
Tento sempre entender o que dizem as pessoas em suas palavras. Nem sempre é possível. Existem aquelas manifestas e as que vêm nas entrelinhas. Existem as verdadeiras e as que são sobrecarregadas de enfeites, alguns falsos e outros extravagantes.
Quem me conhece, sabe muito bem o quanto gosto de falar. Difícil calar, mas há sempre um momento para tanto. Aí , não sei se o meu silêncio fala mais alto e se todos conseguem compreender o meu mutismo. Acredito que não é fácil, talvez conflituoso. E isso nem sempre faz bem.
Adepta de Clarice Lispector, concordo com os seus pensamentos e sou como ela:
Ouve-me. Ouve o meu silêncio.
O que falo nunca é o que falo
e, sim, outra coisa.
Capta "outra coisa"
Porque eu mesma não posso.
Mas, os dias vêm passando numa velocidade galopante. Mil planos para me tranquilizar e a roda gigante da vida me levando para aqui e para acolá.
Por mais que tentemos não nos estressarmos, sempre aparecem os maquiavélicos e os pobres de espírito, que se imbuem de orgulho trazendo as mil e uma noites de insônia. Valha-me Deus! Ainda bem que existem os bons...
Vivo, por vezes, uma certa solidão. Não é fácil se livrar dela, mas posso dominá-la sem muita preocupação, aproveitando algum bem que ela traz. E por que não?
Vejam o que diz Clarice Lispector:
E ninguém é eu.
E ninguém é você.
Esta é a SOLIDÃO!
Acrescentando:
" Minha alma tem o imaterial peso da solidão no meio dos outros."
Que posso mais dizer, a não ser louvar essa grande escritora?
Prof.a Eliana
ResponderExcluirAmo o seu brilho intelectual.
Prof. Dantas
Eliana,
ResponderExcluirSeu texto é nota dez. Agora, digo eu, difícil calar diante das suas palavras tão intelectuais, sábias, inspiradas, únicas.
Parabéns!
seu esposo
Mainha,
ResponderExcluirA sua crônica me tocou demais. Maravilhosa, irretocável e verdadeira, está brilhantemente escrita.
Beijos da sua filhinha,
Luciana