
Esta tarde foi diferente. Dormi, acordei e novamente adormeci. Havia algo de mistério neste entardecer. Pensei que precisava mergulhar no esquecimento e deixar que o mundo virasse pelo avesso, tamanha a minha vontade de ser ou de não ser eu.
A vida e suas nuances. Como sempre muito perceptiva, não precisava de palavras pronunciadas para detectar o que se passava. Havia algo diferente, que eu camuflei através do sono.
O ser humano é sempre peculiar em suas sensações e nas suas reações. Estava sozinha e nem sei como explicar o meu interior neste momento.Escondi o quanto pude a minha realidade e certa fragilidade que me rondavam pouco a pouco, mansamente pertubadora, sem que eu não pudesse dominar o fato.
Leitores, falo muito por metáforas. Prometi a mim mesma, não me escancarar por inteira. Aquela promessa de deixar que as águas se ponham a rolar e as alegrias superem todo e qualquer desafeto e todos os desânimos, que um dia será impossível não se manifestarem.
Anoiteceu e eu virei o avesso dos avessos do mundo. Afinal, afinal, estou cumprindo o meu "desiderato" que se fez presente desde que tive como formação a Psicologia. Existem muitas vertentes para dominar o que nos faz um mistério em nosso viver.
E, assim, eu percebo que já virei outra. Pedacinhos e filigranas que se foram num passo de mágica e de magia.
Vou ao banho frio. Este me revigora SEMPRE. É a vida e suas nuances...
Li,
ResponderExcluirPublica logo um livro. Você é nota mil. Intelectualidade parou aí e fez morada. Amei a sua crônica.
Abraços,
Renato