De repente, não mais que de repente, senti vontade de estar naquele lugar onde juntos, eu e meu esposo, trocamos conversas ao som de belas músicas. Lembrei-me da beleza do lugar, das atrações oferecidas, dos papos sérios mesclados de amenidades.De repente , não mais que de repente, era como se pudesse retroagir no tempo, ainda tão pouco distante, onde houvera entre nós um clima de relax e de muitos planos e especulações. Daquelas que a memória guarda e retroalimenta a alma quando mais precisa...
Sem motivos especiais, lembrei-me daquele dia. Pensei em repetir a dose, já que o que nos dá paz é muito bom para ser repetido.
Usei de artifícios para esquecer o muito que o dia de hoje teve de trabalho e muito mais de estudo. Vasculhei a mente e concluí que aquilo que vivenciamos, passou. Passou no tempo e passaram as conversas, cujos conteúdos haveriam de acontecer novamente acrescidos de nossas novas experiências e de novas sensações. Existiriam ainda, atrapalhando ou não, as nossas percepções que o tempo se encarregou de nos fazer mudar, por certo.
A vida e suas nuances. São tantas as mudanças e quantos amores e dissabores que constituímos a cada dia ou a cada tempo, como uma nova matriz de viver...
Estou tranquila nesta solidão temporária. Olho em volta, perambulo a casa toda, pego nos meus livros, reviso as leis nem sei por quê e me debruço em pensamentos mil....
Sinto que atravessei atoleiros e que me desliguei do que ou de quem não combinava com tantos sentimentos meus. Tive ganhos e muito mais....
Mas, a casa hoje está um deslumbre! ou são os meus olhos que só querem ver assim?
Nenhum comentário:
Postar um comentário