Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

NÃO HÁ COMO ESCONDER....


Não há como esconder ou dissimular os sentimentos que, vividos e revividos, ainda não foram , de todo, esquecidos, posto que foi forte demais.
Nem há como esquecer do mês de novembro.
Recordando o tempo faltariam dez dias para eu vivenciar o que nunca fui capaz de imaginar. E aí estão , somados e diminuídos, a certeza, que hoje eu sei, de que faltariam dez dias para o inusitado, tão cruel e tão marcante.
A noite é um mistério. Há um quê de mistério e um misto de alegria e dor. Tanto pode ser alvissareira como traidora, tão traídora como foi no dia vinte de novembro de um ano que se foi, ou que se vai...
Se é que sei muito sobre os meus leitores, desconheço a agonia de algum deles, uma dor tão doída que seria impossível saber avaliá-la, graças a Deus.
Desculpem, amados leitores. Falei na crônica anterior da versatilidade de um escritor. Hoje, revivo, com tanta nitidez, a noite que eu julguei tão boa e que, nada mais, nada menos, estava deitando para acordar tão ruim e tão arruinada.
Deus, meu Deus. Precisava, talvez, de um momento desse para pensar e refletir no que vem depois. Nesta madrugada tive medo, muito medo. Mil fantasmas povoaram a minha mente. E para onde eu iria, como seria a "vida" após a morte?
Vivia alheia a essa realidade que, mais cedo ou mais tarde, nos chama, sem possibilidade para fugirmos dela.
Rezei chorando, pedi a Nossa Senhora soluçando, pensei na minha Princesa sem mim e nem sei mais o que roguei com fé, mas fraquejando diante de tanta dor...
E lá se foram dias alterados na minha rotina, a possibilidade de ocorrências adversas. E lá se foram os dias, os meses e quase um ano.
Tantos dias de afagos temporários. Julguei-me boa e tive a certeza de uma união perene.
Não, não foi necessário tamanho sofrimento para eu ser acariciada. Deus continua no meu caminho. Que quero mais da vida, norteada por tantos agradecimentos meus?
Leiam, reflitam e comentem, se julgarem oportuno...

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

BLOG DE MARIA ELIANA PEREIRA: O TOQUE DO MEU BANHO....

BLOG DE MARIA ELIANA PEREIRA: O TOQUE DO MEU BANHO....: Tinha todos os motivos para tirar uma boa soneca esta tarde. A semana, apesar do feriado, rendeu-me um trabalho danado. Foram Projeto...

O TOQUE DO MEU BANHO....


Tinha todos os motivos para tirar uma boa soneca esta tarde. A semana, apesar do feriado, rendeu-me um trabalho danado. Foram Projetos para análise de todo lado. Isso na Universidade.
Sabe daquelas semanas esbaforidas, onde a responsabilidade fala alto e a gente se apega de corpo e alma, tentando cumprir o que é possível e até o impossível?
Mas, não sei se graças a Deus, espero ter chegado ao final de semana sem amarras profissionais, pois chega um ponto que extrapola as forças e a boa vontade. Valha-me Deus!
Este não seria ou não será o tema central do texto. Abri o caminho , porém não cheguei ao tema suave e delirante que, por merecimento, tenho direito de sobra, mais amplo do que o imaginado.
Pulo de um lugar a outro, falando das minhas vontades, vez ou outra, de mudar o tom das minhas crônicas, deixando de lado este super ego que me abafa e me deixa ser apenas um pedaço de mim.
Já prometi e não cumpri. Há dias em que , não sendo de ferro, preciso escancarar os meus sentimentos, as minhas necessidades e os meus desejos.
Falei, em outros textos, do valor que tem para mim o toque do meu banho e o meu narcisismo exacerbado que eu tento, por vezes, abafar sem razão de ser.
Chegou para mim a maturidade , caminhando lado a lado com outros desejos latentes e outros sutilmente manifestos.
Quem pensa que a década dos cinquenta anos mata a sede do amor , não sabe ou não vive a realidade, por sentimentos púdicos em excesso. Explodem com problemas inventados e reinventados, vivendo e agilizando um tempo que pode estar longe de acontecer.
De corpo e alma, sinto o meu prazer e me desnudo toda , sem razões para esconderijos, pois estou , apenas, vivenciando o que sinto, e o que gosto, sem amarras e sem pudores, a não ser os pecaminosos que eu afasto por muito amor a Deus. Aprendi, introjetei e pratico com muito bem estar a educação passada por meus pais.
E lá se vai a tarde, ainda, guardando em minha alma um certo receio de espantar os leitores desacostumados com a minha forma de escrever.
O escritor é versátil, muitas vezes. E se ele se esconde sob um manto de castidade e se deixa levar por um super ego muito atuante, não é ele.
Dizem que uma relação de amor começa com a transparência. Hoje sou assim...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A SAUDADE DE TODO DIA....


