Há algo em mim que, silenciosamente, mudou. Não precisou que alguém me alertasse e, muito menos, que os percalços dirigidos fossem a causa maior.
Há algo que, silenciosamente, mudou. Esqueci tanta coisa que outrora me fizera tão bem. Deixei de lembrar porque assim foi necessário. O tempo foi o maior dos meus mestres. As decepções inusitadas as grandes doutoras.
Neste momento e em outros, não sinto, como nunca senti, o mal de uma conduta. A vida me fez melhor. Ela me fez esquecer e perdoar. E é esta sensação de amor , de doação e de solidariedade que eu guardo no mais profundo do meu ser.
Silenciosamente e devagarinho, eu mudei. O sofrimento me fez maior. Tento, por vezes, ser menos alienada e não consigo. Nada, do que não foi bom, me provoca rancor, mágoas e nem mesmo tristeza...
Vez ou outra, surpreendo-me comigo mesma. Grande sensação de esquecimento. Momentos vividos com amargura, não me tocam mais. Sinto que a vida é a vida, ensinando e mostrando os caminhos a seguir.
O hoje não mais é reflexo manifesto do ontem sofrido...
Já convivi com muitos. Aqueles que se foram da minha trajetória pela maldade humana, foram guardados no porão de meus esquecimentos. Que bom que foi assim.
A solidão da tarde já não é nem mais solidão. Busco sempre preparar-me bondosamente , pois amanhã o dia é seu, amigo meu ou não....Estou em outra. Silenciosamente, eu mudei.
* Uso um linguajar simples, posto que estou escrevendo de forma espontânea, despreocupada com o silêncio ou o grito dos mortais...
Eliana,
ResponderExcluirSeu texto está muito lindo. Quantas verdades e tantas condutas suas tomadas por um coração tão sentido e tão afetuoso.PARABÉNS.
Beijos, Laurinha