Especial!!

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Linda!!!!

domingo, 22 de setembro de 2013

E de sonhos irreais....


A madrugada me deixou acordada. De olhos abertos na escuridão, deixei os meus pensamentos soltos e perdidos em cenas que já foram vividas e revividas. Já disse que em noites assim, tudo parece mais pesado e até mais fantasmagórico.
Pedi a Deus e aos Santos que me dessem o sono da madrugada, mas enfrentei-a com resignação e sofreguidão. Imaginei de tudo , do antes ao depois. Pensei muito em minha mãe. A dor da perda era inconformável. De luto recente, esqueci ou fiz esquecer os últimos tempos dela em tamanho sofrimento, para deixar que a saudade tomasse conta de mim. Não há como esquecer todos os seus mimos, a sua dedicação materna, a sua proteção e o Porto Seguro que foi para mim. Tamanha dor e uma saudade sem dimensão.
De olhos abertos, queria lhe ver e conversar. Falar de tudo , de sua ausência e do meu padecer. Madrugada insone de tantos pesares.
Depois vieram as outras cenas futuras, imaginadas e vividas como se pudéssemos viver um futuro apenas inventado e reinventado, apontado pelas situações atuais que podem mudar como um dia que ficou tão diferente....
Senti saudades do antes e do depois. Daquilo que é real e presente, elevado hoje para uma vida que ainda está por vir. Madrugada insone de tantos pesadelos, acordada. Existem imaginações que se tornam quase fatos e que nos levam a vivê-los por força de tanto poder.
Em lençóis de cetim, coberta e de olhos abertos, pude ver as sombras que, mesmo na escuridão, eram sombras. Madrugada boa e adversa. Não houve plenitude. Foi uma madrugada de sonhos, de lembranças, de medos, de alegrias e de pensamentos, numa miscelânea de sentimentos. Não foi madrugada de horrores. Foi de saudades contidas e de sonhos irreais....

Um comentário:

  1. Eliana,

    Talvez seja eu a pessoa que primeiro leu o seu texto. Escritora nota dez. A sua inspiração é ímpar. A sua forma de escrever Niliana,como já foi dito, muito,muito boa.
    Liang

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