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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Madrugada fatídica de muitas madrugadas...



Não existiam sinais de turbulência, há três anos atrás. Havia conversado nesta noite com minha filha muitas amenidades. Às vinte e duas horas, disse a ela que iria dormir para acordar cedo e ir para o trabalho. Deitei-me leve e fagueira. A gente nunca sabe do inusitado...
Madrugada fatídica fez-me acordar ás três da madrugada, aperriada com uma dor intensa nos dois peitos, nos dois braços, nas costas, muita sudorese e vômitos atormentadores. Meu esposo, muito sábio na Medicina, disse que teríamos de ir depressa para o Hospital. Anunciou que eu estava infartada. Não suportando a dor e com medo de morrer, tive vontade de gritar aos quatro cantos. Pedi socorro e pedi aos céus que não me levasse.
O caminho foi a minha via crucis maior. Pela primeira vez, debaixo de tanta dor, pensei na morte. Como seria lá, além da terra? como seria Deus? Minha Nossa Senhora me ajude, gritei alto.... E minha filha, que seria dela?
Ainda no carro, atormentada, lembrei-me de minha irmã Maria Beatriz. Disquei o seu celular e nada...
No Hospital, a certeza do Diagnóstico: Infarto Agudo do Miocárdio. Cirurgia de urgência, UTI, A CHEGADA DOS MÉDICOS e eu aniquilada, inesperadamente, num Bloco cirúrgico.
Não existiam sinais de turbulência a essa hora, há três anos atrás.
Sofri tanto e mergulhei na mais profunda tristeza. Nunca havia esperado tamanha iminência de morte.. Madrugada fatídica de muitas madrugadas...dias terríveis, a minha falta de controle e o meu forçado repouso mental.
Nunca contei a vocês, leitores, que passei mais de seis meses com medo de adormecer quando já era noite. As madrugadas me assustavam. Não queria estar dormindo depois que a noite chegava.
De volta ao trabalho, encontrei os meus verdadeiros amigos e a frieza de quem não tem coração, ou tem. De quem não fala com a alma, incapaz de um ato de carinho e de afeição. Foi às últimas consequências. Ainda hoje rezo por mim e por esta pessoa. Deus sempre perdoa.
Madrugada fatídica de muitas madrugadas. Eu relembro com minúcias. Nunca vou esquecer...
E lá se vem a noite e um céu estrelado. Rezo o meu terço e penso na oportunidade que Deus me deu. Virei a página da minha vida. Fiz mudanças. Tornei-me emocionalmente mais jovem e mais amante da vida, não importam os outros, já que são os outros.
Atravessei um abismo e hoje grito vitória. Só Deus poderá me conter...

2 comentários:

  1. Amiga de todas as horas,
    Como bem sabe você, tudo passou. Você é vitoriosa e bola prá frente. E que os outros, que são os outros, aqueles que não lhe deram o abraço apertado, tenham hoje o Grande Perdão de DEUS.

    Beijos, Laurinha

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  2. Eliana,

    A crônica foi triste para mim que vivenciou todos os seus momentos, mas você com o seu estilo Niliano, relatou como ninguém.
    Que Deus lhe dê tudo que você merece....e bem merece.

    Woy

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