
Pensei um pouco. A minha última crônica foi tão prestigiada, que tive medo de não saber escrever outra. É até hilário, mas verdadeiro. Quando a escrevi em frações de segundos, não imaginei todos estes aplausos. Uma vontade instigante me levou a digitar esse texto. Só Deus sabe o que desta feita, serei capaz de abordar.
Mas, o dia andou vagarosamente, levando-me a uma sonolência que se fez maior antes de chegar em casa. Já no meu aconchego, o meu melhor lugar, tomei um banho e me deixei levar pela leveza do recanto. Lençóis brancos de uma alvura quase pura, deixou-me extasiada. Descobri que era tudo que mais desejara. Sonhos imaginados e devaneios ao sabor dos ventos...
Não me perguntem sobre estes meus devaneios. Há algo neles que eu escondo a sete chaves, deixando me resguardar dos comentários maléficos, dos quais não sou eu isenta.
Vida, vida minha. Tantos momentos de alegria e outros de insatisfação. As surpresas tão surpresas, maiores quando finda o ano. Negação de um passado inusitado e a afirmação de meu carater íntegro. Os competidores usando as suas armas. A falsidade muito bem representada. A minha inocência que devia ter me deixado anos atrás. Eu e ele, sem escrúpulos e sem temores.Minha face molhada de lágrimas, antes de secarem. A solidão e a distância de quem não sabia ainda o que viria.
A certeza de um futuro maravilhoso e os giros da vida tecendo os seus caminhos. O inesquecível sendo ultrapassado. A maturidade com os seus ganhos. Os coitados de agora, outrora prepotentes.
Tento filosofar e deixo escondidos os momentos de intimidade. A minha jaula sendo o meu cantinho. A obra se vestindo e a minha vida sem retoques....O meu livro prefaciado por um grande escritor, amigo de longas datas. A surpresa de quem será. Até nisto, guardo um segredo. Escolhi a dedo, pois amigo, quando amigo, não decepciona...
Eliana,
ResponderExcluirTodos os seus textos me fascinam.
Woy