Nem sei o que pensar. A realidade é, às vezes, tão insignificante, que não me dá vontade nem sequer de me deter em maiores delongas.
É mesmo: o Poder deve subir á cabeça, embora tão efêmero seja o seu período e tão lugar comum para mim, que nada me incomoda quando o tema é este.
Convivi e , até, convivo com entes queridos que , como diriam alguns, ocupam um lugar ao sol e me dão a certeza de que , ensinados e orientados, pela educação de nosso pai, sabem da verdade do que passam e não se expoem através do que não constitui a felicidade. Valha-me Deus, os que pensam ao contrário.
Sem nomes e sem sobrenomes, achei tão sem cabimento o fato que me aconteceu ontem, que sem gostar de ter pena de alguém, terminei por ter.
A figura perguntou-me se sabia com quem eu estava falando. Dono de um pequeno poder, achou, talvez, que me intimidasse com tamanha colocação.
Na verdade, na verdade, estou num patamar de vida real que respondi com o que poderia intitular de resposta certa na hora certa.
Meu pai,já falecido,escritor de inúmeros livros, ex político, Docente da UFPE, Advogado, era tão simples e honesto, que tenho em mim arraigados os sentimentos de humildade e a certeza, mais que certeza, que tudo passa. E como passa.
O pior, leitor amigo, é que terminamos num lugar tão próximos, que não valeria à pena tanto orgulho numa terra que nos há de comer.
Faço esta crônica não porque o fato tenha me incomodado. Muito pelo contrário, não poderia haver razões para tanto. O meu passado e o meu presente agregam tal poder, ou se duvidar, muito mais!
De que me adiantariam a soberba e o desejo de me sobressair, diante , apenas, de um mundo que faz do humanismo bem menor do que a tecnologia, sem coração e sem afeto?
Às vezes, ou quase sempre, vivo esses momentos com muita leveza. Afinal, se tivesse que ser concorrente, estaria talvez num degrau superior ao que imaginam aqueles que abominam a solidariedade e o bem querer...
Afinal, sou um grão de areia como todos são....coitados dos arrogantes e, até, ignorantes da realidade de que Deus nos espreita...
Só quero distância. E o resto é resto!
Eliana,
ResponderExcluirA sua crônica reflete a realidade da vida e relata, com o seu dom de escrever, como pensam os detentores degrandes ou , até mesmo, pequenos poderes.
Percebi em vc uma necessidade de abrir os olhos dos impensados , que imbuídos da soberba, se deixam levar até o final do efêmero que desconhecem por julgarem eterno.
Que Deus proteja os insensatos.
" Rei morto, rei posto...."
Liang