
Já brincamos o suficiente. O carnaval passou. Os melhores banhos de mar me deixaram energizada, sempre achando que a vida é cor de rosa. Será?
Mas, nas minhas andanças adquiri novos livros no Aeroporto Internacional dos Guararapes e complementei as minhas leituras com os meus livros, a minha Biblioteca, que sempre terá um recanto no meu apartamento.
Entre tantos livros, peguei-me com Diálogos Impossíveis, de Luis Fernando Veríssimo. De leitura leve, Veríssimo mostra tal qual um existencialista dotado de bom humor, o absurdo que marca a existência humana.
Veríssimo mostra e persegue nestas suas crônicas o tom hilariante e bem humorado desde tempos longínquos, lançando a sua idéia, como sempre faz, de que o homem parece falar o que não deve e calar no fundamental. Fala da vocação humana para a confusão. Vale a pena ler.
Acho que fiz leituras suaves, incapazes de serem criticadas, mesmo achando que a crítica é necessária e conduz a lugares melhores...Sei talvez melhor do que muitos.
Não deixo este meu desejo de estar sempre fazendo leituras. Com certeza, é o meu lazer preferido. Herança é fogo e esta o meu pai me deixou, fazendo de mim, quem sabe, uma substituta sua, mesmo que um tanto amadora.
E lá se vão os meus momentos de reflexão, intocáveis e solitários. Por vezes discutido e comentado em casa mesmo. Esta minha extrema vontade de falar e de ouvir.
Alguns pensamentos me fizeram morada. Um deles foi sobre a minha literatura que passa a se revestir de um pouco de mudanças. E me ponho a ler, quando encontro duas frases que me deixam em alerta: "Sem sofrimento não há Literatura" (Orígenes Lessa ) e " É preciso sofrer para escrever uma grande obra" (Dostoievsky ).
E agora leitores: só camuflando as perigosas travessias, chego a escrever uma grande obra. Conforme relatei em crônica anterior, é preciso mostrar aos leitores apenas o meu lado bom da vida.
"É muito setenta", não é papai?
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