Parece que algumas coisas, eu vejo com outros olhos. Devaneios, sonhos e desejos me levam a uma ilusão ótica que me fazem ouvir e responder com um comportamento que não seria o adequado.
Nesses anos todos, aprendi a falar na hora certa e a me calar, evitando que as minhas palavras venham a suscitar interpretações várias.
Relembrando velhos tempos, dizia a minha mãe querida que eu tinha o estigma de ser mal entendida, quase sempre. Penso que carrego essa sua forma de ver e de julgar desde a mais tenra idade. E isso não me faz bem, na medida que tento explicar o que é difícil de ser entendido.
Fujo das maldades humanas, dos egoismos, das faltas de solidariedade e das invejas como quem foge de um mal que pode voltar para mim, derrubando toda a minha fidelidade, meus valores e meu espírito de doação.
A maturidade me ensinou tanta coisa que não é fácil descrever as filigranas do que passei ou passo. Até pode ser que um dia eu escancare, nem que seja á boca miúda.
Devaneios, muitas vezes, me fazem muito bem. Com eles assimilo novas formas de ver e de sentir. Imagino que a minha preocupação maior já é hoje o meu bem estar, sem temores de solidões que me são provocadas quase sem querer....engraçado, não é?
Gosto dessas quase brincadeiras. Elas descontraem a mim e ao leitor à medida que passo e repasso uma verdade latente que necessita ser manifesta.
Sou seriedade e sou hilária, sou adulta e conto histórias infantis, com o objetivo de conservar o meu lado lúdico.
É isso aí, leitores, cada um com as suas peculiaridades e cada um com a sua luz que se acende tanto quanto abrimos nossas portas ou não!!!!
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