Os tempos mudaram. O dia 02 de novembro já não é vivido e revivido como nos meus tempos de adolescência. Reservávamos esta data para dedicarmos , integralmente, aos mortos , nas visitas aos túmulos e com orações o dia todo.
Lembro-me do meu pai, hoje encantado e tão distante. Não permitia que os filhos fossem à praia e a cor vermelha nas roupas era quase uma proibição.
Os tempos mudaram. Os sentimentos desapareceram e a saudade é a saudade de todo dia.
Confesso, leitores, que as mudanças foram grandes e dignas de registro, mas sinto, ainda , uma tristeza no ar e há uma lacuna que me provoca uma inquietação psico motora que me deixa sensível e no mais , hora em hora, recordo os meus entes queridos, especialmente do meu pai.
Sociologicamente, a vida dá as suas voltas, não sei se para melhor ou para pior. Os shoppings abrem e as praias lotam. A ordem do dia é se distrair. Os mortos são mortos , sem muito direito a recordações.
O dia se passou tão rápido, que a sensação que me dá não coincide com um feriado, mas também, não dedico , como gostaria, a uma reflexão digna de um amor saudoso, fazendo jus à saudade maior. É a saudade de todo dia.
Sinto-me como se nem soubesse o que fazer e como agir. Há em mim um tempo que se foi e uma necessidade de aproveitar o dia. É tudo um tanto diferente e confuso, mas não é aquele de antigamente.
Lá em baixo toca um som e a gente toda se deixa embalar pela música e pelo desejo de balançar o corpo num gingado e num possível esquecimento de alguém que já se foi.
Penso que não há mais sentimento de falta, porém abafo um pranto que me leva a uma tristeza mesclada por outras preocupações, que não implicam um retiro e nem tantas orações. Tantas quantas eu gostaria que fossem.
Na verdade, só posso definir como já disse: há uma saudade no ar ,mas é a SAUDADE DE TODO DIA....

sábado, 29 de outubro de 2011

TAL QUAL SONHEI E SONHO....


E lá se vai mais uma semana que se passou rapidamente, numa contradição pouco equacionada, quando, sensivelmente, passamos horas e horas presas à lentidão do tempo, curtindo momentos demorados e sentimentos duradouros.
Costumo ser autocrítica, o que me deixa sem uma satisfação total quanto ao que faço e produzo.
Já me acostumei a muita coisa, mas a outras não. Tive uma semana gratificante, porém nada que me rendesse inspiração para produções literárias. Quase , irritantemente, sofrível ,essa lacuna, pensando neste espaço, razão de tantos liberações de tensões, camufladas ou não.
Mas, lá se vai a minha semana, mesmo assim, curtida de atrações novas, incluindo inovações de sentimentos e aquisição de bens, que, querendo ou não, é um privilégio...
E uma coisa puxa outra. Há quem defina privilégio como tudo que tem a ver com dinheiro e vantagens materiais. Deixem que eu seja mais inclusiva e adote uma definição que assume outras formas. Assim sendo incluiria mil outras coisas como a educação não só de conhecimentos teóricos, mas uma educação no sentido mais amplo. Falo de uma educação que envolve um mundo amplo e repleto de pessoas diferentes.
E, uma vez privilegiada, nada de agir por impulsos. É preciso refletir e muito.
Não entendo, no entanto, tantas pressões reais que empurram as pessoas para uma abordagem acelerada da vida, levando às crises que acontecem aos 30 ou 35 anos, quando, muitas vezes, pouco pararam de respirar a adolescência.
Se estou certa, também, não sei. Às vezes , agindo com solidariedade, termino prejudicando sem querer.
Hoje, fugi do tom das minhas crônicas. É assim, de vez em quando. Faço essas abordagens como um chamamento, embora muitas vezes aconteçam quando a inspiração pessoal fala menos alto ou quando preciso ficar mais bem guardada e resguardada.
Entendo que nossas vidas são nossas, nossos trabalhos são nossos, mas quem define o nosso perfil é o mundo exterior.
E é assim que eu , solitariamente,OU NÃO, vou caminhando numa direção sua e de outros, tentando satisfazer o que lamento não estar sendo feito. Tal qual sonhei e sonho...

