
Coloquei os meus óculos. Não havia luz e o tempo era ermo. Acendi a vela e peguei a lamparina, lembrando tempos de antigamente, como já havia lido em livros. Tinha eu plantado rosas e colhido espinhos. Absorta em meus pensamentos, indagava-me silenciosamente o porquê do acontecido.
Talvez não me fosse surpresa esta dor , mas se constituía quase um pesadelo acordada. Estava com frio , pois aquilo que não se espera, arrepia...
Teci os meus pensamentos, um a um, na certeza ou quase certeza de uma caminhada tortuosa , onde tudo poderia ser mudado. Ai de mim, neste momento.
Voltei ao passado e deixei de lado as fotografias, prova maior do que aquilo que se passava no meu eu. Estava quieta estes dias, mesmo sendo vítima de uma agitação explicável, mas não aceita....
Apelei para o meu Tercinho. Ele sempre me faz companhia. Trago-o comigo e nunca perco a fé junto a ele. Este foi o meu consolo. Fiz das minhas Orações a última esperança.
Coloquei os meus óculos. Era necessário assim fazer. Não havia luz e o tempo era ermo. O telefone sem razão de existir mais, permanece mudo. Tenho , por isso, sentimentos avessos a minha ternura tão incorporada desde criança. Esta criança que, por certo, me deixou, quando a inocência me abandonou. O mundo se encarregou de me mostrar a maldade, a injustiça e, agora, os espinhos...
Estava quieta em meu cantinho. Uma força interior me impulsionou ao meu blog. Não sei se fiz bem ou se fiz mal. Quando a dor é tão doída, é necessário uma solidão inerente ao peso do fato.
E vocês, meus leitores, assíduos na busca de mais um texto, ficam hoje perdidos num turbilhão de incógnitas. Já escancarei muita coisa. Mas, agora não. Perdoem o meu momento. Ele haverá de passar. Já perdoei a muita gente, deem-me agora o aperto dos seus abraços. Estou um tanto carente de vocês, também...
Minha grande amiga:
ResponderExcluirSer uma das suas leitoras me envaidece. Nota mil, para tudo que você escreve.
Beijos, Laura
Eliana,
ResponderExcluirExcelente o seu texto. Minha nota é dez.
Liang