Encontros fortuitos trazem ao meu pensamento palavras que já não são mais usadas. Desapareceram muitas das solidariedades e as gratidões andam escassas.
Ontem, perto da minha casa, aproximou-se um mendigo e pediu ao cidadão que passava uma esmola. Confesso, leitores, que fiquei atônita quando o rapaz respondeu ao pedinte: PERDÃO, não tenho aqui.
Tem sido o de todo dia, ver criaturas em seus carros suntuosos passarem ostentando a riqueza, longe de darem o mínimo que fosse para que os pobres de finanças tomassem um simples café da manhã, um pão que enchesse a barriga por meia hora.
Socióloga, eu não sou. Apenas venho vendo e averiguando que as pessoas mudaram a sua maneira de ser. Incrível, mas verdade.
Hoje, as palavras mais distintas desapareceram do vocabulário de muitos, como se não fosse mais necessário agir com a boa educação e os princípios adquiridos através de nossos pais...
Já não escuto mais agradecimentos na hora certa, o carinho manifesto constitui-se lacuna, o perdão é raridade, o cavalheirismo fugiu do cidadão que prefere mostrar o poder por mais efêmero que seja e a solidariedade só por interesse.
Deixo que o meu pensamento dê voltas em torno do que já foi tão lapidado. Palavras verdadeiras e mentiras escasseadas. Hoje a falsidade está mais presente e a autenticidade se tornou ardilosa.
Tenho ímpetos de voltar no tempo e vontade de ensinar a outros que a solidariedade, a caridade, a igualdade e a fraternidade não poderiam desaparecer. Talvez assim fôssemos mais ricos de espírito e não veríamos tantos onipotentes enclausurados nos seus palácios sem, por vezes, encontrarem a alegria de viver!!!* Amiga: salvei a figura que você postou no face para ilustrar o meu blog. Grata.

Eliana,
ResponderExcluirEsta sua crônica é a realidade de todo dia. Você não falha quando escolhe o tema. Muito boa. Pode ser um alerta para os onipotentes.
Beijos
Juliana Dias
Eliana,
ResponderExcluirA sua sensibilidade aguçada faz dos seus textos uma beleza!!!!
Beijos,
Maria Renata
Eliana,
ResponderExcluirSou cúmplice de suas palavras. Muito boa, excelente. Você escreve com o estilo de Dr Nilo, seu pai.
Beijos,
Liang