Leitores: acho que já dá para vocês formarem o meu perfil. Faz parte...

sábado, 22 de outubro de 2011

GLÓRIA A DEUS!


E já passam das 23 horas e o meu corpo e o meu espírito brigam entre si, como se pedissem cama e o sono travasse uma batalha de quero não.
A vida, tão verdadeira ou tão pretenciosa em suas artimanhas, prepara cada uma que nos faz esquecer os motivos da felicidade e nos levam a pensar nas filigranas que sustentam o tudo: o passado, o presente e o futuro.
Tenho rezado muito mais do que de costume. Tenho me ajoelhado e clamado por Nossa Senhora, na esperança que me faz alimentada e fiel as minhas verdades.
Sobre isso tudo e muito mais , tenho escutado palavras animadoras que me fazem refletir e me levam ao apogeu de uma vida motivadora. Não fosse dessa maneira, estaríamos diante de uma tristeza sem retorno e com implicações drásticas que provocariam o final dos finais.
Mas, já passam das 23 horas. De banho tomada, esqueço o muito que não posso lembrar. Penso nas mazelas de meu corpo e me abstenho de lembranças, se é que consigo, contanto que os meus olhos marejados sejam os substitutos dos lamentos tão sofridos e tão presentes. Tão condenados , mas tão pouco julgados. Por que?
Perguntas sem respostas me levam à resignação. Nestes momentos , a minha inquietação mental e motora se tornam difíceis de serem dominadas.
Penso e digo alto: Haverá de passar. A paz me vem de mansinho quando rezo o Terço e me torno mais e mais sentimentos bons de grande dimensão. Glória a Deus!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

NEM DEU TEMPO DE LHE DIZER QUAIS FORAM...


Ai, borboleta, o que aconteceu com você hoje? Tantos e tantos dias bateu em minha janela e a felicidade era anunciada, tal as cores que você ainda ostentava. E os meus assobios, não escutou mais?
Ai, borboleta, tão pequenina e tão viçosa, o que fez você perder o ânimo?
Acabou o seu tempo, encantou-se a sua vitalidade e os seus apelos foram todos atendidos? Parece ter perdido a vicissitude e não ser mais a mesma. Que pena!
Ai, borboleta, a sua passagem em minha vida foi tão curta e tão coincidente com os seus temores...
Tento pensar e imagino quando, novamente, virá e quando, outra vez, eu cairei nos seus braços, enganada, mais uma vez, e solícita sem necessidade de viver as suas tensões e as suas angústias.
Ai, borboleta, tenho que parar de vez em quando. Ninguém sofre as minhas dores e, até, você foi o engano de mais tantos enganos.
Esperei você , ainda. Desta vez, vou lhe esquecer. Enganadora e tão "inteligente" me deu a oportunidade que eu procurava, achando fosse outra, depois de tantas outras....eu, que já tinha sido avisada.
Ai , borboleta, não perdi a minha paz. Guardarei, apenas, na memória a ilusão de um tempo passado.
Ai, borboleta, tem gente podendo lhe dar o melhor. Esqueça o meu endereço, pois quando resolvi ficar sem você, que não veio, entendi que a minha vida é melhor na plenitude de meus sonhos realizados. Nem deu tempo de lhe dizer quais foram....