vida minha. Mais uma vez , quase sem querer, imagino a razão de ser de algumas pessoas e interpreto de forma diferente o primeiro modo de agir e , talvez , de pensar. O indivíduo é , muitas vezes, um estranho, mesmo parecendo ser o seu amigo. Tenho formas de mudar o panorama. Só não quero ser tão alheia e tão tola quando formo os meus juízos de valores. De qualquer forma, tudo termina com um final quase feliz.
E a noite chega, e o banho me chama, e a minha camisola de seda me espera para vesti-la. Curtam as estrelas e a lua. "Onde você estiver, não se esqueça de mim...". Valha-me Deus!!!!
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