
Sozinha em meu habitat do trabalho, curto uma sexta diferente, sexta de poucas sextas. Tempo se foi. Aquele que me deixou inebriada por sentimentos advindos de quem nunca, talvez, tivera amizade. Mas, o vento levou para longe. Tão longe que espero eu, tenha partido para um desconhecido lugar.
Vivo um momento só, não de solidão. Quando mudei a minha forma de ver a vida, mudei pensamentos e controlei sentimentos. Não havia razão para sofrer a malícia de quem apareceu e reapareceu de forma inusitada, de caso pensado e sem o escrúpulo de quem pensa no bem de seus antigos pares...
Tudo tem o seu tempo, o seu período e o momento exato de se ir. Agradeço a Deus a despedida, ainda que inescrupulosa e desmedida. Foi melhor assim...
E a sexta chegou com os meus planos que em tempos idos e vividos não puderam ser construídos sob a sombra dos impensados. Que bom que passou para sempre. A gente, às vezes, imagina que os desprezos serão sempre sentidos. Quando se quer , se busca uma maneira de afastá-los, ainda que tenhamos de buscar no inconsciente o que estava guardado na gaveta da inconsequencia.
Venho me dedicando ao meu blog, de onde sairá o meu livro. Mais uma realização e por certo a completude do que mais queria. Plantei uma árvore, tive uma filha e agora estou às portas do Lançamento da minha obra literária.
Mas, aqui tudo é silêncio. Fiz uma pausa para escrever este texto. Afinal, afinal, também temos que, mesmo no trabalho, largar os estudos dos casos para descansar a mente. Escrever me proporciona o bem estar que sempre faz parte dos intelectuais e escritores. Com uma herança genética vinda da figura paterna, tenho o brilho das palavras em minha mente.
Sexta de poucas sextas. Hoje o tempo mudou . Deixei de lado o que teria de deixar. Sou eu, sem vestígios...
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